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20 de out. de 2010

John Bunyan e os Efeitos do Sofrimento (1628 – 1688)




- Escrevendo para a Igreja Afligida - 

A questão, então, que eu levanto, à luz dos sofrimentos de Bunyan, é esta: qual foi o fruto do sofrimento? O que produziu em sua própria vida e, através dela, na vida de outros?
O Sofrimento de Bunyan Confirmou-o em Seu Chamado como Escritor, Especialmente para a Igreja Afligida

Provavelmente, a maior distorção da vida de Bunyan no quadro que tenho pintado até agora, é que ele omite um dos maiores labores de sua vida, que foram os seus escritos. Livros haviam despertado sua própria busca espiritual e o haviam guiado. Livros seriam o seu maior legado à Igreja e ao mundo.

É claro que ele é famoso pelo Peregrino — "além da Bíblia, [é] provavelmente o livro mais vendido do mundo ... traduzido em mais de 200 idiomas". O livro foi um sucesso imediato, com três edições em 1678, o primeiro ano em que foi publicado. A princípio, foi desprezado pela elite intelectual, mas, como Lorde Macaulay destaca, "O Peregrino é, talvez, o único livro sobre o qual, após haverem passado cem anos, a minoria educada tem concordado com a opinião do povo comum".

A maioria das pessoas, entretanto, não sabe que Bunyan foi um escritor prolífico, antes e depois do Peregrino. O índice das obras de Bunyan feita por Christopher Hill lista cinqüenta e oito títulos. A variedade destes livros é notável: livros tratando de controvérsias (como aqueles abordando os Quakers e tratando de justificação e batismo), coleções de poemas, literatura infantil, e alegorias (como The Holy War [A Guerra Santa], e The Life and Death of Mr. Badman [A Vida e a Morte do Sr. Homem-mau]). A vasta maioria, entretanto, era de exposições doutrinárias práticas das Escrituras, feitas de sermões, com o objetivo de fortalecer, avisar e ajudar os peregrinos cristãos a percorrer de forma -bem sucedida seu caminho ao céu.

Ele era um escritor, do começo ao fim. Ele já tinha escrito quatro livros antes de ser encarcerado, na idade de trinta e dois anos, e num único ano — 1688, o ano em que morreu — cinco livros foram publicados. Isto é algo extraordinário para um homem que não tinha educação formal. Ele não sabia grego nem hebraico e não tinha nenhum diploma de teologia.. Isto era algo tão humilhante em seus dias, que seu pastor, John Burton, saiu em sua defesa, escrevendo o prefácio de seu primeiro livro em 1656 (quando Bunyan tinha vinte e oito anos): "Este homem não foi escolhido de uma universidade secular, mas de uma universidade celestial, a Igreja de Cristo... Pela graça de Deus, ele adquiriu estes três diplomas celestiais, ou seja, união com Cristo, a unção do Espírito e experiências das tentações de Satanás, o que capacita um homem para aquela obra poderosa da pregação do Evangelho, mais do que toda erudição universitária e diplomas que se possa obter"

Os sofrimentos de Bunvan deixaram sua marca em todos os seus escritos. George Whitefield disse, a respeito do Peregrino, "Tem cheiro de prisão. Foi escrito quando o autor estava confinado na cadeia de Bedford. E os ministros nunca pregam ou escrevem tão bem como quando estão debaixo da cruz: o Espírito de Cristo e da glória repousa sobre eles".

O cheiro da aflição estava na maioria das coisas que Bunyan escreveu. De fato, eu suspeito que uma das razões pelas quais os Puritanos ainda são lidos hoje, com tanto proveito, é que toda a experiência deles, ao contrário da nossa, foi de perseguição e sofrimento. Para nossa cultura alegre, isto pode, por vezes, parecer sombrio, mas no dia em que você ouvir que está com câncer, ou que seu filho está cego, ou que um tumulto popular se aproxima, você vai deixar os livros leves e se voltará para os mais pesados, que, foram escritos no precipício da eternidade, onde a fragrância do céu e o fedor do inferno estão, ambos, no ar.

Os escritos de Bunyan eram uma extensão de seu ministério pastoral, principalmente para seu rebanho em Bedford, que vivia em constante perigo de assédio e prisão. Seus sofrimentos o capacitaram adequadamente para a tarefa. Isto nos leva ao segundo efeito dos sofrimentos de Bunyan que eu gostaria de mencionar.

Os Sofrimentos de Bunyan Aprofundaram Seu Amor por Seu Rebanho e Deram ao Seu Labor Pastoral a Fragrância da Eternidade

Seus escritos estão cheios de respeito ao seu povo. Por exemplo, após três anos na prisão, ele escreveu um livro para seu próprio rebanho, chamado Comportamento Cristão, que terminava desta forma:

Assim, tenho eu, em poucas palavras, escrito para vocês, antes de morrer, uma palavra para provocá-los à fé e à santidade, pois desejo que vocês, após a minha morte, tenham a vida que está reservada para todos aqueles que crêem no Senhor Jesus, e amam uns aos outros. Apesar de que, então, descansarei de meus labores, e estarei no paraíso, como seguramente creio; não é lá, mas aqui, que devo fazer o bem a vocês. Portanto, eu, sem saber a brevidade da minha vida, nem os obstáculos que daqui por diante possa ter em servir ao meu Deus e vocês, tomei esta oportunidade para apresentar-lhes estas poucas linhas, para sua edificação.

Em sua autobiografia, escrita mais ou menos até a metade, durante seu tempo de confinamento, ele falou de sua igreja e » dos possíveis efeitos que seu martírio teria sobre eles: "Freqüentemente disse, diante do Senhor, que, se o ser enforcado sem demora diante de seus olhos, for o meio de despertar neles a verdade, e confirmá-los nela, consentiria nisto com satisfação". Na verdade, muitos de seu rebanho se juntaram a ele na prisão e Bunyan ministrou-lhes ali. Ele ecoou as palavras de Paulo, quando descreveu seus profundos sentimentos por eles: "Na minha pregação tenho sentido, realmente, muita dor; tenho tido dores, como de parto, para dar filhos para Deus".

Ele se gloriava no privilégio de ser ministro do Evangelho. Isto, também, fluía de seu sofrimento. Se tudo vai bem e se tudo o que importa é este mundo, o pastor pode sentir inveja das pessoas prósperas que empregam seu tempo no ócio. Mas, se o sofrimento abunda, e se a prosperidade é uma capa para encobrir a verdadeira condição espiritual de pessoas perdidas que são folgazonas e amantes da diversão, então, ser um pastor pode ser, talvez, o mais importante e glorioso de todos os trabalhos. Bunyan achava que era: "Meu coração tem sido tão envolto na glória desta obra excelente, que me considerei mais abençoado e honrado por Deus por isto, do que se ele me tivesse feito o imperador do mundo cristão, ou o senhor de toda a glória da terra sem isto".

Ele amava seu povo, ele amava seu trabalho, e ele permaneceu com ele e com eles até o fim de sua vida. Ele serviu a eles e serviu ao mundo, da paróquia de uma vila com talvez 120 membros.

Os Sofrimentos de Bunyan Abriram seu Entendimento para a Verdade de que a Vida Cristã é Difícil, e que Seguir a Jesus Significa Ir Contra o Vento

Em 1682, seis anos antes de sua morte, ele escreveu um livro intitulado The Greatness of the Soul (A Grandeza da Alma), baseado em Marcos 8.36-37, "Pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou o que o homem poderia dar em troca de sua alma?" Ele diz que seu alvo é "despertar vocês, levantar vocês de suas camas de tranqüilidade, segurança e prazer, e fazer com que se ajoelhem diante dele, para suplicar-lhe a graça para ficarem preocupados quanto à salvação de suas almas". Com isto, ele não se refere à conversão, mas ao processo de perseverança. "Mas aquele que perseverar até o fim será salvo" (Mc 13.13). Ele ouve Jesus avisando-nos de que a vida com ele é difícil:

Seguir-me não é como seguir ... alguns outros mestres. O vento é sempre contrário, e a ira espumante do mar deste mundo e suas ondas, altas e orgulhosas, golpeiam continuamente os lados do barco ou do navio em que eu mesmo, minha causa e meus seguidores nos encontramos; portanto, que não ponha o pé nesta nau aquele que não deseja correr riscos, e que tem receio de se arriscar a morrer afogado.

Dois anos mais tarde, comentando João 15.2 ("Todo ramo ... que dá fruto ele poda"), ele diz, "E a vontade de Deus que aqueles que vão para o céu, cheguem lá, de forma custosa ou com dificuldades. É com dificuldade que o justo se salva. Isto é, eles serão salvos, mas com grande dificuldade, para que possa ser o mais doce possível".

Os sofrimentos de Bunyan fizeram com que ele sentisse intensamente estas coisas - e que fosse paciente. Você pode ouvir a empatia dele para com pessoas que estão em conflito, nestas palavras tipicamente terrenas, num livro de 1678, chamado Come and Welcome to Jesus (Venha e Receba a Jesus Cristo):

Aquele que vem a Cristo, não pode, é verdade, sempre ir em frente tão rápido quanto gostaria. Pobre alma que está vindo a Cristo, tu és como o homem que gostaria de andar a cavalo a todo galope, mas cujo cavalo mal pode trotar. O desejo de sua mente não pode ser julgado pelo passo lerdo do matungo vagaroso que ele está montando, mas pelos puxões, chutes e esporeadas que ele dá, montado no cavalo. Tua carne é como este matungo lerdo, que não galopará seguindo a Cristo, mas que será moroso, ainda que o céu e tua alma estejam em jogo.

Parece-me que Bunyan sabia o equilíbrio de Filipenses 2.12-13, "Assim, meus amados, ... desenvolvam a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele". Primeiro, ele publica um livro chamado Saved by Grace (Salvo pela Graça) baseado em Efésios 2.5, "pela graça vocês são salvos". E no mesmo ano, ele dá continuidade com um livro intitulado The Strait Gate (A Porta Estreita), baseado em Lucas 13.24, "Esforcem-se para entrar pela porta estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão".

Os sofrimentos de Bunyan lhe haviam ensinado, em primeira mão, as palavras de Jesus: "Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! Poucos são os que a encontram" (Mt 7.14).

Os Sofrimentos de Bunyan Fortaleceram Sua Certeza de que Deus é Soberano sobre Todas as Aflições de Seu Povo, e que ele os Levará em Segurança ao Lar

Sempre houve, como há hoje, pessoas que tentam resolver o problema do sofrimento, negando a soberania de Deus — isto é, o governo providencial de Deus sobre Satanás, a natureza e o coração do homem. Mas é notável como muitos dos que defendem a doutrina da soberania de Deus sobre o sofrimento, têm sido os que mais sofreram e que mais encontraram nesta doutrina o maior conforto e ajuda.

Bunyan estava entre estes. Em 1684 ele escreveu uma exposição bíblica para seu povo sofredor, baseada em IPedro 4.19, "Por isso, também aqueles que sofrem de acordo com a vontade de Deus devem entregar suas vidas ao seu fiel Criador e praticar o bem". O livro foi intitulado Seasonable Counsel, or Advice to Sufferers (Conselho Oportuno, ou Recomendação aos Sofredores). Ele toma a frase "de acordo com a vontade de Deus" e expõe a soberania de Deus ali implícita para o conforto de seu povo.

O que será feito não é o que os inimigos desejam nem o que decidiram, mas o que Deus deseja e o que ele determina.... E, como nenhum inimigo pode trazer sofrimento sobre uma pessoa, contrariamente à vontade de Deus, assim também ninguém pode se salvar das mãos dos inimigos, quando Deus [determinou] entregá-lo para sua glória         [como Jesus mostrou a Pedro "o tipo de morte com a qual Pedro iria glorificar a Deus", João 21.19]. Sofreremos ou deixaremos de sofrer conforme lhe agrada.

Assim, Deus tem designado as pessoas que sofrerão, o tempo, o lugar e o modo de seu sofrimento.

John Piper

Frieza Espiritual - C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 13:21/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Não me compraste por dinheiro cana aromática.- Isaías 43.24

Os adoradores no templo freqüentemente levavam presentes de aroma agradável para serem queimados sobre o altar do Senhor. Mas os israelitas que se afastaram do Senhor se tornaram egoístas e faziam poucas ofertas votivas ao seu Senhor. Isto era uma evidência da frieza de coração deles para com Deus e sua casa.

A reclamação apresentada neste versículo poderia ser ocasional ou, talvez, freqüentemente dirigida contra você? Aqueles que são pobres em dinheiro, mas ricos em fé, não serão menos aceitos porque seus dons são pequenos. Você oferece em proporção justa ao Senhor ou a pequena moeda da viúva pobre não é lançada no tesouro sagrado? O crente rico dever ser agradecido pelo tesouro que lhe foi confiado, mas não deveria esquecer sua grande responsabilidade. "Aquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido" (Lucas 12.48).

Você compreende sua obrigação de dar ao Senhor de conformidade com o benefício recebido? O Senhor Jesus derramou seu sangue por nós. O que Lhe daremos? Tudo que somos e possuímos Lhe pertence, pois Ele nos comprou para Si mesmo. Como podemos continuar agindo como se pertencêssemos a nós mesmos? Oh! Que tenhamos mais consagração e mais amor! Senhor Jesus, nada é caro demais para Te darmos como tributo ao teu amor incomparável. Apesar disso, Tu recebes, com favor, as menores e sinceras provas de nossa afeição. Tu recebes os nossos pobres "não-me-esqueças" como se fossem infinitamente preciosos, embora eles sejam como um buquê de flores silvestres que uma criança traz para sua mãe. Que jamais nos tornemos avarentos para com nosso Senhor. De agora em diante, jamais ouçamos o Senhor reclamar que estamos retendo os dons de nosso amor.

No dia da ira. ( Rm 2.5b, 6) – João Calvino


Literalmente, introduzido no dia [grego, eiççççcç r||iépav, para o dia). Os ímpios, agora, amontoam em torno de si a ira divina, cuja força será derramada sobre suas cabeças naquele dia. A destruição virá sobre eles secretamente, a qual será, então, tirada dos tesouros divinos. O dia do juízo final é chamado o dia da ira, quando a referência é feita aos ímpios, embora o mesmo será um dia de redenção para os crentes. Semelhantemente, todas as outras visitações de Deus, no tocante aos ímpios, são sempre descritas como sendo horríveis e cheias de ameaças; no tocante aos fiéis, porém, suas visitações são agradáveis e trazem alegria. Daí, sempre que a Escritura faz menção da proximidade do Senhor, o fiel é convidado a exultar com intenso júbilo. Entretanto, quando se dirige aos réprobos, ela os golpeia com nada menos do que terror e medo. Diz Sofonias: "Aquele dia será um dia de indignação, dia de tribulação e de angustia, dia de alvoroço e de assolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas" [Sf 1.15]. Há uma descrição similar em Joel 2.2, e Amós declara: "Ai daqueles que desejam o dia do Senhor! Para que quereis vós este dia do Senhor? Será de trevas e não de luz" (Am 5.18). Ao adicionar a palavra revelação, Paulo indica o que será esse dia de ira, ou seja: que o Senhor, então, manifestará seu juízo. Embora todos os dias ele dá indicações de seu juízo, todavia suspende e retém a clara e plena manifestação dele até àquele dia quando se abrirão os livros, as ovelhas serão separadas dos cabritos e se limpará o trigo do joio.

6.        O qual retribuirá a cada um segundo suas obras.

Paulo está a tratar com cegos pretendentes a 'santarrões', que acreditam que a perversidade de seus corações está bem oculta, desde que esteja coberta com, pelo menos, alguma aparência de obras fúteis. Ele, pois, realça a genuína justiça das obras que Deus leva em conta, caso presumam os homens, com base em sua falsa confiança, que é bastante agradar a Deus pronunciando palavras e meras bagatelas. Esta cláusula, contudo, não é tão difícil como geralmente se pretende. Ao punir a perversidade dos réprobos com justa vingança, o Senhor lhes dará o que realmente merecem; e, finalmente, visto que ele santifica os que previamente resolveu glorificar, ele igualmente coroará suas boas obras, porém não em consideração de algum mérito inerente neles. Esta prova, contudo, não pode ser extraída do presente versículo que, enquanto declara que recompensa as boas obras terão, não afirma, porém, seu valor ou o preço que lhes é estipulado. E uma insensatez concluir que algo possui mérito só porque é recompensado.

Um novo Cristianismo para um mundo novo





Por Paulo Siqueira
“Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz; porventura não percebeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo.” (Isaías 43.19)
Após meses de espera, foi publicada no último final de semana, na Revista Época, a matéria que fala a respeito da inconformidade de um grande número de evangélicos com a atual realidade da igreja brasileira.
Pode parecer coincidência, mas a matéria sai no mesmo instante em que um telepastor insiste em divulgar mais uma de suas heréticas campanhas financeiras.
O artigo publicado é bastante repercussivo. São inúmeros os blogs, sites que divulgaram o artigo.
Fui contatado pelo autor dias depois de nossa participação no protesto da última Marcha para Jesus. De uma forma bastante simples, fui entrevistado pelo autor, e pude expressar minhas opiniões a cerca do assunto, bem como indicar pessoas e oferecer material reflexivo aos meus pontos de vista. Só solicitei que meu nome não fosse inserido na reportagem. E aguardamos até sábado, com bastante ansiedade, a publicação.
A matéria reflete, de forma bastante clara, os porquês do descontentamento por parte das principais lideranças com o andamento do contexto neopentecostal, principalmente. É preciso ver que a matéria tem como alvo o público leigo. Em momento algum, tem um discurso aprofundado, principalmente nas bases e na essência do que realmente é o pentecostalismo e o neopentecostalismo. Isso se dá pelo fato de não termos uma teologia pentecostal. É preciso dizer que teologia da prosperidade não reflete uma teologia pentecostal. A teologia da prosperidade é uma forma “vulgar”, superficial, de um contexto não apropriado para a realidade brasileira e também sul-americana.
Essa falta de uma teologia pentecostal fez com que alguns pastores, após terem contato com a realidade de parte de alguns movimentos carismáticos americanos, se entusiasmasse com as facilidades decorrentes do pensamento de alguns teólogos americanos.
É preciso ter em mente que alguns desses teólogos viviam e vivem até hoje à margem de alguma representabilidade no contexto americano.
O objetivo da matéria é trazer luz, mesmo que de forma simples, descrevendo que o movimento neopentecostal necessita de limites éticos.
Outro ponto a ser destacado é trazer distinção entre o que é e quais são os protestantes históricos, pentecostais históricos e neopentecostais. Há uma grande distinção entre um grupo e outro. Diferenças bastante essenciais para entendermos a realidade da igreja brasileira. E é entendendo essas diferenças que se pode pensar em uma nova Reforma Protestante (termo esse já utilizado por mim há bastante tempo).
Uma nova Reforma Protestante se faz necessária para sairmos de antigos vínculos formados pelos teólogos da teologia liberal, como também da teologia da prosperidade. Ambas teologias têm seus pontos nocivos à Igreja. A teologia liberal, formada por pensadores que insistem em se distanciar da vivência espiritual, que insistem em ter uma orientação mais burguesa, confirmando isso com suas ligações com a Maçonaria, isso ocorrendo desde sua chegada ao Brasil.
Do outro lado, a teologia da prosperidade vem de forma emergente sendo provada a cada dia, por novos pastores, novas entidades eclesiásticas, e acontece de diferentes formas. Parece não ter limites. É uma bola de neve ladeira abaixo. É tão cheia de novidades que as lideranças se confundem em títulos: ora são pastores, ora bispos, apóstolos, e agora já têm até um patriarca, tudo no sentido de caminhar de forma emergente, nova. Até possuem um novo vocabulário. Em muitos casos, nem mais precisam da Bíblia.
A revelação e a ligação com Deus é pessoal. Isso faz com que tanto a teologia liberal como a teologia da prosperidade sejam pontos de referência de que a Igreja necessita de novos caminhos.
Primeiramente é preciso despertar a igreja pentecostal para que busque a sua teologia, busque através de seus sermões, sua liturgia, suas músicas, formas de reflexão. Que o povo pentecostal seja também um povo pensante, reflexivo.
Por outro lado, que as igrejas históricas sejam menos burocráticas, mais flexíveis, livres para que o povo leigo possa servir a Deus, assim como a Palavra determina. Que algumas igrejas históricas quebrem seu vínculo com a burguesia, e sejam abertas aos pobres, não de forma enrustida, mas de forma libertadora.
Aí sim poderemos limitar a ação do movimento neopentecostal, que a meu ver é a forma nociva da extensão da igreja. O movimento neopentecostal nasce do comodismo das igrejas históricas e do desequilíbrio organizacional dos pentecostais. Como uma erva-daninha, surge nos espaços ociosos, deixados tanto por pentecostais como por protestantes históricos.
Pensar teologia sem que essa teologia tenha fluxo cotidiano com a comunidade a cerca é uma grande perda de tempo. Assim, por muito tempo, protestantes históricos acumularam diplomas e mais diplomas, e pentecostais, anos após anos, endemonizaram a busca do conhecimento teológico. Essa lacuna foi preenchida pelas heresias e pelas fantasias neopentecostais.
Na matéria, não foi possível uma expressão de um teólogo pentecostal, pois esse teólogo referencial não existe. E neopentecostal seria algo imaginável. Com isso, fomos obrigados a ler velhos chavões do pensamento filosófico de vários teólogos das igrejas protestantes históricas.
A nova Reforma nasce a partir do momento em que uma nova consciência de igreja une passado, presente e futuro, ou seja, uma teologia que fuja de padrões teóricos e que seja cotidiana, produtora de vida, que interaja com ricos e pobres, que seja livre dos vícios antigos, mas que também tenha um espírito profético, capaz, de forma abundante, de trazer direções para um mundo moderno.
Tudo isso dentro da simplicidade e da pureza de um Evangelho livre de segundas intenções e da busca de glórias humanas. A nova Reforma nasce a partir do momento em que homens e mulheres abrirem vossos corações para que Deus faça algo novo a cada dia.

O Evangelho completo - para o homem completo – Lloyd-Jones


Precisamos ter a mensagem integral ... «anunciar todo o desígnio de Deus» (Atos 20.27). ... Principia com a Lei. A Lei de Deus ... as exigências de um Deus santo, a ira de Deus. Esse é o modo de levar homens e mulheres à convicção; não é modificando a Verdade. ... Devemos confrontá-los com o fato de que são seres humanos, de que são seres humanos falíveis, de que estão sujeitos à morte, de que são pecadores, e de que todos terão de comparecer perante Deus, levados ao Tribunal do Juízo Eterno...

Depois devemos apresentar-lhes a ampla e completa doutrina da graça de Deus para a salvação em Jesus Cristo. Devemos demonstrar que ninguém é salvo «pelas obras da Lei», por sua bondade ou retidão pessoal, nem por ser membro de igreja nem por nenhuma outra coisa senão unicamente, totalmente, inteiramente pelo livre dom de Deus em Jesus Cristo, Seu Filho. ... Devemos pregar a doutrina em sua completa amplitude, sem deixar nada — a convicção de pecado, a realidade do Juízo e do inferno, a livre graça, a justificação, a santificação, a glorificação.

Devemos também mostrar que há uma perspectiva mundial na Bíblia ... que somente ali você pode compreender a história - passada, presente e futura. Exibamos essa grande visão mundial, e o propósito do Deus eterno...

Ao mesmo tempo, tenhamos bastante cuidado no sentido de que a estamos dando ao homem completo. ... o Evangelho não é só para o coração do homem; cuide de começar pela cabeça dele, apresentando-lhe a Verdade. ... Mostremos que se trata de uma grandiosa mensagem dada por Deus, que nos compete comunicar à mente, ao coração, à vontade. Há sempre o perigo de deixar de lado uma ou outra parte da personalidade humana. ... estejamos certos de que nos dirigimos ao homem todo - sua mente, suas emoções e sua vontade.

The Weaporsofour Warfare, p. 21,2

A Gloriosa Lógica do Céu - John Piper


Paulo argumenta da seguinte forma: visto que Deus não poupou o seu próprio filho, então certamente ele precisa e vai nos dar livremente todas as coisas com ele. O que é isso? Como funciona essa lógica importantíssima? Há um termo técnico para esse tipo de argumentação. Ela é chamada "a majori ad minus”  Significa argumentar "do maior para o menor". Suponha que duas tarefas sejam motivadas pelo mesmo desejo, mas uma é muito improvável porque exige esforços muito altos e outra é mais provável porque exige esforços menores. Se tiver o desejo por am¬bas as tarefas, e de alguma forma conseguir realizar a mais difícil, então está praticamente certo que conseguirei realizar a outra. Vencer os obstáculos maiores nos dá a segurança de que venceremos os menores.

Ê a lógica que Jesus usou quando disse: "Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanha é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé?" (Mateus 6.30). Tome cuidado aqui. Não salte precipitadamente para a conclusão de que Jesus está argumentando "do menor para o maior". Sim, ervas valem menos que pessoas. Mas vestir ervas é mais improvável que vestir discípulos. Na verdade, Jesus está argumentando do maior para o menor. Deus quer vestir tanto as flores quanto os discípulos. Os discípu¬los estão em dúvida se ele realmente vai vesti-los. Como Jesus lhes fortalece a fé na graça futura da promessa de vesti-los?

Ele diz: é altamente improvável que o Deus Altíssimo desperdice seu tempo vestindo as flores do campo que duram somente um dia. Essa alta improbabilidade é a "coisa maior" do argumento do maior para o menor. Por outro lado, há uma pequena parcela de improbabilidade de Deus negligenciar os discípulos do seu Filho e não os vestir. Essa pequena improbabilidade é a "coisa menor" do argumento. Assim quando Deus supera a alta improbabilidade e veste as flores do campo, ele prova que pode e irá superar a pequena improbabilidade de vestir seus discípulos.

Assim Paulo está argumentando em Romanos 8.32, do mais difícil para o mais fácil, ou do maior para o menor. Se Deus não poupou o próprio Filho, mas o entregou por nós — essa é a coisa difícil, a coisa maior. A razão de ser a coisa maior é que Deus amou infinitamente seu Filho. O Filho não mereceu ser morto. O Filho era digno de adoração de todas as criaturas, não de ser cuspido e chicoteado e escarnecido e torturado. Entregar seu Filho (Colossenses 1.13) foi a coisa incomparavelmente grande. A razão disso é a imensidão do amor de Deus pelo Filho. Foi isso que tornou tão improvável o fato de Deus o entregar. Mas Deus o fez. E ao fazê-lo mostrou que certamente faria todas as coisas — todas fáceis em comparação — para dar todas as coisas às pessoas por quem entregou seu Filho.

E por isso que eu disse que a promessa de Romanos 8.32 é tão certa quanto o amor de Deus pelo Filho. Deus desejava duas coisas: não ver seu Filho ser transformado em objeto de zombaria; e não ver seu povo ser privado da infinita graça futura. Certamente era mais provável poupar o Filho que poupar a nós. Mas não. Ele não poupou o Filho. E por isso era impossível que ele nos privasse da promessa pela qual seu Filho morreu — com ele nos dará gratuitamente todas as coisas.

Que verdade! Dar-nos todas as coisas é o aspecto fácil! Pense nisso todas as vezes que você temer que lhe seja negado algo bom. Você acha que isso é algo difícil. Você enxerga muitos obstáculos. Parece impossível. Nesse momento desanimador, pense na lógica celestial. Dar-lhe o que você precisa é a parte fácil. E a parte difícil já foi dada. Criar o mundo e administrá-lo para o bem do povo é algo relativamente fácil para Deus se comparado à entrega do Filho à ridicularização e tortura. Mas ele o fez. E agora toda a graça futura não é somente certa; é fácil e natural.

CAP 6 - UM GUIA DE ESTUDO PARA O LIVRO DE GÊNESIS 2:18-25


INTRODUÇÃO
Esta curta e simples narrativa nos traz a origem da mulher, casamento e família. Muitos dos preceitos que tratam ao respeito do plano de Deus e ordem no casamento estão baseados nesta porção das Escrituras.
I. A NECESSIDADE - VERSÍCULO 18.
Enquanto tudo o que Deus havia feito era bom, neste ponto algo estava incompleto. O macho sem uma fêmea estava fisicamente e psicologicamente carente. A reprodução era impossível. Ainda que uma criança pudesse ser gerada de outra maneira, ainda assim a família não seria completa. A criança necessita do amor do pai e da mãe. O homem e a mulher unidos pelo matrimônio formam uma unidade física e emocional que supre as necessidades um do outro, bem como, provêm um ninho para criar a criança. Verdadeiramente a mulher é a ajudadora adequada e idônea para o homem. Miseravelmente em virtude da entrada do pecado, o casamento termina em divórcio. Outros continuam enquanto os parceiros desenvolvem-se separadamente. Nossa meta deveria ser a de crescermos juntos, como um, para benefício de ambos. Para que isto ocorra, devemos buscar o cônjuge "no Senhor" [Provérbios 19:14], e seguir os preceitos das Escrituras para o casamento.
Nota: A Bíblia reconhece que alguns têm o dom de permanecer solteiros e ainda assim servir e agradar a Deus [I Coríntios 7:7-9].
II. A NECESSIDADE EVIDENCIADA - VERSÍCULOS 19-20.
Visto que Adão era para exercer domínio [Gênesis 1:26], Deus trouxe os animais para que ele desse nome a cada um deles. Muitos têm mencionado que aqui nós temos a implicação de que o intelecto de Adão antes da queda era mais perfeito do que o intelecto do homem após a entrada do pecado e da doença. O trabalho de dar nomes aos animais era uma tarefa enorme, como mesmo os cientistas sabem. Sem dúvida, o principal propósito que Deus tinha para que Adão desse nome aos animais, era mostrar à ele a necessidade de uma companheira. Adão certamente percebeu que os animais vinham em pares. Ele também deve ter percebido que por mais que os animais pudessem lhe trazer benefícios, nenhum era idôneo ou adequado à ele como companheira.
III. A NECESSIDADE SUPRIDA - VERSÍCULOS 21-25.
Após mostrar a Adão a necessidade de uma companheira, Deus se encarregou de supri-la. Colocando Adão em um profundo sono, Deus tomou uma de suas costelas e fez a mulher. Este método que Deus utilizou, levou um pregador a se referir à mulher como o "pó duplicadamente refinado e duplamente removido da terra". Sem dúvida a mulher foi feita do homem e não diretamente do pó, para enfatizar a unidade dos dois e a prioridade do homem.
A criação da mulher aconteceu enquanto o homem estava adormecido. Alguns têm sugerido que isto assim ocorreu para que todos soubessem que Adão não aconselhou a Deus. Certamente o motivo óbvio era para que Adão não sentisse dor nenhuma, em um mundo sem a presença do pecado. O Sir James Simpson, que descobriu o clorofôrmio, ficou muito impressionado com esta passagem das Escrituras. Ele era um Cristão consagrado, e lutava com a questão moral do uso da anestesia. Foi esta passagem que o convenceu a prosseguir com uma consciência clara e assim beneficiar a humanidade. Ele viu que Deus usou a anestesia na primeira cirurgia.
IV. CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES.
A. A Instituição do casamento - versículo 22-24.
Estas passagens bíblicas provam que o casamento é uma instituição divina. Deus pessoalmente realizou o primeiro casamento. De fato, o casamento, foi a única instituição que começou antes da queda do homem. Quão infelizmente o pecado do homem tem deformado o plano de Deus. A intenção de Deus é que o casamento seja uma indissolúvel e abençoada união. Um homem e uma mulher unidos e sendo exclusivos dos demais. O pecado trouxe o divórcio, a poligamia, o concubinato, a poliandria, o adultério, a promiscuidade e a perversão. Mesmo o divórcio encontrado nas Escrituras é uma concessão por causa do pecado. Isto não faz parte do plano original de Deus [Mateus 19:8-9].
B. A Ordem dos Sexos.
Em I Timóteo 2:11-13, Paulo observa a ordem da criação. O homem foi criado primeiro, e então foi feita a mulher para seu benefício. Podemos ver isso também em I Coríntios 11:7-9. O apóstolo Paulo ensina sobre a liderança do homem baseado neste fato. (Vamos lembrar que não devemos abusar desta posição. Paulo dá equilíbrio a este ensino, lembrando ao homem seu débito para com o sexo feminino [I Coríntios 11:11-12]. Também em Efésios cap. 5, a liderança oficial do homem [Efésios 5:23-24] é temperada com a introdução dos mútuos deveres de submissão [Efésios 5:21]).
Matthew Henry, um escritor famoso, disse a respeito da criação de Eva, que ela "não foi feita a partir da cabeça do homem, para não ter domínio sobre ele, nem foi feita de seus pés, para que não fosse pisada por ele, mas, do seu lado, para ser de igual valor a ele, debaixo de seus braços, para ser protegida e perto de seu coração, para ser amada".
V. A INOCÊNCIA ORIGINAL DO HOMEM - VERSÍCULO 25.
Parece estranho que em toda a natureza somente o homem se veste com uma cobertura artificial. As roupas vieram com a entrada do pecado. Antes da queda o homem e a mulher estavam nus e não se envergonhavam. Tem muito aqui que provavelmente nós não entendemos. Um pregador sugeriu que antes que o homem pecasse, ele se vestia da luz que vinha da presença de Deus. A rosto de Moisés brilhava depois que ele saia da presença de Deus [Êxodo 34:29-35]. Isto é somente uma teoria, mas apesar disso, explica porque Adão e Eva se envergonharam de sua nudez após a entrada do pecado. De qualquer forma, nós sabemos que Deus vestiu o homem e pretende que o homem ande vestido hoje. Toda forma de nudez e falta de modéstia não agradam a Deus [I Timóteo 2:9].
Nota: Matthew Henry habilmente escreveu: "corar é agora a cor da virtude, mas não era naquela época a cor da inocência. Pois aqueles que não tinham pecado em suas consciências, podiam muito bem não ter vergonha em seus rostos, embora seus corpos não estivessem vestidos".

Autor: Pastor Ron Crisp 
Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete 2001 
Revisão : Joy Ellaina Gardner 2001 
Verificação: Pastor Calvin Gardner 2002 

CAP 26 UM NOVO CÂNTICO NA MINHA BOCA

SALMO 40.1-3
"Salmo de Davi para o músico-mor Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. 2 Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pós os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. 3 E pós um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR. 4 Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira".

Introdução
Existem absolutos com Deus. Há uma adoração que é correta e existe uma adoração que é errada. Mesmo que falaremos do novo cântico, o assunto é adoração e não a ciência de canto.
O Salmista tinha um cântico na sua boca que era novo. Por ser novo, era diferente daquele cântico que tinha antes. Só por ser diferente não faz algo melhor, mas ele qualifica a diferença, e essa diferença faz o "novo cântico" ser melhor daquele que antes tinha na sua boca. O "velho cântico" não era tão bem quanto o "novo cântico". O "novo cântico" provocou o temor de Deus e fé correta no SENHOR (v. 3). Portanto o "velho cântico" era sem essas boas qualidades. O "velho cântico" não provocou temor no SENHOR nem confiança nEle.
O "novo cântico" era "um hino ao nosso Deus". Comparando, o "velho cântico" não era um hino ao nosso Deus.
Portanto existem absolutos com Deus. Há uma adoração que é correta e existe uma adoração que é errada.
Primeiramente, quero nessa mensagem considerar as diferenças na adoração: a adoração correta e a adoração errada. Depois quero comparar o "velho cântico" com o "novo cântico".
As Diferenças da Adoração Errada e da Aceitável
A Adoração Errada
A falta de temor ao SENHOR que estimula confiança no SENHOR é o que determina a adoração ser errada. Quando o temor do SENHOR é ausente da adoração, a adoração é considerada errada. Quando a confiança no SENHOR é ausente da adoração, a adoração é considerada errada. A adoração que falta o temor do SENHOR e aquilo que provoca crescimento na fé aquela adoração falta o que é básica à adoração aceitável ao SENHOR. Faltando o que é básico para adoração correta, aquela adoração é ímpia e pagã.
Quero examinar dois exemplos de adoração errada e pagã (Atos 17.16-23; Jo 4.21-24)
A Adoração pagã é sempre adoração errada, At 17.16-23
Adoração com imagens é sempre uma adoração errada, v. 16, "vendo a cidade tão entregue à idolatria"; v. 22, "Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos". Idolatria não era considerada adoração religiosa. Idolatria era considerada superstição. Se a adoração é superstição, não é adoração correta. Se tiver ídolos envolvidos em alguma forma na adoração, aquela adoração é considerada supersticiosa e pagã.
O que pensa Deus de idolatria" Sabemos o que Ele pensa pois temos a Bíblia para nos informar. Ex 20.4,5 diz: "4 Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam". Se tiver qualquer uso de imagens para representar Deus, é de odiar Deus. Aquela adoração que odeia Deus não é adoração correta. É pagã.
Aos Pagãos, o Deus Verdadeiro é um Deus estranho, v. 18, "Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição"; v. 20, "Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos." Adoração pagã é justamente pagã por que a pessoa do Vivo e Verdadeiro Deus e Sua doutrina é estranha a ela. A adoração pagã é pagã por não ser direcionada nem alicerçada no Deus verdadeiro. Portanto, qualquer adoração não direcionada ao Deus Único e Verdadeiro, é pagã, mesmo que esteja praticada com intenções sinceras.
Aos Pagãos, o Verdadeiro Deus não é conhecido " v. 23, "AO DEUS DESCONHECIDO". Não é possível adorar corretamente Aquele que não conhece. Se o Vivo e Verdadeiro Deus não é conhecido, todo esforço a adorá-Lo é considerado inútil e pagão. "Como, pois, invocarão aquele em quem não creram" e como crerão naquele de quem não ouviram", Rm 10.14.
Adoração com ignorância é adoração pagã " v 23, "Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio". O Deus Vivo e Verdadeiro não estava sendo adorado corretamente, pois este Deus era estranho a eles. A verdade nem era conhecida. É verdade que estes fizeram cerimônias e os seus sacrifícios e oblações foram feitas com a maior sinceridade a um deus "desconhecido". Desde que a sua adoração não era "em verdade", e por não conhecerem o Verdadeiro e Vivo Deus, a adoração com ignorância era considerada adoração errada. A sua ignorância e idolatria eram tão inaceitáveis a Deus como adoração quanto aquela adoração que Caim ofereceu ao Senhor com um coração rebelde (Gn 4.3-7). Toda e qualquer adoração direcionada a Deus sem Cristo, A Verdade, é adoração pagã e errada.
A Adoração Pagã não deve ser tolerada. Ela deve ser confrontada! v. 17, "De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos". A pregação do Evangelho é o oposto de paganismo. A pregação da Verdade é um afronto ao paganismo. A declaração de Cristo confronta ignorância. A pregação clara(#1256, dialegomai, Strong"s) da Verdade era e ainda é a única coisa para consertar o paganismo e a sua adoração errada (I Co 2.2, "Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado").
O Arrependimento dos pecados e a Fé em Cristo Jesus é a única solução! v. 30-31, "30 Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; 31 Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos".
Aqueles iluminados com a Luz de Cristo devem brilhar diante aqueles com as mentes entenebrecidas na ignorância e supersticiosa idolatria. De outra forma os pagãos continuarão na sua ignorância abominável que findará em condenação eterna! II Co 4.3, "Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto".
Os que tenham a Verdade devem declará-la aos com falta de conhecimento, aos a quem o Deus verdadeiro é estranho e desconhecido. De outra forma continuarão na sua ignorância abominável! Rm 10.13-14, "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. 14 Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? Coloca em ré e entenderá a importância de pregar a verdade. Se pregadores não preguem, como ouvirão? Se não ouvem como crerão? Se não crerem como invocarão? Se não invoquem, não serão salvos!
É você? Está na Luz ou em superstição" Tem o conhecimento de Cristo ou somente pratica a cerimônia tradicional? A Luz e o conhecimento da Verdade já lhe trouxeram ao arrependimento para com Deus e Fé no Senhor Jesus Cristo? A bondade de Deus já lhe trouxe ao arrependimento (Rm 2.4)? Arrepender-se-á e crerá em Cristo já!
A Adoração Religiosa é Freqüentemente adoração Errada " Jo 4.21-24
Só por serem religiosos, ou seja, apenas o uso da Bíblia, o nome de Cristo, pratica louvor ou ser sinceras no ato, de jeito nenhum faz a sua adoração religiosa ser adoração Bíblica. Muitos sacrificam com as suas finanças, sentem bem com o louvor, e/ou são levados "ao terceiro céu" ao ponto de amarem todos e regozijarem com tudo, pensam que por isso, a sua adoração é aceitável com Deus. Todavia, poderiam ser religiosamente errados.
Nem toda adoração religiosa é incorreta, mas freqüentemente ela é. Considera esse exemplo bíblico:
A Mulher de Samaritana era conhecedora da historia da sua religião, (v. 12) "És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado" Mesmo adorando com conhecimento histórico, adorou ignorantemente, (v. 22) "Vós adorais o que não sabeis". Por adorar em ignorância do Verdadeiro, a sua adoração foi considerada por Cristo como adoração errada. Ela faltou o conhecimento de Cristo no coração. A Bíblia claramente resume: "ninguém vem ao Pai senão por Mim", Jo 14.6.
A Mulher Samaritana conhecia adoração religiosa, "Nossos pais adoraram neste monte", (v. 20). Ela conhecia os lugares certos, as cerimônias exatas, e a esperança da adoração religiosa do seu povo. Mas, apesar disso, seu culto era falso por faltar aquilo que faz a adoração verdadeira. Ele faltou a regeneração espiritual. O seu culto era errado por não cultuar Deus "em espírito" (Jo 4.23, 24).
Quando essa mulher aprendeu de Cristo numa maneira espiritual, ela começou de cultuar Deus corretamente. Escuta ela agora. Ela não se afirma com a história ou com a sua sinceridade religiosa. O que os homens da cidade ouvem dela agora" "Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo" (v. 28, 29). A prova do seu relacionamento com a Verdade era o seu arrependimento e a fé. Uma atitude correta para com o pecado (arrependimento) e um relacionamento correto com Cristo (pela Fé) confirmou que agora ela praticava uma adoração correta. Ela confessou seus pecados a Deus, confessou Cristo no seu coração e diante dos homens. A sua confissão diante dos homens evidenciou a sua possessão na sua alma de uma "uma fonte de água que salte para a vida eterna" (v. 14), ou seja, ela conhecia Cristo no coração.
Não deixes que o seu estado permanente e eterno basear-se no seu conhecimento religioso, nem na sua prática de uma adoração tradicional. È mister ter arrependimento do pecado, e deve ter um conhecimento pessoal e espiritual do Cristo ressurrecto se tiver vida eterna. O seu testemunho de Cristo aos outros deve provir de um relacionamento vivo.
O que é que motiva a sua adoração? O que é que impulsiona você a falar dos homens de Cristo? O seu conhecimento de Cristo é na cabeça somente ou é do coração manifestando-se com frutos dignos de arrependimento?
A Adoração Correta " Jo 4.24
A Adoração Correta é "em espírito"
A adoração correta é a adoração do Deus vivo e verdadeiro "em espírito". Deus é Espírito e importa a Ele que a adoração seja da mesma natureza. Não é uma pessoa da Divindade exigindo tal adoração, mas a essência de Deus requer tal adoração. "Deus é Espírito e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade", V. 23.
Cerimônias bem coreografiadas, discursos bem falados, fumaça perfumada, danças emocionais e sofrimentos corporais são negadas como adoração correta por não serem "no espírito". Isso é o que Jesus estava comunicando à mulher samaritana quando Ele disse, "nem neste monte nem em Jerusalém..." A frase "neste monte" refere-se as cerimônias sangrentas, exuberantes e frenéticas da adoração pagã dos gentios. A frase "em Jerusalém" refere-se a adoração religiosa com uso de cerimônias custosas, repetitivas e tradicionais pelos judeus. Nenhuma nem a outra eram adoração verdadeira, pois faltava a "nova criatura" de 2Co 5.21 e o "homem interior" de Rm 7.22.
Adoração verdadeira é adoração do vivo e verdadeiro Deus. Portanto só os que nasceram de novo, nascidos do Espírito, podem adorar Deus como agrada Ele ser adorado. "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." (1Co 2.14) "...e a nossa (correta e cristã) comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo." (1Jo 1.3) Portanto, não há adoração correta se o adorador não for nascido do Espírito (Jo 3.3-8).
Você já nasceu do Espírito de Deus" Tem aquele "homem novo" vivificado pelo Espírito que opera arrependimento dos pecados e fé em Jesus Cristo" O Senhor salva os que tenham um espírito contrito (Sl 34.18) Quando é oprimido e contrito pelos seus pecados, olhe ao Salvador, o Senhor Jesus Cristo, pela fé crendo na Sua Palavra. Apenas assim existirá um "homem interior". Só nesta maneira pode ocorrer adoração correta "em espírito". (Rm 7.22, "Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus".)
Adoração Verdadeira é "em verdade"
Não precisamos invenções, lógica afinada ou emoções sensíveis para determinar o que é adoração verdadeira. Temos a Bíblia, verdade. Deus tem revelado tudo que Ele quer que nós saibamos dEle, de nós mesmos, a salvação pelo Seu Filho e, entre outras verdades, como Ele deseja ser adorado. Essa revelação completa foi escrito por homens santos de Deus enquanto falaram inspirados pelo Espírito Santo.
Se a sua adoração "em espírito" não for mandada, exemplificada, explicada ou de outra forma ensinada pela Palavra de Deus, você não está praticando adoração verdadeira.
Você está "em verdade"? Cristo é a verdade (Jo 14.6).
O "cântico velho"
Todo o homem cantou este cântico desde o nascimento.
Nascemos sob a lei (Gl 4.4). A iniqüidade de não cumprir a lei pecamos (1Jo 3.4). Assim que nascemos cometemos iniqüidade (Sl 58.3, "Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, falando mentiras.") Portanto, todos nascido de Adão são pecadores, e cantem com vigor o "cântico velho" (do mundo). "...a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida..." 1Jo 2.16.
O "cântico velho" foi estreado pelo "velho dragão" o diabo. E agora é cantado universalmente: rico e pobre, branco e não-branco, jovem e velho, inteligente e ignorante, religioso e pagão, homem e mulher.
O mesmo coro daquela primeira composição, escrita antes da tentação no jardim, soará até o dia do juízo. Todos que dançam ao "cântico velho" ignorantemente estão no "lago horrível", e nunca entrarão no reino de Deus se recusarem a arrependerem de tudo que é associado com este "cântico velho". Verdadeiramente sofrerão para sempre com o compositor daquele "cântico velho" no lago de fogo.
Todos que cantem o "velho cântico" tem seus pés presos num charco de lodo. Pelo homem ser criado do pó da terra e, pelo pecado, tornou-se carnal, tem este "cântico velho" afinado nele. Tanto o homem quanto o "cântico velho" são do pó. Portanto a sua melodia é egoística, o seu ritmo carnal e a letra auto gratificante.
O "cântico velho" blasfema tudo que é santo, perverte tudo que é justo, nega tudo que é verdadeiro e condena todos que o cantem. "Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas... Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece." (Jo 3.18-20, 36)
Se você reconheça o "cântico velho" na sua vida e se cansou da opressão dela; se é cansado aquilo que não é harmonioso com a verdade redentora; se conhecerá a pureza daquele "cântico novo" que exalta o Salvador, você deve arrepender-se dos seus pecados e se esconder pela fé no Senhor Jesus Cristo, o único Salvador dos pecadores.
Arrepender-se-á e crerá já!
O "cântico velho" Encanta Somente a Carne
Este "cântico velho" é repetido na letra sugestiva de música country, o rock sensual, o rap irreverente, e outra música popular exaltem somente a carne. Essa música é o tema das músicas nos rádios, é presente na Internet e ocupa as horas da televisão.
Este "cântico velho" é cuidadosamente cantando pelos designers da moda e é por outras formas orquestradas pelos exemplares de revistas masculinas e femininas.
Este "cântico velho" é zelosamente entoado pelos advogados corruptos, políticos, pretensiosos e pregadores enganadores do nosso dia. É enunciado abertamente pelos filhos desobedientes, esposas não submissas, jovens rebeldes e maridos infiéis.
Enquanto Moisés estava no Monte Sinai, Arão organizou o povo para publicamente cantar junto o "velho cântico" (Ex 32.1-18).
A lógica e esforços do homem reinaram essa adoração religiosa pelo "cântico velho" " V. 1, "Levanta-te, faze-nos deuses...porque quanto a este Moisés...não sabemos o que lhe sucedeu"; V. 4, 31.
O "velho cântico" desta adoração religiosa foi "um alarido" e não uma melodia harmoniosa.
O "cântico velho" da sua adoração religiosa exaltou a carne " V. 25, "Arão o havia deixado despir-se".
A exaltação da carne é o ritmo eterno deste "velho cântico".
O "cântico velho", em Ambientes Religiosos, Pode Dar a Aparência de Justiça
O "velho cântico" em ambientes religiosos reconheça a soberania de Deus. (Mc 5.7) Quando o homem com espírito imundo se encarou com a manifestação visível do Deus invisível, o espírito imundo que estava cantando o "velho cântico" no homem, reconheceu que Deus era soberano.
O "cântico velho" reconheceu que Jesus era "Filho do Deus Altíssimo". Ainda mais, num clamor com grande voz, pediu que Cristo não se atormentasse. Mesmo que o "cântico velho" é cheio de inimizade contra Deus e se gaba de poder, capacidades e possessões, em outras situações sabe louvar Deus pois proclama que Jesus Cristo é Filho do Deus Altíssimo. Por pedir permissão de Deus ele reconhece que Deus é soberano. (V.12)
Portanto, não se engane dizendo que cante o "novo cântico" só por reconhecer a soberania de Deus. Essa atitude não comprova que você é convertido. Homens possuídos de espíritos imundos reconhecem tal soberania também.
O "velho cântico", em situações religiosas, louvem muito a Deus.
Quando os que cantam o "velho cântico" com vigor encarem Aquele de santidade divina, mudem de página e cantem louvores a Deus. Mc 1.24, "Dizendo: Ah! que temos contigo, Jesus Nazareno! Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus."
Assim cantaram os espíritos imundos de Mc 3.11, "E os espíritos imundos vendo-o, prostravam-se diante dele, e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus."
Portanto, não se engane pelo raciocínio que diz que por causa de você prostrar-se diante do Senhor e grita as virtudes santas e poderosas de Cristo, você mudou de página e é um cristão. Os espíritos imundos mudem de página do mesmo jeito.
O Cântico Novo
A quem é novo este "cântico novo"?
O "cântico novo" não é novo a Deus.
O "cântico novo" não é novo aos anjos, pois na Bíblia os anjos nem cantem.
O "cântico novo" é novo somente pelos redimidos (Sl 40.1-3).
O "novo cântico" relata o que o Senhor fez em misericórdia e graça por Cristo pelo homem que é remido. Por ser remido por Cristo este foi feito um membro permanente do coro celestial que canta o "cântico novo" do coração transformado:
Tirou-ME dum lago horrível
Tirou-ME dum charco de lodo
Ele pôs os MEUS pés sobre uma rocha
Ele firmou os MEUS passos
Ele pôs o "novo cântico" na MINHA boca
Ele ME causou a por no Senhor a MINHA confiança
Portanto, o "novo cântico" é novo, não no sentido que foi recentemente composto. É novo no sentido que aquele que o cante foi transformado. O "cântico velho" é uma abominação pois exalta a carne e hipocrisia religiosa. Existe um homem novo que entrou no coro celestial e o seu homem interior regozija na lei harmoniosa de Deus.
O que é dentro de você que louva a Deus? É algo mais que os espíritos imundos tenham que causa eles a reconhecer a soberania de Deus e a santidade de Cristo?
Qual é o conteúdo do "novo cântico"? (Sl 40.1-3)
O "novo cântico" testemunha publicamente da Verdade. Não é interessado em aparência mas muitos o verão e temerão.
O "novo cântico" prega arrependimento e a fé em Cristo, "muitos o verão e temerão, e confiarão no Senhor".
O "novo cântico" testifica que é o SENHOR é a SUA confiança. Ele entoa o estribilho "bem aventurado que põe no Senhor a sua confiança"? (V.4)
O "novo cântico" dá louvor por conhecer o Salvador e regozija por ser conhecido por Ele?
Observem o contraste e o conteúdo das declarações de seres celestiais e a letra do "novo cântico" cantada no céu pelos remidos.
Ap 4.8; Os quatro animais (querubins) dizem: "Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso que era, e que é, e que há de vir" (vê Is 6.3).
A doutrina de Deus é proclamada abertamente. Porém tal doutrina é proclamada pelos espíritos imundos também.
Ap 5.9-10; os remidos ainda mais de doutrina do que os anjos.
Eles proclamam a obra de Deus na redenção de Cristo que com o Teu sangue tem comprado para Deus o homem pecador.
Eles exaltem Cristo por remi-lhos a Deus pelo sangue (V 9.10).
Que diferença!
Não aquece o seu coração com falsa confiança que diz que você é convertido somente por proclamar a doutrina de Deus.
Não seja satisfeita com nada menos do que um conhecimento pessoal de Cristo Salvador e tem a certeza da Sua obra feita em ti.
Não seja contente com conteúdo de doutrina mas com a possessão do Salvador que fez a obra redentora para todos que se arrependam e creiam nEle pela fé.
Conclusão
Se adorará a Deus corretamente deve ser nascido de novo do Espírito, Jo 3.5; 4.24.
Se a sua adoração for aceitável a Deus deve ser mais do que sentimentos agradáveis, cerimônias reverentes ou rituais tradicionais. Deve ser do "homem novo", do "homem interior", a "nova criatura" que é espiritual e se conforma a imagem de Cristo continuamente.
Se cantará o "novo cântico" deve ser tirado do lago horrível (arrependimento) e ser firmado numa rocha (fé em Cristo).
Se cantará o "novo cântico" no céu, as suas justiças devem ser melhores das dos fariseus; devem ser imputados a ti de Cristo.
Se cantará o "novo cântico" no céu, seu louvor a Deus tem que ser melhor do que o dos santos anjos; deve ter a melodia da redenção particular nele.
Se cantará o "novo cântico" no céu, sua fé deve ser melhor do que os espíritos imundos. Deve ser aquela fé que anda de mãos dadas com arrependimento do pecado, a graça de Deus a sua fonte, Cristo o seu alvo, e o Espírito de Deus a sua prova.
Qual cântico é seu?
Porque você está cantando? Para possuí-Lo ou por testemunhar dAquele que é seu?
Você canta porque é gostoso ou é a sua natureza nova expressando-se pelo "novo cântico"?

Autor: Pr Calvin Gardber

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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