Tradutor

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

24 de dez. de 2010

Como não trair Jesus - John Piper


Para tornar os outros alegres em Deus com uma alegria eterna, nossa vida deve mostrar que ele é mais precioso do que a vida. "Porque a tua graça é melhor do que a vida, os meus lábios te louvam" (SI 63.3). Paraconseguir isso é preciso fazermos escolhas de vida sacrificiais, baseadas numa certeza de que o engrandecer a Cristo por meio de generosidade emisericórdia realmente satisfaz muito mais do que o egoísmo. Se "caímos fora" de um risco para ficarmos seguros, jogamos a vida fora. Este capítulo é sobre o estilo de vida que pode evitar que isso aconteça.
Como não trair Jesus
Se Cristo é um tesouro que satisfaz totalmente e promete cuidar de todas as nossas necessidades, então viver como se tivéssemos os mesmos valores que o mundo tem seria trair Jesus. Estou pensando principalmente em como usamos nosso dinheiro e como nos sentimos sobre nossas pos­ses. Ouço as palavras de Jesus que nos perseguem: "Não vos inquieteis, dizendo: 'Que comeremos' ou 'Que beberemos' ou 'Com que nos vestire­mos?' Porque os gentios é que procuram todas estas coisas" (Mt 6.31,32). Em outras palavras, se damos a impressão de que nossa vida é dedicada a obter e manter coisas, então seremos iguais ao mundo, e isso não valorizará Cristo. Ele ficará parecendo um interesse marginal religioso que poderá ser útil para escapar do inferno no final, mas que não faz muita diferença emnosso modo de viver e amar aqui. Ele não aparentará ser um tesouro que satisfaz totalmente. E isso não fará outros se alegrarem em Deus.
Se somos peregrinos e forasteiros na terra (lPe 2.11), se nossa cida­dania está no céu.(Fp 3.20), se nada pode separar-nos do amor de Cristo (Rm 8.35), se o amor firme e constante dele é melhor do que a vida (SI63.3) e se toda tribulação está produzindo para nós um eterno peso de glória (2Co 4.17), então vamos entregar aos ventos nossos temores e "bus­car em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça" (Mt 6.33). Conside­raremos tudo como refogo em comparação com Cristo (Fp 3.7,8). Aceita­remos "com alegria o espólio de nossos bens" por amor a atos impopulares de misericórdia (Hb 10.34). Escolheremos "antes ser maltratados com o povo de Deus do que usufruir prazeres transitórios de pecado", e conside­raremos "o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito" (Hb 11.25,26).
Por que as pessoas não nos perguntam sobre nossa esperança?
Não há dúvida que se vivêssemos mais assim, seria mais provável o mundo considerar saber se Jesus é um Tesouro que satisfaz totalmente. Ele pareceria ser um tesouro. Quando foi a última vez que alguém lhe perguntou sobre "a razão da esperança que está em você"? Foi para responder essa pergunta que Pedro disse que deveríamos estar sempre prontos: "Estai sem­pre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da espe­rança que há em vós" (lPe 3.15).
Por que as pessoas não nos perguntam pela nossa esperança? A resposta provavelmente é que parecemos esperar as mesmas coisas que elas esperam. Nossa vida não parece estar na estrada do Calvário, despo­jada para o amor sacrifícial, servindo outros com a doce certeza de que nós não precisamos ser recompensados nesta vida. Nossa recompensa é gran­de no céu (Mt 5.12). "Tua recompensa tu receberás na ressurreição dos justos" (Lc 14.14). Se crêssemos nisso mais profundamente, outros pode­riam ver o valor de Deus e encontrar nele sua alegria.
A credibilidade de Cristo depende de como nós usamos nosso dinheiro
A questão de dinheiro e estilo de vida não é um assunto secundário na Bíblia. A credibilidade de Cristo no mundo depende dela. "Quinze por cento de tudo que Cristo disse está relacionado a esse tópico - mais do que seus ensinos sobre o céu e o inferno juntos".[ Ouça esse refrão que perpas­sa todos seus ensinos: •         "Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então vem e segue-me" (Mc 10.21).

 "Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus ... Mas ai de vós, os ricos! Porque tendes a vossa consolação" (Lc 6.20,24). •         "Todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo" (Lc 14.33).
 "... é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus" (Lc 18.25).
 "A vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui" (Lc 12.15).
  "Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6.33).
  "Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós bolsas que não desgastem... nos céus" (Lc 12.33).
 "Zaqueu... disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens ... E Jesus lhe disse: 'Hoje houve salvação nesta casa'" (Lc 19.8,9).«^"O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e a compra" (Mt 13.44).
 "... [Jesus] viu certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas.
E disse: 'Verdadeiramente vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos'" (Lc 21.2,3).
 "... Deus lhe disse: 'Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que
tens preparado, para quem será?' Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus" (Lc 12.20,21).
 "As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça... Segue-me" (Lc 9.58,59).

CAP 51 - UM GUIA DE ESTUDO PARA O LIVRO DE GÊNESIS 45


INTRODUÇÃO
Três coisas especialmente se destacam neste capítulo:
A. Este capítulo contém o clímax de uma das grandes histórias narradas pela Bíblia. A simplicidade do estilo de Moisés tem sido muitas vezes admirada.
B. Aqui podemos ver a providência de Deus profundamente enfatizada. Nós somos os atores na peça em que Deus é o diretor.
C. A vida de José nos ensina como perdoar aos outros e viver sem frustração e amargura.
I. UMA REVELAÇÃO - VERSÍCULOS 1-4.
A intercessão de Judá revelou a José a mudança do coração dos seus irmãos. Até mesmo o seu próprio coração foi tocado. Ele pediu aos servos que se retirassem para que ele pudesse colocar de lado o protocolo de Estado e conversar em família com seus irmãos. É provável que ele também não queria que seus servos soubessem o que os seus irmãos fizeram no passado [I Pedro 4:8].
Os professores da Bíblia têm comparado esta revelação com a futura revelação de Cristo para a nação Judaica. Os irmãos de José devem ter sentido um grande remorso. Isto não é um símbolo da tristeza que o povo Judeu sentirá na volta de Cristo [Zacarias 12:10]?
II. O CONFORTO DA SOBERANIA DIVINA - VERSÍCULOS 5-8.
A. A soberania de Deus assegura que os caminhos humanos são tão ordenados que o Seu povo é preservado e Seus propósitos realizados. Deus enxerga o futuro e tem tudo preparado de antemão para suprir as nossas necessidades. Mesmo os homens maus, que peca livremente, acabam sendo instrumentos da vontade divina [Salmo 105:16-24; Salmo 76:10; Efésios 1:11].
B. José não estava de forma nenhuma negando a culpa dos seus irmãos [Gênesis 50:20]. No entanto, quando viu evidências do arrependimento deles, ele se apressou em confortá-los e lembrá-los que mesmo diante da rebelião que eles cometeram, Deus estava trabalhando para o bem deles. Os pecadores arrependidos algumas vezes estão em perigo de serem tomados de "demasiada tristeza" e necessitam ser apropriadamente confortados [II Coríntios 2:7].
C. Note que José se recusou a levar o crédito pela preservação de Israel. Ele sabia que era apenas um instrumento nas mãos de Deus. O homem deveria sempre atribuir a glória a Deus [Romanos 11:33-36].
D. O espírito de perdão de José para com os seus irmãos nos ensina uma grande lição: Aqueles que acreditam no plano predestinado de Deus são ajudados a perdoar as más obras que os homens lhes fazem. Quando vemos a mão de Deus trabalhando, mesmo através das más ações dos homens, ficamos sem amargura pelo nosso tratamento [Jó 1:21]. Há outras maneiras de exercer o perdão [Efésios 4:32], mas esta definitivamente faz parte. Note como isto funcionou na vida de Davi [II Samuel 16:5-13].
III. UMA TENDÊNCIA ESPIRITUAL - VERSÍCULOS 9-15.
José era um homem de atitudes espirituais. E podemos ver isso das seguintes maneiras:
A. José estava consciente da obra e do plano gracioso de Deus para a vida dele. O Egito era um lugar onde Israel poderia ser preservado como nação enquanto crescia e era salvo da fome. Os costumes Egípcios asseguravam que Israel não seria absorvido pela cultura deles [Gênesis 43:32]. José ficou muito alegre em ver a sabedoria de Deus. Alguns crentes parecem enxergar muito pouco da obra maravilhosa de Deus em suas vidas.
B. Note novamente o perdão pleno que José concede aos seus irmãos. Isto requer uma verdadeira espiritualidade.
IV. FARAÓ - VERSÍCULO 16-20.
Este Faraó é bem diferente daquele com o qual Moisés teria que tratar. Ele era realmente um homem magnânimo e agradecido. Os governantes normalmente se esquecem de antigas bondades. Faraó, no entanto, se lembrou que a salvação do Egito era o resultado das bênçãos de Deus através de José. Por esta razão ele prometeu cuidar de forma generosa da família de José. As maiores riquezas da terra estariam a disposição deles. (Não podemos deixar de comentar e refletir que o coração do Faraó estava nas mãos de Deus. Este aqui mostra compaixão, o outro, que viria mais tarde, mostraria crueldade. Entretanto, ambos foram usados para que Deus abençoasse Israel e glorificasse o Seu nome - Romanos 9:17).
V. DE VOLTA PARA CANAÃ - VERSÍCULO 21-24.
Para a viagem de volta para casa, eles receberam tudo o que necessitavam e um pouco mais. Acreditamos que em parte isto foi feito para convencer Jacó que a história que seus filhos contariam era verídica. Da mesma maneira, durante a nossa jornada para encontrarmos com o Senhor Jesus, Deus providencia tudo necessário para o nosso sustento. Deus até mesmo nos dá alguns presentes que asseguram as nossas futuras bênçãos [Efésios 1:13-14].
Não há duvidas de que o conselho de José no versículo 24 era necessário. Talvez eles temessem expor os seus antigos erros e começassem a brigar entre si, tentando jogar a culpa um no outro diante de seu pai antes que ele descobrisse os fatos acerca de José.
VI. JACÓ RECEBE BOAS NOTÍCIAS - VERSÍCULOS 25-28.
Que cena magnífica. O velho Jacó é incapaz de crer de tanta alegria, e ele somente é convencido quando ouve toda a história e vê os carros enviados do Egito. Ele então sente que quando visse José a sua vida estaria completa.
Graciosamente, não vemos aqui nenhum relato de Jacó repreendendo os seu filhos por venderem José. Eles tinham se arrependido e se reconciliado com ele. Que necessidade havia de relembrar seus antigos pecados? Vamos aprender com Jacó a deixar os esqueletos no armário. Note que nem mesmo José mencionava os pecados deles. Os Egípcios nunca souberam do crime que eles cometeram [I Pedro 4:8].
Note como Jacó é mencionado por este nome no versículo 25, e por Israel no versículo 28. No momento em que sua fé é renovada, ele percebe que é verdadeiramente abençoado por ser um "príncipe" com Deus. Nós também somos "Jacós" por natureza, mas através da graça reinaremos com Cristo.

Autor: Pastor Ron Crisp 
Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete 2001 
Revisão : Joy Ellaina Gardner 2001 
Verificação: Pastor Calvin Gardner 2002 
Fonte: www.palavraprudente.com.br 

CAP 16 - AS BELEZAS DE CRISTO NOSSO DESCANSO



Mateus 11:28
Descanso.  Ah, a palavra abençoada, descanso.  Descanso é de cessar qualquer movimento com o propósito de recuperar ou renovar a força (Strong?s, #373). Tantos procuram e desejam o repouso e tranqüilidade mas poucos que o obtêm.  A passagem de Mateus 11:28 nos ensina que Cristo é o descanso. Ele já é seu?
O homem que ainda não conhece Cristo como seu Salvador pessoal, por mais que finge, não tem paz (?Não há paz para os ímpios, diz o meu Deus.", Isa 75:21).  O homem natural é seu próprio inimigo pois verdadeiramente ele resiste o que é para seu proveito (II Tim 2:25).  O homem foi feito para a glória de Deus e isso se faz pela obediência da Palavra de Deus, mas o homem natural só procura a sua própria glória. Ele segue a inclinação da carne no que ele pensa, deseja e faz e isto leva só à morte (Rom 8:6).  Na procura de preencher o lugar vago no seu coração, ele rejeita a benignidade do Senhor que satisfaz e, em vez de bênçãos de Deus, o homem natural gasta o dinheiro naquilo que não é pão e o produto do seu trabalhos naquilo que não pode satisfazer (Isa 55:2).  Enquanto não submete-se à salvação em Cristo, o homem natural obstinadamente trilha o seu caminho áspero (Prov 13:15) e no fim deste caminho, perecerá (Sal 1:6) e isso num lugar onde só achará atormentação para todo o sempre (Apoc 21:10-15).  O homem, na sabedoria natural realmente é inimigo de si mesmo pois o próprio conselho do seu coração leve para o seu fim desastroso.
A estes, Cristo chama para o descanso, sim descanso divino de alma, de espírito, de coração.   Tal tranqüilidade e quietação só pode vir de cima, do Príncipe da Paz , Jesus Cristo (Isa 9:6).  É Cristo que chama o cansado e oprimido a Si (Mat. 11:28) pois é só por Ele que há paz com Deus (João 14:6).  Foi  Cristo que tomou toda a condenação que é sobre o pecador; foi Cristo que sofreu o castigo que traz a paz com o Deus santo; cairiam sobre Cristo as iniquidades das Suas ovelhas (Isa. 53:4-6).  Por Cristo o homem pecador é apresentado com alegria perante a glória de Deus (Judas 25) pois por Cristo o homem natural é feito uma nova criatura (II Cor 5:17).  Quando o pecador se cansa de comer as bolotas dos porcos e torna aborrecido por ser oprimido pelo fruto do seu próprio caminho, ele pode retornar para Deus por Cristo confiando na obra completa do Salvador do pecador, Jesus Cristo.  A promessa é que os que vem a Cristo, cansados e oprimidos dos seus caminhos, serão aliviados (Mat. 11:28; Isa 55:6,7).
O homem salvo em Cristo ainda tem uma batalha com a carne, a natureza do velho homem, o pecado (Rom  7:18,23, 24). Tentações voam ao redor do crente tanto quanto o pecador (I Cor 10:13; Heb 12:1) mas o crente tem Quem ajuda, uma escape e assim pode a suportar (Fil. 4:13).  Mas mesmo assim, pelo engano do nosso próprio coração, pensamos que podemos viver a vida Cristã pela força da carne (Gal 3:3) e pensamos desproporcional nas coisas que são da terra (II Cor 10:12; Col 3:2-8).
Para o crente, Cristo não é só o descanso para a salvação mas também para a suasantificação.  Quando o crente fôr tomado pelo pecado ele precisa voltar ao seu repouso (Sal 116:7) confessando o seu pecado e pondo se nos caminhos certos, nas veredas antigas e assim achará descanso para a sua alma novamente (Jer 6:16) sim paz como o rio, e justiça como as ondas do mar (Isa 48:17,18).
Para o crente ter este descanso da sua santificação, que é para a sua alma, é necessário que ele tome o jugo de Cristo e aprende de Cristo continuamente (Mat. 11:29).  Isso quer dizer crescer em graça e no conhecimento de Cristo (II Ped 3:18) à medida que está sendo conforme à Sua imagem (Rom 8:29) pela obediência das Suas palavras (Mat. 7:24; João 15:10; Tiago 2:26).  A obra da obediência do crente não faz que ele seja mais e mais salvo, mas faz que ele cresça como crente e apareça mais e mais como um filho de Deus cada dia (Prov 4:18).  Isto é santificação.  Para tais bênçãos o crente precisa disciplinar seus pensamentos (Fil. 4:8) ao ponto de levar cativo todo o entendimento à obediência de Cristo (II Cor 10:5).  É assim que deleitará na abundância de paz (Sal 37:11) de dia em dia.  É assim que terá o fruto do Espírito Santo  que é paz (Gal 5:22).  É difícil servir o Senhor, mas o descanso que Ele certamente dá, recompensa qualquer custo aparente.
Tem achado o descanso da canseira e opressão do seu próprio caminho pecaminoso?  Só pode achar tal descanso de alma em Cristo.
Cristo é seu descanso continua na vida Cristã?  Tanto mais que toma o Seu jugo e aprenda de Cristo, quanto mais descanso conhecerá.

Autor: Pastor Calvin Gardner
Correção gramatical: Albano Dalla Pria 5/98 
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br 


23 de dez. de 2010

Eu sou um cristão secreto


Um "cristão secreto" é um cristão perseguido cuja vida corre perigo constante por ele estar seguindo Jesus. Na maioria das vezes, um cristão secreto é convertido do islamismo, mas pode ser encontrado em outras culturas também. Por se converter, ele foi agredido ou ameaçado por seu governo, seus amigos e até pela própria família. Cristãos secretos têm necessidades únicas que só podem ser supridas pelo apoio dos demais membros do Corpo de Cristo.

Em 2011, a Missão Portas Abertas convida você a conhecer os cristãos secretos.

Pisando os Átrios: Deus Quer Santidade e Compromisso!


Paul Washer - O essencial do Evangelho


Quando os Sofrimentos se tornam Bençãos - J. C. Ryle



Ouça este Artigo





Lucas 1.5-12

O primeiro acontecimento narrado neste evangelho é a súbita aparição de um anjo a um sacerdote judeu chamado Zacarias. O anjo anuncia-lhe que milagrosamente ele se tomará pai de um menino e que esse menino será o precursor do Messias prometido há muito tempo. A Palavra de Deus havia predito claramente que, na vinda do Messias, alguém O precederia, a fim de preparar-Lhe o caminho (Ml 3.1). A sabedoria de Deus providenciou as coisas de tal modo que o precursor nasceria na família de um sacerdote.

Não podemos compreender claramente, em nossos dias, a imensa importância do anúncio feito por esse anjo. Para um judeu piedoso deve ter sido boas-novas de grande alegria! Foi o primeiro comunicado de Deus para Israel desde a época de Malaquias. O longo silêncio de quatrocentos anos foi quebrado. O anúncio do anjo dizia ao crente israelita que as semanas proféticas de Daniel se cumpriam completamente (Dn 9.25), que a mais preciosa promessa de Deus finalmente estava para se cumprir e que estava para surgir "a semente" por meio da qual todas as nações da terra seriam abençoadas (Gn 22.18 - ARC). Precisamos nos colocar no lugar de Zacarias, a fim de tributarmos a estes versículos o seu devido valor.

Primeiramente, observemos nesta passagem o belo testemunho proferido sobre o caráter de Zacarias e de Isabel. Somos informados que "ambos eram justos diante de Deus" e viviam "irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor". Pouco importa se interpretamos a expressão "eram justos" como uma referência à justiça imputada ao crente no ato de sua justificação ou à justiça realizada no íntimo dos crentes por operação do Espírito Santo, no processo de santificação. Esses dois tipos de justiça nunca estão dissociados. Não existe qualquer "justo" que não seja santifícado e qualquer "santo" que não seja justificado. Basta saber que Zacarias e Isabel possuíam a graça divina, quando esta era muito rara, e observaram com devoção consciente todos os exaustivos preceitos da lei cerimonial, em uma época quando poucos israelitas se importavam com eles, exceto na aparência.

O que realmente chama a nossa atenção é o exemplo que esse casal santo oferece aos crentes. Todos devemos nos esforçar para servir a Deus fielmente e fazer brilhar toda a nossa luz, assim como eles o fizeram. Não esqueçamos as claríssimas palavras das Escrituras: "Aquele que pratica a justiça é justo" (1 Jo 3.7). Felizes são as famílias cristãs das quais podemos testemunhar que ambos, marido e mulher, são "justos" e se empenham para ter uma consciência livre de ofensas diante de Deus e dos homens (At 24.16).

Em segundo, observemos nesta passagem a árdua provação que Deus se agradou em trazer a Zacarias e Isabel. Eles "não tinham filhos". Um crente moderno dificilmente pode compreender o significado completo dessas palavras. Ao judeu da antigüidade elas transmitiam a idéia de uma aflição bastante severa. A esterilidade era uma das mais amargas experiências (1 Sm 1.10). A graça de Deus não torna uma pessoa imune a qualquer problema. Ainda que esse sacerdote santo e sua esposa eram "justos", eles tinham um "espinho na carne". Lembremos isto, se servimos a Cristo, e não nos assustemos com as provações. Ao invés disso, creiamos que uma mão de perfeita sabedoria está avaliando qual deve ser a nossa porção e que, ao disciplinar-nos, Deus visa fazer-nos "participantes da sua santidade" (Hb 12.10). Se as aflições nos levam para mais perto de Jesus, da Bíblia e da oração, elas são bênçãos! Talvez não pensemos assim. Mas pensaremos, quando acordarmos no mundo vindouro.

Em terceiro, observemos nesta passagem o instrumento pelo qual Deus anunciou o nascimento de João Batista. "Apareceu um anjo do Senhor" a Zacarias. Sem dúvida alguma, o ministério dos anjos é um assunto profundo. Em nenhuma outra parte da Bíblia encontramos menção tão freqüente aos anjos quanto na época do ministério terreno de nosso Senhor. Em nenhuma outra época lemos sobre tantas aparições de anjos quanto durante a encamação de Jesus e sua vinda ao mundo. O significado dessa circunstância é muito claro: a igreja deveria compreender que o Messias não é um anjo; é o Senhor dos anjos e dos homens. Os anjos anunciaram a sua vinda, proclamaram o seu nascimento, regozijaram-se quando Ele surgiu. E, ao fazerem tais coisas, deixaram bem claro a seguinte verdade: Aquele que veio para morrer pelos pecadores não era um dentre os anjos, era Alguém superior a eles — o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Acima de tudo, há uma coisa a respeito dos anjos que não devemos esquecer: eles se interessam profundamente pela obra de Jesus e pela salvação que Ele providenciou. Cantaram louvores sublimes quando o Filho de Deus veio para estabelecer a paz entre Deus e o homem, por intermédio de seu sangue. Regozijam-se quando pecadores se arrependem, quando homens se tornam filhos na família do Pai celestial. Deleitam-se em ministrar aos herdeiros da salvação. Enquanto estamos nesta terra, esforcemo-nos para ser como os anjos, tendo a maneira de pensar deles e compartilhando de suas alegrias. Este é o modo de estar em sintonia com o céu. As Escrituras afirmam sobre aqueles que lá entram: são "como os anjos" (Mc 12.25).

Finalmente, observemos nesta passagem o efeito que o aparecimento do anjo produziu na mente de Zacarias. Esse homem justo "turbou-se, e apoderou-se dele o temor". A sua experiência é exatamente a mesma de outros santos que passaram por situações semelhantes. Moisés diante da sarça ardente, Daniel às margens do rio Tigre, as mulheres no sepulcro de Jesus e o apóstolo João na ilha de Patmos — todos demonstraram temor semelhante ao de Zacarias. Assim como ele, esses outros santos tremeram e sentiram medo, quando contemplaram visões de coisas pertencentes ao outro mundo.

Como explicar esse temor? Existe apenas uma resposta: esse temor surge de nosso senso íntimo de fraqueza, culpa e corrupção. A visão de um habitante celestial inevitavelmente nos faz lembrar de nossa própria imperfeição e inconveniência natural para nos apresentarmos diante de Deus. Se os anjos são excessivamente grandes e tremendos, como será o Senhor deles?

Devemos bendizer a Deus porque temos um poderoso Mediador entre Ele e nós, Jesus Cristo, homem. Crendo nEle, podemos nos aproximar de Deus com intrepidez, esperando sem temor o Dia do Juízo. Quando os anjos poderosos saírem para ajuntar os eleitos de Deus, esses não terão motivo para ficar com medo. Os anjos são conservos e amigos dos eleitos de Deus (Ap 22.9).

Devemos tremer ao pensar no terror que sobrevirá aos ímpios naquele dia! Se mesmo os justos sentem-se perturbados por uma aparição súbita de espíritos amáveis, qual será a reação dos ímpios quando os anjos vierem para recolhê-los como palha destinada à fogueira? Os temores dos justos não têm fundamento e são efêmeros. Quando se manifestarem os temores dos perdidos, ficará comprovado que os ímpios tinham motivos corretos para esses temores, que permanecerão para sempre.

Meus Pecados - “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados". (Lamentações 3:39)





Nesta passagem extraída do belíssimo livro de Lamentações de Jeremias – livro que revela o coração desse notável profeta, e o seus sentimentos para com a nação judaica – nos leva a algo interessante: o pecado traz consequências.
Quando ele pergunta “de que se queixa, pois, o homem vivente?”, os israelitas estavam se queixando do sofrimento que estavam vivendo, das moléstias, derrotas, miséria, consequências do justo juízo de Deus, enfim, males trazidos pela própria mão de Deus. Isso os levava a se queixarem, como se dissessem: por que estou passando isso? Que tempo ruim, que tempo difícil, quanta peste, quanta desgraça, quanta destruição, não aguentamos mais! Entretanto o versículo continua assim: “queixe-se cada um dos seus pecados”. O profeta está ensinando que os sofrimentos foram causados pelos pecados, pela iniquidade dos israelitas, então, ao invés de queixarmo-nos das consequências, Jeremias nos diz para nos queixarmos é do que as trouxe: os pecados.
Mas eu não quero aqui tratar das consequências do pecado e sim do que está no coração de muitos cristãos: a queixa por eles, a insatisfação por tê-los e cometê-los! Quero ilustrar essa passagem com algo assim: se tem algo que eu me incômodo, se tem algo que me fere, que me dói, que é o motivo do meu infortúnio, da minha tristeza... se tem algo que realmente me decepciona, esse algo são os meus pecados.
Quantos cristãos sinceros e idôneos, que tentam viver uma vida santa, pautada nas Escrituras, têm uma vida razoável, muitas vezes até vitoriosa, consistente, feliz, mas, invariavelmente, essa sequência promissora é frustrada quando nos deparamos com nossos pecados, produzindo desânimo, sentimento de culpa, auto-julgamento, incapacidade, decepção... e todos aqueles sonhos que construímos pautados nas Escrituras de sermos cristãos, santos, poderosos, bem sucedidos, desabam na nossa frente por conta de tais pecados, logo vem a nossa queixa: “Oh, esses malditos pecados de novo! Mais uma vez eles estão no meu caminho, que ódio! Por que eles não saem? Por que não os venço?”
Então isso nos deixa loucos, nos faz ficar remoendo em nosso interior e travar uma batalha interna colossal, que envolve nossos sentimentos, mente e até o corpo, ao ponto de quase nos levar à autoflagelação! “Ah, malditos pecados! Se pudesse destruí-los, se pudesse estirpá-los cem por cento da minha vida agora, se pudesse dormir e acordar sem vocês, se pudesse não errar, não falhar, não cometer mais nenhum delito e viver o resto da minha vida sem vocês, eu o faria agora!”
Davi era um homem que se queixava muito de seus pecados – o livro de Salmos está repleto de suas queixas – uma delas está no Salmo 38.4: “Pois já as minhas iniquidades sobrepassam a minha cabeça; como carga pesada são demais para as minhas forças”. Outra queixa está no Salmo 51.3: “Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim”.
Irmão, eu quero te mostrar o lado bom de tudo isso. À semelhança de Davi, apenas se queixam dos pecados pessoais os homens retos, íntegros e santos, que possuem o Espírito de Deus – só se queixam dos seus pecados os verdadeiros cristãos! Se você tem se incomodado, entristecido, sentido amargura e repulsa, isso tem o lado bom: é sinal que a graça está sobre você! Que o Espírito Santo está atuando na sua vida! É sinal que o pecado te incomoda demais, o que te faz repugná-lo, ainda que você o cometa! 
Na vida do apóstolo Paulo era assim: o mal que ele não queria fazer ele o fazia (Rm. 7.19). Esse mal que Paulo dizia está se referindo aos seus pecados, sendo assim, não devemos ficar desanimados, desistir ou decretar uma sentença a nós mesmos, pois vivemos num corpo de pecado, estamos debaixo da lei do pecado. Até sermos glorificados ele fará parte da nossa essência, porém se alegre, se anime,porque se você tem se queixado dos seus pecados, se eles ainda te incomodam e te entristecem é sinal de que Deus está sobre você, é sinal que você não se submeteu a eles, é sinal que mesmo fraco eles não têm domínio sobre você!
O mal estaria se você não se queixasse e nem se entristecesse, ou mesmo, fosse indiferente a eles. Se erga, se levante e peça ajuda a Deus no combate a eles e não permita que tais deslizes, totalmente perdoados no Calvário, te paralizem. Vamos dizer como Davi: “Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste”. (Sl. 51.7-8).
Paulo Junior.

Examinando Nosso Arrependimento -Thomas Watson



Se alguém diz que se arrependeu, desejo que examine-se a si mesmo, seriamente, por meio dos sete... efeitos do arrependimento delineados pelo apóstolo em 2 Coríntios 7.11.

1. Cuidado. A palavra grega significa uma diligência intensa ou um esquivar-se atento de todas as tentações ao pecado. O homem verdadeiramente arrependido foge do pecado como Moisés fugiu da serpente.

2. Defesa. A palavra grega é apologia. O sentido é este: embora tenhamos muito cuidado, podemos cair no pecado devido à força da tentação. Ora, nesse caso, o crente arrependido não deixa o pecado supurar em sua alma; antes, julga a si mesmo por causa de seu pecado. Derrama lágrimas perante o Senhor. Clama por misericórdia em nome de Cristo e não O deixa, enquanto não obtém o seu perdão. Assim, em sua consciência, ele é defendido da culpa e se torna capaz de criar uma apologia para si mesmo contra Satanás.

3. Indignação. Aquele que se arrepende levanta o seu espírito contra o pecado, assim como o sangue de alguém sobe quando ele vê um indivíduo a quem odeia mortalmente. A indignação significa ficar importunado no coração por causa do pecado. O penitente sente-se inquieto consigo mesmo. Davi chamou a si mesmo de “ignorante” e “irracional” (Sl 73.22). Agradamos mais a Deus quando arrazoamos com nossa alma por conta do pecado.

4. Temor. Um coração sensível é sempre um coração que teme. O penitente sentiu a amargura do pecado. Este vespa o ferrou, e agora, tendo esperança de que Deus está reconciliado, ele teme se aproximar novamente do pecado. A alma penitente está cheia de temor. Tem medo de perder o favor de Deus, que é melhor do que a vida, e receia que, por falta de diligência, fique aquém da salvação. A alma penitente teme que, depois de amolecido o seu coração, as águas do arrependimento sejam congeladas, e ela seja endurecida no pecado novamente. “Feliz o homem constante no temor de Deus” (Pv 28.14)... Uma pessoa que se arrependeu teme e não peca; uma pessoa que não tem a graça de Deus peca e não teme.

5. Desejo intenso. Assim como o bom tempero estimula o apetite, assim também as ervas amargas do arrependimento estimulam o desejo. O que o penitente deseja? Ele deseja mais poder contra o pecado, bem como ser livre deste. É verdade que ele está livre de Satanás; mas anda como um prisioneiro que escapou da prisão com algemas nas pernas. Ele não pode andar com liberdade e destreza nos caminhos de Deus. Deseja, portanto, que as algemas do pecado sejam removidas. Ele quer ser livre da corrupção. Clama nas mesmas palavras de Paulo: “Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24). Em resumo, ele deseja estar com Cristo, assim como tudo deseja estar em seu devido lugar.

6. Zelo. Desejo e zelo são colocados lado a lado a fim de mostrar que o verdadeiro desejo se manifesta em esforço zeloso. Oh! como o crente arrependido se estimula nas coisas pertinentes à salvação! Como se empenha para tomar por esforço o reino de Deus (Mt 11.12)! O zelo incita a busca pela glória. Ao se deparar com dificuldades, o zelo é encorajado pela oposição e sobrepuja o perigo. O zelo faz o crente arrependido persistir na tristeza santa mesmo diante de todos os desencorajamentos e oposições. O zelo desprende o crente de si mesmo e leva-o a buscar a glória de Deus. Paulo, antes de sua conversão, era enfurecido contra os santos (At 26.11). Depois da conversão, ele foi considerado louco por amor a Cristo: “As muitas letras te fazem delirar!” (At 26.24). Paulo tinha zelo e não delírio. O zelo causa fervor na vida espiritual, que é como fogo para o sacrifício (Rm 12.11). O zelo é um estímulo para o dever, assim como o temor é um freio para o pecado.

7. Vindita. Um crente verdadeiramente arrependido persegue os seus pecados com uma malignidade santa. Busca a morte dos pecados como Sansão queria vingar-se dos filisteus pelos seus dois olhos. O crente arrependido age com seus pecados da mesma maneira como os judeus agiram com Cristo. Ele lhes dá fel e vinagre para beberem. Crucifica as suas concupiscências (Gl 5.24). Um verdadeiro filho de Deus busca a ruína daqueles pecados que mais desonram a  Deus... Com o pecado, Davi contaminou o seu leito; depois, pelo arrependimento, ele inundou seu leito com lágrimas. Os israelitas pecaram pela idolatria e, posteriormente, viram como desgraça os seus ídolos: “E terás por contaminados a prata que recobre as imagens esculpidas e o ouro que reveste as tuas imagens de fundição” (Is 30.22)... As mulheres israelitas que haviam se vestido à moda da época e, por orgulho, tinham abusado do uso de seus espelhos ofereceram-nos depois, tanto por zelo como por vingança, para o serviço do tabernáculo de Deus (Êx 38.8). Com o mesmo sentimento, os mágicos... quando se arrependeram, trouxeram seus livros e, por vindita, queimaram-nos (At 19.19).

Estes são os benditos frutos e resultados do arrependimento. Se os acharmos em nossa alma, chegamos àquele arrependimento do qual nos arrependeremos (2 Co 7.10).


Extraído de The Doctrine of Repetance, reimpresso por The Banner of Truth Trust.
Traduzido por: Wellington Ferreira
Copyright© Editora FIEL 2009.

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

Quando Nasce uma Criança




Quando nasce uma criança, em lar cristão, os pais começam logo a sonhar fagueiramentecom o futuro do filhinho querido, como, há séculos, sonharam Sara e Abraão, Ana e Elcana, Isabel e Zacarias, e tantos outros pais crentes. Não podem deixar de cismar, como a Virgem Mãe que, ao ouvir as palavras de adoração dirigidas pelos pastores de Belém ao seu Filho Maravilhoso, “guardava todas estas palavras, meditando-as no seu coração” (Lucas 2:19).

O nascimento de uma criancinha é, deveras, um acontecimento notável, capaz de despertar não somente as mais lindas esperanças, como também as mais sombrias apreensões. Surgirão, espontaneamente, nos corações bem formados, perguntas como estas: “Qual será a missão que desempenhará esta criança no seio da sociedade? Será ela uma bênção para as gerações futuras, como o foi o filho de Abraão? Qual será o seu destino e, se vier a morrer, ainda pequenina, que sorte ou estado lhe reserva a vida além? Terá a criança, ao nascer, quaisquer direitos adquiridos por herança, em virtude da fé alimentada pelos pais? Além da herança física, terá ela qualquer herança espiritual? E deveremos considerá-la como parte integrante do povo de Deus ou classificá-la como alienada da comunhão dos santos, com entendem alguns, até que possa exercer fé pessoal no Salvador?”
Perguntas como estas que acabamos de fazer colocam-nos perante solene alternativa: ou consideramos a criancinha nascida em lar cristão como um dos remidos do Senhor, ou então como uma criatura ainda não atingida pela graça divina e, pois, excluída do reino de Deus. Como devem os pais crentes encarar os filhinhos? E, o que importa ainda mais, como os encara o próprio Deus, o nosso Pai do Céu?
Das respostas que pais crentes derem a essas perguntas, à luz do ensino da Bíblia, dependerá o tratamento que hão de dispensar aos filhos. Se os considerarem como alheios à graça de Deus, deverão trabalhar ansiosamente pela sua regeneração; se, porém, concluírem que já estão contados como parte dos remidos do Senhor, a sua tarefa será outra, a saber, nutri-los espiritualmente e educá-los no conhecimento do Senhor Jesus, a fim de que, à semelhança do Menino Modelo, cresçam “em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens” (Lucas 2:52).
É de se crer que a compreensão clara das responsabilidades e privilégios de pais cristãos como referência à educação dos filhos, constitui poderosa energia a impedir que os menores procedentes de lares piedosos venham a se extraviar da Igreja para o mundo, pois afirma a sabedoria divina: “Educa a criança no caminho em que deve andar e ainda quando for velho não se desviará dele” (Pv. 22:6).
Como o estado espiritual dos filhos de crentes está intimamente ligado à questão do batismo infantil? Se os nossos filhos são herdeiros de promessas espirituais, membros infantis do reino de Deus, semente santa, cordeirinhos do rebanho de Cristo e “santos”, no dizer do Apóstolo São Paulo (1Co. 7:14), está claro que não devem ser privados do batismo cristão, sinal visível dessas preciosas realidades. Ademais, se, como pretendemos mostrar, na Nova como na Velha Dispensação, Deus determinou que as crianças sejam incluídas em sua Igreja visível, estará confirmado o direito que têm os pequeninos ao rito de iniciação na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Todavia, o que nos deve preocupar, acima de tudo, não é a cerimônia do batismo em si mesma, mas antes a sua profunda, rica e consoladora significação espiritual, que será para os pais crentes poderoso e perene incentivo ao fiel cumprimento dos deveres paternais e constante recordação da aliança com Deus, na qual ele prometeu ser o seu Deus e o Deus de seus filhos.
Nas Escrituras Sagradas podem os pais crentes encontrar respostas satisfatórias e confortadoras às ansiosas perguntas que fazem a respeito do estado espiritual dos filhos e essas respostas animam-nos a crer que Deus contempla com a sua graça, e de um modo todo especial, os pequeninos que alegram os nossos lares, considerando-os parte da sua Igreja. Nas páginas que se seguem, chamaremos a atenção do leitor para as provas bíblicas desse novo asserto.
Defenderemos, pois, por julgá-la bíblica, a seguinte tese: Deus, no pacto que fez com o seu povo, ordenou que as criancinhas, filhos de pais crentes, fossem incluídas no seu reino visível, aqui na terra, isto é, na sua Igreja, e determinou que o sinal objetivo da inclusão da criança na Igreja fosse, na Velha dispensação, o rito da circuncisão, e na Nova, a cerimônia do batismo cristão.
 - Philippe Landes

Fonte:
 Estudos Bíblicos sobre o Batismo de Crianças, Philippe Landes, Editora CEP, pg. 11-12.

Marcadores

(I Pedro 5:8) (1) 1 Coríntios (3) 1 Pedro (1) 1Pedro (1) 2 Pedro (2) A (1) A palavra da Cruz é Loucura (3) A Parábola do Rico e Lázaro (1) a Semente e os Solos (1) A Volta de Jesus (4) A. W. Tozer (36) A.W Pink (2) Abandonado (1) Aborto (9) Adoração (18) Agostinho (1) Aids (1) Alegria (22) Aliança (1) Alívio (1) Almas (17) Amarás o Próximo (1) Amargura (1) Amém (3) Amizade (5) Amor (70) Anátema (1) Angústia (2) Animais (1) Anjos (3) Anorexia (1) Ansiedade (5) Anticristo (2) Antidepressivo (1) Antigo Testamento (1) Apocalipse (10) Apostasia (5) Apóstolo Paulo (4) Arca de noé (2) Arrebatamento (3) Arrependimento (22) Arrogância (1) Arthur W. Pink (5) As Igrejas de todos os Tipos e para todos os Gostos (1) Ateísmo (4) Ateus (5) Augustus Nicodemus (2) Autoridade (4) Avareza (1) Aviso (2) Avivamento (10) Batalha Espiritual (7) Batismo (4) Bebida Alcóolica (1) Benção (2) Bíblia (49) Boas Novas (1) Bullying (1) Cálice (2) Calvinismo (2) Campanhas no Facebook (1) Cansado (1) Caráter (4) Carnal (1) Carnaval (2) Carne (11) Carta de Deus e do Inferno (2) Carter Conlon (1) Casamento (32) Castigo (1) Catolicismo.Religiao (1) Céu (14) Chamados ao primeiro amor (5) Charles Haddon Spurgeon (274) Cigarro (1) Circo ou Igreja? (1) Cirurgia Plástica (1) Citações Redes Sociais (2) Clodoaldo Machado (1) Cobiça (1) Comunhão (4) Comunidade no Orkut (1) Conhecendo as Histórias da Bíblia (1) Conhecimento (2) Consciência (2) Consolador (3) Copa do Mundo (1) Coração (31) Coragem (4) Corra (1) Corrompidos (1) Cosmovisão Cristã (1) Crer em Jesus (3) Criação (3) Criança (7) Cristãos (60) Cristianismo (19) Cristo (85) Crucificaram (1) Cruz (29) Culto (2) Cultura (4) Cura (6) David Wilkerson (43) Demônio (4) Dennis Allan (23) Denominações (1) Dependência (2) Depravação Humana (11) Depressão (6) Desanimado e fraco (11) Descanso (1) Desejo (1) Desenhos para Crianças (9) Deserto (1) Desigrejados (1) Desonra (1) Desprezado e Rejeitado (3) Desviado (5) Deus (328) Devoção (1) Diabo (9) Dinheiro (11) Discernimento (1) Discipulado (7) Discípulos Verdadeiros (4) Divórcio (9) Divulgue esse Blog (2) Dízimos e Ofertas (3) Dons Espirituais (1) Dor (6) Dores de Parto (1) Doutrinas (5) Dr J.R (1) Drogas (1) Dúvidas (1) Eclesiastes (1) Ego (1) Enganados (1) Envelhecer com Deus (1) Equilibrio (1) Errando (2) Escolha (2) Escolhidos De Deus (10) Escravo por Amor (2) Esforço (1) Esperança (8) Espíritismo (1) Espirito Santo (27) Espirituais (35) Estudo da Bíblia (257) Estudo Livro de Romanos por John Piper (17) Estudo Livro de Rute por John Piper (5) Eternidade (10) Eu Não Consigo (1) Evangelho (76) Evangelho da Prosperidade (13) Evangelho do Reino (1) Evangelismo (5) Evangelizar pela Internet (7) Evolução (1) Exaltação (1) Êxodo (1) Exortação (3) Ezequiel (1) Falar em Linguas (3) Falsos Profetas(Enganação) (17) Família (16) Fariseus (3) (49) Felicidade (6) Festas do Mundo (1) Festas juninas(São João) (1) Fiél (3) Filmes Bíblicos (43) Finais dos Tempos (11) Força (1) Fruto (8) Futebol (1) Gálatas (1) George Müller (1) George Whitefield (2) Glória (44) Graça (47) Gratidão (3) Guerra (4) Hebreus (1) Heresias (3) Hernandes Lopes (110) Hinos (1) Homem (46) Homossexual (6) Honra (1) Humanismo (1) Humildade (9) Humilhado (8) Idolatria (12) Idoso (1) Ignorância (1) Igreja (79) Ímpios (1) Incentivo (1) Incredulidade (2) Inferno (8) Ingratidão (2) Inimigo (2) Inquisição Católica (1) Intercessão (1) Intercessor (1) Intervenção (9) Intimidade (1) Inutéis (1) Inveja (1) Ira (12) Isaías (1) J. C. Ryle (9) James M. Boice (1) Jejum (4) Jeremias (2) Jesus (88) (1) João (4) João Calvino (145) Jogos VIDEO GAMES (2) John Owen (15) John Pipper (587) John Stott (28) John Wesley (1) Jonathan Edwards (92) José (1) Joseph Murphy (1) Josué Yrion (8) Jovens (15) Julgamento (20) Justiça (2) Lave os pés dos seus irmãos Vá em busca dos perdidos e fale do amor de Deus (1) Leão da Tribo de Judá (1) Legalismo vs. Bem-Aventuranças (1) Leonard Ravenhill (52) Liberdade (10) Língua (5) Livre arbítrio (10) Livros (67) Louvor (4) Lutar (7) Maçonaria e Fé Cristã (1) Mãe (2) Mal (18) Maldições Hereditárias (3) Manifestações Absurdas (2) Marca da Besta (1) Mártires (5) Martyn Lloyd-Jones (173) Masturbação (2) Mateus (2) Maturidade (2) Médico dos Médicos (1) Medo (2) Mefibosete (1) Mensagens (372) Mentira (8) Milagres (2) Ministério (10) Misericórdia (13) Missão portas abertas (21) Missões (27) Missões Cristãos em Defesa do Evangelho (1) Monergismo (1) Morrendo (12) Morte (43) Morte de um ente querido que não era crente (1) Mulher (11) Mulheres pastoras (2) Mundanismo (3) Mundo (28) Murmuração (3) Músicas (38) Músicas nas Igrejas.Louvor (8) Namoro ou Ficar (12) Natal (4) Noiva de Cristo (2) Nosso Corpo (1) Novo convertido (10) Novo Nascimento (11) O Semeador (1) O Seu Chamado (13) Obediencia (8) Obras (15) Obreiros (2) Observador (2) Oração (67) Orgulho (10) Orgulho Espiritual (1) Orkut (1) Paciência (7) Pai (1) Pais e Filhos (21) Paixão (3) Paixão de Cristo (2) Parábola Filho Pródigo (2) Parábolas (9) participe do nosso grupo e curta nossa página! (1) Páscoa (1) Pastor (18) Paul Washer (216) Paulo Junior (239) Paz (4) Pecado (106) Pecadores (12) Pedofilia (2) Perdão (16) perse (1) Perseguição (13) Pobre (4) Poder (18) Por que tarda o pleno Avivamento? (3) Pornografia (8) Porque Deus permite o sofrimento dos inocentes (2) Porta Estreita (2) Pregação (24) PREGAÇÕES COMPLETAS INTRODUÇÃO ESCOLA DE OBREIROS (1) Profecias (3) Profetas (3) Prostituição (2) Provação (2) Provar o Evangelho Para Aqueles que Não acreditam Na Bíblia (1) Provérbios (1) Púlpito (3) Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (1) R. C. Sproul (29) Realidade (1) Rebelde (1) Redes Sociais (2) Reencarnação (2) Refletindo Sobre Algumas coisas (1) Reforma e Reavivamento (1) Reforma Protestante (3) Refúgio (2) Regeneração (16) Rei (3) Relativismo (1) Religião (7) Renúncia (2) Ressuscitou (5) Revelação (1) Ricardo Gondim (1) Richard Baxter (7) Rico (12) Romanos (20) Roupas (1) Rupert Teixeira (4) Rute (5) Sabedoria (12) Sacrifício (3) Salvação (45) Sangue de Cristo (3) Santa Ceia (2) Santidade (34) Satanás (15) Secularismo (1) Segurança Completa (1) Seitas (3) Semente (1) Senhor (10) Sensualidade (2) Sermão da Montanha (2) Servos Especiais (4) Sexo (8) Sinais e Maravilhas (2) Soberba (1) Sofrimento (24) Sola Scriptura (1) Sola Scriptura Solus Christus Sola Gratia Sola Fide Soli Deo Gloria (4) Soldado (1) Sozinho (3) Steven Lawson (12) Submissão (1) Suicídio (2) Televisão um Perigo (8) Temor (4) Tempo (5) Tentação (9) Teologia (2) Teologia da Prosperidade (4) Tesouro que foi achado (4) Tessalonicenses 1 (1) Testemunhos (29) Thomas Watson (17) Tim Conway (38) Timóteo (1) Todo homem pois seja pronto para ouvir tardio para falar tardio para se irar Tiago 1.19 (1) Trabalho (2) Tragédia Realengo Rio de Janeiro (2) Traição (4) Transformados (1) Trevas e Luz (2) Tribulação (10) Trindade (2) Tristeza (5) Trono branco (2) Tsunami no Japão (2) tudo (231) Uma Semente de Amor para Russia (1) Unção (3) Ungir com Óleo (1) Vaidade (3) Vaso (2) Velho (1) Verdade (30) Vergonha (3) Vestimentas (1) Vícios (6) Vida (39) Vincent Cheung (1) Vitória (5) Vontade (1) Votação (1) Yoga (1)

Comentários:

Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

Postagens Populares

Bíblia OnLine - Leitura e Audio

Bíblia OnLine - Leitura e Audio
Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

Feed: Receba Atualizações Via Email

Coloque o seu endereço de email e receba atualizações e conteúdos exclusivos:

Cadastre seu E-mail.Obs.: Lembre-se de clicar no link de confirmação enviado ao seu e-mail.