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15 de out. de 2010

Passou pela vida sem deixar Saudades


CAP 4 - UM GUIA DE ESTUDO PARA O LIVRO DE GÊNESIS 1:26-31

INTRODUÇÃO
No sexto dia Deus criou o homem. A importância da criação do homem no plano de Deus é indicada de diversas maneiras.
I. O AUGE DA SEMANA DA CRIAÇÃO.
O homem foi criado por ultimo por várias razões:
A. O homem foi o ponto mais alto e o principal propósito da criação.
B. Porque tudo foi criado para o benefício do homem. Deus terminou a habitação do homem antes de cria-lo, para que Adão já fosse colocado em um ambiente perfeito [vers. 28-30].
C. Alguns sugerem que o homem foi criado por ultimo, a fim de que todos soubessem que ele nem aconselhou, e nem ajudou a Deus na obra da criação [Jó 38:1-4].
Ao declarar que o homem foi o auge da criação, nós não pretendemos exaltar o homem, criando assim orgulho. Entretanto, há duas coisas que deveriam ser lembradas: Primeiro, nós precisamos recordar que somente a humanidade foi criada á imagem de Deus. Segundo, não podemos esquecer que na criação do homem, Deus já sabia que Adão cairia em pecado, assim como, já havia planejado a redenção através de seu Filho Jesus Cristo. Quando lembramos que Cristo tomou a forma de homem para morrer pelos pecadores, vemos a importância da criação do homem. Isto não é motivo de orgulho, antes de gratidão e adoração [Salmo 8:3-9].
Nota: A criação dos anjos não é mencionada em Gênesis, mas nós sabemos que eles são seres criados [Ezequiel 28:14-15].
II. O HOMEM À IMAGEM DE DEUS.
Somente o homem foi criado à imagem de Deus. A importância disto é enfatizada quando Deus, na primeira vez na semana da criação, deliberou isto consigo mesmo [vers. 26]. O pronome no plural [vers. 26] novamente indica a Tri-unidade de Deus.
Nós deveríamos questionar a nós mesmos o que significa a expressão "imagem de Deus?" Alguns têm sugerido que isto se refere à fala, inteligência, capacidade de domínio e a alma imortal.
Enquanto estas coisas podem ser incluídas no conceito, o ponto principal, entretanto, é a original natureza santa do homem. O ser humano foi criado com um amor à Deus e à sua bondade.
Esta imagem foi corrompida e principalmente perdida na queda de Adão [Romanos 5:12]. Através de Jesus Cristo esta imagem é restaurada no Novo Nascimento [Colossenses 3:10; Efésios 4:24]. Sem dúvida nenhuma a imagem será realmente mais clara na ressurreição, quando nós seremos completamente redimidos por Cristo [Romanos 8:29; I João 3:2].
III. OS SEXOS - VERSÍCULO 27.
Vamos discutir este assunto no capítulo dois, portanto não iremos entrar em detalhes agora, mas, tenha em mente que macho e fêmea foram ambos feitos à imagem Deus.
IV. O DOMÍNIO DO HOMEM - VERSÍCULOS 26 E 28.
Deus não deu apenas ao homem a ordem para povoar a terra, mas também para domina-la. Toda a natureza foi criado para uso do homem. Neste mandamento vemos o mandato para toda a verdadeira ciência. Todo avanço na agricultura, criação de animais, transporte, energia, química, medicina e outros campos é incluído neste termo.
A idéia de o homem estar no comando refuta os modernos ambientalistas, que vêem o homem como um intruso no mundo. Enquanto é uma tolice abusar da generosidade da terra, o seu uso legítimo é um privilégio que Deus deu ao homem.
Em Hebreus 2:6-8 nós temos uma citação do Salmo 8, que expõe o plano de Deus para que o homem exercesse domínio, como originalmente declarado em Gênesis cap. 1 e 2. Entretanto, na ultima parte de Hebreus 2:8 nós vemos que o homem falhou por causa do pecado. A ciência tem andado a passos largos, mas por causa da maldição [Gênesis 3:17-18], uma grande parte da natureza está fora do controle do homem. Fomes, secas, tempestades, animais cruéis, pragas, plantas e insetos perigosos, e ainda doenças e envelhecimento amaldiçoam a terra. A ciência está limitada as suas habilidades. A morte é o destino final de tudo.
Louvado seja Deus que Hebreus 2:9 nos traz gloriosas boas novas! Embora nós não podemos ver tudo que está sob o domínio do homem [Hebreus 2:8b], nós vemos Jesus [Hebreus 2:9]. Vindo em forma de homem, Ele dominará naquilo que o homem falhou em alcançar. Não somente a maldição da natureza será interrompida [Isaías 11:6-9], mas tudo estará sob o Seu controle [Efésios 1:20-22; I Coríntios 15:25]. Jesus Cristo, o ultimo Adão [I Coríntios 15:45], será bem sucedido onde o ultimo Adão falhou.
V. A PROVISÃO DE DEUS PARA O HOMEM - VERSÍCULOS 29-30.
Como Deus é bom! Tudo o que o homem precisava foi lhe concedido em abundância. Não somente as coisas necessárias, mas também variedade e beleza foram doadas. Mesmo hoje nós devemos ver a natureza como a provisão divina para nós. Sem dúvida, a maldição do pecado reduziu grandemente a variedade e tranqüilidade do cultivo e da colheita, entretanto, nós ainda vivemos em um mundo de abundantes capacidades. Mesmo as plantas híbridas e animais que o homem desenvolve, são somente viáveis porque Deus colocou aquelas possibilidades na composição genética das plantas e animais.
VI. A SATISFAÇÃO DE DEUS.
A cada uma das partes da sua obra, Deus disse que "era bom" [vers. 12, 18 e outros]. Entretanto ao terminar o universo Ele disse que tudo era muito bom [Gên. 1:31]. Deus teve grande prazer na sua criação. Que universo maravilhoso em que nós vivemos! Que sabedoria e poder são manifestadas no seu desenho [Salmos 19:1-4]! Que variedade, beleza, bondade e harmonia são manifestadas. O homem era santo e a criação era maravilhosa. Que habitação tinha o homem antes da entrada do pecado.

Autor: Pastor Ron Crisp 
Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete 2001 
Revisão : Joy Ellaina Gardner 2001 
Verificação: Pastor Calvin Gardner 2002 

Rejeição Unânime - C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 12:24/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


- Todos os que me vêem zombam de mim; afrouxam os lábios e meneiam a cabeça. Salmos 22.7 -

A zombaria foi um dos grandes ingredientes na aflição de nosso Senhor. Judas Iscariotes zombou dEle no jardim. Os principais sacerdotes e escribas riram do Senhor Jesus, menosprezando-O. Herodes desdenhou do Senhor Jesus. Os servos e os soldadosescarneceram do Senhor Jesus e O insultaram brutalmente. Pilatos e seus guardas ridicularizaram a realeza do Senhor Jesus. Na cruz, todo tipo de pilhéria injuriosa e insultos horríveis foram lançados em Jesus. O ridículo é sempre algo difícil de suportar. Entretanto, quando estamos em intensa aflição, o ridículo é tão insensível e cruel, que fere o mais profundo de nosso ser.

Imagine o Salvador crucificado, sofrendo uma agonia muito superior ao que algum mortal poderia imaginar; depois, visualize aquela multidão heterogênea, todos meneando a cabeça ou propelindo os lábios em amargo«desprezo daquela vítima sofredora! Com certeza, deveria haver no Crucificado muito mais do que aquelas pessoas imaginavam; pois, se assim não fora, aquela grande e variegada multidão não O teria honrado com tal menosprezo. Não foi realmente perversa a confissão daquela multidão que, no exato momento de seu maior triunfo aparente, apesar de tudo, não pôde fazer nada mais do que zombar da vitoriosa bondade quereinava na cruz? 

O Jesus, rejeitado e desprezado pelos homens (ver Isaías 53.3), como podias morrer porhomens que Te trataram de modo tão cruel? Tu tens maravilhoso e divino amor além de qualquer medida. Assim como eles, havemos Te desprezado, nos dias de nossa obstinação; e, mesmo depois do novo nascimento, temos dado ao mundo um lugar elevado em nosso coração. Apesar disso, Tu foste crucificado para curar nossas feridas e morreste para nos dar vida. Oh, se pudéssemos Te colocar num alto e glorioso trono dentro do coração de todos os homens! Espalharíamos os -teus louvores pela terra e mar até que universalmente, os homens te adorassem, como uma vez, unanimemente Te rejeitaram.

Sarça, Espinhos e Escorpiões.

Os profetas do Antigo Testamento não receberam suas credenciais por meio de instituições humanas. No capítulo 2 de Ezequiel, o profeta registra o teor de sua chamada, que irá definir sua vocação:

"E disse-me ele: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra mim; eles e seus pais têm transgredido contra mim até o dia de hoje. E os filhos são de semblante duro e obstinado de coração. Eu te envio a eles, e lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus.

E eles, quer ouçam quer deixem de ouvir (porque eles são casa rebelde), hão de saber que esteve no meio deles um profeta" (Ez 2.3-5).

Que diferença! Hoje a "igreja" - tem como propósito fazer tão somente que as pessoas se sintam bem. Para isso criaram um "deus" - que existe para satisfazer os homens em seus desejos e paixões. Existir para a glória de Deus? O "evangelho" hoje diz que "Deus" existe para a nossa glória.

De forma tão diferente disso, Ezequiel é enviado não para expressar suas opiniões, nem para "criar" uma mensagem que apelasse para os desejos do homem de um "Deus" subserviente. Ele devia começar a mensagem com "assim diz o Senhor" - e não com "isto é o que eu penso" -

Havia um medo enorme a ser superado pelos que estavam envolvidos na"tarefe profética". Qual dos profetas não foi odiado e perseguido pelo seu próprio povo? Pregando o que se prega hoje eles seriam odiados?

Havia muito, humanamente falando, o que temer. O principal requisito paro profeta era a coragem: "E tu, ó filho do homem, não os temas, nem temas as suas palavras; ainda que estejam contigo sarças e espinhos, e tu habites entre escorpiões; não temas as suas palavras, nem te assustes com os seus semblantes, ainda que são casa rebelde. Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes" (2,7).

Deus utiliza imagens gráficas duras na admoestação ao profeta. Ele o está enviando a um lugar cercado de urzes e espinhos. Um habitat desolado e ameaçador para um ser humano.

Nesta casa de desolação, Ezequiel estaria exposto a palavras raivosas e olhares agressivos. Terá que suportar insulto, difamação e sensura - coisas que facilmente intimidariam o pregador.

"Mas tu, ó filho do homem, não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca e come o que eu te dou" (2.8).

Ele é chamado para ser diferente, embora ele seja um israelita, membro da casa rebelde, ele não deve participar da rebelião.

Deus não atribui a Ezequiel a responsabilidade de fazer o povo ouvir a Palavra de Deus. Suas responsabilidades são, primeiro, atentar para a palavra de Deus, mesmo se ninguém estiver disposta a ouvi-la, esegundo, proclamá-la com total fidelidade.

A tarefa de todos que dizem servir a Deus é a mesma. A nossa não é diferente.

R. C. Sproul

Quem Crê em Tudo, não Crê em Nada – C. H. Spurgeon



"Sem fé é impossível agradar a Deus." Se agradamos a Deus, não é por nosso talento, e sim por nossa fé.
 Atualmente necessitamos de muita fé na forma de crença fixa. Devemos saber mais do que...







"Sem fé é impossível agradar a Deus." Se agradamos a Deus, não é por nosso talento, e sim por nossa fé.

Atualmente necessitamos de muita fé na forma de crença fixa. Devemos saber mais do que antes; procuramos desenvolver, mas não como alguns, pois não pertencemos à escola liberal daqueles que crêem pouco ou nada com convicção, porque desejam crer em tudo. Alguns não têm credo, ou se o possuem, o alteram tão freqüentemente que não lhes serve para nada. Variadas são as crenças e as incredulidades de alguns, um aglomerado de conceitos filosóficos, teorias científicas, resíduos teológicos e invenções heréticas.

Quando tais "eruditos" se referem a nós, manifestam grande desprezo e demonstram crer que somos estúpidos por natureza. Pode ocorrer que alguém esteja se mirando num espelho quando julga estar comtemplando o vizinho pela janela. Atrevo-me a dizer que não devemos temer ante a perspectiva de medir forças com os seguidores do "pensamento moderno". Seja assim ou não, a nós nos compete crer. Cremos que quando o nosso Deus fez uma revelação, sabia o que queria e pensava, e Se expressou da maneira melhor e mais sábia, em linguagem que pode ser entendida pelos que são sinceros e desejosos de aprender. Portanto cremos que não necessitamos de nova revelação, e que a idéia que há de surgir outra luz é praticamente incredulidade segundo a luz que já recebemos, visto que a luz da verdade é una. Embora a Bíblia tenha sido distorcida e posta a ridículo por mãos sacrílegas, continua sendo a revelação infalível de Deus. O aspecto mais importante da nossa religião é aceitar humildemente o que Ele tem revelado. Talvez a forma mais elevada possível de adoração é a submissão de todo o nosso ser mental e espiritual ante o pensamento revelado de Deus, o entendimento prostrado, ante aquela sagrada presença, cuja glória faz com que os anjos cubram os rostos. Aqueles que desejarem, adorem a ciência, a razão ou seus próprios raciocínios; contudo nosso deleite é prostrar-nos ante o Senhor Deus e dizer: "Este Deus é o nosso Deus para sempre; Ele será nosso guia até à morte.

Reunam-se em torno do antigo estandarte. Lutem até à morte pelo evangelho imutável, pois é a sua vida. Que a cruz de Cristo esteja sempre em proeminência, e que todas as benditas verdades que a cercam sejam mantidas com todo o coração.

Precisamos ter fé — não só na forma de credo fixo — mas também na forma de constante dependência de Deus. Se me perguntasse qual a mais agradável disposição de ânimo dentro de toda a gama dos sentimentos humanos, não falaria do poder da oração, ou da abundância de revelação, ou de gozos arrebatados ou vitória sobre os espíritos maus; mencionaria como o mais estranho deleite do meu ser, o estado em que se experimenta uma consciente dependência de Deus. Freqüentemente esta experiência tem vindo acompanhada de enormes dores físicas e profundas humilhações do espírito, mas é inexplicavelmente agradável cair passivamente nas mãos do amor e morrer absorvido na vida de Cristo. É um deleite chegar à compreensão de que você não sabe, mas seu Pai celestial sabe; você não pode falar, mas "temos um advogado"; quase não pode levantar a mão, porém Ele opera todas as coisas em você. A absoluta submissão das nossas almas ao Senhor, o pleno contentamento do coração ante a vontade e os caminhos de Deus, a segura confiança do espírito quanto à presença e ao poder do Senhor; isto é o mais próximo ao céu que pode ocorrer conosco. É melhor que o êxtase, pois qualquer um pode permanecer nessa experiência sem esforço ou reação.

"Ah, não ser nada, nada; apenas permanecer aos Seus pés." Não é uma sensação tão sublime como voar em asas de águia; quanto à doçura no entanto ela é profunda, misteriosa, indescritível e insuperável. É uma bem-aventurança na qual se pode pensar, um gozo que nunca parece ser roubado; pois não resta dúvida de que um pobre e frágil filho de Deus tem direito indiscutível a depender do Pai, direito a não ser nada na presença dAquele que o sustém. Gratifica-me pregar nesse estado de ânimo, como se não fora pregar, mas esperar que o Espírito Santo fale por mim. Presidir dessa maneira as reuniões de oração e da igreja, e toda a espécie de atividades, redundará em sabe¬doria e gozo para nós. Geralmente cometemos nossos maiores erros nos assuntos mais fáceis, achando tudo tão simples que não pedimos a Deus que nos guie e julgando que nossa própria capacidade será suficiente. Todavia, as graves dificuldades, essas nós levamos a Deus. Bondosamente Ele dá aos jovens prudência e aos simples conhecimento e discrição por meio delas. A dependência de Deus é a fonte inesgotável da eficácia. Aquele verdadeiro santo de Deus, George Muller, me surpreende sempre, por ser uma pessoa que depende tão simples e puerilmente de Deus; mas, lamentavelmente, a maioria de nós se julga demasiadamente grande para que Deus nos use. Sabemos pregar tão bem que fazemos um sermão de qualquer coisa...e fracassamos. Cuidado, irmãos, pois se julgamos que podemos fazer algo por nós mesmos, tudo que obteremos de Deus será a oportunidade de prová-lo. Deste modo, Ele nos examinará, e nos permitirá ver nossa incapacidade. Certo alquimista, que servia ao papa Leão X, declarou que havia descoberto como transformar os metais vis em ouro. Esperava receber grande soma de dinheiro por seu invento, mas Leão não era tão bobo; deu-lhe tão somente uma enorme bolsa para que guardasse o ouro que fizesse. Nesta resposta havia tanto sabedoria como sarcasmo. Isto é precisamente o que Deus faz com os orgulhosos; permite-lhes ter a oportunidade de fazer o que se jactavam de poder fazer. Jamais soube de alguma moeda de ouro que tenha chegado a cair na bolsa de Leão; estou certo de que vocês jamais serão espiritualmente ricos pelo que podem fazer com as próprias forças. Despojem-se das suas próprias vestimentas, e então Deus poderá comprazer-Se em revestir-lhes de honra, mas nunca antes.

É essencial que demonstremos fé em forma de confiança em Deus. Seria grande calamidade que alguém afirmasse de vocês: "Tem um excelente caráter moral e dons notáveis, mas não confia em Deus." Necessidade importante é a fé. O apostolo recomenda: "Tomando sobretudo o escudo da fé." Pena é que alguns vão à luta deixando o escudo em casa. Terrível é pensar num sermão que tivesse todas as qualidades que um sermão precisa possuir e, no entanto, constatar que o pregador não confiasse no Espírito Santo para abençoá-lo de modo a converter almas. Tal mensagem seria vã. Nenhum sermão será o que deveria ser se lhe faltar a fé; equivale a dizer que um corpo está sadio quando a vida já se extinguiu. É admirável ver alguém humildemente consciente da sua própria fraqueza e ao mesmo tempo bastante confiante no poder divino para atuar por meio das suas limitações. Se intentamos fazer grandes coisas, não nos excederemos na tentativa; esperando notáveis feitos, não cairemos desenganados em nossas esperanças. Alguém interrogou a Nelson se não eram perigosos determinados movimentos de seus navios, e a resposta foi: "Pode ser perigoso, mas em assuntos navais nada há impossível ou improvável." Atrevo-me a asseverar que, no serviço de Deus, nada é impossível e nada é improvável. Empreendam grandes coisas em nome de Deus; arrisquem tudo, confiados em Sua promessa, e conforme a sua fé lhes será feito.

Oxalá tivéssemos mais coragem, mais ânimo, mais "garra". Intentemos grandes coisas, porque os que confiam no Senhor vencem acima de todas as esperanças. Este é o tipo de fé da qual necessitamos cada vez mais; confiar em Deus de tal maneira, que em Seu nome ponhamos a mão no arado. É ocioso passar o tempo fazendo planos e modificando-os, sem nada fazer; o melhor plano para executar a obra de Deus é realizá-la. Irmãos, se não crêem em mais ninguém, confiem em Deus sem reservas. Creiam plenamente. Crer na Palavra de Deus é o mais razoável que temos a fazer; é seguir o caminho mais simples que devemos tomar; é a norma menos perigosa que podemos adotar, inclusive quanto ao cuidado de nós mesmos, pois Jesus declara: "Qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder sua vida por minha causa, a achará." Exponhamo-nos a tudo, confiados na fidelidade absoluta de Deus, e jamais seremos envergonhados ou confundidos.

As Pressupostas Faculdades da alma e sua função - J. Calvino



Visto que já dissemos pouco antes que as faculdades da alma estão sediadas na mente e no coração, consideremos agora de que poder se reveste uma e outra dessas partes do ser. Na verdade os filósofos imaginam com avultado consenso que é na mente que se radica aRazão, a qual, à semelhança de uma lâmpada, ilumina a todas as decisões, e à  maneira de uma rainha governa a vontade. Pois, a tal ponto supõem ter sido a mesma banhada da luz divina para que possa decidir com muito acerto, e nesse poder exceler a tal pontoque possa reger com muita eficiência. Em contraposição, imaginamque a sensibilidade está tão embotada e tão eivada de obtusidade de visão, que sempre rasteje ao solo e se revolva nos mais vis objetos, nem jamais se
alce ao verdadeiro discernimento; o apetite, se porventura consegue obedecer à razão, nem se deixa sujeitar à sensibilidade, é levado ao cultivo das virtudes, a reta via conserva e em vontade se conforma; se entretanto se entrega à servidão da sensibilidade, é por ela a tal ponto corrompido e depravado, que degenera em concupiscência.

E como, segundo a opinião deles, dentro em nós subsistem plenamente essas faculdades da alma que acima referi – intelecto, sensibilidade e apetite ou vontade –, sendo esta última designação já agora recebida em uso mais vulgarizado, postulam esses filósofos que o intelecto é dotado da razão, a mais sublimada gestora para se viver bem e afortunadamente, contanto que o próprio intelecto se sustenha em sua excelência e dê vazão à força de natureza a si conferida. Seu impulso inferior, porém, que se denomina sensibilidade, mercê da qual o homem é arrastado ao erro e ao engano, é tal que pode ser domado e aos poucos quebrantado pela palmatória da razão. Além disso, a meio caminho entre a razão e a sensibilidade colocam a vontade, naturalmente senhora de seu direito e de sua liberdade, seja que lhe apraza obedecer à razão, seja prostituir-se à sensibilidade, para ser delaviolentada.

A VONTADE HUMANA, NA OPINIÃO DOS FILÓSOFOS, É LIVRE E SOBERANA

Com efeito, convencidos pela própria experiência, é verdade que os filósofos de vez em quando não negam com quão grande dificuldade o homem firma em si o reinado à razão, enquanto ora é afagado pelos engodos dos prazeres, ora é iludido pela aparência decoisas boas, ora é violentamente combatido por impulsos imoderados e, como o diz Platão, como que por cordas ou correias puxado em direções diversas.8 Pela mesma razão, também diz Cícero que aquelas fagulhas dadas pela natureza são, dentro em pouco, extintas pelas opiniões corruptas e pelos maus costumes.

Quando, realmente, enfermidades desta natureza uma vez se assenhorearam das mentes dos homens, confessam grassarem elasmais virulentamente do que seja possível facilmente debelá-las; nem hesitam em compará-las a cavalos bravios que, alijada a razão, qual um cocheiro atirado fora da carruagem, se entregam, desenfreada e desmedidamente, à licenciosidade.
Isto, contudo, determinam além de controvérsia: as virtudes e os vícios estão em nosso poder. Ora, dizem eles, se é de nossa escolha fazer isto ou aquilo, logo também o não fazê-lo. Por outro lado, se é de nossa escolha o não fazê-lo, logo é também fazê-lo. Mas parecemos fazer de livre escolha as coisas que fazemos e absternos daquelas das quais nos abstemos.10 Portanto, se algo de bom fazemos quando nos apraza, podemos igualmente deixar de fazê-lo; se algo de mau perpetramos, podemos também evitá-lo. E alguns deles se têm arrojado até ao ponto de desbragamento: se jactam de que é certamente obra dos deuses que vivemos; nossa, entretanto,
que vivemos bem e santamente. Donde também essa observação de Cícero, na pessoa de Cotta, de que, porquanto cada um adquire a virtude para si, ninguém dentre os sábios jamais rendeu graças a Deus a respeito dela. “Pois somos louvados em razão de nossavirtude”, diz ele, “e em nossa virtude nos gloriamos, o que não aconteceria, se ela fosse dádiva de Deus, e não procedesse de nósmesmos.” E, pouco depois: “Este é o parecer de todos os mortais: que a Deus se deve pedir sorte, e que sabedoria se deve obter de si próprio.”  
Portanto, esta é a suma da opinião de todos os filósofos: que para a reta direção do ser basta a razão do intelecto humano; que avontade a ela subjacente é, com efeito, pela sensibilidade solicitada às coisas más. Entretanto, visto que tem livre escolha 
de modo algum pode ser impedida de por tudo seguir a razãocomo guia.


Os dois mundos – Lloyd-Jones


... o cristão e o não-cristão pertencem a dois domínios inteiramente diversos. . . a primeira coisa que você deve entender sobre si mesmo é que você pertence a um reino diferente. Você não difere apenas na essência; você vive. em dois mundos que diferem de modo absoluto entre si. Você está neste mundo; não pertence a ele, porém. . . você é cidadão doutro reino. . .

Que se quer dizer com este reino dos céus?... Significa, em sua essência, o governo de Cristo, ou a esfera e domínio em que Ele reina. . . Muitas vezes, quando Ele estava aqui, nos dias de Sua carne, nosso Senhor disse que o reino dos céus já estava presente. Onde quer que Ele estivesse presente e exercesse autoridade, ali estava o reino dos céus. Você recorda como, em certa ocasião, quando O acusaram de expulsar demônios pelo poder de Belzebu, Ele demonstrou-lhes a completa loucura disso, e prosseguiu, dizendo: «Se, porém, eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós» (Mateus 12.28).

Eis o reino de Deus. Sua autoridade e Seu reinado estavam presentes na prática. Eis, então, Sua frase, quando disse aos fariseus:«0 reino de Deus está dentro em vós», ou, «o reino de Deus está entre vós». Era como se dissesse: «Ele está-se manifestando no meio de vós. Não digais: olhe para cá, ou: olhe para lá. Despojai-vos dessa noção materialista. Aqui estou entre vós; estou realizando obras. O reino está aqui». Onde quer que o reino de Cristo esteja sendo manifestado, ali está o reino de Deus. E quando Ele enviou Seus discípulos para pregar, disse-lhes que falassem às cidades que não os recebessem: «Não obstante, sabei que está próximo o reino de Deus» (Lucas 10.11).

Studies in the Sermon on the Mount, i, p. 39,40

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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