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17 de ago. de 2010

Tudo pela Graça Soberana - J.Edwards

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Os redimidos obtêm tudo através da graça de Deus. Foi por mera graça que Deus nos deu seu Filho unigênito. A graça é grande em proporção à excelência de que é dada. O dom era infinita mente precioso, porque era de uma pessoa digna e de glória infinita, e também próxima e querida para Deus. A graça é grande em proporção ao benefício que nos foi dado. O benefício é dupla mente infinito, no fato de que nEle temos libertação de uma mi séria infinita, porque é eterna, e também recebe alegria e glória eternas. A graça em dar este dom é grande em proporção à nossa indignidade a quem é dada; em vez de merecermos tal dom, merecíamos infinitamente o mal das mãos de Deus. A graça é grande de acordo com a maneira de como é dada, ou em proporção à humilhação e custo do método pelos quais podemos obter esse dom. Ele se deu para habitar entre nós. Ele se deu para estar encarnado ou em nossa natureza, e na semelhança da debilidade, mas sem pecado. Ele se deu em um estado humilde e afligido, não apenas isso, mas como morto, para que pudesse ser um banquete para nossa alma. 

A graça de Deus em dar este dom é muito livre. Foi o que Deus se sujeitou a fazer sem obrigação. Ele poderia ter rejeitado o homem caído, como fez com os anjos caídos. Nunca fizemos nada para merecer. A graça nos foi dada enquanto ainda éramos inimigos e antes que tivéssemos nos arrependido. Foi através do amor de Deus que não viu excelência em nós para atraí-la. Foi sem a expectativa de jamais a exigirmos. E meramente graça que os benefícios de Cristo são aplicados a tantas pessoas em particular. Aqueles que são chamados e santificados devem atribuí-la somente ao bom prazer da bondade de Deus pela qual eles são distintos. Ele é soberano e tem misericórdia de quem Ele tem misericórdia. 

O homem hoje tem uma maior dependência da graça de Deus do que tinha antes da queda. Ele depende muito mais da bondade livre de Deus do que antes. Outrora Ele dependia da bondade de Deus para outorgar a recompensa da obediência perfeita, pois Deus não era obrigado a prometer e dar a mesma. Mas hoje somos muito mais dependentes da graça de Deus. Estamos necessitados da graça, não apenas para que a glória nos seja concedida, mas para nos livrar do inferno e da ira eterna. Sob o primeiro concerto, dependíamos da bondade de Deus para nos dar a recompensa da justiça; assim dependemos hoje, mas estamos necessitados da graça livre e soberana de Deus para nos dar essa justiça a fim de perdoar nosso pecado e nos livrar da culpa e demérito infinito do pecado. 

Visto que hoje somos mais dependentes da bondade de Deus do que sob o primeiro concerto, então somos muito mais dependentes dessa livre e maravilhosa bondade. Hoje somos mais dependentes da boa vontade arbitrária e soberana de Deus. Estávamos em nosso primeiro estado dependentes dEle para termos santida­de. Tínhamos nossa justiça original proveniente dEle. Mas então a santidade não era dada na boa vontade soberana como o é hoje. O homem foi criado santo, porque conveio a Deus criar santo todas as suas criaturas racionais. Teria sido uma depreciação à santidade da natureza de Deus se Ele tivesse feito uma criatura inteligente sem santidade. Mas se hoje o homem caído é santificado, é por graça simples e arbitrária. 

Não somos apenas mais dependentes da graça de Deus, mas nossa dependência é muito mais distinta, porque nossa insuficiência e desamparo em nós mesmos é muito mais evidente em nosso estado caído e arruinado do que erámos antes de sermos peca dores ou miseráveis. Somos mais evidentemente dependentes de Deus para termos santidade porque primeiro somos pecadores e totalmente corruptos, e depois santos. Assim, a produção do efeito é sensata, e sua derivação de Deus mais óbvia. Se o homem sempre fosse santo, não seria tão evidente que ele necessariamente não tivesse santidade como qualificação inseparável da natureza humana. Assim somos mais evidentemente dependentes da graça livre para termos o favor de Deus, porque com justiça somos primeiramente o objeto do seu desprazer e posteriormente recebidos no favor. Somos mais evidentemente de pendentes de Deus para termos felicidade, sendo primeiramente miseráveis e posteriormente felizes. É evidentemente por graça e sem merecermos, porque verdadeiramente não temos qual quer tipo de excelência para merecer se assim pudesse haver tal coisa como mérito na excelência da criatura. Não só estamos desprovidos da verdadeira excelência, mas estamos cheios e completamente corrompidos com o que é infinitamente abominável. Todo o nosso benefício é mais evidentemente proveniente de Deus, porque somos primeiramente despidos e completamente desprovidos de qualquer benefício e depois enriquecidos com todo o benefício. 

Uma Lição Dura – Estudo no Catecismo de Westmisnter

Repetidas vezes ouvimos as pessoas dizem: "Eu não acho que seja justo Deus nos responsabilizar pelo pecado de Adão!" Muitas pessoas fora de Jesus Cristo usam isso como uma de suas principais desculpas para recusar chegar-se a ele. Mas quer gostemos ou não, a Bíblia ensina que Deus trata com a humanidade na base do princípio da representação.

Às vezes esse princípio é uma lição dura para aprendermos. Para aqueles de nós que somos salvos pela graça, salvos pelo "segundo Adão", aceitar a segunda representação não é difícil. Mas há ocasiões em que até os cristãos ficam pensando sobre a justeza da primeira representação. Isso mexe com a mente de muitos cristãos embora poucos expressem a idéia em palavras.

Devemos nos lembrar, nesta área, como em todas as áreas de nosso relacionamento com Deus, que ele é o Criador e Senhor Soberano, possuidor do direito de requerer qualquer coisa de suas criaturas em qualquer forma que sua sabedoria possa determinar. A autoridade dele foi, e é, sem limites. Deus podia fazer qualquer coisa com Adão pessoalmente, e com vistas à sua posteridade, que fosse consistente com suas próprias perfeições. Ele é uma lei para si mesmo e age de acordo com sua própria vontade. Ao mesmo tempo, em seu relacionamento com Adão no Jardim, ele não exigiu nada de Adão que Adão não tivesse a capacidade de suportar.

Essa é a ótica que todos os filhos de Deus precisam aprender. O reconhecimento de que ele é soberano e nós não. Reconhecer que seja qual for o método que ele escolha usar para nos ensinar nossas lições, esse método é bom e justo, porque ele é a essência da justiça. Nossa obrigação é não reclamar e sim obedecer, não nos irritar e sim aceitar, não murmurar e sim descansar em nosso dever de diminuir e nos submeter em toda a humildade.

Para nós, tudo isso é uma lição dura de aprender. Tiago colocou isso muito bem quando disse: "Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará" (Tg 4.10). Muitos cristãos têm vontade de trabalhar bastante na obra do Senhor, mas não conse-guem porque não aprenderam a dar a Deus o direito completo de qualquer método, qualquer meio, qualquer princípio que ele queira usar com eles. Alguns pensam muitas vezes que Deus é injusto, recusam deixar que ele determine seu modo de agir com eles, recusam submeter-se à autoridade dele e depois ficam se perguntando porque Deus não os usam como eles desejariam.

Em todos os nossos pensamentos e palavras, em todas as nossas ações e reações, sim, em todas as áreas de nossa vida, somos responsáveis perante ele. E a obediência à Palavra de Deus transcende a obrigação e o privilégio, alcançando honra à medida que ele é assim glorificado em nosso viver diário (Dt 11.1,13-19).

Breve Catecismo de Westminster

Pergunta 16: Todo o gênero humano caiu pela primeira transgressão de Adão?

Resposta: Visto que o pacto foi feito com Adão, não só para ele, mas também para a sua posteridade, todo o gênero humano, que dele procede por geração ordinária, pecou nele e caiu com ele na sua primeira transgressão.

Referências Bíblicas: At 17.26; Gn 2.17; Rm 5.12; ICo 15.21.

Perguntas:

1.       Na Bíblia lemos sobre quantas pessoas que representaram a raça humana? Lemos sobre duas pessoas que representaram a raça humana. O primeiro, Adão, e o segundo, Jesus Cristo (ICo 15.45).

2.       Qual a razão dada na Escritura pela qual a posteridade de Adão caiu com ele ?
A razão se encontra no pacto das obras, no qual a vida foi prometida com a condição da obediência. O pacto foi feito não só com Adão, mas valia para sua posteridade.

3.       Visto que o pacto foi um pacto de obras, será que isso significa que Adão poderia
merecer a vida eterna?

Não, não significa que Adão poderia merecer a vida eterna. Mesmo assim, ainda era a graça de Deus que daria a vida eterna, mas uma graça que recompensaria a obediência.

4.       Foi justo Adão poder representar sua posteridade?
Sim, foi justo porque ele seria o pai comum de toda a humanidade; e ele foi criado perfeitamente santo, com pleno poder de satisfazer a condição do pacto.

5.       Como pôde toda a humanidade estar em Adão quando primeiro ele pecou?
Toda a humanidade estava em Adão de dois modos: 1) Virtualmente, como uma raiz natural e, 2) Representativamente, como o cabeça de um pacto.

6.       O que se quer dizer quando se diz "todo o gênero humano, que dele procede por
geração ordinária, pecou nele " ?
A expressão "geração ordinária" é usada para excluir Cristo que descendeu quanto ao seu corpo humano, de Adão, mas não por geração ordinária, visto que foi concebido no útero de uma virgem pelo poder do Deus Onipotente que a envolveu com sua sombra.

7.       Sempre ouvi dizer: "Na queda de Adão todos nós pecamos ". Este comentário cabe
bem nesta pergunta?
É um comentário excelente. Deve-se entender com isso que somos pecadores antes de tudo porque Adão, nosso representante, pecou por nós. Nossa natureza corrupta é o resultado de nossa herança em Adão.

L. Von Horn

Somos nós hereges?


Por: Vera Alice Oliveira Basso

Há momentos em nossa caminhada cristã, que não é mais possível calar o que está sufocando a nossa alma e trazendo uma “santa” indignação ao nosso coração.

Pessoas desanimadas, desiludidas, desmotivadas até com sua fé, levam-nos a escrever com a esperança de que esse desabafo possa também ser delas e as leve a questionar, não a sua fé e esperança em Cristo, mas aquilo que estamos vivendo hoje.

A segunda carta do apóstolo João, no versículo 7 diz: “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus veio em carne. Esse tal é o enganador e o anticristo”.

O que temos visto ultimamente é que muitos destes que pregam a Palavra de Deus, confessam a Jesus como Senhor e Salvador, apelam até para que as pessoas O aceitem como tal, no entanto confessam coisas que nos fazem questionar “de onde eles tiram esses ensinamentos?” Costumam dizer que se alguém adoece é por falta de fé ou por dar lugar ao diabo. Confessam que todo crente tem o direito de gozar saúde e prosperidade nessa vida e a enfermidade jamais deve ser a vontade de Deus. Essa “confissão positiva” ensina que o sofrimento do cristão, doença, pobreza, problemas indicam impureza (pecado) ou falta de fé. A prosperidade financeira e material indicam a maturidade do crente.

Coitados então de: Trófimo: Paulo disse, Tito 1:21 “Deixei Trófimo doente em Mileto". De Timóteo; Paulo lhe dá um conselho: “Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa de seu estômago e das tuas freqüentes enfermidades." E de Epafrodito: Efésios 2:27 – “E, de fato esteve doente, e quase à morte, mas Deus se apiedou dele”. E o que dizer do “espinho na carne” de Paulo e os sofrimentos de Jó ?

Confessam que você tem que ser cabeça, estar por cima. Ouvi um pregador dizer:

“Não aceite isso que você está vivendo. Como posso aceitar dor na coluna, hérnia de disco, osteoporose. É injusto eu, servo de Deus, pagar aluguel. Precisamos buscar a justiça de Deus. Nós não podemos aceitar só comer arroz e feijão. Os filhos de Deus não podem aceitar isto. O Senhor não nos chamou para uma vida medíocre”.

Parece que eles não entendem nada da soberania de Deus e nem de ser um servo do Senhor. Que diferença dos ensinos de Paulo que desenvolveu sua teologia no cadinho do sofrimento. Em 2 Cor.: 11:23-27, ele diz: “Em trabalhos muito mais, muito mais em prisões, em açoites sem medida, em perigo de morte muitas vezes, cinco vezes recebeu dos judeus uma quarentena de açoites menos um, três vezes fustigado com varas, naufrágios três vezes, uma noite e um dia na voragem do mar, jornadas muitas vezes em perigo de salteadores (...) entre falsos irmãos, trabalhos e fadigas, em fome e sede, em jejum, muitas vezes, frio e nudez”.

O amor de Cristo, segundo Brennan Manning, em o Evangelho Maltrapilho, inspira a confiança de agradecer a Deus, a dor de cabeça incômoda, a artrite tão dolorosa, a escuridão espiritual que nos envolve, de dizer como Jó: “Temos recebido o bem de Deus; não receberíamos também o mal?”. A graça de Deus nos diz que somos aceitos como estamos. Podemos não ser o tipo de pessoa que desejaríamos, podemos estar muito distante dos nossos objetivos, podemos contar mais fracassos do que realizações, podemos não ser ricos, poderosos ou espirituais, podemos até mesmo não ser felizes, mas somos, apesar de tudo, aceitos por Deus e seguros nas suas mãos. Essa é a promessa feita a nós em Jesus Cristo. Uma promessa na qual podemos confiar.

Outro dia uma irmã me disse:

“Eu não aguento mais ouvir falar de prosperidade e dinheiro na igreja. Vou sair de lá. Eu preciso de alimento para a minha alma, porque só eu sou crente em minha casa e vou à igreja para receber uma Palavra para o meu coração e só ouço falar em prosperidade, restituição, multiplicação”.

Lembrei-me do Salmo 142:04: “Olhei para a minha direita e vi, mas não havia quem me conhecesse; refúgio me faltou; ninguém cuidou de minha alma.”

Embora muitas pessoas não falem, elas estão sedentas pela Palavra de Deus, que é alimento para a alma e o espírito. Paulo, combatendo esse tipo de coisa, em 1Timoteo 6:07 diz: “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo porém, sustento e com o que nos cobrirmos estejamos com isto contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação e em laços, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na prostituição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males. E nessa cobiça alguns deixaram da fé e se traspassaram a si mesmo com muitas dores.”

Uma outra irmã me contou que no final do culto o pregador dizia: “Tenho aqui vinte envelopes, quem pode dar quinhentos reais,” e continuava, “e agora trezentos reais, e duzentos”, e ia abaixando o seu “leilão da fé” até chegar a dez reais, como se o Senhor precisasse que comprássemos suas bênçãos.

Um pregador apelava para que as pessoas vissem ouro e prata que iam aparecendo nos bancos da igreja e nas mãos delas. Deus pode fazer isso? Pode se quiser, mas com que propósito? Paulo aos Coríntios 11:03 diz: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, sejam de alguma sorte corrompidos vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo."

A esposa de um pastor me contou que eles deram abrigo a um missionário, evangelista que vinha de outro país, deram-lhe a igreja para morar com a família, cesta básica, enganando-se com sua “unção e poder”. No final, ele os atraiçoou de tal forma que ia à casa dos membros da igreja, falando mal do seu marido, do seu ministério e saiu de lá, fundando para si uma igreja e levando muitos deles com ele.

Jesus disse, em Mat.; 24:24: “Porque surgirão falsos Cristos e falsos profetas e farão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” Paulo, em At.;20:29, falando aos anciãos da igreja diz: “porque eu sei isto: que depois de minha partida, entrarão no meio de vós, lobos cruéis que não perdoarão o rebanho.”

Existem outras “coisas estranhas” que já vimos. Vi um vídeo de uma grande associação de homens e mulheres crentes há alguns anos atrás, que mostrava um desses apóstolos orando por cura e os crentes ficavam extasiados quando ele exibia em sua mão o câncer que, segundo ele, havia saído da pessoa. Mais tarde, um pastor de renome, nesse país descobriu a farsa e desmacarou-o, dizendo que fora feito um exame no laboratório e aquilo que ele exibia era apenas, se não me engano, fígado com farinha de trigo. Quantos se deixaram enganar!!!!!

Um dos pregadores de uma igreja famosa da TV dizia: “Venha hoje! Eu vou fazer uma oração forte! Eu vou lhe dar uma chave para você levar para casa – a chave da felicidade!” (E mostrava o “amuleto” em forma de chave para abrir as portas que estavam fechadas na vida das pessoas). Outro dizia: “Você vai levar para casa o sangue do cordeiro para passar na sua casa.”. Um dia pude comprovar isso através de uma amiga que foi a uma das reuniões de uma dessas igrejas para acompanhar uma vizinha que ia fazer “uma corrente” e ela contou-me que o pregador deu-lhes um pacotinho contendo sangue para ungir a casa. Ela levou-o constrangida em não aceitá-lo, e me contou também que no dia seguinte, aquele sangue coagulou e ficou com um odor horrível.

Um outro pregador dizia: “Traga de sua casa uma camisa de seu marido com um nó e aqui nós vamos desfazê-lo para ele ser liberto.” Um outro disse: “Nós vamos orar por você, vamos interceder por você e levar sua carta no monte. Coloque dentro do envelope cem reais. Nós estamos pedindo que trinta mil pessoas nos enviem essa quantia para não parar nosso programa.” (Ao ouvir isso, uma pessoa disse: “Puxa, vai dar três milhões de reais”...)

Vi um pregador que exibia um pote de óleo e mandava as pessoas beberem um copinho de “óleo ungido” e alertava que alguns poderiam ter vômitos. O que a Bíblia diz em Tiago 05:14 é: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da Igreja e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor e a oração da fé salvará o doente e o Senhor o levantará.”

Em II João 09:10 diz: “Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus: quem persevera na doutrina de Cristo, este tem tanto ao Pai como a o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz essa doutrina, não o recebais em casa e nem tão pouco o saudeis.”

Essas palavras solenes de João inspiradas pelo Espírito Santo, como diz a Bíblia de Estudo Pentecostal, são uma ofensa para as igrejas hoje. Porém, o ensino de João parecerá errado somente para quem não tem interesse pela glória de Cristo, pela autoridade da Palavra de Deus. Ela diz também: “Muitos enganadores estão pervertendo a Palavra de Deus e procurando persuadir os cristãos a aceitarem seus ensinos”. O crente deve classificar todos os ensinadores que não permanecem na doutrina de Cristo como mestre sem Deus e sob condenação divina.

Em meio a esta efervescência religiosa e teológica (como diz o livro Vento de Doutrinas – Ed. Betânia, “...muitos cristãos, especialmente os menos arraigados na Palavra ficam completamente desnorteados, deixando-se fascinar por “outro evangelho”) um “ apóstolo” recentemente falou na igreja: “Porque estou trazendo esse tipo de evangelho para você é que você tem vivido uma vida de manjedoura. Acabou. Agora é só palácio para você hoje."

Paulo disse em Gl 1:7:8 "De fato, não há outro evangelho, porém eu falo assim porque há alguns que estão aborrecendo vocês, querendo mudar o evangelho de Cristo. Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.”

A palavra do Senhor também nos adverte, quão perigoso é declarar: Assim diz o Senhor. Em Jeremias 21:31, o Senhor diz: “Eis que eu sou contra os profetas, diz o Senhor, que usam de sua língua e dizem: Ele disse."

Jesus advertiu seus discípulos: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis”.

Precisamos voltar ao Evangelho simples e puro de Jesus, ao Evangelho da graça. Será que temos nos deixado levar por doutrinas estranhas como afirma Hebreus 13:09 : “Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas”.

O que nos entristece também é que, quem questiona a veracidade destas coisas é chamado de religioso, incrédulo e não tem fé. Parece haver aí uma inversão de valores. Será que temos vivido essas heresias? Pedro também faz um alerta em II Pedro 2:01: “...falsos doutores introduzirão, encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou”.

Será que somos hereges? Parece-nos que está havendo um tempo em que encontrar os sete mil que não dobraram seus joelhos a Baal (ou a Mamon), I Reis 19:18, está ficando cada vez mais difícil. Precisamos ficar alertas! Não deixar que essas coisas contaminem nossos corações e nos perturbem! Jesus, alertando-nos para que ninguém nos engane e falando sobre sua volta, em Lucas 21:28 nos anima com essas palavras “Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima”.
Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Autora: Vera Alice Oliveira Basso

Deus é soberanamente livre em suas decisões



 "Se amássemos mais a glória de Deus, se nos importássemos mais com o bem eterno das almas dos homens, não nos recusaríamos a nos engajar em uma controvérsia necessária, quando a verdade do evangelho estivesse em jogo. A ordenança apostólica é clara. Devemos “manter a verdade em amor", não sendo nem desleais no nosso amor, nem sem amor na nossa verdade, mas mantendo os dois em equilíbrio (...) A atividade apropriada aos cristãos professos que discordam uns dos outros não é a de ignorar, nem de esconder, nem mesmo minimizar suas diferenças, mas discuti-las." John Stott
Deus não tem de dar justificativas de suas atitudes às suas criaturas. Assim como não se pode dizer para um rei: "Que fazes?" (Ec 8.4), muito menos para Deus. Isto é o suficiente, Deus é o Senhor supremo, tem um poder soberano sobre suas criaturas, portanto não pode fazer injustiça. "Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?" (Rm 9.21). Deus tem liberdade em si para salvar um e não outro, e sua justiça não é culpada ou manchada.

Se dois homens lhe deverem dinheiro, você pode, sem qualquer injustiça, cobrar de um e esquecer a dívida do outro. Se dois malfeitores são condenados à morte, o rei pode perdoar um e não o outro. Ele não é injusto se deixar um sofrer, porque quebrou a lei, e o outro salvar, usando sua prerrogativa real de perdoar.

b. O ímpio é totalmente culpado por suas decisões. Embora uns sejam salvos e outros pereçam, não há injustiça da parte de Deus, pois quem se perde é culpado por isso. "A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de mim, o teu socorro" (Os 13.9). Deus oferece graça e os pecadores a rejeitam. Deus é obrigado a dar graça? Se um cirurgião tenta curar a ferida de alguém e esse alguém não é curado, o cirurgião é obrigado a curá-lo? "Clamei, e vós recusastes" (Pv 1.24). "Israel não me atendeu" (SI 81.11). Deus não é obrigado a impor suas misericórdias sobre os homens. Se recusarem livremente a oferta da graça, seus pecados devem ser considerados como a causa de sua perdição, não a justiça de Deus.

Thomas Watson
In: Josemar Bessa

Se alguém não Nascer de Novo, não pode Ver – John Piper


Quando os discípulos viram realmente a glória de Cristo e creram nEle, Jesus lhes disse: "Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem" (Mt 13.16). Existe uma obra especial da graça — uma bem-aventurança especial — que muda nosso coração e nos capacita a ver a glória espiritual. Quando Pedro disse a Jesus: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo", ele tinha visto a glória de Cristo e crido. A essas palavras Jesus respondeu: "Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus" (Mt 16.16-17).

Era isso que Jesus queria dizer quando falou: "Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (Jo 3.3). "O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito" (Jo 3.6). Quando somos nascidos de novo, pelo Espírito de Deus, nosso espírito recebe vida, e nos tornamos capazes de perceber em Cristo a beleza espiritual que autentica a sua pessoa e a sua obra.

VER A GLÓRIA DE CRISTO TEM SEUS ALTOS E BAIXOS

A capacidade espiritual de ver beleza espiritual não é inabalável. Existem altos e baixos em nossa comunhão com Cristo. Há tempos de visões obscuras, especialmente quando o pecado obtêm o controle de nossa vida por algum tempo. "Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus" (Mt 5.8). Sim, esta não é uma realidade do tipo "tudo-ou-nada". Existem graus de pureza, assim como existem graus de visão. Somente quando formos aperfeiçoados na era por vir, nossa visão será completamente límpida. "Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido" (1 Co 13.12).

Foi por isso que Paulo orou desta maneira em favor dos crentes de Efeso: "Que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder" (Ef 1.17-19). Observe a distinção de Paulo entre os olhos do coração e os olhos da mente. Existe um ver do coração, não apenas um ver da mente. Existe um ver espiritual, e não apenas um ver físico. E aquilo que Paulo desejava intensamente que víssemos espiritualmente era "a esperança" do nosso "chamamento", "a riqueza da glória da herança" de Deus e "a suprema grandeza do poder" dEle. Em outras palavras, o que Paulo quer que vejamos é a realidade espiritual e o valor destas coisas, e não somente fatos concretos que os incrédulos podem ler e repetir. Ver fatos concretos não é o foco da visão espiritual. O ver espiritual é ver coisas espirituais como aquilo que elas realmente são — ou seja, vê-las como belas e valiosas, como elas realmente são.

A PROCLAMAÇÃO MAIS GRACIOSA E o MELHOR DOM DO EVANGELHO

O bem final do evangelho é vermos e experimentarmos o valor e a beleza de Deus. A ira de Deus e nosso pecado obstruem essa visão e esse prazer. Você não pode ver e experimentar a Deus como extre¬mamente satisfatório, enquanto está em plena rebelião contra Ele, que está cheio de ira contra você. A remoção desta ira e desta rebelião é o objetivo do evangelho. O alvo final do evangelho é a manifestação da glória de Deus e a remoção de cada obstáculo que impede que vejamos e experimentemos esta glória como nosso tesouro mais sublime. "Eis aí está o vosso Deus" é a proclamação mais graciosa e o melhor dom do evangelho. Se não O vemos, nem O experimentamos como o nosso maior tesouro, não temos obedecido ao evangelho e crido nele. Existe uma passagem na Bíblia que torna isto ainda mais claro do que todas as outras que já lemos. Consideremos agora esta passagem.

Avivamento. Leonard Ravenhill e outros.


Ousadia na Causa da Verdade

Maravilhoso Deus - Chris Tomlin

O que quer dizer “culto racional” em Romanos 12:1?

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Apresentar os nossos corpos a Deus é o nosso “culto racional” (Romanos 12:1). Qual o significado desta expressão? Para entender o termo usado por Paulo, devemos compreen-der as duas palavras que ele empregou.
Culto traduz uma palavra grega (latreia) que aparece cinco vezes no Novo Testamento. Na Almeida Revista e Atualizada 2ª Edição, é traduzida “culto” em João 16:2; Romanos 9:4 e 12:1 e “serviço(s) sagrado(s)” em Hebreus 9:1 e 6. Significa serviço. Pode ser o serviço de obediência a Deus em geral, ou pode se referir, como nas duas citações em Hebreus 9, aos atos específicos de louvor dirigidos a Deus. Assim, a palavra culto, em nosso uso hoje, corretamente descreve o serviço dado ao Senhor quando cristãos o adoram. Mas, a mesma palavra pode abranger qualquer ato de obediência que honra o nome de Deus.
Racional vem da palavra grega logikos. Nesta palavra, não é difícil ver a idéia da lógica ou raciocínio. Este adjetivo aparece, no Novo Testamento, somente aqui e em 1 Pedro 2:2, onde descreve o leite espiritual. A forma do substantivo (logos), porém, aparece mais de 300 vezes no NT, e é traduzida por termos como palavra, conta, ensinamento, modo, ditado, testemunho, verbo, etc. A idéia principal tem a ver com discurso e raciocínio.
O que é, então, o nosso culto racional? Uma vez que entendemos o que Deus tem feito por nós, faz sentido nos dedicar a ele em obediência e serviço. O uso da palavra “pois” em Romanos 12:1 mostra que este serviço razoável se baseia nas coisas ditas anteriores. Paulo acabou de falar sobre a profundidade da riqueza de Deus, que nos criou e nos deu a salvação de graça (Romanos 11:33-36). Por isso, devemos nos dedicar ao Senhor.
Nenhuma outra resposta faz sentido. Rejeitar o Deus que nos deu a vida – duas vezes! – seria loucura. Não amar aquele que nos ama tanto não seria sensato. Rebelar-se contra o soberano que tem demonstrado sua bondade e severidade (Romanos 11:22) seria totalmente ilógico.
Romanos 12:1 frisa um fato importante no estudo da palavra de Deus. Nosso estudo nunca deve se reduzir a um exercício acadêmico – aprendendo só para saber. O conhecimento da palavra de Deus exige uma aplicação prática. A maioria das cartas do NT, como é o caso de Romanos, contém uma série de aplicações práticas no final, depois de estabelecer a base doutrinária. Tiago disse: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes” (Tiago 1:22). Este é o nosso culto racional!

– por Dennis Allan

Cap 40 - Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica AS DUAS FASES DA VINDA DE CRISTO

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No capítulo precedente frisamos que a vinda de Cristo é para consistir de duas fases. Também frisamos sucintamente alguns contrastes. Neste capítulo é para discutirmos esta matéria mais amplamente.
Consideramos o fato das duas fases da vida de Cristo como a chave que é necessária para destrancar o sentido de muitas passagens da Escritura. Sem um reconhecimento deste fato as passagens que tratam deste grande evento são confusas.
I. AS DUAS FASES CONTRASTADAS
1. A primeira fase será no ar (1 Tess. 4:15-17); a segunda será para ser na terra (Zac. 14:4).
2. A primeira fase de Sua vinda será para o Seu povo (Mat. 25:6-10; João 14:2); a segunda fase será com o Seu povo (Judas 14; Apoc. 17:14).
3. A primeira fase será Sua vinda como um noivo (Mat. 25:6-10); a segunda fase será Sua vinda como um rei para julgar e reinar (Sal. 96:13; Zac. 14:9; Mat. 25:31; Apoc. 19:15; 20:4).
4. Na primeira fase os justos serão tirados dentre os ímpios (Mat. 25:6-10; 1 Tess. 4:15,17); na segunda fase os ímpios serão tirados dentre os justos (Mat. 13:40-42).
5. Na primeira fase os justos na terra encontrarão o Senhor no ar para irem para o céu com Ele (1 Tess. 4:17; João 14:2); na segunda fase eles simplesmente entram no reino aqui na terra (Mat. 13:43; 25:34).
6. Na primeira fase os incrédulos são meramente deixados na terra (Mat. 25:10-12); na segunda fase eles são destruídos e lançados no fogo eterno (Mat. 25:41,46).
7. Em conexão com a primeira fase haverá uma ressurreição dos justos (1 Tess. 4:15-17); em conexão com a segunda fase não haverá ressurreição específica (Mat. 25:31-46).
8. A primeira fase está sempre iminente (Marcos 13:35,36; Tiago 5:8; Apoc. 22:12); a segunda fase é para ser precedida de certas coisas definitas (Mat. 24:14-29; 2 Tess. 2:1-8).
II. AS DUAS FASES SEPARADAS QUANTO AO TEMPO
Mesmo uma consideração casual dos contrastes antecedentes mostra que as duas fases da vinda de Cristo não podem ocorrer simultaneamente ou em conexão aproximada. Mas notai estas evidências específicas que um período de tempo intervirá entre elas:
1. Desde que na primeira fase os justos serão tirados dentre os ímpios e na segunda os ímpios serão tirados dentre os justos (vide § 4 acima), é impossível que as duas fases ocorram em conexão aproximada. Todos os justos serão retirados na primeira fase; logo, deve haver tempo suficiente entre a primeira e a segunda fase para alguém ser salvo.
2. Desde que na primeira fase de Cristo é para receber os Seus discípulos nas "muitas mansões" preparadas para eles no céu (João 14:2) e na segunda fase os justos na terra são para entrarem no reino sobre a terra (vide § 5 acima), é outra vez impossível que ambas as fases ocorram em conexão aproximada. Os que entram no reino na segunda fase devem ser salvos na primeira fase.
3. Desde que a primeira fase ocorra em qualquer tempo (tanto quanto o homem sabe) e a segunda fase deve ser precedida de eventos específicos (vide § 8 acima), elas não podem ocorrer em conexão aproximada. Uma é iminente, a outra não. Logo, uma deve estar bem longe da outra.
4. Deve haver tempo suficiente entre as duas fases para que o "Homem do Pecado" (2 Tess. 2:3) seja revelado e corra o seu curso. Ele não pode ser revelado até que o empecilho será removido do caminho (2 Tess. 2:6,7). O empecilho é o Espírito Santo residindo em toda a pessoa salva (1 Cor. 6:19). Que o Espírito Santo é o empecilho está provado pelo pronome pessoal que a Ele se aplica e também de duas maneiras pelo processo de eliminação. A única outra teoria digna de se considerar, e que tem sido adiantada, é que o governo romano era o empecilho; mas o governo romano foi tirado do caminho há uns quinze séculos e o "Homem do Pecado" ainda não foi revelado. Mas ainda, o governo romano não podia impedir a revelação de semelhante ser, como ele é representado, mas antes contribuiria para sua revelação. A remoção do caminho do Espírito Santo realizar-se-á quando Cristo tirar o Seu povo da terra, que será na primeira fase de Sua vinda. Tempo suficiente deve transcorrer, portanto, entre a primeira e a segunda fase para este monstro correr seu curso, porquanto ele é para ser destruído na segunda fase (2 Tess. 2:8).
5. Também deve haver tempo suficiente entre as duas fases para todos os eventos recordados em Apoc. 7 a 19. Esta seção da Escritura devera incluir o capítulo seis também, sem dúvida, mas podemos estar certos de que ela deve começar com o capítulo sete, pois que no capítulo sete temos a selagem dos servos de Deus na terra e só os judeus são selados. Isto mostra que a primeira fase da vinda de Cristo já teve logar; porque, doutra maneira, certamente estariam alguns gentios servos de Deus na terra. Os cento e quatro mil judeus mencionados como sendo selados neste capítulo são evidentemente aqueles que serão salvos imediatamente depois do aparecimento de Cristo no ar. E então, para confirmar esta idéia seguindo-se imediatamente o relato da selagem desses judeus, temos a multidão inumerável no céu (Apoc. 7:9). Estes, manifestamente, são aqueles que foram levantados da terra no aparecimento de Cristo no ar.
Então a segunda fase da vinda de Cristo não aparece até atingirmos o capítulo 19 e há toda evidência de uma ordem cronológica geral. Assim os eventos dos capítulos do meio são para terem logar durante o ínterim entre as duas fases da vinda de Cristo.
Nossos oponentes escarnecem da idéia de um período de tempo entre as duas fases da vinda de Cristo. Dizem que ensinamos que haverá duas vindas em vez de uma. Podem chamá-la o que quiserem. O Novo Testamento fala só de uma vinda, mas claramente revela que esta uma vinda consistirá de duas fases, separadas por um período de tempo. Preferimos crer o que ele ensina, desatendendo as perversões deles.
III. A PRIMEIRA FASE DA VINDA DE CRISTO É IMINENTE
Mostramos agora que a vinda de Cristo é para consistir de duas fases e que estas fases são para se separarem por um período de tempo. Aqui nos encarregamos de provar que a primeira fase de Sua vinda é iminente. Notai que não estamos tentando provar que a vinda de Cristo para o julgamento e o reino é iminente. Tanto quanto sabemos, todas as profecias não cumpridas referentes a esta época (e há muitas), sem violência a elas ou a quaisquer outras Escrituras, podem ser cumpridas no ínterim entre as duas fases da vinda de Cristo; mas não sabemos de nenhuma profecia que se deva cumprir antes de Cristo vir para Sua noiva.
Webster define a palavra iminente como significando "ameaçando de ocorrer imediatamente; à mão; impendente". Sustentamos que este é exatamente o modo que Deus ensinou na Sua Palavra, que os crentes deveriam considerar a vinda do seu Senhor para recebê-los para Si mesmo. A Escritura ensina que este evento está sempre "à mão" e que os crentes, portanto, deveriam estar sempre na atitude de vigilante expectativa. Notai as seguintes passagens:
1. Marcos 13:35,36 ? "Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o dono da casa vem, se à tarde, se à meia noite, se ao cantar do galo, se pela, manhã, para que não venha de improviso e vos ache dormindo."
Thayer diz que o sentido de vigiar, nesta e parecidas passagens, é tomar cuidado, "sob a pena de por negligencia e indolência alguma calamidade destrutiva assaltar alguém." . Pode haver qualquer razão consciente para vigiar para um evento, a menos que, tanto quanto sabemos, aconteça agora?.
2. Tiago 5:8 ? "Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor apropinqua-se".
A palavra grega para "está próxima" está no tempo mais que perfeito e quer dizer, segundo Thayer, "chegou perto, está à mão". Uma forma parecida da mesma palavra está dito por Thayer era usada "concernente coisas iminentes e prestes a acontecer". O verbo na passagem acima está traduzido "está a mão" nove vezes na versão do Rei Tiago. Mat. 26:46 fornece um bom exemplo do seu uso.
3. Apocalipse 22:12 ? "Eis que venho presto e o meu galardão está comigo para dar a todo homem segundo for sua obra".
A palavra na passagem para rapidamente não significa repentinamente, como alguns a teriam, mas quer dizer "destro, expeditamente, sem demora" (Thayer). Boas mostras do seu uso podem ser achadas em Mat. 5:25; 28:7,8; Marc. 16:8; João 11:29. Na passagem supra à vinda de Cristo está falada como Deus a vê: mil anos são como um dia com Deus (1 Ped. 3:8). E está assim representada que o tempo dela pode ser incerto a crentes. Tanto quanto eles sabem, ela pode ocorrer a qualquer momento; logo, para eles é sempre iminente.
Muitas passagens mostram o valor prático de uma crença na vinda iminente de Cristo. Proeminente entre elas está Tiago 5:8, como dada acima. Esta passagem mostra que uma crença na vinda de Cristo é um incentivo à paciência e fortaleza no meio de sofrimento e aflições.

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Luis Antonio dos Santos, 12/05

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