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11 de ago. de 2011

Paul Washer - O Amor Incondicional de Cristo



A Graça, esta Incompreendida
por
Ricardo Barbosa de Souza

O pecado criou uma enorme dificuldade para nossa compreensão do amor divino e para a forma como respondemos a este amor em todas as nossas relações.
Escrevi este artigo em outubro, refletindo, como sempre faço nesta época do ano, na influência e contribuição da Reforma do século 16 para a fé e a espiritualidade cristã. Um tema que sempre me vem à mente quando penso na Reforma é o da graça de Deus. Embora seja um tema central para a fé e a espiritualidade cristã, e que os reformadores insistiram em recuperar, continua sendo um dos mais mal compreendidos e experimentados pelo povo cristão. Penso que uma das razões para a incompreensão da graça de Deus na história do cristianismo é a incapacidade do ser humano de compreender e aceitar o amor incondicional de Deus.
A forma como amamos e temos sido amados nunca foi totalmente isenta de culpa, medo, insegurança, condição, manipulação ou chantagem. Mesmo havendo um certo grau de pureza em grande parte dos nossos sentimentos e intenções afetivas, sejam os que experimentamos dos nossos pais e amigos, sejam os que expressamos, a presença destes outros sentimentos negativos nos acompanham em quase todos os nossos relacionamentos. Algumas vezes, em virtude da história pessoal, nos vemos indignos de ser amados; outras, banalizamos o amor.
Assim tem sido também em nossa experiência espiritual. Uma das grandes preocupações dos reformadores foi com o comércio das indulgências e de todas as outras formas que, ao longo da história, têm sido usadas para barganhar o amor de Deus. Os reformadores insistiam em afirmar que o perdão de Deus nos foi ofertado por Cristo na cruz do Calvário, e que não havia nada a ser feito por nós, pois todo o preço já havia sido pago. Para eles, toda a experiência cristã é fruto da graça de Deus, que experimentamos por meio da fé naquilo que Cristo fez por nós.
Contudo, sempre foi muito difícil aceitar uma oferta, um presente que não nos custe nada, sem que tenhamos de fazer algo para merecê-lo, principalmente se esse presente for muito caro. Durante muito tempo, este era o pensamento da humanidade – era preciso fazer alguma coisa, realizar alguma caridade, qualquer bem que nos fizesse merecedores de tal amor. Os reformadores reagiram a isto dizendo que não há nada a ser feito: Deus, por meio do seu Filho, fez tudo por nós. O apóstolo Paulo havia também reagido a tal pensamento, afirmando que somos salvos, não pelas obras, mas pela graça de Deus. Esta verdade tirou um enorme fardo opressivo que a religião sempre impôs ao ser humano.
Porém, se no passado sempre houve essa necessidade de se fazer alguma coisa para merecer o amor de Deus, hoje temos um outro cenário mais sutil e tão perigoso quanto aquele, que é a necessidade de Deus fazer algo para merecer o nosso amor. A cultura pós-moderna gerou uma inversão nesse processo. No passado, o sentimento de culpa e a consciência do pecado eram grandes e faziam do ser humano alguém que não merecia o amor divino. Hoje, com o crescimento do individualismo, da cultura do consumo e dos direitos do consumidor, da busca pela auto-realização e da auto-suficiência, a sociedade vem produzindo uma geração de narcisistas auto-indulgentes que precisam ser bajulados, mimados e adulados, sem que isso sequer produza algum sentimento de gratidão.
Muitas igrejas e pregadores estão oferecendo os “mimos” de Deus na forma de entretenimento religioso, promessas de vantagens econômicas, barateamento da santidade ou garantias de sucesso e saúde para uma geração entediada e frustrada, na esperança de que correspondam com um mínimo de generosidade no ofertório. O resultado é que, mais uma vez, o amor e a graça de Deus são incompreendidos.
Seja para aqueles que se sentem indignos e procuram fazer alguma coisa que os tornem merecedores do amor de Deus, seja para aqueles que se julgam lindos e maravilhosos, para os quais Deus tem de se desdobrar para conquistar seu amor, o que vemos é a enorme dificuldade que o pecado criou para a compreensão do amor divino e para a forma como precisamos responder a esse amor em todos os nossos relacionamentos.
Sabemos que a graça de Deus é a manifestação do seu amor por nós, pecadores. Deus nos ama incondicionalmente, isto é, não impõe ou exige qualquer condição para nos amar. João, o apóstolo do amor, afirma que “Deus nos amou primeiro”, revelando que o amor tem sempre sua origem no Senhor, que não fomos nós que fizemos alguma coisa que nos tornasse merecedores do seu amor, mas que ele livremente nos amou “quando nós éramos ainda pecadores”. João ainda nos afirma que “Deus nos amou de tal maneira que deu seu único Filho” e nos provou a natureza desse amor na cruz do Calvário, assumindo nossa culpa e oferecendo-nos seu perdão. Seja como pecadores dominados pela culpa, seja como narcisistas auto-indulgentes, todos nós permanecemos indignos do amor de Deus por uma razão simples: Não podemos compreender, experimentar, nem mesmo responder à pureza, santidade e perfeição do amor divino, se não for por meio de Cristo. O pecado não nos permite isso.
No entanto, Deus permanece nos amando em Cristo Jesus. Isto significa que, por causa da humanidade de Cristo e por ter ele assumido sobre si nossas culpas e pecados, e ter se oferecido a Deus em sacrifício por nós, o amor de Deus nos é doado gratuitamente por meio dele. Isto é graça. Não fizemos nada por merecer, continuamos indignos, mas Deus, em Cristo, revelou-nos seu amor e, por meio da fé, experimentamos a graça redentora.
É o amor de Deus que nos redime das incompreensões do amor, seja da culpa ou de qualquer forma de narcisismo. É esse amor que nos abre tanto para receber gratuitamente o perdão e a bondade quanto para repartir. É o amor de Deus em Cristo que nos liberta do pecado ou da auto-indulgência e nos conduz num caminho de comunhão e liberdade. É esse amor que nos liberta do egoísmo e nos transforma em pessoas altruístas. Que a graça de Deus, mais uma vez, seja generosa sobre todos nós, libertando-nos das incompreensões do amor.

Ricardo Barbosa de Souza é conferencista e pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasilia.



10 de ago. de 2011

Ansiedade - Arthur W. Pink



“Não andeis ansiosos de coisa alguma” — Filipenses 4:6.

A preocupação é tão definidamente proibida como o roubo. Isto necessita ser cuidadosamente ponderado e definidamente percebido por nós, para que não a escusemos como sendo uma inocente “debilidade”. Quanto mais estivermos convencidos da pecaminosidade da ansiedade, provavelmente mais rápido perceberemos que ela é muito desonrante a Deus, e “lutaremos contra” ela (Hebreus 12:4). Mas como devemos “lutar contra” ela?
Primeiro, suplicando ao Espírito Santo que nos conceda uma profunda convicção de sua enormidade. Segundo, fazendo dela um objeto de oração especial e fervorosa, para que possamos ser libertos deste mal. Terceiro, vigiando seu princípio; e, tão longo estejamos conscientes da perturbação da mente, tão logo detectemos o pensamento incrédulo, levantemos nosso coração a Deus e Lhe peçamos a libertação disso.
O melhor antídoto para a ansiedade é a freqüente meditação sobre a bondade, o poder e a suficiência de Deus. Quando o santo pode confiantemente perceber que “O Senhor é o Meu Pastor”, ele deve extrair a conclusão, “Nada me faltará!” Imediatamente após a nossa exortação lemos, “porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”. Nada é grande demais e nada é pequeno demais para ser apresentado e lançado diante do Senhor. O “com ações de graças” é muito importante, todavia, este é o ponto no qual a maioria de nós falha. Ele significa que antes de recebermos a resposta de Deus, agradecemos-Lhe pela mesma: é a confiança do filho esperando seu Pai ser gracioso.
“Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes”. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:25,33).


Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 22 de Janeiro de 2005.


Degradação! - Josemar Bessa




Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; 2 Coríntios 6:17

E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. Atos 2:4

8 de ago. de 2011

Vídeo Memorial de John Stott (1921-2011)


Se a cruz não for o centro da nossa religião, a nossa religião não é a de Jesus. (John Stott)
Postamos semana retrasada a notícia da morte de John Stott, junto com uma curta biografia e um trecho de seu livro Cruz de Cristo. Hoje, trazemos um curto vídeo com sua biografia e um excelente texto extraído de seu livro Crer é Também Pensar, abordando a importância da santificação e dedicação de nossa mente – algo negligenciado por muitas seitas e/ou cristãos enganados, que negando o papel da mente na vida cristã caíram no emocionalismo, sendo que devemos nos lembrar que o primeiro mandamento incluí toda nossa mente.

Vídeo produzido pela All Souls Church
Tradução: Editora Ultimato

John Stott - A Busca da Santidade

Muitos dos segredos da santidade nos são revelados nas páginas da Bíblia. De fato, um dos objetivos principais da Escritura é mostrar ao povo de Deus como levar uma vida que lhe seja digna e que lhe agrade. Porém um dos aspectos mais negligenciados na busca da santidade é a parte que compete à mente, conquanto o próprio Jesus tenha posto o assunto fora de qualquer dúvida quando prometeu: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. É mediante a sua verdade que Cristo nos liberta da escravidão do pecado. De que forma? Onde se encontra o poder libertador da verdade?
Para começarmos, precisamos ter um quadro bem claro do tipo de pessoa que Deus pretende que sejamos. Temos de conhecer a lei moral de Deus e os mandamentos. Como o expressou John Owen: “o bem que a mente não é capaz de descobrir, a vontade não pode escolher, nem as afeições podem se apegar”.. Portanto, “na Escritura o engano da mente comumente se apresenta como o princípio de todo pecado”.
O melhor exemplo disso pode-se encontrar na vida terrena do nosso Salvador. Por três vezes o diabo aproximou-se dele e o tentou no deserto da Judéia. Nas três vezes Ele reconheceu se má a sugestão que lhe fizera Satanás e contrária à vontade de Deus. Três vezes Ele se opôs à tentação com a palavra gegraptai: “está escrito”. Jesus não deu margem a qualquer discussão ou argumentação. A questão já estava decidida, logo de partida, em sua mente. Pois a Escritura estabelecera o que é certo. Este claro conhecimento bíblico da vontade de Deus é o segredo básico de uma vida reta.
Não basta sabermos o que deveríamos ser, entretanto. Temos de ir mais além, resolvendo, em nossas mentes, a alcançá-la. A batalha é quase sempre ganha na mente. É pela renovação de nossa mente que nosso caráter e comportamento se transformam. Assim é que, seguidamente, a Escritura nos exorta a uma disciplina mental nesse sentido. “Tudo o que é verdadeiro”, diz ela, “tudo o que respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”.
De novo: Se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.
De novo ainda: “Os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz”.
O autocontrole é, antes de tudo, o controle da mente. O que semeamos em nossas mentes, colhemos em nossas ações. “Ler É Viver” foi o lema de uma recente campanha publicitária. É um testemunho do fato de que a vida não consiste apenas em trabalhar, comer, dormir. A mente tem de ser também alimentada. E o tipo de comida que nossas mentes receberem determinará que tipo de pessoa seremos. Mentes sadias têm um apetite sadio. Temos de satisfazê-las com alimento saudável, e não com drogas e venenos intelectuais perigosos.
Há, entretanto, uma outra espécie de disciplina mental a que somos convocados no Novo Testamento. Temos que considerar não somente o que deveríamos ser, mas também o que, pela graça de Deus, já somos. Devemos constantemente nos lembrar do que Deus já fez por nós, e dizer a nós mesmos: “Deus uniu-me com Cristo em sua morte e ressurreição, e assim acabou com a minha velha vida e me deu uma vida completamente nova em Cristo. Adotou-me em sua família e me fez seu filho. Pôs em mim seu Espírito Santo, fazendo de meu corpo seu templo. Também tornou-se seu herdeiro e prometeu-me um destino eterno, consigo, no céu. Isto é o que Ele fez para mim e em mim. Isto é o que sou em Cristo”.
Paulo não se cansa de nos incitar a que deixemos nossas mentes pensar nessas coisas. “Quero que saibais”, ele escreve. “Porque não quero, irmãos, que ignoreis…”E cerca de dez vezes em suas cartas aos Romanos e Coríntios ele profere esta pergunta incrédula: “Não sabeis…” “Não sabeis que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus , fomos batizados na sua morte?” Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos…? “Não sabeis que sois santuários de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” “Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo?
A intenção do apóstolo nesta enxurrada de perguntas não é apenas fazer-nos sentir envergonhados por nossa ignorância. É antes fazer com que nos dizem respeito, as quais de fato nos são bem conhecidas; e que falemos entre nós sobre elas até o ponto em que se apoderem de nossas mentes e moldem o nosso caráter. Não se trata do otimismo de autoconfiança de Norman Vicent Peale, cujo método procura conseguir que façamos de conta que somos algo que não somos. O método de Paulo é nos lembrar do que realmente somos, porque assim nos fez Deus em Cristo.
Por John Sttot. Extraído do livro: Crer é também pensar
Disponibilizado por: monergismo.com

Hernandes Dias Lopes - A PEDAGOGIA DA TEMPESTADE - TEMPESTADES NOS TREINAM - C. H. Spurgeon





TEMPESTADES NOS TREINAM - C. H. Spurgeon

A fé não provada pode ser fé verdadeira, mas certamente uma fé pequena, sendo provável que permaneça acanhada enquanto não enfrenta provações. A fé prospera muito bem quando todas as coisas são contra ela: As tempestades são suas treinadoras e os raios são seus iluminadores.Quando reina uma calmaria sobre o mar, estendam as velas como quiserem, o navio não se move pra o seu porto; pois sobre um oceano sonolento a quilha também adormece. Deixemos que os ventos soprem uivando e que as águas se levantem, e então, embora o barco possa balançar, o convés seja levado pelas ondas, e seu mastro possa ranger pela pressão da vela distendida e expandida, ele tomará o rumo do encoradouro desejado.As flores não ostentam azul tão encantador como aquelas que crescem ao pé de uma geleira; as estrelas que cintilam não o fazem tão brilhantemente como aquelas que faíscam no céu polar; ad águas não têm sabor mais doce que as que jorram no meio da areia do deserto; e nenhuma fé é mais preciosa do que a que vive e triunfa na adversidade.A fé provada traz-nos experiência – “O valor da vossa fé” (1Pe 1.7). Você não poderia ter acreditado em sua própria fraqueza, se não tivesse sido compelido a passar através de rios; e nunca teria conhecido a força de Deus, se não tivesse suportado as correntes de água. A fé aumenta na solidez, certeza a intensidade, quanto mais ela for exercitada com tribulação. A fé é preciosa, e seus testes são igualmente preciosos.Não permitamos, porém, que isto desanime aqueles que são jovens na fé. Você terá suficiente provações sem precisar procurá-las: a plena porção será medida para você na devida ocasião. Enquanto isto, se você ainda não pode reivindicar o resultado de longa experiência, agradeça a Deus a graça que possui; louve-o por aquele grau de santa confiança que você já alcançou: onde de acordo com aquela regra, e terá ainda mais e mais bênçãos de Deus, até que sua fé remova montanhas e vença os impossíveis

A Cruz te Salvou do Mundo? - Josemar Bessa


Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Gálatas 6:14


A Cruz de Cristo
por
J.C. Ryle

O que você pensa acerca da cruz de Cristo? Talvez você considere esta questão como algo de somenos importância; não obstante, dela depende intensamente o bem-estar eterno de sua alma.
Há mil e oitocentos anos atrás, houve um homem que disse gloriar-se na cruz de Cristo. Foi alguém que revirou o mundo de cabeça para baixo pelas doutrinas que pregava. De todos os homens que já viveram neste mundo, foi ele quem mais contribuiu para o estabelecimento do Cristianismo. E mesmo assim, foi este homem quem disse aos Gálatas:
Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”, Epístola de Paulo Aos Gálatas 6.14
Leitor, a “cruz de Cristo” deve ser um assunto verdadeiramente importante para que um apóstolo inspirado fale de tal forma sobre ela. Deixe-me tentar demonstrá-lo o verdadeiro significado desta expressão. Uma vez reconhecendo o que significa a cruz de Cristo, com a ajuda de Deus você se tornará capaz de perceber a importância dela para a sua alma.
A palavra cruz, na Bíblia, algumas vezes faz referência à cruz de madeira na qual o Senhor Jesus foi cravado e posto para morrer, no Calvário. Isto é precisamente o que São Paulo tinha em sua mente quando falou aos Filipenses que Cristo “foi obediente até a morte, e morte decruz” (Fp 2.8). Contudo, esta não era a cruz na qual São Paulo se gloriava. Ele esquivar-se-ia com horror da idéia de gloriar-se em um mero pedaço de madeira. Eu não tenho quaisquer dúvidas de que ele denunciaria a adoração católica romana do crucifixo como profana, blasfema e idolátrica.
cruz, em outras vezes, é atinente às aflições e provações que os crentes atravessam pela causa da religião que professam, quando seguem a Cristo fielmente. Este é o sentido no qual nosso Senhor usa a palavra, quando diz: “Aquele que não toma a sua cruz, e segue-me, não é digno de mim” (Mt 10.38). Este também é o sentido no qual Paulo usa a palavra quando escreve aos Gálatas. Ele conhecia bem esta cruz. Deveras, ele a carregava pacientemente; no entanto, também não é sobre isto que ele está falando aqui.
Mas a palavra cruz também se refere, em alguns outros lugares da Escritura, à doutrina de que Cristo morreu pelos pecadores sobre a cruz, - a expiação que Ele fez pelos pecadores, por Seus sofrimentos em favor deles sobre a cruz – o completo e perfeito sacrifício pelo pecado que Jesus ofereceu quando deu Seu próprio corpo para ser crucificado. Em suma, este termo, “a cruz”, aponta para Cristo crucificado, o único Salvador. Este é o significado no qual Paulo usa a expressão, quando fala aos coríntios: “A pregação da cruz é loucura para os que perecem” (1 Co 1.18). E este também é o significado do que ele escreveu aos Gálatas: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”. Ele está dizendo simplesmente isto: “Eu não me glorio em nada mais, exceto em Cristo crucificado, como a salvação de minha alma”.
Leitor, Jesus Cristo crucificado era a alegria e o deleite, o conforto e a paz, a esperança e a confiança, a fundação e o lugar de descanso, a arca e o refúgio, o alimento e o remédio da alma de Paulo. Ele não considerava que teria de executar algo por si mesmo ou padecer por si mesmo. Ele não era mediado por sua própria bondade e nem por sua própria retidão. Ele amava pensar naquilo que Cristo havia feito, e naquilo que Cristo havia sofrido - a morte deCristo, a justiça de Cristo, a expiação de Cristo, o sangue de Cristo, a obra finalizada de Cristo. Nisto, sim, ele se gloriava. Este era o sol de sua alma.
Este era o assunto que sobre o qual ele amava pregar. O apóstolo Paulo foi um homem que percorreu a terra proclamando aos pecadores que o Filho de Deus havia derramado o sangue de Seu próprio coração para salvar-lhes. Ele caminhou por todos os lugares neste mundo falando às pessoas que Jesus Cristo as amava, a ponto de morrer pelos seus pecados sobre a cruz. Observe como ele diz aos coríntios: “Eu vos entreguei o que primeiro recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados” (1 Co 15.3); “eu me determinei a não saber de qualquer coisa entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado” (1 Co 2.2). Ele – um blasfemo, fariseu perseguidor – havia sido lavado no sangue de Cristo; de tal modo a não poder deixar de sustentar sua paz sobre este sangue. Por isso ele nunca se cansava de falar da história da cruz.
Este foi o tema sobre o qual ele amava alongar-se quando escrevia aos crentes. É maravilhoso observar como suas epístolas geralmente são repletas dos sofrimentos e da morte de Cristo - como elas discorrem sobre "pensamentos que inspiram e palavras que ardem" sobre o amor e o poder das agonias de Cristo. Seu coração parece cheio deste assunto: ele discorre sobre isto constantemente e retoma o tema continuamente. É o fio de ouro que perpassa todo seu ensino doutrinário, e todas as exortações práticas. Ele parece pensar que mesmo para o cristão mais maduro nunca é demais ouvir sobre a cruz.
Foi sobre isto que ele viveu toda sua vida, desde o tempo de sua conversão. Ele diz aos gálatas: “A vida que agora eu vivo na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, o qual me amou, e a si mesmo se deu por mim” (Gl 2.20). O que o faz tão forte para o labor? O que o faz tão disposto para a obra? O que o faz tão incansável em esforçar-se para salvar alguns? O que o faz tão perseverante e paciente? Eu vou dizê-lo, qual o segredo disto tudo. Ele sempre se alimentava pela fé do corpo de Cristo e do sangue de Cristo. Jesus Cristo foi a comida e a bebida de sua alma.
E leitor, você pode estar convicto de que Paulo estava correto. Confiar nela, isto é, na cruz de Cristo, - a morte de Cristo sobre a cruz para fazer a expiação pelos pecadores – é a verdade central ao longo de toda a Bíblia. Esta é a verdade que encontramos logo ao abrirmos no livro do Gênesis. A semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente - isto não é outra coisa senão uma profecia de Cristo crucificado. Deveras, esta é a verdade que brilha, por trás do véu, em toda a lei de Moisés e na história dos judeus. Os sacrifícios diários, o cordeiro pascal, ocontínuo derramamento de sangue no tabernáculo e no templo - tudo isto são sombras do Cristo crucificado. E esta é a verdade que também vemos ser honrada na visão do céu, antes do fechamento do livro das Revelações: “Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto”(Ap 5.6). De fato, mesmo em meio à glória celestial nós encontramos uma visão de Cristo crucificado. Tire a cruz de Cristo, e a Bíblia será um livro obscuro. Ela seria como os hieróglifos egípcios, sem a chave que interpreta o seu significado – curiosa e maravilhosa, mas sem qualquer serventia real.
Leitor, observe bem o que eu lhe digo. Você pode conhecer uma boa porção da Bíblia. Pode conhecer os contornos das histórias nela contidas, e até a data dos eventos que a Bíblia descreve, assim como alguém pode conhecer a história da Inglaterra. Você pode conhecer os nomes dos homens e mulheres nela mencionados, assim como um homem conhece César, Alexandre o Grande, ou Napoleão. Você pode conhecer vários preceitos da Bíblia, e os admirar, assim como um homem admira Platão, Aristóteles, ou Sêneca. Mas se você ainda não descobriu que Cristo crucificado é o fundamento de cada livro, você tem lido a Bíblia até agora de modo muito pouco proveitoso. Sua religião é um céu sem um sol, um arco sem um fecho, um compasso sem uma agulha, um relógio sem molas ou valores, um candeeiro sem óleo. Ela não o confortará. Ela não livrará a sua alma do inferno.
Leitor, observe mais uma vez o que eu lhe digo. Você pode conhecer bastante acerca de Cristo, tendo alguma espécie de conhecimento intelectual. Você pode conhecer bem quem Ele foi, e onde Ele nasceu, e o que Ele fez. Você pode conhecer Seus milagres, Suas falas, Suas profecias, e Suas ordenanças. Você pode saber como Ele viveu, como Ele sofreu, e como Ele morreu. Contudo, pode-se conhecer o poder da cruz de Cristo experimentando-o; deveras - a menos que você saiba e reconheça que aquele sangue derramado sobre a cruz lavou seus próprios pecados particulares, e a menos que você esteja disposto a confessar que sua salvação depende inteiramente da obra que Cristo realizou sobre a cruz -, se não for esse o seu caso, Cristo não lhe será em nada proveitoso. Sim, o mero conhecimento do nome de Cristo jamais o salvará. Você deve conhecer a Sua cruz e o Seu sangue, ou então acabará morrendo em seus próprios pecados.
Leitor, enquanto você viver, tome cuidado com uma religião na qual não se ouve muito da cruz. Você vive em tempos nos quais a cautela, lamentavelmente, é necessária. Cuidado, eu repito, com uma religião sem a cruz.
Há centenas de lugares de adoração nestes dias, nos quais se encontram quase todas as coisas, exceto a cruz. Há carvalhos gravados, e pedras esculpidas; há vidros coloridos, e pinturas esplêndidas; há serviços solenes, e uma constante série de ordenanças; mas a cruz real de Cristo não há. Jesus crucificado não é proclamado no púlpito. O Cordeiro de Deus não é exaltado, e a salvação mediante a fé n’Ele não é livremente proclamada. E, por conseguinte, todos estes lugares estão em erro. Leitor, acautele-se de tais lugares de adoração. Eles não sãoapostólicos. Eles não haveriam de satisfazer a São Paulo.
Há milhares de livros religiosos publicados hodiernamente, nos quais se acham quase todas as coisas, exceto a cruz. Eles são plenos de direcionamentos sobre os sacramentos, e louvores da Igreja; eles abundam em exortações para uma vida santa, e em regras para a consecução da perfeição; eles apresentam fartura de fontes e cruzes, tanto interna quanto externamente;mas a cruz real de Cristo é deixada de fora. O Salvador e Seu amor agonizante tampouco são mencionados, ou o são de um modo anti-escriturístico. E, por conseguinte, todos estes livros são piores do que imprestáveis. Eles são não apostólicos. Eles jamais satisfariam a São Paulo.
Leitor, São Paulo não se gloriava em nada mais, a não ser na cruz. Esforce-se para também ser assim. Coloque Jesus crucificado sempre diante dos olhos de sua alma. Não ouça qualquer ensino que interponha algo entre você e Ele. Não caia no antigo erro dos gálatas. Não pense que alguém nestes dias seja melhor guia do que os apóstolos. Não se envergonhe das antigas veredas, nas quais percorreram homens que foram inspirados pelo Espírito Santo. Não deixe que a conversa vazia de homens que proferem grandes palavras dilatadas sobre a catolicidade, e a igreja, e o ministério, perturbem a sua paz, e o façam despreender-se da cruz. As igrejas, os ministros e os sacramentos são todos importantes a seu próprio modo, mas eles não são Cristo crucificado. Não dê a glória de Cristo a nenhum outro. “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”.
Leitor, pus tais pensamentos diante de sua mente. O que você pensa agora sobre a cruz de Cristo? Eu não posso dizer; mas não posso desejar a você algo melhor do que isto – que você possa ser capaz de dizer com o apóstolo Paulo, antes de você morrer ou apresentar-se ao Senhor, “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”. Amém.
Fonte: Site "Em Espírito" - http://www.emespirito.hpg.ig.com.br/

5 de ago. de 2011

O TEMOR A DEUS - JOÃO CALVINO - John Piper – Com Temor e Tremor



O TEMOR DE DEUS QUE NO CRENTE É FILIAL, NO INCRÉDULO É SERVIL

Mas o que João afirma, que “no amor não há temor, mas o perfeito amor lança fora o temor, porquanto o temor tem a ver com punição” [1Jo 4.18], em nada destrói estas postulações. Pois ele está falando do terror da incredulidade, do qual este temor dos fiéis difere muitíssimo. Ora, tampouco os ímpios temem a Deus só porque se arreceiem de incorrer-lhe no desagrado; o que ousariam, se deveras o pudessem impunemente; mas porque sabem estar ele armado do poder de represália, são sacudidos de pavor ao ouvir falar de sua ira. E também assim temem sua ira, porque a julgam sobrepairar-lhes ameaçadora, pelo que esperam a cada momento lhes haja de cair na cabeça.

Os fiéis, porém, como foi dito, não só temem a ofensa mais do que o castigo, nem são perturbados pelo medo de punição, como se lhes pendesse o castigo, mas também se tornam mais cautos para que não incorram nele. Assim o Apóstolo, quando fala aos fiéis: “Não vos enganeis”, diz ele, “porque por esse meio advém a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” [Ef 5.6], não ameaça que sobre eles ela haverá de descer, mas os adverte a que pensem na ira do Senhor preparada para os ímpios, por causa dessas impiedades que enumerara, para que não queiram experimentá-la também eles mesmos. Todavia, raramente acontece que os réprobos se despertem e se sintam movidos pelas simples ameaças, senão que, já tardos e embotados por seu endurecimento, sempre que do céu Deus troveja com palavras, acirram ainda mais sua contumácia. Mas, tocados por sua mão, queiram ou não, são compelidos a temer. 

A este temor  chamam geralmente servil e o contrastam ao temor natural e espontâneo que convém aos filhos. Introduzem outros, sutilmente, uma espécie intermediária desse temor, visto que essa disposição servil e compulsória por vezes domina os ânimos de tal modo que se aproximam deliberadamente ao temor de Deus.

Fonte: OCalvinista.com

Sem Temor dos Homens


C. H. SPURGEON “Eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal” (At 18.10)Enquanto o Senhor tinha um serviço a ser realizado por Paulo em Corinto, a fúria da multidão foi restringida. Os judeus se opuseram e blasfemaram, porém não puderam interromper a pregação do evangelho, nem impedir a conversão dos ouvintes. Deus tem autoridade sobre as mentes mais rebeldes. Ele faz a ira dos homens louvá-lo, quando ela irrompe. Todavia, Ele revela muito mais a sua bondade quando restringe a ira dos homens; e Deus pode restringi-la. “Pela grandeza do teu braço, emudeceram como pedra; até que passe o teu povo, ó Senhor” (Êx 15.16).Portanto, querido irmão, não sinta qualquer temor dos homens, quando você sabe que está cumprindo seu dever. Continue em frente, como Jesus o teria feito; e aqueles que se opõem se tornarão semelhantes a canas quebradas e a canas torcidas que fumegam. Muitas vezes as pessoas têm motivo para sentir medo, porque elas mesmas são medrosas. No entanto, uma fé intrépida em Deus lança fora o medo, como se fosse uma teia de aranha no caminho de um gigante. Nenhum homem pode nos prejudicar, a menos que o Senhor o permita. Aquele que faz Satanás recuar diante de uma só palavra certamente pode controlar os agentes dele. Talvez estes sintam mais medo de você do que você sente deles. Portanto, avance e, onde você esperava se deparar com inimigos, encontrará amigos.FONTE:http://jbdevocionais.blogspot.com/ 





Paul Waher – Um Evangelho Escandaloso


“Não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” Romanos 1:16
Paulo, na carne, tinha razões para se envergonhar do Evangelho que pregava, porque contradizia tudo o que se cria ser verdadeiro e sagrado entre os seus contemporâneos. Para os judeus, o Evangelho era a pior blasfêmia porque reivindicava que o Nazareno que morreu amaldiçoado no Calvário era o Messias. Para os gregos, era o pior absurdo porque reivindicava que este Messias Judeu era Deus feito carne. Assim, Paulo sabia que quando abrisse a boca para falar o Evangelho, seria completamente rejeitado e ridicularizado, desprezado, a menos que o Espírito Santo interviesse e se movesse nos corações e mentes dos seus ouvintes. Nos nossos dias, o Evangelho primitivo não é menos ultrajante, pois ainda contradiz os princípios, ou os “-ismos”, da cultura contemporânea: o relativismo, o pluralismo e o humanismo.
NÃO É TUDO RELATIVO
Vivemos na era do Relativismo – um sistema de crenças baseado na absoluta certeza de que não há absolutos. Hipocritamente aplaudimos homens que buscam a verdade, mas executamos em praça pública qualquer um que seja arrogante o suficiente para acreditar que a encontrou. Vivemos numa era de trevas auto-impostas, e a razão disso acontecer é clara. O homem natural é uma criatura decaída, é moralmente corrupto, obstinado na sua autonomia (i.e.,no seu auto-governo). Odeia a Deus porque Ele é Justo, e odeia as Suas leis porque censuram e restringem a sua maldade. Ele odeia a verdade porque revela o que ele realmente é. Ele quase acaba com o que ainda permanece na sua consciência. Portanto, o homem decaído busca empurrar a verdade – especialmente a verdade sobre Deus – para o mais longe possível. Ele vai até onde for preciso para suprimir a verdade, mesmo a ponto de fingir que tal coisa não existe ou que, se existe, não pode ser conhecida nem ter alguma coisa a ver com as nossas vidas. Não é Deus que se esconde, é o homem. O problema não é o intelecto, é a vontade. Como um homem que esconde a sua cabeça na areia para evitar o ataque de um rinoceronte, o homem moderno nega a verdade de um Deus justo e os Seus absolutos morais, na esperança de silenciar a sua consciência e de esquecer o julgamento que ele sabe ser inevitável. O Evangelho cristão é um escândalo para o homem e para a sua cultura, porque faz a única coisa que ele mais quer evitar – desperta-o do seu auto-imposto “sono” para a realidade da sua situação decaída, da sua rebelião; chama-o à rejeição da sua autonomia e à submissão a Deus, através do arrependimento e fé em Jesus Cristo.
NÃO ESTÃO TODOS CORRETOS
Vivemos numa era de Pluralismo – um sistema de crenças que põe fim à verdade, declaran do que tudo é verdade, especialmente no que diz respeito à religião. Pode ser difícil para o cristão contemporâneo entender, mas os cristãos que viveram nos primeiros séculos da fé foram marcados e perseguidos como se fossem ateus. A cultura que os envolvia estava imersa em teísmo. O mundo estava cheio de imagens de deuses, a religião era um negócio crescente. Os homens não só toleravam os deuses uns dos outros, como também os trocavam e partilhavam. O mundo religioso ia muito bem até chegarem os cristãos e declararem que “deuses feitos com as mãos não são deuses.” Eles negaram aos Césares as honras que eles exigiam, recusaram dobrar os joelhos aos outros ditos “deuses”, e confessaram Jesus apenas como Senhor de tudo. O mundo inteiro assistiu boquiaberto a tal arrogância e reagiu com fúria contra a intolerável intolerância dos cristãos à tolerância.
Este mesmo cenário abunda no nosso mundo hoje em dia. Contra toda a lógica, dizem-nos que todas as posições em relação à religião e moralidade são verdadeiras, não importa quão radicalmente diferente se contraditórias possam ser. O aspecto mais espantoso de tudo isto é que, através dos incansáveis esforços da mídia e do mundo acadêmico, isto rapidamente se tornou a opinião da maioria. Contudo, o pluralismo não lida com o problema nem cura a maleita. Apenas anestesia o paciente para que já não sinta nem pense mais. O Evangelho é um escândalo porque despertao homem do seu sono e recusa-se a deixá-lo descansar numa base tão ilógica. Força-o a chegar a alguma conclusão – “Até quando vão coxear entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, sigam-no; mas se é Baal, sigam-no.”
O verdadeiro Evangelho é radicalmente exclusivo. Jesus não é “um” caminho, mas “o” caminho.3 E todos os outros caminhos não são o caminho. Se o cristianismo desse mais um pequeno passo que fosse no sentido de um ecumenicalismo mais tolerante, e trocasse o artigo definido “o” pelo artigo indefinido “um”, o escândalo desapareceria; o mundo e o cristianismo podiam ser amigos. Contudo, quando isto acontecer, o cristianismo deixou de ser cristianismo. Cristo é negado e o mundo fica sem Salvador.
O HOMEM NÃO É A MEDIDA
Vivemos numa era de Humanismo. Nas últimas décadas, o homem tem lutado para expurgar Deus da sua consciência e da sua cultura. Derrubou todos os altares visíveis ao “Único Deus Vivo” e ergueu monumentos para si mesmo, com o zelo de um religioso fanático.Fez de si próprio o centro, a medida e o fim de todas as coisas. Louva o seu mérito inato, exige honra à sua auto-estima e promove a sua auto-satisfação e auto-realização como o maior bem. Justifica a sua consciência culpada com os resquícios de uma antiquada religião de culpa. Procura livrar-se de qualquer responsabilidade pelo caos moral que o envolve, culpando a sociedade, ou pelo menos a parte da sociedade que ainda não atingiu o seu nível de entendimento. A mínima sugestão de que a sua consciência pudesse estar certa no seu testemunho contra ele, ou que ele pudesse ser responsável pelas quase infinitas doenças que há no mundo, é impensável. Por este motivo, o Evangelho é um escândalo para o homem decaído, pois expõe a sua ilusão acerca de si mesmo e convence-o da sua situação decaída e da sua culpa. Esta é, essencialmente, a “primeira ação” do Evangelho; é por isso que o mundo detesta tanto a pregação do verdadeiro Evangelho. Arruína a sua festa – estraga prazeres – destrói a sua fantasia e expõe que “o rei vai nu”.
As Escrituras reconhecem que o Evangelho de Jesus Cristo é uma “pedra de tropeço”4 e “loucura” para os homens, em todas as gerações e culturas. Contudo, tentar remover o escândalo da mensagem é invalidar a cruz de Cristo e o seu poder salvador. Temos que entender que o Evangelho não apenas é escandaloso, mas que é suposto que o seja!Através da loucura do Evangelho, Deus destruiu a sabedoria dos sábios, frustrou a inteligência das grandes mentes e abateu o orgulho de todos os homens, para que no fim nenhuma carne se possa gloriar na Sua presença, mas como está escrito: “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.”
O Evangelho de Paulo não só contradizia a religião, a filosofia e a cultura dos seus dias, mas declarava-lhes guerra. Recusava tréguas ou tratados com o mundo e satisfazia-se com nada menos do que absoluta rendição da cultura ao senhorio de Jesus Cristo. Fazemos bem em seguir o exemplo de Paulo. Temos que ser cuidadosos para evitar qualquer tentação de conformarmos o nosso Evangelho às modas de hoje ou aos desejos de homens carnais. Não temos o direito de deturpar, de suavizar a sua ofensa nem de civilizar as suas exigências radicais, para o tornarmos mais atraente a um mundo caído ou a carnais membros de igrejas. As nossas igrejas estão cheias de estratégias para serem mais “agradáveis”, pondo o Evangelho noutra embalagem, removendo a pedra de tropeço e amaciando o gume da espada, para ser mais aceitável aos homens carnais. Devemos ser sensível ao que busca, mas devemos perceber que: há só Um que busca e este é Deus. Se nos esforçamos para fazer nossas igrejas e mensagens confortáveis, façamos confortáveis para Ele. Se queremos erguer uma igreja ou ministério, vamos fazê-lo com uma paixão por glorificar a Deus e com um desejo de não ofender a Sua glória. Não importa o que o mundo vai pensar de nós! Não buscamos honras na terra, mas a honra do céu deve ser o nosso desejo.
Por Paul Washer | HeartCry Magazine Nov-Dez 2008, nº59, “AscandalousGospel”, usado com permissão.
Revisão: voltemosaoevangelho.com






Evangelismo e Ação Social por John R. W. Stott - Evangelismo - Paulo Junior || Escola Obreiro Aprovado (Aula 12)



Evangelismo e Ação Social
por
John R. W. Stott

818. Um dualismo anti-bíblico
O recente debate sobre os méritos rivais do evangelismo e da responsabilidade social nunca são necessários. Ele expressa um dualismo anti-bíblico entre corpo e alma, este mundo e o porvir. Em qualquer caso somos chamados tanto para testemunhar como para servir; ambos são partes de nosso ministério e missão cristã.
- Extraído de “Sua Confirmação” (rev. edn. London: Hodder and Stoughton, 1991), p. 145.

819. Quem é o meu próximo?
Nossa negligência evangélica do interesse social até os anos recentes, e todo o argumento sobre o evangelismo e a ação social, tem sido tanto inadequada como desnecessária. Certamente os cristãos evangélicos têm totalmente o direito de rejeitar o assim chamado 'evangelho social' (que substitui as boas novas da salvação com uma mensagem de aperfeiçoamento social), mas é incrível que nós jamais deveríamos ter colocado a obra evangelística e social uma contra a outra como alternativas. Ambas deveriam ser expressões autênticas de amor ao próximo. Pois quem é o meu próximo, para que eu o ame? Ele não é uma alma sem corpo, nem um corpo sem alma, nem um indivíduo privado divorciado do envolvimento social. Deus fez o homem um ser físico, espiritual e social. Meu próximo é um corpo e alma em comunidade. Eu não posso reivindicar amar meu próximo se estou realmente preocupado com apenas um aspecto dele, seja sua alma ou seu corpo, ou sua comunidade.
- Extraído “Ande Sob os Seus Pés” (London: IVP, 1975), p. 16.

820. Uma parceria no evangelismo
Há um modo de expressar a relação entre o evangelismo e a ação social, a qual creio ser verdadeiramente cristã, a saber, de que a ação social é *uma parceira do evangelismo*. Como parceiros os dois pertencem um ao outro e, todavia, são independentes um do outro. Cada um permanece de pé por si mesmo e em seu próprio direito ao lado do outro. Nem é algum deles um meio para o outro, ou nem mesmo uma manifestação do outro. Porque cada um é um fim em si mesmo. Ambos são expressões de amor genuíno.
- Extraído “A Missão Cristã no Mundo Moderno” (London: Falcon, 1975), p. 27. 
821. Nenhum 'evangelho social'
O reino de Deus não é uma sociedade cristianizada. É a regra divina nas vidas daqueles que reconhecem Cristo. Ele deve ser 'recebido', 'entrado' ou 'herdado', Ele disse, pela humilde e penitente fé nEle. E sem um novo nascimento é impossível vê-lo, muito menos entrar nele. Aqueles que o recebem como uma criança, contudo, encontram-se a si mesmos como membros de uma nova comunidade do Messias, que é chamada para exibir os ideais de Seu governo do mundo e assim apresentar ao mundo uma realidade social alternativa. Esta mudança social do evangelho do reino é totalmente diferente do 'evangelho social'. Quando Rauschenbusch [1] deu um caráter político ao o reino de Deus, é compreensível (embora lamentável) que, em reação a ele, os evangélicos se concentraram no evangelismo e na filantropia social, e se afastaram da ação sócio-política.
- Extraído “Assuntos que Confrontam os Cristãos Hoje” (London: Collins/Pickering, 1990), p. 7.
[1] Walter Rauschenbusch (1861-1918) - Pastor batista americano; pai do evangelho social; ensinou no Seminário Teológico de Rochester; tentou alcançar as pessoas doHell's Kitchen; escreveu Cristianismo e a Crise Social e Uma Teologia para o Evangelho Social. [Nota do tradutor].

822. Um aspecto da conversão
A responsabilidade social torna-se um aspecto não somente da missão cristã, mas também da conversão cristã. É impossível ser verdadeiramente convertido a Deus sem ser através disso convertido ao nosso próximo.
- Extraído de “A Missão Cristã no Mundo Moderno” (London: Falcon, 1975), p. 53.

823. Amor e justiça
A cruz é uma revelação da justiça de Deus tanto como de Seu amor. Isto é o porquê a comunidade da cruz deveria se concentrar tanto com a justiça social como com a filantropia amorosa. Nunca é suficiente ter piedade das vítimas de injustiça, se não fazemos nada para mudar a situação dos injustiçados. Os Bons Samaritanos sempre serão necessários para socorrer aqueles que são assaltados e roubados; todavia, seria bem melhor libertar a estrada de Jerusalém-Jericó de salteadores.
- Extraído de “A Cruz de Cristo” (Leicester and Downers Grove: IVP, 1986), p. 292.

824. Compaixão Genuína
Nós somos enviados ao mundo, como Jesus, para servir. Porque isto é a expressão natural de nosso amor aos nossos próximos. Nós amamos. Nós vamos. Nós servimos. E nisto não temos (ou não deveríamos ter) nenhum motivo escondido. É verdade, o evangelho carece de visibilidade se meramente o pregamos, e carece de credibilidade se nós, que o pregamos, estamos interessados somente nas almas, e não temos interesse sobre o bem-estar dos corpos, situações e comunidades das pessoas. Todavia, a razão de nossa aceitação da responsabilidade social não é para dar primariamente ao evangelho uma visibilidade, nem uma credibilidade, nem mesmo para suprir alguma outra carência; mas, ao invés disso, para simplesmente demonstrar uma compaixão genuína. O amor não precisa se justificar. Ele meramente se expressa no serviço, não importa quando ele se mostre necessário.
- Extraído de “A Missão Cristã no Mundo Moderno” (London: Falcon, 1975), p. 30.


825. Palavras e obras
No ministério de Jesus palavras e obras, pregação do evangelho e serviço misericordioso, andam de mãos dadas. Suas obras expressam suas palavras, e suas palavras explicam suas obras. Deve ser o mesmo conosco. As palavras são abstratas, elas necessitam serem incorporadas em feitos de amor. As obras são ambíguas, elas necessitam serem interpretadas pela proclamação do evangelho. Guarde as palavras e as obras juntas no serviço e no testemunho da Igreja.
- Extraído de “Evangelismo e Responsabilidade Social”, Southern Cross (Outubro de 1980), p. 23.

826. O instrumento da mudança
O evangelismo é o maior instrumento de mudança social. Porque o evangelho muda pessoas, e pessoas mudadas podem mudar a sociedade.
- Extraído de “Assuntos que Confrontam os Cristãos Hoje” (London: Collins/Marshall Pickering, 1990), p. 71.

827. Nenhuma sociedade perfeita
Os seguidores de Jesus são otimistas, mas não utópicos. É possível melhorar a sociedade; mas uma sociedade perfeita espera o retorno de Jesus Cristo.
- Extraído de “Que é o Homem?” (London: National Prayer Breakfast Committee, 1989).

828. Igreja e comunidade
Ao urgir para que evitemos a escolha ingênua entre evangelismo e ação social, eu não estou implicando que todo cristão individualmente deva estar igualmente envolvido em ambos. Isto seria impossível. Além do mais, devemos reconhecer que Deus chama pessoas diferentes para ministérios diferentes e capacita-os com dons apropriados aos seus chamados...
Embora todo cristão de uma forma individual deva descobrir como Deus o chamou e dotou, eu me aventuro a sugerir que a igreja local como um todo deva estar envolvida com a comunidade secular local como um todo.
- Extraído de “Cristianismo Equilibrado” (London: Hodder and Stoughton, 1975), p. 46.

829. Polarização e especialização
Eu sugiro a necessidade de um reconhecimento triplo sobre o evangelismo e a ação social:
(a) Um reconhecimento de que os dois são parceiros na missão cristã...parceiros 'distintos, todavia iguais'. Nem um é uma escusa para o outro, um manto para o outro, ou um meio para o outro. Cada um existe em seu próprio direito como uma expressão de amor cristão. Ambos devem estar inclusos em algum grau no programa de toda igreja local.
(b) Um reconhecimento de que ambos são responsabilidades de todo cristão como um indivíduo. Todo cristão é uma testemunha, e deve usufruir de todas as oportunidades que tiver. Todo cristão é também um servo, e deve responder aos convites para servir, sem considerá-las como meramente ocasiões para evangelismo. Todavia, a situação existencial freqüentemente irá atribuir prioridade a uma ou outra das duas responsabilidades. Por exemplo, o ministério do bom Samaritano para a vítima dos salteadores não foi encher seus bolsos de tratados, mas derramar óleo em suas feridas. Porque isto era o que a situação demandava.
(c) Um reconhecimento de que, embora ambos sejam parte dos deveres da igreja e dos cristãos, todavia, Deus chama pessoas diferentes para ministérios diferentes e as capacita com dons apropriados. Esta é uma dedução necessária da natureza da igreja como o corpo de Cristo. Embora possamos resistir a *polarização* entre evangelismo e ação social, não devemos resistir a *especialização*. Todos não podem fazer tudo. Alguns são chamados para serem evangelistas, outros para serem funcionários públicos, outros para ser ativistas políticos. Dentro de cada igreja loca, a qual como o corpo de Cristo na localidade é comissionada tanto para o evangelismo como para a ação social, há um lugar apropriado para especialistas individuais e para grupos especialistas.
- Extraído de “Evangelismo, Salvação e Justiça Social”, de R. J. Sider com uma resposta de John Stott (2nd edn. Nottingham: Grove Books, 1979), p. 22.



Todos os textos acima foram extraídos e traduzidos dos escritos do Dr. John Stott.
Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 24 de agosto de 2004.

O que é Realmente Evangelismo
por
Paul Mizzi
 

Tentarei definir evangelismo, e trazer à luz sua natureza essencial, a partir de 1 Tessalonicenses 2 e 1 Coríntios 9:15-27.

1 Tessalonicenses 2.
Evangelismo, o proclamar de boas novas, não é fácil. Porque no evangelismo, a igreja ataca as fortalezas de Satanás, que mantém o mundo inteiro no engano. O evangelismo verdadeiro é freqüentemente visto nos cristãos sendo zombados e maliciosamente maltratados, verso 2.
Mas Deus honra o verdadeiro evangelismo e freqüentemente Se agrada em fazer a semente crescer e produzir fruto. O Pai é o Senhor da seara (Lucas 11); Ele concede ou retém o sucesso; Cristo é o construtor de Sua igreja (Mateus 16); o Espírito Santo é o divino Energizador e Comissionador (Atos 13:1ss). Onde o Deus triuno é honrado e Sua doutrina é mantida, os pregadores (em geral) não trabalharão em vão (verso 1).
O verdadeiro evangelismo explora a questão dos motivos: por que essa e aquela pessoa prega o evangelho? É para sua fama, para o seu avanço na escada eclesiástica, para o seu ganho financeiro? Paulo podia assegurar sua sinceridade e seus justos motivos (verso 3). Ele se considerava um servo, ou melhor, um despenseiro a quem foi confiada uma comissão (verso 4). Ele sabia a quem devia agradar. O evangelismo verdadeiro olha primariamente para Deus: é por causa do Seu Nome (Romanos 1:5; 3 João 7) que os evangelistas saem, verso 4.
O evangelista é alguém que poderia dizer aos seus ouvintes: “vocês são queridos por nós”. Ele é um amante de almas. Ele não abusa de sua autoridade. Ele preferirá pregar sem gerar despesas: Paulo algumas vezes trabalhava como um fazedor de tendas para pagar as despesas.
A todo custo, o evangelista deve lembrar que ele é um modelo do evangelho: o evangelho lhe mudou. Seu exemplo fala talvez mais do que suas palavras.

1 Coríntios 9:15-27.
Um ministério de evangelista não é uma tarefa que pode ser escolhida à vontade. Embora todo cristão tenha a responsabilidade de compartilhar o evangelho e dar a razão para a esperança nele, à medida que Deus provê a oportunidade, o evangelista tem uma necessidade posta sobre ele. Ela é seu fardo, uma maravilhosa responsabilidade dal qual ele não pode escapar ou evitar, verso 16. Mesmo que Deus encontre os Seus evangelistas indispostos inicialmente (Moisés, Jeremias, Amós), Ele os faz dispostos e lhes promete Sua presença e capacitação.
O verdadeiro evangelismo é adaptável e flexível, e não rígido. Cristo falou à mulher Samaritana de uma maneira muito diferente da qual Ele Se aproximou do culto Nicodemos. O mesmo evangelho foi apresentado; a aproximação foi moldada pelas necessidades e capacidades dos Seus ouvintes. Este é o porquê Paulo se tornou um servo para todos: aos judeus ele se tornou um judeu...para ganhá-los para Cristo. Isto não é comprometer o conteúdo da mensagem, longe disso. É adaptabilidade.
Paulo falava aos judeus, arrazoando com eles a partir do Antigo Testamento, com o qual eles estavam familiares. Aos filósofos atenienes, ele nunca citou o Antigo Testamento, mas sua mensagem era, contudo, bíblica e o mesmo Cristo era pregado.


Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 09 de Outubro de 2004.
                                                Motivos para Evangelismo
por
Paul Mizzi
 

Não importa o que nos esforcemos para fazer, não o fazemos meramente por causa de uma inclinação, mas, de uma maneira mais importante, por causa de uma forte motivação que nos leva a agir assim.
Na solene e urgente obra de evangelismo, a Escritura delineia os motivos apropriados e sadios para o trabalhador cristão. Os motivos básicos são os seguintes:
1. Nossa própria recepção do Evangelho nos faz responsáveis de dar gratuitamente o que temos recebido gratuitamente. Se tivermos provado e visto que o Senhor é bom, então, Sua salvação certamente é aplicável aos outros também, que são pecadores assim como nós o somos. O apóstolo Paulo e Adoniram Judson exemplificam este motivo.
2. Outro motivo é a compaixão que o Senhor da seara implanta em nossos corações. Seu mandamento dirigido a nós, “Levantai os vossos olhos, para os campos que já estão brancos para a colheita”, fará que vejamos milhares incontáveis ainda sob a escravidão de Satanás, sob o jugo de ferro da idolatria e na escravidão do pecado. William Carey e David Livingstone nos dão uma excelente idéia do que significa ter compaixão pelo perdido.
3. O forte desejo de ser fiel à Grande Comissão (algumas vezes descrita como o 11º mandamento) também age como um motivo. Cristo deve ser obedecido e honrado; seu Nome deve ser ressoado por toda a terra. As pessoas devem aprender a observar Seus mandamentos.
David Brainerd (entre os Índios da América do Norte) e George Whitefield viajaram para todo lugar, em sua fidelidade como despenseiros de Cristo, tendo o Evangelho lhes sido confiado.
4. Finalmente, um profundo senso do amor de Cristo. Como Paulo se expressou: “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação” (2 Coríntios 5:14,18).
C.T.Studd teve este senso do amor de Cristo; ele disse: “Se Jesus Cristo é Deus e morreu por mim, não há sacrifício grande demais que eu possa fazer por Ele”. João Calvino também teve a mesma atitude, o qual, diante da concretização do amor de Cristo, empregou este moto para si mesmo: “Cor meum tibi offero Domine prompte et sincere” (O meu coração te ofereço, ó Senhor, de modo pronto e sincero).

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 09 de Outubro de 2004.

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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