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15 de nov. de 2010

Os paradoxos da vida que exaltam a Cristo


- Uma vida dedicada a magnificar Cristo é de grande custo. E o custo é tanto uma conseqüência como um meio de engrandecê-lo. Se não abraçamos o caminho do amor carregado de alegria, do amor doloroso, desperdiçaremos nossa vida. Se não aprendemos com Paulo os paradoxos da vida que exaltam a Cristo, desperdiçaremos nossos dias perseguindo bolhas que estouram. Ele viveu "entristecido, mas sempre alegre; pobre, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo" (2Co 6.10). A estrada do Calvário é cara, e dolorosa, mas não lhe falta alegria.

Quando abraçarmos com alegria o custo de seguir a Cristo, o valor dele brilhará no mundo. O apóstolo Paulo tinha uma grande paixão na vida. Nós já o vimos dizê-la de várias formas: nada saber senão Cristo e ele crucificado (1 Co 2.2); gloriar-se apenas na cruz (Gl 6.14).

A paixão única de Paulo na vida e na morte

Ele falou sobre sua grande paixão de outro modo que nos mostra como o custo de engrandecer a Cristo é também o meio. Ele disse à igreja filipense: é "a minha ardente expectativa e esperança que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro." (Fp 1.20,21) Aqui a pergunta é feita e respondida. Como se honra Cristo pela morte? Como pode o custo de perder tudo neste mundo ser um meio de exaltar a Jesus? Ouçamos Paulo cuidadosamente. Cristo nos chamou para viver para sua glória e morrer para sua glória. Se soubermos como morrer bem, sabe¬remos como viver bem. Esse texto mostra ambas as coisas.

Novamente vemos a paixão única de Paulo na vida - "será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte". Se Cristo não é engrandecido em nossa vida, ela é jogada fora. Nós existimos para fazê-lo aparecer no mundo como ele realmente é - magnificente. Se nossa vida e morte não mostram o valor e maravilha de Jesus, são desperdiçadas. É por isso que Paulo disse que seu alvo na vida e na morte era "que... Cristo... fosse honrado".

Nossa vergonha e nosso tesouro

Note o modo incomum como ele esclarece isso no versículo 20: "É minha ardente expectativa e esperança... que em nada serei envergonhado". Pare aí um momento. Vergonha é aquele sentimento terrível de culpa ou fracasso quando você não corresponde, e isso diante das pessoas cuja aprovação você almeja fortemente. É o que a criancinha sente no programa do Natal quando esquece as frases que deve falar, e as lágrimas lhe enchem os olhos, e o silêncio parece eterno, e as outras crianças dão risadinhas brutalmente. Eu me lembro dessas vezes horríveis. Ou vergonha é o que um presidente sente quando as fitas secretas são finalmente ouvidas, e a linguagem feia e todo o engano é exposto, e ele está ali desonrado e culpado diante das pessoas.

O que é, então, o oposto de vergonha? É quando a criança se lembra das frases e ouve o aplauso. É quando o presidente governa bem e é reeleito. O oposto de ser envergonhado é ser honrado. Sim, geralmente. Mas Paulo era uma pessoa muito fora do comum. E os cristãos devem ser pessoas bem fora do comum. Para Paulo, o oposto de ser envergonhado não era ele ser honrado, mas Cristo ser honrado por meio dele. "Ê minha ardente expectativa e esperança que em nada serei envergonhado", mas que "Cristo será engrandecido no meu corpo".

O que você ama determina o que o envergonha. Se você ama as pessoas o engrandecerem, você sentirá vergonha quando não o fazem. Mas se você ama os homens engrandecerem Cristo, então você se envergonhará se ele é diminuído por sua culpa. E Paulo amava Cristo mais do que qualquer coisa ou qualquer pessoa. "O que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor" (Fp 3.7,8).

Sempre que algo é de valor tremendo para você, e você ama sua beleza ou força ou singularidade, você quer atrair a atenção de outros para isso e despertar neles a mesma alegria. É por isso que o alvo máximo da vida era Cristo ser engrandecido. Cristo tinha valor infinito para Paulo, e por isso Paulo ansiava que outros vissem e sentissem esse valor. E isso que significa magnificar Cristo - mostrar a magnitude do seu valor.

CAP 24 - UM GUIA DE ESTUDO PARA O LIVRO DE GÊNESIS 17




INTRODUÇÃO
No capítulo 15 de Gênesis nós vimos que a aliança que Deus fez com Abraão era incondicional. Isto é novamente ilustrado no capítulo 17. Nem as falhas de Abraão, nem sua falta de fé, ou mesmo o passar dos anos, mudaram a intenção de Deus de manter a Sua palavra.
I. O DESVIADO É REPREENDIDO - VERSÍCULOS 1-2.
Quando Abraão estava com oitenta e seis anos, Ismael nasceu. Esta criança foi o produto da falta de fé e sabedoria carnal. Após isto, treze anos se passaram, e não há nenhum registro de que Deus tenha se comunicado com Abraão neste período. A maior benção que podemos ter na vida é a comunhão com Deus, mas o pecado e o descuido podem levar os santos a se desviarem por longos períodos de tempo. Os Cristãos podem viver no pecado por um tempo (Salomão, Davi), ou simplesmente passar por longos períodos de secura espiritual (Ló).
Afortunadamente estes períodos não são permanentes. Deus sempre traz de volta estas ovelhas desgarradas, para que novamente tenham comunhão íntima com Ele. Finalmente Deus repreende Abraão e o restaura a Sua comunhão [Salmo 23:3, Hebreus 12:6].
Veja as palavras de abertura que Deus falou a Abraão:
A. "Eu sou o Deus Todo-Poderoso". Aqui Abraão é repreendido por não confiar no poder de Deus. Foi esta falta de confiança que o levou a se casar com Agar. O Todo-Poderoso não necessita de planos e sabedoria carnais para ajudá-lO.
B. "Anda em minha presença e sê perfeito". Não há dúvidas de que esta foi uma repreensão pelo seu pecado de treze anos atrás.
C. Versículo 2 - Deus mostrou a Abraão que os treze anos que se passaram não impediram os Seus planos. Deus permitiu que Abraão e Sara envelhecessem para que o Seu poder fosse engrandecido no nascimento de Isaque [Romanos 4:18-20].
II. A ALIANÇA É NOVAMENTE CONFIRMADA - VERSÍCULO 8.
Enquanto Deus falava, Abraão caiu sobre o seu rosto. Isto foi um ato de humildade e contrição. Enquanto ele estava inclinado, o Senhor continuou a falar e confirmar as promessas que Lhe fizera anteriormente. Não é marcante quantas vezes Deus explicou a aliança para Abraão [Gênesis 12:1-3; 6-7; 13:14-17; 15:1-5; 18-21]? Não vemos isto também no Novo Testamento? Isto não é também um testemunho de como o coração do homem é vagaroso em crer, e também da intenção de Deus em manter a Sua palavra?
Note também quantos sinais e selos Deus deu de Suas promessas. Na nossa lição o nome de Abrão mudou para Abraão, o qual significa "Pai de uma multidão". Que nome para um homem de noventa e nove anos que ainda não havia se tornado pai do filho prometido. Somente Deus pode fazer tais promessas. Ao contemplarmos estas promessas, não somos convencidos de que Deus ama encontrar fé nos corações de Seus filhos? Não é este o motivo que O leva a tratar conosco baseado em promessas? A nossa salvação é recebida através da fé na promessa do evangelho. Nada pode glorificar a Deus como a fé.
III. A CIRCUNCISÃO - VERSÍCULOS 9-14.
A prova da aliança com os descendentes físicos de Abraão seria a circuncisão de todos os meninos. Qualquer um que não passasse por isso, seria cortado da aliança. A razão porque a circuncisão foi escolhida como um sinal desta aliança é muito difícil de entendermos. Nós sabemos que a circuncisão é muito usada como uma figura do arrependimento espiritual e submissão a Deus [Jeremias 4:4; Deuteronômio 10:16 e 30:6]. Talvez a idéia seja de que a depravação era passada através da procriação humana, e sendo assim, haveria a necessidade das futuras gerações serem limpas por Deus. (No Novo Testamento nós lemos que havia alguns homens que ensinavam que a circuncisão fazia parte da salvação. Eles falhavam em observar que Abraão foi salvo pela fé antes de sua circuncisão).
IV. O NOVO NOME DE SARAI - VERSÍCULOS 15-18.
Aqui o Senhor explica que a semente prometida viria através de Sarai. Ela foi aquela que havia pensado que o Senhor necessitava de ajuda [Gênesis 16]. Agora treze anos mais tarde, Deus afirma que Sarai iria ser mãe. Como um selo disto, Deus mudou o nome dela para Sara, que significa Princesa. A risada de Abraão no versículo 17, era provavelmente o resultado de maravilha e não de descrença. O pedido dele no versículo 18 era conseqüência do seu amor natural por Ismael. Ele não queria que Ismael fosse ignorado nos planos de Deus. A oração do versículo 18 não deveria estar nos corações de todos os pais Cristãos?
V. AS PALAVRAS FINAIS DE DEUS - VERSÍCULOS 19-22.
Três coisas foram ditas a Abraão antes do Senhor partir:
A. Não importa quão inacreditável isso possa parecer, mas Sara terá um filho. Este filho deverá ser chamado de Isaque, que significa "risada". Isto seria para relembrar Abraão do poder e da fidelidade de Deus [vers.17].
B. A aliança de Deus seria com Isaque, o filho da promessa, não com Ismael que foi o filho gerado pela sabedoria carnal.
C. Por causa de Abraão, Ismael seria abençoado. Há poder na intercessão feita pelo povo de Deus [Compare o vers.18 com o vers.20].
VI. OBEDIÊNCIA - VERSÍCULOS 23-27.
A obediência de Abraão foi imediata e total para com Deus. Pense na prova que isto deve ter sido para ele nesta idade. Centenas de outras também estavam envolvidas. Somente uma grande fé torna possível a obediência. Verdadeiramente Abraão tinha sido espiritualmente restaurado.

Autor: Pastor Ron Crisp 
Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete 2001 
Revisão : Joy Ellaina Gardner 2001 
Verificação: Pastor Calvin Gardner 2002 

CAP 13 - MICELÂNEA COM CORAÇÕES, MENTES E VOZES

 
SINOPSE
É evidente que a música cristã moderna, via de regra, é bem inferior aos hinos clássicos que eram escritos 200 anos atrás. Isto não é uma reclamação do estilo no qual as músicas são escritas, na maioria das vezes. Ao invés, as letras são o que revelam mais nitidamente quão feio nossos padrões caíram.
Os hinos eram ferramentas didáticas maravilhosas, cheias da Palavra e de doutrina sólida, um meio de ensinar e admoestar uns aos outros, como nos é ordenado em Colossenses 3.16 [A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.]. Mais de cem anos atrás, a música de igreja tomou uma direção diferente, e seu foco se tornou mais subjetivo. As músicas enfatizaram a experiência pessoal e os sentimentos do adorador.
Os músicos modernos têm promovido essa tendência ainda mais e freqüentemente vêem a música como não mais do que um instrumento para estimular emoções intensas. O papel didático ordenado pela Bíblia é simplesmente esquecido.
O efeito é previsível. O que semeamos por várias gerações estamos colhendo agora em abundância assustadora. A igreja moderna, alimentada por letras insípidas, tem pouco apetite pela Palavra e doutrina sólida.
Nós também corremos o perigo de perder a rica herança da hinódia visto que alguns dos melhores hinos da nossa fé caem na negligência, sendo trocados por letras banais dentro de melodiazinhas que não saem da cabeça. É uma crise, e a igreja está sofrendo espiritualmente. Tanto pastores quanto músicos devem ver a gravidade da crise e trabalhar diligentemente para uma reforma.
Recentemente, colaborei em um livro a respeito de alguns dos maiores hinos da fé cristã. [1] Minha tarefa no projeto era escrever uma sinopse doutrinária de cada hino selecionado. Este exercício foi fascinante e iluminador, fazendo-me imergir na rica herança da hinologia cristã.
Na minha pesquisa, chamou-me a atenção o fato de que uma profunda mudança aconteceu na música da igreja perto do fim do século XIX. A composição de hinos praticamente parou e foi trocada pelas "músicas gospel" - músicas geralmente mais leves no conteúdo doutrinário, com estribilhos curtos seguidos de um refrão, um coro ou uma linha lírica comum no final repetida após cada estribilho. As músicas gospel, de maneira geral, eram mais evangelísticas que os hinos. A diferença principal era que a maioria das músicas gospel eram expressões de testemunho pessoal visando a uma audiência formada de pessoas, enquanto a maioria dos hinos clássicos eram músicas de louvor dirigidas diretamente a Deus. 
 

CÂNTICO NOVO
O estilo e a forma da música gospel pegaram emprestados diretamente dos estilos musicais populares do final do século XIX. O homem geralmente considerado o pai da música gospel é Ira Sankey, um cantor e compositor dotado que galgou fama agarrado em D. L Moody. Sankey era o solista e líder de música para as campanhas evangelísticas de Moody na América do Norte e Inglaterra.
Sankey queria uma música que fosse mais simples, mais popular e que se prestasse mais para o evangelismo que para os hinos clássicos. Então ele escreveu músicas gospel - na maioria mais curtas, cantigas simples com refrãos, no estilo das músicas populares da sua época. Sankey cantava cada verso como um solo e a congregação juntava-se a ele em cada refrão. Embora a música de Sankey tenha provocado alguma controvérsia no início, logo a forma pegou no mundo inteiro. Já no início do século XX a maioria das novas obras eram músicas gospel no gênero que o Sankey inventou.
Devemos lembrar que na maioria dos hinários ainda hoje, o único hino bem conhecido com marca registrada depois de 1940 é "Quão Grande És Tu" (How Great Thou Art) [2]. Classificar esta obra como um hino do século XX é forçar a barra um pouco. Inclui um refrão, que é mais característico de músicas gospel do que hinos. E ainda, não é bem uma obra do século XX na verdade. As primeiras três estrofes foram originalmente escritas em 1886 por um pastor Sueco bem conhecido, Carl Boberg, e traduzido do Sueco para o Inglês pelo missionário inglês Stuart Hine logo antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial. O Hino incluiu um quarto estribilho, que é o único verso na versão popular em Inglês que foi escrito no século XX na verdade. [3]
Em outras palavras, por mais de 70 anos, praticamente nenhum hino foi adicionado ao repertório popular da música cristã congregacional. Poucos hinos verdadeiros de qualidade durável estão sendo compostos.
Meus comentários não são de forma nenhuma um criticismo cego das músicas gospel. Várias músicas gospel conhecidas são expressões ricas e maravilhosas da fé. Embora a música mais conhecida de Ira Sankey, "The Ninety and Nine" [NT: Os Noventa e Nove] praticamente não seja mais cantada como uma música congregacional hoje, foi o hit da era Sankey. Ele improvisou a música ao vivo em um dos grandes encontros de Moody em Edinburgh, usando as palavras de um poema que ele havia recortado mais cedo, de tarde, de um jornal de Glasgow. Essa letra, escrita por Elizabeth Clephane, são uma adaptação da parábola da ovelha perdida de Lucas 15.4-7.
Uma música favorita que durou mais tempo da época áurea das música gospel é "Grace Greater than Our Sin" [5] A música celebra o triunfo da graça sobre o pecado. Seu refrão é familiar: 
 
"Graça, graça,
Fonte de paz, de perdão e amor
Graça, graça,
Graça de Deus para o pecador" 
Grace, grace, God?s grace,
Grace that will pardon and cleanse within;
Grace, grace, God?s grace,
Grace that is greater than all our sin! 

Músicas como essas enriqueceram as expressões de fé da igreja.
Na maioria das vezes, no entanto, o crescimento da música gospel no canto comunitário marcou uma diminuição de ênfase na verdade doutrinária objetiva e um aumento da experiência subjetiva. A mudança de foco afetou claramente o conteúdo das músicas. Devemos notar que algumas das músicas gospel originais são tão insípidas e vazias quanto qualquer coisa que os opositores da presente geração de música cristã contemporânea jamais poderiam reclamar legitimamente.
De fato, os críticos tradicionalistas que atacam a música contemporânea somente porque é contemporânea no estilo - especialmente aqueles que pensam que a música antiga sempre é melhor - precisam repensar o assunto. A preocupação que levanto tem a ver com conteúdo, não estilo somente. Considerando só as letras, algumas das músicas de estilo antigo mais populares são até mais ofensivas do que coisas modernas. Não conheço uma música contemporânea que é mais banal do que a velha amada "No jardim" (In the Garden) 
 
Andando a sós no jardim,
quando o orvalho ainda brinca nas rosas,
Tua voz Senhor,
murmurando a mim, 
És fonte de todos amores

E ele anda comigo, e ele fala comigo, 
E ele me diz que sou dele; 
E a alegria que partilhamos enquanto
permanecemos ali 
Ninguém jamais conheceu.

Ele fala e o som de sua voz 
É tão doce que os passarinhos diminuem seu
cantar, 
E a melodia
que ele deu-me 
Retine no meu coração

Eu ficaria no jardim com ele 
Ainda que a noite caia 
Mas ele se despede de mim 
No meio da voz de lamento 
Sua voz me chama 
I come to the garden alone,
While the dew is still on the roses,
And the voice I hear,
Falling on my ear,
The Son of God discloses.

And He walks with me, and He talks with me,
And He tells me I am His own;
And the joy we share as we tarry there,
None other has ever known.

He speaks, and the sound of His voice
Is so sweet the birds hush their singing,
And the melody
That He gave to me,
Within my heart is ringing

I?d stay in the garden with Him,
Tho? night around me be falling,
But He bids me go;
Thro? the voice of woe
His voice to me is calling.

A letra não fala nada de substância real, e o que elas falam realmente não é particularmente cristão. É uma pequena rima sentimentalista sobre a experiência e sentimentos pessoais de alguém. Enquanto os hinos clássicos procuravam glorificar a Deus, as músicas gospel como "No Jardim" glorificavam sentimentalismo puro e simples.
Várias músicas gospel sofrem desses fraquezas. De fato, várias das músicas favoritas "ao estilo antigo" são praticamente isentas de qualquer substância cristã verdadeira e são carregadas de sentimentalismo barato. "Jesus me transformou" (Love Lifted Me), "Vem, Senhor, Me Guiar" (Take My Hand, Precious Lord), "Brando qual coro celeste" (Whispering Hope) e "Não é segredo o que Deus faz" (It Is No Secret What God Can Do) são exemplos conhecidos.
Obviamente, nem quão antiga nem quão popular é uma música gospel é uma boa medida de valor. O fato de uma música gospel ser "ao estilo antigo" com certeza não é uma garantia de adequação para a edificação da igreja. Quando falamos de música eclesiástica, ser mais antiga não é ser necessariamente melhor. Na verdade, essas mesmas músicas gospel, tão freqüentemente exaltadas pelos críticos da música moderna, são as que prepararam o caminho para as próprias tendências que esses críticos algumas vezes desaprovam com razão.
Não estou dando a entender que a música que Sankey introduziu não tem um papel legítimo. As músicas gospel têm desempenhado um papel evangelístico e de testemunho efetivo e, portanto,merecem um lugar proeminente na música eclesiástica. Mas foi uma infelicidade para a igreja que pelo início do século XIX, eram escritas praticamente só músicas gospel. Os músicos das igrejas no final do século XIX (assim como os teólogos da época) estavam apaixonados demais com qualquer coisa "moderna". Eles abraçaram o novo estilo de música congregacional com agressividade desenfreada. Infelizmente, já no século XX, a música gospel se alastrou e desbancou os hinos clássicos. Então, o movimento que Sankey começou praticamente acabou com a rica tradição da hinologia cristã que brotava desde a época de Martinho Lutero (1483-1546) e mesmo bem antes.
Antes de Sankey, os compositores de hinos mais conhecidos eram pastores e teólogos - homens hábeis no manejo da Escrituras e da sólida doutrina. Com a mudança para as músicas gospel, quase que todo mundo com uma caída por poesia se sentiu capaz de escrever música eclesiástica. Afinal de contas, a música nova devia ser sobre testemunho pessoal, nada de tratado doutrinário rebuscado.
Antes de Sankey, os hinos eram propositadamente compostos com um propósito didático. Eram escritos para ensinar e reforçar conceitos bíblicos e doutrinários no contexto do louvor direcionado a Deus. Esses hinos visavam à adoração a Deus proclamando sua verdade de uma maneira que aumentava a compreensão da verdade pelo adorador. Eles criaram um padrão de adoração que era tão racional quanto emocional. E isso era perfeitamente bíblico. Afinal de contas, o primeiro e maior mandamento nos ensina a amar a Deus do todo o nosso coração, alma e mente (Mat 22.37). Nunca teria passado na cabeça dos nossos ancestrais espirituais que o louvor era algo feito com o intelecto subjugado. A adoração que Deus procura é a adoração em espírito e em verdade (João 4.23,24).
Hoje em dia a adoração é freqüentemente caracterizada como algo que acontece bem longe do domínio do nosso intelecto. Essa noção destrutiva têm criado vários movimentos perigosos na igreja contemporânea. Talvez tenha chegado ao ápice no fenômeno conhecido como a Bênção de Toronto, onde risos irracionais e outras emoções selvagens eram considerados a mais pura forma de adoração e uma prova visível da bênção divina. Essa noção moderna de adoração como um exercício irracional tem causado muito prejuízo às igrejas, implicando em um declínio na ênfase na pregação e ensino e uma interessante ênfase em entreter a congregação e fazer as pessoas se sentirem bem. Tudo isso deixa o crente no banco da igreja destreinado e incapaz de discernir, e muitas vezes jubilantemente ignorante dos perigos ao redor dele ou dela.
A ERA DOS CÂNTICOS DE LOUVOR
No final do século XX, aconteceu uma outra grande mudança. Uma nova forma sucedeu às músicas gospel: os cânticos de louvor. Os cânticos de louvor consistem de versos em músicas fáceis, geralmente mais curtas do que as músicas gospel e com menos estribilhos.
Os cânticos de louvor, assim como os hinos, são geralmente músicas de louvor direcionadas a Deus. Com essa recente mudança voltou-se à pura adoração (ao invés de testemunho e evangelismo).
Ao contrário dos hinos, contudo, os corinhos geralmente não têm nenhum propósito didático. Os cânticos de louvor são feitos para serem cantados como uma simples expressão pessoal de louvor, enquanto hinos são geralmente expressões coletivas de louvor com uma ênfase em alguma verdade doutrinária [9]. Um hino geralmente tem várias estrofes, cada qual construindo ou expandindo o tema introduzido na primeira estrofe [10]. Pelo contrário, um cântico de louvor é geralmente mais curto, com um ou dois versos, e a maioria desses cânticos deliberadamente faz repetições para prolongar o enfoque numa única idéia ou expressão de louvor. (Obviamente, essas não são distinções absolutas. Alguns corinhos contêm instruções doutrinárias e alguns hinos têm o objetivo de serem maravilhosas expressões de louvor [11])
Certamente não há nada de errado com o louvor simples e diretamente pessoal que caracteriza os melhores cânticos de hoje. Também não há nada de errado com a campanha evangelística e de testemunho das músicas gospel de ontem. É uma profunda tragédia, no entanto, que em alguns círculos, apenas cânticos contemporâneos sejam cantados. Outras congregações limitam seus repertórios a músicas gospel [retrocedendo, no máximo,] de até cem anos atrás. Enquanto isso, um grande e rico conjunto da hinologia clássica cristã corre o risco de ser irreparavelmente extinto por pura negligência. [12] 
  
 

SALMOS, HINOS E CÂNTICOS ESPIRITUAIS
A perspectiva bíblica para música cristã se encontra em Colossenses 3.16: "A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração." Este verso simplesmente pede por uma variedade de formas musicais - "salmos, hinos e cânticos espirituais." Sobre o significado dessas expressões, Charles Hodge escreveu: "Os primeiros usos das palavras psalmos, humnos e ode parecem ter sido tão livres quanto os termos correspondentes em Inglês o são conosco, salmo, hino e cântico. Um salmo era um hino e um hino era um cântico. Ainda, havia uma distinção entre eles." [13]
Um salmo falava de uma música sagrada escrita para acompanhamento com instrumento musical. (Psalmos é derivado de uma palavra que quer dizer tanger cordas com os dedos.) A palavra era usada para referir a salmos do Antigo Testamento (Atos 1.20; 13.33), bem como canções cristãs (I Cor 14.26) [14]. Um hino falava de uma música de louvor a Deus, um paion [hino alegre e exultante de louvor, tributo, ação de graças ou triunfo] religioso. Um cântico, porém, podia ser música tanto sagrada quanto secular. Então o apóstolo especifica: "canções espirituais".
As distinções entre os termos são um tanto nebulosas, e como Hodge indicou, a nebulosidade se reflete mesmo no nosso uso moderno dessas palavras. Não obstante, determinar as reais formas dos "salmos, hinos e canções sagradas" não é essencial. De outra forma, as Escrituras teriam registrado essas distinções para nós.
A grande importância da expressão "salmos, hinos e cânticos espirituais" parece ser a seguinte: Paulo estava pedindo uma variedade de formas musicais e uma variada gama de expressões espirituais que não podem ser incorporadas em qualquer uma forma musical. A opinião apenas de salmos (que vem ganhando popularidade em alguns círculos reformados hoje) não permite essa variedade. As opiniões dos fundamentalistas/tradicionalistas, que parecem querer limitar a música eclesiástica às formas de músicas gospel do início do século XX, também silenciariam a variedade que Paulo pediu. Mais importante, a corrente reinante nas igrejas evangélicas modernas, onde as pessoas parecem querer se empanturrar de nada além de simplistas cânticos de louvor, também destrói o princípio de variedade que Paulo determinou.
Acredito que a comunidade evangélica protestante errou cem anos atrás quando a composição de hinos foi quase que completamente abandonada dando lugar [exclusivo] à música gospel. Os compositores crentes hoje estão cometendo um engano similar ao não comporem hinos substanciais enquanto removem os antigos hinos do repertório musical de nossas congregações e os trocam com corinhos triviais e músicas pop parecidas. 
 

ENSINANDO-VOS E ADMOESTANDO-VOS UNS AOS OUTROS
Os compositores de cânticos de louvor e outras músicas modernas de igreja muitas vezes esquecem do papel didático biblicamente ordenado da música eclesiástica. A maioria dos cânticos de louvor são escritos para atiçar apenas as emoções. São cantados na grande maioria das vezes como um mantra místico, com o propósito deliberado de pôr o intelecto em um estado passivo enquanto o adorador assimila o máximo de emoção possível. O paradigma de adoração Vineyard foi praticamente construído sobre esse princípio e igrejas ao redor do mundo adotaram esse modelo.
"A música... se limita exclusivamente a cânticos de louvor, com letras projetadas [por um retroprojetor ou um datashow] ao invés de cantadas dos hinários, de forma que o adorador tenha total liberdade de reagir fisicamente. Cada cântico de louvor se repete várias vezes e o único sinal de que estamos indo para o próximo cântico é quando a transparência muda. Não há anúncio ou comentários falados entre as músicas. De fato, não há um líder de louvor, para que o cantar tenha um sentimento de espontaneidade.
A música começa devagar e calma e vai progredindo gradual e constantemente num crescendo de 45 minutos. Cada cântico que sucede tem uma carga emocional mais forte que a anterior. Ao longo de 45 minutos, a força emocional da música aumenta a passos quase imperceptíveis desde calma e serena até uma intensidade forte e impulsiva. No começo todos estão sentados. À medida que o sentimento de fervor aumenta, as pessoas reagem quase que instintivamente, primeiro levantando as mãos, depois se levantando, depois se ajoelhando ou caindo prostrados no chão. Ao fim do momento de louvor metade da congregação está no chão, vários estirados com a face voltada para o chão e se torcendo de emoção. A música foi cuidadosa e propositadamente levada para esse intenso ápice emocional...
Ainda assim, em meio a isso tudo, não há uma ênfase no conteúdo das músicas. Cantamos sobre "sentir" a presença de Deus entre nós, como se nossas crescentes emoções fossem a principal maneira de confirmação da sua presença e de medida da força da sua visitação. Várias das músicas dizem ao Senhor que ele é grande e digno de louvor, mas nenhuma jamais diz realmente porque. Não importa. O objetivo, claramente, é atiçar nossas emoções, e não focalizar nossos pensamentos num aspecto particular da grandeza de Deus. Na verdade, depois, na pregação, o pastor nos diz para tomarmos cuidado [a fim de não] seguirmos nossas cabeças ao invés dos nossos corações em quaisquer assuntos nossos com Deus.
Em outras palavras, o louvor aqui é intencional e propositadamente anti-intelectual. E a música reflete isso. Ao passo que não há nada explicitamente errado com qualquer um dos cânticos que foram cantados, também não há nada de substância na maioria deles. São escritos para serem transmissores da paixão, porque a paixão, deliberadamente divorciada do intelecto, é o que define esse conceito de 'louvor'." [15]
Nem todos cultos contemporâneos vão tão longe, claro, mas as tendências mais populares estão indo nessa direção, com certeza. Qualquer coisa muito cerebral é automaticamente suspeita, considerada não 'louvável' o suficiente, porque claramente, a noção reinante de louvor não dá nenhum ou pouco lugar ao intelecto. É por isso que no culto típico as pregações estão sendo encurtadas e ficando mais light, e mais tempo é dado para a música. A pregação, que costumava ser o centro do culto de adoração, agora é vista como algo distinto da adoração. Algo que se intromete no "momento de louvor e adoração", no qual o foco é música, testemunho e oração, mas principalmente música. E música cujo principal propósito é atiçar as emoções.
Se a função apropriada da música inclui "ensinar e admoestar", então a música na igreja deve ser muito mais do que um estímulo emocional. Na verdade, isso significa que a música e a pregação devem ter o mesmo alvo. Ambas pertencem à proclamação da Palavra de Deus. O compositor deve, portanto, ser tão hábil nas Escrituras e tão preocupado com a precisão teológica quanto o pastor. E ainda mais, porque as músicas que ele ou ela escreve provavelmente serão cantadas vez após vez (ao contrário de uma pregação que é feita apenas uma vez).
Temo que esta perspectiva está totalmente perdida entre os músicos crentes comuns de hoje em dia. Como observou Leonard Payton, "O quadro é tão extremo agora que qualquer um que sabe meia dúzia de acordes num violão e consegue fazer rimas que nem cartões de lembranças é considerado qualificado para exercer esse componente do ministério da Palavra, independentemente do treinamento e exames teológicos." [16] Payton afirma que os músicos líderes do Antigo Testamento - Hemã, Asafe e Etã (I Crônicas 15.19) - foram os primeiros dentre todos os sacerdotes levitas, homens que dedicaram suas vidas ao serviço do Senhor (v. 17), homens treinados nas Escrituras e hábeis no manejo da Palavra de Deus. Seus nomes estão registrados como autores de alguns dos salmos inspirados (Sal 73-83; 88.1; 89.1). Payton escreve:
"Foi Asafe que proclamou que Deus é dono 'de 'milhares de cabeças de gado nas montanhas' (Salmos 50.10). Se um músico de uma igreja moderna tivesse escrito uma letra de louvor como o Salmo 50, ele provavelmente não conseguiria publicá-la na indústria de música cristã. E ele talvez estivesse bem perto de ser demitido da sua igreja. O Salmo 88 de Hemã é incontestavelmente o mais triste de todos os Salmos. Em suma, músicos levitas escreveram Salmos e esses Salmos não foram subjugados às exigências emocionais e gnósticas da música evangélica do século XX." [17]

I Reis 4.31 escreve sobre Salomão: "E era ele ainda mais sábio do que todos os homens, e do que Etã, ezraíta, e Hemã, e Calcol, e Darda, filhos de Maol; e correu o seu nome por todas as nações em redor." Payton indica a importância desta afirmação:

"Se Salomão não tivesse vivido, dois músicos teriam sido os homens mais sábios. Resumidamente, músicos eram professores da mais alta categoria. Isto me leva a pensar que os músicos levitas, tendo sido espalhados pela terra, serviram comoprofessores de Israel. Mais ainda, os Salmos eram seus livros-texto. E porque este livro-texto era um livro de canto, provavelmente os músicos levitas catequizaram a nação de Israel cantando os Salmos. [18] [ênfase no original]
Gostem ou não, compositores são professores também. Muitas das letras que escrevem serão muito mais enraizados profunda e permanentemente nas mentes dos crentes do que qualquer coisa que pastores ensinem do púlpito. Quantos compositores são hábeis o suficiente em teologia e nas Escrituras para se qualificarem para tal papel fundamental na catequese do nosso povo?
A pergunta é respondida pela falta de expressão achada nos cânticos de louvor mais populares - especialmente quando comparados a alguns dos hinos clássicos. Compare a letra de "Brilha Jesus" (Shine, Jesus, Shine) com "Adorem o Rei, glorioso Senhor" (O Worship the King, All Glorious Above). Ou comparem "Algo Belo" (Something Beautiful) com "Oh, Fronte Ensangüentada" (O Sacred Head Now Wounded). Escolho estes exemplos não porque vejo algo errado ou antibíblico nestes cânticos modernos em particular, mas porque eles são os melhores do gênero. Se o melhor que os compositores modernos conseguem fazer parece insípido comparado à música dos nossos ancestrais espirituais, talvez seja apropriado perguntar se a igreja de hoje é culpada coletivamente de amaldiçoar a Deus com nossos louvores fracos.
É difícil imaginar numa outra expressão de louvor mais deficiente para oferecer a Deus do que "Pai de amor gosto tanto de ti " (Heavenly Father We Appreciate You). Mas "Meu Deus é um Grande Deus" (Our God is an Awesome God) chega perto. Em parte porque o adjetivo 'awesome' [tremendo] foi pilhado pela presente geração tornando-o no elogio preferido para todas as ocasiões, usado em tudo deste manobras de skate até piercings. Na boca de um jovem "Our God is an Awesome God" é equivalente a cantar sobre como Deus é "massa".
Ao menos "Meu Deus é um Grande Deus" faz uma rápida referência à "sabedoria, poder e amor" de Deus, dando razões bíblicas porquê ele é grande e digno de louvor. Neste aspecto é melhor do que o monte de cânticos modernos que expressam um louvor vago a Deus mas nunca se dão ao trabalho de mencionar o que há nele que o faz merecedor do nosso louvor (e é certamente melhor do que o outro tipo popular de cânticos, aqueles que se concentram quase que completamente nos sentimentos do adorador).
Agora leia a última estrofe de um hino clássico de louvor, "Deus Sábio, Invisível, Perfeito, Imortal" (Immortal, Invisible). Depois de detalhar uma substancial lista de atributos divinos, o letrista escreveu: 
 
És Pai glorioso, és luz a brilhar 
Teus anjos não podem teu rosto mirar 
Mas nós entoamos aqui teu louvor 
E as frontes curvamos, humildes, Senhor. [19] 
Great Father of glory, pure Father of light,
Thine angels adore Thee, all veiling their sight;
All praise we would render; O help us to see
!Tis only the splendor of light hideth Thee! 

Ambos a poesia e o sentido são superiores a quase que qualquer coisa escrita hoje.
Compositores modernos claramente precisam levar suas tarefas a sério. As igrejas também devem fazer tudo que puderem para cultivar músicos que sejam treinados no manuseio das Escrituras e capazes de discernir a doutrina sólida. Mais importante ainda, os pastores e anciãos devem acompanhar mais de perto e mais cuidadosamente os ministérios de música na igreja, conscientemente fixando um alto padrão para o conteúdo bíblico e doutrinário do que cantamos. Se estas coisas forem feitas, nós começaremos a ver uma dramática diferença qualitativa na música que vem sendo composta para a igreja.
Enquanto isso, não vamos jogar fora nossos hinos clássicos. Melhor ainda, vamos reavivar alguns dos maiores hinos que caíram em desuso e adicioná-los novamente ao nosso repertório.
John MacArthur é o pastor da Grace Community Church em Sun Valley, Califórnia. Ele é o presidente do Master's College and Seminary. Seu popular programa de rádio "Paz esteja convosco" é escutado mundialmente cinco dias por semana.
Notas 
1 John MacArthur, Joni Eareckson Tada, Robert e Bobbi Wolgemuth, O Worship the King (Wheaton, IL: Crossway, 2000).

2 Vários hinos novos foram escritos e publicados desde 1940, claro, mas poucos deles se tornaram de uso comum das igrejas.
3 Robert K. Brown e Mark R. Norton, The One Year Book of Hymns (Wheaton, IL: Tyndale House), 1995.
4 J. C. Pollock, Moody: A Biographical Portrait of the Pacesetter in Modern Mass Evangelism (New York: MacMillan, 1963), 132-33.
5 Escrito por Julia H. Johnston (música de Daniel B. Towner).
6 Penso sim que o estilo deve ser apropriado para o conteúdo, e por isso eu seria contra algumas músicas cristãs contemporâneas por motivos estilísticos. Mas minha preocupação primordial está relacionada com o conteúdo e não com o estilo.
7 Letra por C. Austin Miles (1868-1946).
8 Isaac Watts, John Rippon, Augustus Toplady e Charles Wesley são alguns poucos dos compositores de hinos bem conhecidos, os quais foram, antes de tudo, pastores e teólogos.
9 O popular hino "Santo, Santo, Santo" (Holy, Holy, Holy), por exemplo, é uma recitação dos atributos divinos com uma ênfase particular na doutrina da Trindade. "Jesus, Alegria dos Corações que Amam" (Jesus Thou Joy of Loving Hearts), um hino antigo mas conhecido, é um hino de louvor a Cristo recheado de ensinamentos sobre a suficiência de Cristo.
10 No mais conhecido hino de Lutero, "Castelo Forte é Nosso Deus" (A Mighty Fortress Is Our God), cada estribilho constrói sobre o anterior, e as estrofes são, portanto, tão intrinsicamente ligadas que pular um verso destrói a continuidade e a mensagem do hino em si.
11 "Quão Grande és Tu" (How Great Thou Art) é um ótimo exemplo
12 Esta preocupação foi precisamente o que fez com que Joni Tada, os Wolgemuths, e eu escrevêssemos "Adorem o Rei" (O Worship The King) (vide n. 1).
13 Charles Hodge, Ephesians (Edinburgh: Banner of Truth, 1991, reimpressão), 302-3.
14 Aqueles que argumentam pelo uso exclusivo dos salmos (a opinião que nenhuma forma musical deve ser empregada na igreja além das versões métricas dos Salmos do Antigo Testamento) freqüentemente afirmam que a expressão "salmos, hinos e cânticos espirituais" é uma referência às várias categorias de salmos davídicos na Septuaginta. Mas se a intenção do apóstolo Paulo fosse delimitar a música na igreja aos Salmos do Antigo Testamento, existiriam muitas outras maneiras menos ambíguas que ele poderia ter usado para esclarecer seu ponto de vista. Ao contrário, o que ele pede aqui é uma variedade de formas musicais, todas usadas para honrar o Senhor admoestando e ensinando uns aos outros com as verdades da fé cristã. Se nós não devêssemos permitir letras na música eclesiástica senão Salmos do Antigo Testamento, então algumas das mais gloriosas verdades no cerne da nossa fé, como a encarnação de Cristo, morte na cruz e ressurreição, jamais poderiam ser expostos completamente na nossa música.
15 Tomado das notas não publicadas de um amigo que estava pesquisando o crescimento de igrejas e estilos de louvor em algumas mega-igrejas representativas.
16 Leonard R. Payton, "Congregational Singing and the Ministry of the Word," The Highway, July 1998 (http://www.gospelcom.net/thehighway/articleJuly98.html).
17 Ibid.
18 Ibid.
19 Letra de Walter Chalmers Smith (1824-1908). Smith foi um pastor e moderador da Igreja Livre da Escócia.
Título original: With Hearts and Minds and Voices, publicado no volume 23, número 2 da revistaChristian Research Journal (O artigo está completo em http://www.equip.org/free/DM806.pdf. Para mais informações sobre como assinar a Christian Research Journal veja http://www.equip.org/cstore)

Autor: John MacArthur 
Tradução: G. Frederico 

"Intervenção" Muitas vidas sofrem,tem problemas e precisam de ajuda!!Parte 5




Nombre: GABE

Aos três anos, Gabe foi abandonado pela mãe na Índia, onde foi adotado por um casal de americanos. Gabe parecia crescer feliz e satisfeito, mas por dentro ele se sentia um estranho. Por isso, começou a usar maconha na escola e, depois, cocaína e heroína. Sua família acredita que se ele não passar por uma intervenção, não terá remédio que irá salvá-lo.


14 de nov. de 2010

Uma Morte para o Ego, Renda-se a Ele - Paul Washer 1/2


Lutero - Os Bordéis e o Falso Evangelho


Plena Satisfação em Deus - 5 e 6




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[DEVOCIONAL] John Piper - O que É um Cristão?

John Piper - Uma Vida Voltada para Deus
O que É um Cristão?

por John Piper

O que significa ser um cristão? Charles Hodge, um dos grandes teólogos reformados do século XIX, achou a resposta neste texto: “É ser constrangido por um senso do amor de nosso divino Senhor, de tal modo que Lhe consagramos nossa vida”.

Ser um cristão não significa apenas crer, de coração, que Cristo morreu por nós. Significa “ser constrangido” pelo amor demonstrado nesse ato. A verdade nos pressiona. Ela força e se apropria; impele e controla. A verdade nos cerca, não nos deixando fugir. Ela nos prende em gozo.

Como a verdade faz isso? Paulo disse que o amor de Cristo o constrangia por causa de um julgamento que ele fazia a respeito da morte: “Julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”. Paulo se tornou cristão não somente por meio da decisão com base no fato de que Cristo morreu pelos pecadores, mas também por meio do sábio discernimento de que a morte de Cristo foi também a morte de todos aqueles em favor dos quais Ele morreu.

Em outras palavras, tornar-se um cristão é chegar a crer não somente que Cristo morreu por seu povo, mas também que todo o seu povo morreu quando Ele morreu. Tornar-se um cristão é, primeiramente, fazer esta pergunta: estou convencido de que Cristo morreu por mim e de que eu morri nEle? Estou pronto a morrer, a fim de viver no poder do amor dEle e para a demonstração da sua glória. Em segundo lugar, tornar-se um cristão significa responder sim, de coração.

O amor de Cristo nos constrange a responder sim. Sentimos tanto amor fluindo da morte de Cristo para nós, que descobrimos nossa morte na morte dEle — nossa morte para todas as lealdades rivais. Somos tão dominados (“constrangidos”) pelo amor de Cristo, que o mundo desaparece, como que diante de olhos mortos. O futuro abre um amplo campo de amor.

Um cristão é uma pessoa que vive sob o constrangimento do amor de Cristo. O cristianismo não é meramente crer num conjunto de doutrinas a respeito do amor de Cristo. É uma experiência de ser constrangido por esse amor — passado, presente, futuro.

Entretanto, esse constrangimento surge de um juízo que fazemos sobre a morte de Cristo: “Quando Ele morreu, eu morri”. É um julgamento profundo. “Assim como o pecado de Adão foi, legal e eficazmente, o pecado de toda a raça, assim também a morte de Cristo foi, legal e eficazmente, a morte de seu povo.” Visto que nossa morte já aconteceu, não temos mais condenação (Rm 8.1-3). Isto é a essência do amor de Cristo por nós. Por meio de sua morte imerecida, Cristo morreu nossa morte bem merecida e abriu o seu futuro como o nosso futuro.

Portanto, o juízo que fazemos sobre a sua morte resulta em sermos constrangidos pelo amor dEle. Veja como Charles Hodge expressou isso: “Um cristão é alguém que reconhece a Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, como Deus manifestado em carne, que nos amou e morreu por nossa redenção. É também uma pessoa afetada por um senso do amor deste Deus encarnado, a ponto de ser constrangida a fazer da vontade de Cristo a norma de sua obediência e da glória de Cristo o grande alvo em favor do qual ela vive”.

Como não viver por Aquele que morreu nossa morte, para que vivamos por sua vida? Ser um cristão é ser constrangido pelo amor de Cristo.



Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper.
Copyright: © Editora FIEL

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

A luta de Deus na salvação de um homem

 

Referência: Daniel 4.1-37

INTRODUÇÃO
1. A graça de Deus é soberana. O chamado de Deus é irresistível. Este texto nos mostra a luta de Deus na salvação de Nabucodonosor. Deus move os céus e a terra para levar este soberbo rei à conversão.
2. O livro de Daniel não apenas nos mostra a soberania de Deus na história, revelando que o seu Reino domina sobre tudo e todos, mas Deus também é soberano na salvação de cada pessoa.
3. Vejamos algumas lições:

I. AS INICIATIVAS DE DEUS PARA ALCANÇAR UM HOMEM
1. Colocou pessoas crentes em sua companhia (Capítulo 1) – No palácio de Nabucodonosor estavam Daniel e seus três amigos. Eles eram jovens crentes, fiéis e cheios da graça de Deus. Mas o convívio com pessoas crentes, por si só, não converte ninguém, ainda que sejam crentes excepcionais como aqueles quatro jovens (Dn 1:21).
2. Mostrou para ele que só o Reino de Cristo é eterno (Capítulo 2) –Nabucodonosor permanece ainda pagão. Está atribulado por causa do seu sonho. Está furioso com os sábios que não conseguem decifrar o seu sonho. Mandou matá-los. Só um homem sem Deus pode agir assim. Daniel falou-lhe acerca do Reino de Deus que viria e que jamais seria destruído. Nabucodonosor foi levado a contemplar a ruína de sua religião e a confessar que Deus é o Deus dos deuses (Dn 2:47). Ele ficou impressionado, reconheceu que Deus existe, chegou a reconhecer que o Senhor é o maior de todos os deuses. Mas ele não se converteu. Logo no capítulo 3 esquece de sua confissão.
3. Mostrou para ele que só Deus liberta (Capítulo 3) – Agora Nabucodonosor fez uma hedionda estátua, representando ele mesmo, e ordenou para que todos a adorassem. Perdeu sua convicção anterior que Deus é o Deus dos deuses. Agiu em direta contradição às verdades que recentemente confessara. As palavras de sua boca não alcançaram o seu coração. HOJE ISTO SE REPETE – Muita gente fica impressionada. A verdade as cativa e entusiasma. Ficam inquietas com o que ouvem. Mas não dão lugar ao Evangelho. Era esta a condição de Nabucodonosor no capítulo 3. Sua fúria de homem não convertido levou-o a jogar os três jovens na fornalha acesa. Ele teve o testemunho de fidelidade desses jovens. Ele teve a visão do Filho de Deus pré-encarnado andando na fornalha. Ele mais uma vez confessa que não há Deus que liberta como o Deus daqueles jovens. MAS DEUS É O DEUS DE MESAQUE, SADRAQUE E ABEDE NEGO E NÃO O SEU DEUS PESSOAL. Hoje, talve, Deus é o Deus da sua esposa, de seus pais, mas não é o seu Deus pessoal. Você sabe que Deus livra, salva, liberta, mas você ainda não está comprometido com ele. 
4. Mostrou para ele que só o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens (Capítulo 4) – Os versos 17, 25, 32 revelam a última ação de Deus para quebrar as resistências de Nabucodonosor. Deus levou esse homem à loucura para converter o seu coração.

II. A REVELAÇÃO DE DEUS PARA ALCANÇAR UM HOMEM
1. O sonho perturbador – v. 10-18
• Uma árvore no meio da terra, cuja altura chegava ao céu e era vista até aos confins da terra. Havia nela sustento para todos e todos os seres viventes se mantinham dela. Um santo que descia do céu deu ordens para derribar a árvore e afugentar todos os animais. Mas a cepa com as raízes deviam ser deixada para ser molhada pelo orvalho do céu até que passasse sobre ela sete tempos.
• O sonho do rei tem uma aplicação pessoal clara, daí o seu temor. A mensagem central do sonho não era enigmática (v. 17).

2. A interpretação corajosa – v. 19-27
• A árvore frondosa, que cresceu, tornou-se notória, grande, poderosa, explêndida era o próprio rei (v. 22). 
• A ordem para cortar a árvore vem do céu, como um decreto do Deus Altíssimo. O significado é que o rei será expulso de entre os homens para morar com os animais do campo como um bicho até que reconheça que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens (v. 25).
• Depois que o rei passar pela humilhação e quebrantamento, Deus mesmo vai restaurá-lo.

3. O cumprimento fiel – v. 28-33
• Tudo o que Daniel falou para o rei aconteceu literalmente. Nabucodonosor em vez de se humilhar, não atendeu a mais este alerta de Deus e por isso foi arrancado do trono, expulso de entre os homens para viver como um animal do campo.

III. A SOBERANIA DE DEUS PARA SALVAR UM HOMEM
1. A paciência generosa de Deus – v. 29
• Deus não derrama o seu juízo antes de chamar ao arrependimento. Deus deu doze meses para Nabucodonosor se arrepender. Deus também tem lhe falado. Ele não quer que você pereça. Ele tem lhe dado muitas oportunidades. Noé pregou durante 120 anos. Sodoma tive o testemunho de Ló. Jerusalém antes de ser levada cativa ouviu o brado dos profetas que a convocou ao arrependimento. Hoje, Deus está lhe dando mais uma chance. Cada dia é um dia de graça. É mais uma chance que Deus lhe dá.

2. A dureza do homem que rejeita ouvir a voz de Deus – v. 4,29
a) Feliz e calmo passeando no palácio a despeito do solene aviso de Deus (v. 29) – Ah! Se você pudesse perceber o perigo que se encontra a sua alma, você cairia com o rosto em terra. Você gritaria por socorro. O inferno está com a boca aberta. Há um abismo debaixo dos seus pés. Os demônios querem levá-lo à perdição. O tempo é de emergência e não de folguedo.
b) Ele exalta-se em vez de dar glória a Deus (v. 30) – “Eu edifiquei”, “com o meu grande poder”, “para a glória da minha majestade”. Ele era a causa, o meio e a finalidade de tudo que acontecia no seu reino. Tudo girava em torno da realeza imperial. A soberba precede a ruína. A auto-exaltação torna o homem cego e tolo e endurecido.
c) A prosperidade não é garantia contra a adversidade – A Babilônia era a cidade mais rica e poderosa do mundo. Ela tinha 96 Km de muros com 25 metros de largura, 25 portões de cobre. Uma imagem de Marduque no grande templo com 22.500 kg de ouro. Nabucodonosor era rei de reis, um grande conquistador e construtor. A cidade estava cheia de prédios, palácios e templos. Lá estava os JARDINS SUSPENSOS, uma das sete maravilhas do mundo antigo, construído para a sua esposa, uma princesa da Média, que sentia falta das montanhas de sua terra natal. Ele era um homem que tinha poder, riqueza e fama. Seu reino era glorioso e extenso. Mas as nações são para Deus como um pingo, como um pó, como um vácuo, como nada. O rei cairia, Babilônia cairia. Só o Reino de Deus é eterno.

3. A humilhação do homem impenitente – v. 31-33
a) Vem do céu (v. 31) – Quando o homem não escuta a voz da graça, ouve a trombeta do juízo. Deus abriu para o rei a porta da esperança e do arrependimento. Ele não entrou, então Deus o empurrou para o corredor do juízo. Deus o humilhou. O poder e a prosperidade sem o temor de Deus pode intoxicar a alma (Dt 18:11-18). O orgulho é algo abominável para Deus. Deus resiste ao soberbo. O processo de quebrantamento do homem vem do céu.
b) É repentina (v. 31,33) – A paciência de Deus tem limite. O cálice da ira de Deus se enche. Chega um ponto que Deus diz: Basta! “Falava ele ainda…”. 
c) É terrível (v. 32,33) – O rei ficou louco. Deus o fez descer ao fundo do poço. Deus tirou o seu entendimento. Deu-lhe um coração de animal. Seu cabelo cresceu como penas de águia. Suas unhas cresceram como as das aves. Vivia como animal no campo, comendo capim, pastando no meio dos bois. Sua doença era chamada de Insânia Zoantrópica ou Licantropia ou Boantropia – considerar-se um animal, agir como um animal. Deus colocou o homem mais poderoso do mundo no meio dos bois. Deus golpeou seu orgulho para levá-lo à conversão. Ele passou a comer capim, a rolar no chão com os cascos crescidos. O todo poderoso Nabucodonosor virou bicho. Foi pastar. 
d) É irremediável (v. 32,33) – Ninguém pôde ajudá-lo, mesmo ele sendo o homem mais rico e mais poderoso da terra.
e) É proposital (v. 27) – 1) É cheia de esperança (v. 26,32); 2) Não é vingança; 3) Visa o arrependimento (v. 27). Deus o mandou comer capim para não o mandar para o inferno. Essa é a eleição da graça, que leva o homem ao fundo do poço e depois o tira de lá. O mesmo Deus não fez com BELSAZAR que foi condenado inapelavelmente. HERODES, por não dar glória a Deus foi comido de vermes. O Deus que fére é o Deus que cura. O que humilha, também exalta.

4. A conversão do homem quebrantado – v. 34-37
• Como Deus operou a conversão de Nabucodonosor? Não foi exaltando-o, mas o humilhando. É assim que Deus converte as pessoas. Quem não se fizer como criança, não pode entrar no Reino de Deus.
• Primeiro o homem precisa ser confrontado com o seu pecado. Precisa saber que está perdido. Primeiro a lei o condena e o leva ao pó. Precisa reconhecer sua indignidade. No céu só entra gente quebrantada. 
• Nabucodonosor via a glória da sua cidade. Ele tocava trombeta para si mesmo. Gostava de viver sob as luzes da ribalta. Aplaudia a sua própria glória. Deus, então, o humilhou. Jogou-o no pó. Mandou-o para o pasto comer grama. Tirou suas roupas palacianas e molhou o seu corpo com o orvalho do céu. Suas unhas esmaltadas viraram casco. Exemplo: Manassés.
• A conversão de Nabucodonosor pode ser vista através de quatro evidências:

a) Ele glorifica a Deus (V. 34) – Agora, ele olha para o céu, para cima (v. 34). A nossa vida sempre segue a direção do nosso olhar. Até agora ele só olhava para baixo, para a terra. Como aquele rico insensato que construiu só para esta vida e Deus o chamou de LOUCO. Muitos levantam os olhos tarde demais como o RICO que desprezou Lázaro. Ele levantou seus olhos, mas já estava no inferno. 
b) Ele confessa a soberania de Deus (v. 35) – 
c) Ele testemunha sua restauração (v. 36) –
d) Ele adora a Deus (v. 37).

CONCLUSÃO – Três lições práticas
1. Nunca devemos desistir da conversão de qualquer pessoa
• Aquele que arruinou Jerusalém, que destruiu o templo, que carregou os vasos sagrados, que esmagou a cidade, que levou cativo o povo, que adorava deuses falsos e era cheio de orgulho foi convertido. 
• Aquele que manda matar seus próprios feiticeiros e também jogar na fornalha os filhos de Deus. Aquele que exige adoração à sua pessoa e força as pessoas a adorarem falsos deuses. Aquele que era o homem mais poderoso do mundo – SE esse homem foi convertido, podemos crer que não há conversão impossível para Deus.
• Creia na conversão do ateu, do agnóstico, do cínico, do apático, do blasfemo, do feiticeiro, do idólatra, do viciado, da prostituta, do homossexual, do drogado, do assassino, do presidiário, do político, do universitário, do patrão, do cônjuge, do filho, dos pais. Creia! Evangelize! O Deus que salva está no trono.

2. A razão porque você ainda não se converteu é porque você ainda não está suficientememnte quebrantado
• Você tem um elevado conceito de si mesmo. Você é muito orgulhoso para se prostrar. Acha-se muito importante ou bom para se humilhar. 
• Mas é o publicano que bate no peito e chora pelos seus pecados que desce justificado. O grande perseguidor da igreja, Saulo de Tarso, só é convertido quando Jesus o joga no chão e ele cego, humilde se volta para Jesus quebrantado.
• Jesus não veio chamar justos, mas pecadores. Não veio cura os que se julgam sãos, mas o que reconhecem que são doentes e carentes.

3. Quem reluta em se prostrar vai ser quebrantado ou vai perecer eternamente
• Deus poderia tornar qualquer pessoa louca. Quem sabe como Deus reagirá à sua constante rejeição, a despeito das constantes advertências. 
• Deus pode quebrar você sem que haja cura (Pv 29:1).
• Se Deus tornar você louco sem lhe restaurar, como você clamará por sua misericórdia? Se ele chamar você agora, que desculpas você lhe daria?
• Deus não despreza o coração quebrantado (Sl 51:17).
• Erga seus olhos ao céu enquanto é tempo. O homem rico o fez tarde demais. O tempo de Deus é agora. É melhor ser quebrado por Deus agora do que perecer eternamente no inferno. Reconheça hoje também a soberania de Deus na sua vida e volte-se para o Senhor!

Rev. Hernandes Dias Lopes

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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