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24 de dez. de 2010

Parecido com o Melhor de Todos

Pr. Clodoaldo Machado
Um ensino claro na Bíblia é que os crentes em Cristo Jesus devem ser como Ele. Ser parecido com Jesus é uma frase que muitos crentes já ouviram, para não dizer que já disseram. Paulo escreveu aos Romanos: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8.29, ênfase acrescentada). Deus estabeleceu Jesus como o modelo que o agrada, aliás, em duas oportunidades Ele falou que Jesus é o Seu Filho amado em quem tem prazer (Mt 3.17; 17.5). Portanto não é segredo para o crente que Deus tem o propósito de torná-lo semelhante a Jesus.
Se devemos então ser como Jesus devemos compreender como foi a vida dEle, apesar de parecer um tanto óbvio dizer que todo crente deve compreender como foi a vida de Jesus. Parece também ser redundante, já que a maioria dos crentes afirma compreender muito bem como foram os anos de vida de nosso Senhor entre nós. Lembram-se do seu nascimento virginal, de sua tentação, dos milagres que operou, do seu sofrimento na cruz. De forma geral parece que a vida de Jesus está na memória de todo crente, até mesmo de alguns que não confiam nEle. Alguém, porém, disse com sabedoria que é preciso compreender não somente o que a Bíblia diz, mas também o que ela quer dizer quando diz o que diz. Isto é verdade sobre a forma como Jesus viveu, muitos sabem dos fatos acontecidos em sua vida, no entanto ficam aquém dos ensinos ali ministrados.
Olhemos para o relato bíblico sobre as horas que antecederam a crucificação. Mateus 26.36-45, conta-nos que após ter deixado o cenáculo, onde havia comido com os discípulos a última páscoa, Jesus foi ao Getsêmani. Seu propósito era orar. Era por volta da meia noite e nosso Senhor começava a sentir o sofrimento da crucificação e resolveu então falar com o Pai em oração. Neste período, o Filho amado de Deus revelou detalhes de seu relacionamento com o Pai. Nesta revelação podemos compreender uma parte de como foi sua vida neste mundo e dar um passo adiante na compreensão do que significa ser como Jesus.
Profundamente triste
Mateus conta-nos no versículo 37 que Jesus começou a entristecer-se e a angustiar-se. A consciência do que estava para acontecer fez com que Ele sofresse antecipadamente. João escreveu que Jesus sabia todas as coisas que estavam para vir sobre Ele (Jo 18.4). Nada do que estava para acontecer naquelas horas que se seguiriam era surpresa para o nosso Senhor. Ali naquele jardim Ele começou a sofrer e a angustiar-se. Era uma dor emocional profunda a ponto de levar o suor de Jesus a se tornar como gotas de sangue (Lc 22.44). Sob tensão emocional vasos capilares subcutâneos se rompem levando o sangue a se misturar com o suor e a sair pelas glândulas. Seu sofrimento era intenso. Sabendo que estava para receber a ira de Deus por causa de nossos pecados, Jesus sofreu e angustiou-se. No versículo 38 Jesus verbaliza a Pedro, João e Tiago o quanto estava sofrendo: “Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte.” Nosso modelo neste mundo passou por profundo sofrimento.
O que isso significa para nós? Ser um crente em Jesus significa ter sofrimento neste mundo, significa ter momentos de angústia profunda. Se somos chamados a ser como Ele, e se Ele passou por isso, significa que também podemos passar. Deus pode ter em seus planos momentos de sofrimento e angústia para nós. Jesus, por exemplo, falou que mostraria a Paulo o quanto lhe importava sofrer pelo seu nome (At 9.16). O próprio Paulo, junto com Barnabé, ensinava os crentes que através de muitas tribulações é necessário entrar no reino dos céus (At 14.22). Pedro escreveu que fomos chamados para isto, ele afirmou que Cristo sofreu em nosso lugar, deixando-nos o exemplo para seguirmos seus passos (1Pe 2.21). É certamente claro que nosso sofrimento nunca se assemelhará ao de Jesus. Ele não tinha pecados e passava por um sofrimento injusto. Nosso sofrimento é de alguma forma justo, pois somos pecadores. Se Jesus sofreu e angustiou-se é possível que também passemos por isso neste mundo.
Submissão total
Mateus também registra um pedido que Jesus fez ao Pai. O versículo 39 relata que Jesus adiantou-se um pouco, e prostrado sobre o rosto orou: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.” Temos mais um exemplo precioso daquele que é nosso modelo. Ele foi submisso ao Pai. Em uma atitude de total dependência e submissão Ele pediu ao Pai que, se possível, fosse afastado dele o cálice que estava para beber. O cálice não era a dor física que Ele estava para sentir, muitos passaram e ainda passam pela dor da crucificação. Isso não era o pior para Ele. O cálice também não era o temor dos homens que estavam para o prender. Ainda que fossem maus e estivessem prestes a demonstrar toda a ira que sentiam sobre Ele, Ele não os temia. Jesus havia dito aos seus discípulos que não temessem aqueles que matam o corpo e nada mais podem fazer (Lc 12.4). Nesta hora Ele não temeria aqueles que havia ensinado seus discípulos a não temer. O que Jesus temia naquele momento não era a dor física, também não era o que as pessoas poderiam fazer com Ele. Ele temia a ira de Deus pela qual teria que passar. O cálice era muito pesado e Ele pediu para não beber. Não pode haver coisa pior do que estar separado da comunhão com Pai, e era isso que estava para acontecer. Jesus receberia a ira de Deus na cruz e Ele pediu que isso não acontecesse caso fosse possível.
Nosso Senhor, entretanto agiu em perfeita submissão. Ele não fez exigências, não determinou a Deus o que deveria acontecer, Ele não repreendeu qualquer demônio naquela hora. Jesus simplesmente pediu ao Pai e afirmou: “Todavia não seja como eu quero, e, sim, como tu queres” (v.39). Que exemplo de submissão! Ele sabia que estava para acontecer algo terrível, algo que estava lhe causando profunda tristeza, no entanto Ele disse que não importava sua vontade, mas a do Pai. A maior dor que qualquer  ser humano possa sentir não se aproxima à que Jesus sentia naquela noite no Getsêmani, e Ele aceitaria passar por ela se fosse a vontade do Pai.
Ser como Jesus é também ter que se submeter integralmente a Deus. É ter que confiar que Ele fará sempre o que for melhor para seus servos, incluindo momentos de sofrimento. Jesus naquela hora estava cumprindo aquilo que havia dito aos seus discípulos dias antes quando afirmou que não tinha vindo para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (Mt 20.28). Paulo disse que Ele se esvaziou assumindo a forma de servo (Fl 2.7). A palavra usada para servo no grego significa literalmente escravo. Escravos não têm vontade própria. Escravos são em tudo obedientes aos seus senhores. Escravos vivem com um único propósito que é fazer a vontade de seu senhor. Escravos eram inclusive punidos até mesmo com a morte se ousassem desobedecer a seus senhores. Foi isso que Jesus se tornou um servo, em tudo obediente ao Pai.
Somos chamados a ser servos de Deus. Somos seus escravos, não temos vontade própria. Ele decide tudo sobre nossas vidas. Seguir o exemplo de Jesus significa submeter-se totalmente e a Deus, sabendo o que isto significa. A vontade de Deus para nossa vida pode incluir coisas que não gostamos. Talvez situações pelas quais não imaginemos ter que passar possam ser a vontade de Deus para nós. Pedro escreveu que Deus pode desejar que soframos (1Pe 3.17). Quando pensam que devem se submeter a Deus, muitos crentes não consideram que Jesus foi submisso ao Pai até a morte e morte de cruz. Ser como Jesus é estar disposto a passar pelo que Ele passou. O apóstolo Paulo entendeu isso perfeitamente. Quando escreveu aos filipenses ele disse que havia considerado todas as coisas como refugo e desta forma ter a comunhão dos sofrimentos de Cristo, conformando-se com Ele na sua morte (Fl.3.10). Ser como Jesus não inclui somente a glória nos céus, significa que o caminho até lá é estreito e difícil de andar por ele.
Resposta negativa
Mateus fala que Jesus orou três vezes e em todas ele repetiu as mesmas palavras (v. 44). Aqui temos algo maravilhoso a respeito de nosso Senhor. Ele recebeu uma resposta negativa. O Filho Amado de Deus, aquele em quem o Pai tinha prazer recebeu “não” como resposta. O Filho que ouviu o Pai certa vez dizer-lhe “pede-me, e eu te darei as nações por herança  e as extremidades da terra por tua possessão” (Sl 2.8), agora ouviu o Pai dizer-lhe “não” a um pedido que lhe havia feito. Jesus terminou a oração e voltou a encontrar seus discípulos e numa demonstração de conformidade com a resposta recebida disse: “Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores” (v. 45). Deus havia dito a Ele que não atenderia seu pedido e Ele não se queixaria disso.
Ser como Jesus é também estar preparado para ouvir Deus dizer-nos “não”. Creio que muitos dos que são chamados de cristãos não conhecem a Deus de fato, pois o vêem como alguém que lhes fará tudo o que quiserem e na hora que pedirem. Portam-se como crianças mimadas que exigem resposta rápida e positiva. É lamentável, mas muitos dos que chamam a Deus de Senhor não entrarão no reino dos céus, pois não O conhecem verdadeiramente. Aquilo que chamam de Senhor não é o Deus da Bíblia. O Deus da Bíblia nos chama de seus servos e muitas vezes nos diz “não” aos pedidos que lhe fazemos. Ele sabe o que é melhor para nós e por isso não nos atende em tudo o que lhe pedimos. O apóstolo Paulo experimentou isso. Ele estava sofrendo numa situação a que ele chamou de espinho na carne. Era algo ruim, doloroso, difícil de passar. Paulo conta-nos que três vezes pediu ao Senhor que o livrasse daquele problema, mas a reposta para ele foi negativa. O Senhor disse a Ele que a graça lhe bastava (2Co 12.7-9). Paulo não se frustrou com Deus, não entrou em depressão, não chorou pelos cantos da igreja procurando chamar a atenção das pessoas para o seu problema, pelo contrário o apóstolo, que afirmou ser um imitador de Cristo, disse: “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co 12.9-10). Ser como Jesus é aceitar “não” como resposta.
Que diferença esta verdade de tantas falácias que são ditas em nossos dias sobre Deus. Deus é apontado como alguém que está a disposição para fazer tudo o que pecadores quiserem, basta ordenar que Ele faça, basta que determinem e Ele os atenderá. Se o melhor dos filhos, aquele que nunca desobedeceu, nunca pecou, foi tentado em todas as coisas e permaneceu irrepreensível, ouviu o Pai dizer-lhe “não”, por que nós pecadores não compreendemos quando Ele nos diz “não” também?
Não gostamos de ouvir “não”, parece ser uma palavra que dói nos ouvidos. É uma palavra que desde quando éramos crianças irrita-nos. Devemos lembrar, entretanto que a verdade desta palavra é muito importante no relacionamento com Deus. Mesmo quando não havia pecado na humanidade Deus a usou. Nossos pais Adão e Eva estavam na perfeição do jardim e Deus lhes disse: “da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17). A base do relacionamento deles com Deus estava em compreender o significado daquele “não”. Quando entregou os dez mandamentos, em oito deles Deus usou a Palavra “não”. Será que isso não nos comunica nada? Nosso Deus diz-nos com freqüência a palavra que talvez menos gostamos de ouvir: “não”! Ser como Jesus é saber desta realidade e seguir a Deus como Ele é de fato e não como queremos que seja.
Jesus falou sério quando disse o que significava segui-lo. Andar após Ele não é como um passeio no bosque, não é como caminhar a beira-mar ouvindo o barulho das ondas e observando uma bela paisagem. Ele disse que o caminho é apertado e poucos se acertam com ele. Ele disse que segui-lo é ser contrariado todos os dias. Ser como Ele é saber que haverá sofrimento e angústia; ser como Ele é estar disposto a ser submisso a Deus em tudo; ser como Ele é ter a disposição de ouvir uma das mais dolorosas palavras, “não”.

…e tua casa - Rev. Angus Stewart





Muitos citam Atos 16:31: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo”, como se isso fosse tudo que Paulo disse ao carcereiro em Filipos. Contudo, a promessa do  evangelho em Atos 16:31 não é somente que Deus salvará o cabeça crente das famílias (tal como o carcereiro filipense), mas que ele salvará também sua  família: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa”. Essa é a parte que é tão frequentemente deixada de lado.
Mas o que significa o fato de Deus prometer salvar os filhos dos crentes? Ele salvará todos os filhos de crentes, um a um? Paulo explica que: “Estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa… para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse” (Rm. 9:8,11). Assim, Deus promete salvar todos os filhos de crentes eleitos a quem ele escolheu em Cristo antes da fundação do mundo (Ef. 1:4). Pais incrédulos, esforcem-se por entrar no reino dos céus atentos para a grande promessa divina de que “serás salvo, tu e tua casa”. Pais crentes, aqui está uma “preciosa e mui grande promessa” (2Pedro 1:4) para vocês: Deus salvará sua descendência eleita!
Deus salvou as famílias eleitas de Adão e Eva, Noé, Josué e o carcereiro filipense e milhares de outras. Por que Deus salva famílias? Porque ele é um  Deus família como Pai, Filho e Espírito Santo. Assim, ele faz seu pacto com famílias. Ele declarou a Abraão: “Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti  e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência” (Gn. 17:7). Visto que Abraão é o pai de todos os crentes, judeus e gentios, no Antigo e Novo Pacto (Rm. 4:11), o pacto eterno de Deus é feito conosco e com nossa descendência.
Por causa da promessa de Deus de salvar os filhos dos crentes (Atos 16:31), nossos filhos são “santos” (1Co. 7:14) e membros do reino dos céus (Marcos 10:15). Assim, como a Confissão de Westminster diz, “os filhos de pais crentes (embora só um deles o seja) devem ser batizados”, pois é um “grande  pecado desprezar ou negligenciar esta ordenança” (28:4-5). Essa promessa aos crentes que “serás salvo, tu e tua casa” (Atos 16:31) é vital em nossos dias de individualismo extremo, pois preserva as igrejas Reformadas de cair na teologia e fundamentalismo batista.

Fonte (original): http://www.cprf.co.uk
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto / felipe@monergismo.com

Por que Ele veio? - C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 11:12/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Se fez pobre por amor de vós (2 Coríntios 8.9)

O Senhor Jesus era eternamente rico, glorioso e exaltado, mas, "sendo rico, se fez pobre por amor de vós". O crente rico não pode ser verdadeiro em sua comunhão com seu irmão pobre, se não oferecer seus recursos para atender às necessidades deste. De modo semelhante é a Cabeça e os membros do corpo de Cristo. Seria impossível nosso divino Senhor ter comunhão conosco, se não nos houvesse comunicado de sua abundante riqueza e se tornado pobre, a fim de enriquecer-nos.

Se o Senhor Jesus tivesse permanecido em seu trono de gló-ria, e houvéssemos nós permanecido nas ruínas da Queda, sem recebermos a salvação consumada por Ele, a comunhão teria sido impossível para ambos os lados. Devido à Queda, a nossa posição, à parte da aliança da graça, fez com que se tornasse tão impossível para nós, criaturas arruinadas, o comungarmos com Deus como é impossível a Belial viver em harmonia com Cristo. Para a comunhão ser alcançada, foi necessário que o rico Resgatador concedesse suas posses aos seus pobres parentes; que o Salvador justo desse de sua própria perfeição aos seus irmãos pecadores e que nós, os infelizes culpados, recebêssemos da plenitude dEle "graça sobre graça" (João 1.16).

Deste modo, em dar e receber, Um desceria das alturas e o outro subiria das profundezas, sendo assim capazes de se encontrarem em ver¬dadeira e sincera comunhão. A pobreza deve ser enriquecida por Ele, em quem há tesouros infinitos, antes de poder chegar ao ponto da comunhão; a culpa deve dar lugar à justiça imputada antes que a alma possa caminhar em companheirismo com a pureza.

Jesus tem de vestir seu povo com suas próprias vestes, pois, do contrário, não pode admiti-los em seu palácio de glória. Ele tem de lavá-los em seu próprio sangue, pois, se não fizer isso, eles permanecerão muito contaminados para o encontro de comunhão com Jesus. Crente, isto é amor! Por amor a você, o Senhor Jesus se fez pobre, a fim de elevá-lo à comunhão com Ele mesmo.

Iniquidade e Perversidade: Marcas do mundo na igreja

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Por Pr. João de Souza


Existem dois tipos de iniquidade: A individual e a coletiva. A pior iniquidade é aquela que sai do âmbito do indivíduo e se impregna por toda a sociedade.
Veja um tipo de iniquidade social. Um indivíduo que ajudou a construir a nação se aposenta depois de trabalhar 35 anos com um salário referencial de 5.4 salários mínimos, e dez anos depois percebe que sua aposentadoria foi achatada para menos de dois salários. Isso é um tipo de iniquidade. Políticos com cargos governamentais que não se contentam com seu salário e votam para si mesmos aumentos exorbitantes. Isto é iniquidade. Pastores que vivem nababescamente à custa de suas igrejas. Isto é iniquidade.
A diferença entre a iniquidade da igreja e do governo é que os governantes exercem seus cargos numa estrutura iníqua em que o grande chefe é Satanás. Os profetas, o Senhor Jesus e os apóstolos sempre denunciaram que o mundo faz parte de um sistema satânico e, os governantes, até mesmo bons cristãos, levados pela estrutura iníqua que impera no mundo, por melhor que sejam suas intenções, acabam por entrar na corrente dos iníquos.
Iniquidade na Bíblia não diz respeito apenas aos pecados de uma pessoa, mas aos pecados da coletividade, da sociedade e de seus governos. E o governo que ora apeia do poder parece ter sido o mais iníquo de todos, porque por trás dos benefícios sociais que alega ter trazido ao povo, foi o que mais oprimiu a classe dos aposentados e o que mais enriqueceu seus políticos e simpatizantes.
Agora, no apagar das luzes, os deputados aprovaram um aumento substancial de seus salários; debochando do povo que os elegeu! Você tem idéia do que é ganhar 26 mil por mês – livres! – e ter todas as regalias e mordomias do governo? Aluguel de apto em Brasília, telefones, combustível, ternos novos, carros à disposição etc. enquanto a maioria do povo brasileiro ganha o salário mínimo?
Você não acha que é iniquidade um funcionário do governo se aposentar com ganhos reais, em que seu salário se mantém sempre atualizado, enquanto o trabalhador do regime CLT não tenha reajustes pelo menos para repor a inflação? Isto se chama iniquidade! Porque este sistema é tão iníquo quanto o da Índia que divide o povo em castas.
Sim, porque a iniquidade de um governante pesa mais diante de Deus do que a iniquidade de um pecador que apenas peca contra seu próprio corpo. Um governante iníquo peca contra todos os filhos de Deus e contra o próprio Deus! Um governante iníquo afronta o senso de justiça de Deus e zomba de Deus. Será condenado porque pisa o pobre! E os deputados e senadores acabaram de pisar debochadamente do pobre e sobre os que os elegeram! Mais que isto, estão zombando da bondade e da misericórdia de Deus!
Sempre achamos que o pecado de Sodoma era apenas de prostituição sexual, sodomia ou práticas sexuais, mas não. O profeta Ezequiel denuncia Sodoma da seguinte forma: “Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado” (Ez 16.49).
Veja bem como o profeta mensura a iniquidade de um povo.
E passo, daqui em diante a falar da igreja como sendo esta a Sodoma condenada por Deus. Sim, porque a prática da iniquidade é própria dos governos, já que a estrutura do poder está nas mãos do inimigo de Deus. Não é possível, no entanto, que a igreja que deveria ser a líder na prática da justiça, tenha incorporado em sua estrutura a mesma iniquidade dos governos.
1. Soberba. A igreja brasileira tem se destacado pela soberba, pelo orgulho, e tomou para si a frase do Lula, “nunca antes na história desse país”, como a dizer: Nunca antes na história da igreja… Como se a igreja nos dias de hoje estivesse cumprindo seu verdadeiro papel na sociedade. Deus condenou Sodoma, não apenas pelas práticas sexuais, mas pelas práticas sociais. A soberba leva à luxúria e esta leva à perversão sexual. A igreja institucionalizada está tão ou mais iníqua que os regimes governamentais. Estes podem ser iníquos porque a iniquidade faz parte de seu DNA, mas a igreja deveria ter o DNA de Deus!
2. Fartura de pão e tranquilidade. As benesses governamentais aos que estão no poder são inimagináveis. Seus líderes possuem nas mãos o poder de compra, a capacidade de adquirir o que querem com o dinheiro dos contribuintes. Miquéias, o profeta disse que tais políticos, enquanto estão deitados, maquinam a iniquidade e pensam em como fazer o mal! “À luz do dia praticam o mal, porque o poder está em suas mãos. Se cobiçam campos, os arrebatam – condenação do profeta aos grileiros que roubam as terras para seu próprio poder – se casas, as tomam…” (Mq 2.1-2).
Mas, e quanto às lideranças da igreja? Alguns dirigentes de denominações possuem casas em resorts no exterior para passar as férias; vivem nababescamente, usam cartões sem limite – afinal a igreja paga suas despesas – e espiritualmente debocham daqueles sobre quem eles impõem seu regime disciplinar. Raras são as exceções.
A maioria dos líderes denominacionais vive com fartura de pão e com tranquilidade, enquanto exigem de seus membros ofertas e primícias ameaçando-os de maldição caso não contribuam. Isto é iniquidade. Deus condenou Sodoma porque o povo daquela cidade não amparava o pobre e o necessitado!
3. O pobre é desamparado. Deus condenou Sodoma pelo orgulho e pela fartura e porque não socorria os pobres nas suas necessidades. Uma igreja que não olha para as necessidades do pobre, que se esquiva de defender os necessitados vive o papel de Sodoma. A igreja deve sempre sair em defesa dos injustiçados, dos que sofrem, dos que são desprezados pelas autoridades; deve sempre sair em defesa dos menos afortunados socialmente. Sempre que entro em áreas de risco em vielas e becos das vilas pobres da minha cidade, fico a imaginar que aquela gente não teve a mesma sorte do restante da população, e por isso não lhes restou alternativa senão a de montar um barraco no estreito pedaço de terra, para criar seus filhos e sobreviver. Por pouco não fomos criados numa dessas vilas paupérrimas, não fosse a habilidade de papai de se esforçar e trabalhar duramente.
Na cidade onde resido é comum ver nas áreas pobres, pequenos jardins floridos, árvores frutíferas na frente da casa, hortas minúsculas cultivadas em faixas estreitas de terra, indicativo de que os habitantes não estão ali por serem marginais – perigosos – mas porque foram marginalizados pelos governos. A única entidade que lhes presta alguma assistência é a igreja! Mas não a igreja como estrutura ou sistema: Quem ampara essa gente são irmãos em Cristo que socorrem e ajudam esses pobres com seus próprios recursos, porque a denominação age como a sanguessuga. Pegam em vez de dar!
E não é admissível que a igreja deixe penetrar em sua estrutura a mesma iniquidade que está impregnada nos governos. É uma afronta a Deus a construção de mega-templos para o deleite social das pessoas; construções que indicam o quanto a igreja vive na luxúria e no orgulho. Deus não precisa de grandes templos; precisa de pessoas que lhe são templo. É entre as pessoas que Deus habita, e não dentro dos mega-templos. A construção de grandes templos é indício de iniquidade.
Por outro lado louvo a atitude de queridos irmãos que, à semelhança dos primeiros discípulos se entregam e se despojam de todos os recursos para socorrer os desvalidos, os pobres, bêbados, drogados e os recolhem em seus abrigos para deles cuidar. Esses irmãos não contam com a ajuda das denominações, porque ajudar entidades sociais que não sejam de sua igreja não traz nome nem fama ao pastor e sua denominação.
Aqui mesmo em Porto Alegre a Sociedade Emanuel, uma entidade pentecostal recolhe a escória da sociedade para suas casas e abrigos à custa de grande sacrifício. E, pasmem! É ajudada por muitas pessoas que não são membros de igrejas, além de ser perseguida pelo poder público. Sim, porque o governo iníquo nada faz, mas exige dos que fazem que tenham casas e abrigos de primeiro mundo para socorrer os que nem mundo tem! A iniquidade e a perversidade não permitem que se faça o bem, por isso os engravatados do poder público criam leis que impedem que a igreja exerça seu verdadeiro trabalho. Isso também é iniquidade.
Assim, meus leitores, a mesma iniquidade que grassa o governo, o poder público grassa também a igreja!
Felizmente, Deus haverá de se erguer a favor dos injustiçados e galardoará os que ajudam os necessitados. Eu deveria me calar, como afirma o profeta, mas como calar diante da iniquidade reinante no mundo?
“Não admira que num tempo mau como este as pessoas que têm juízo fiquem de boca fechada! Procurem fazer o que é certo e não o que é errado, para que vocês vivam. Assim será verdade o que vocês dizem, isto é, que o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, está com vocês. Odeiem aquilo que é mau, amem o que é bom e façam com que os direitos de todos sejam respeitados nos tribunais. Talvez o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, tenha compaixão das pessoas do seu povo que escaparem da destruição” (Am 5.13-15).

Não Espere Novas Revelações - João Calvino


1. Havendo Deus, antigamente, falado. (Hb 1.1-3) 

propósito desta introdução consiste no enaltecimento da doutrina de Cristo. Aqui aprendemos não só que devemos receber essa doutrina com reverência, mas também que devemos repousar exclusivamente nela. Para que se entenda melhor esse fato, é indispensável que observemos a antítese das cláusulas em separado. Em primeiro lugar, o Filho de Deus é contrastado com os profetas; em segundo lugar, nós, com os patriarcas; em terceiro lugar, as variadas e múltiplas formas de expressão que Deus adotou em relação aos pais, até chegar à última revelação que nos é comunicada por Cristo. Não obstante, dentro dessa diversidade o autor põe diante de nós o Deus único, no caso de alguém concluir que a lei está em divergência com o evangelho, ou que o autor deste seja distinto do autor daquela. Portanto, para que pudéssemos apreender o ponto crucial desse contraste, o seguinte confronto poderá servir de ilustração:
Deus falou

Outrora, pelos profetas:  agora, pelo Filho.
Então, aos pais:       agora, a nós.
Antes, diversas vezes:      agora, nestes últimos dias.

Com o assentamento desse alicerce, a concordância entre a lei e o evangelho é estabelecida, porque Deus, que é sempre o mesmo, cuja Palavra é imutável e cuja verdade é inabalável, falou em ambos igualmente. E preciso, contudo, que observemos a diferença entre nós e os patriarcas, visto que Deus se dirigiu a eles no passado de uma forma diferenciada de nós hoje. Primeiramente, nos tempos dos patriarcas ele utilizou-se dos profetas; no tocante a nós, porém, ele nos deu seu próprio Filho como Embaixador. Nesse aspecto, portanto, nossa condição é muito melhor. Além do mais, Moisés se acha incluído na categoria de profeta, como um daqueles que são inferiores ao Filho. E pela forma como se processou a revelação, também estamos em melhor situação, pois a diversidade de visões e de outras administrações que existiram no Velho Testamento evidenciava que não havia ainda uma ordem definida e definitiva de fatos, tal como sucede quando tudo se acha perfeitamente estabelecido. Esse é o significado da frase "diversas vezes e de diversas maneiras". Deus poderia ter seguido o mesmo método perenemente até ao fim, se tal método houvera sido perfeito em todos os sentidos. Segue-se, pois, que essa variedade constituía um sinal de imperfeição. Além do mais, tomo essas duas palavras no seguinte sentido: "diversas vezes" tem referência às várias mudanças de tempos. O termo grego significa literalmente "em muitas partes", como, por exemplo, quando tencionamos falar com mais amplitude ou posteriormente. Mas o termo grego (em minha opinião) indica diversidade no próprio método [divino]. Quando ele diz: "nestes últimos dias nos falou", o sentido consiste em que não há mais razão para ficarmos ainda em dúvida se devemos esperar alguma nova revelação. Não foi apenas uma parte da Palavra que Cristo trouxe, e, sim, a Palavra final. É nesse sentido que os apóstolos entenderam a expressão "os últimos tempos" e "os últimos dias". E Paulo entende a mesma coisa, ao escrever: "de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado" (1 Co 10.11). Se Deus agora falou sua Palavra final, é conveniente que não avancemos mais, assim como devemos deter nossos passos quando nos aproximamos dele. É muitíssimo necessário que reconheçamos ambos esses aspectos; pois constituía-se um grande obstáculo para os judeus o fato de não considerarem a possibilidade de Deus haver transferido para outro tempo um ensino mais completo. Viviam satisfeitos com sua própria lei, e não se apressaram rumo ao alvo. Em contrapartida, uma vez tendo Cristo aparecido, um mal opositor começou a prevalecer no mundo. Os homens se esforçaram para ir além de Cristo. Que outra coisa faz todo o sistema do papado, senão transgredir esse limite que o apóstolo delimitou? Portanto, assim como o Espírito de Deus, nesta passagem, convida a todos a irem a Cristo, assim os proíbe a ultrapassarem essa Palavra final da qual ele faz menção. Resumindo, o limite de nossa sabedoria está posto aqui no evangelho.

2. A quem constituiu herdeiro. O autor glorifica a Cristocom esse sublime enaltecimento à guisa de incitar-nos a reverenciá-lo, pois assim como o Pai fez todas as coisassujeitas a Cristo, nós, igualmente, pertencemos ao seu reino.
Ele declara igualmente que nenhum bem pode ser encontrado fora dele/ visto ser ele o herdeiro de todas as coisas. Por essa razão, segue-se que somos os mais miseráveis e destituídos de todas as boas coisas, a menos que ele nos socorra com suas riquezas. Demais, ele acrescenta que essa honra, ou seja, exercer autoridade sobre todas as coisas, pertence por direito ao Filho de Deus, porquanto todas as coisas foram feitas por ele; embora essas duas prerrogativas sejam atribuídas a Cristo por razões distintas. O mundo foi criado por ele na qualidade de sabedoria eterna de Deus, a qual assumiu a diretriz de todas as suas obras desde o princípio. Essa é a prova da eternidade de Cristo; naturalmente que ele teria que existir antes que o mundo fosse por ele criado. Mas se a questão for sobre a extensão de tempo, então nenhum princípio será encontrado. Tampouco se detrai algo de seu poder, ao afirmar-se que o mundo foi criado por ele, ainda que não o tenha criado por iniciativa própria. É uma forma usual de se expressar quando se afirma que o Pai é oCriador. O que se acresce em algumas passagens - pelaSabedoria [Pv 8.27], ou pelo Verbo [Jo 1.3], ou pelo Filho[Cl 1.16] - possui a mesma força se se disser que a própriaSabedoria foi nomeada como Criadora. Deve-se notar que existe aqui uma distinção de pessoas, entre o Pai e o Filho,não só com referência aos homens, mas também comreferência ao próprio Deus. A unidade de essência requerque, o que é próprio da essência de Deus, pertence tanto ao Filho quanto ao Pai. E assim, tudo quanto pertenceexclusivamente a Deus, é comum a ambos. Tal fato nãoimpede que cada um possua as propriedades de sua própriapessoa. O título 'herdeiro' é atribuído a Cristo em suamanifestação na carne. Pois, ao fazer-se homem e revestir-se de nossa própria natureza, ele recebeu para si essa herança a fim de restaurar para nós o que fora perdido em Adão. No princípio Deus estabelecera o homem como seu filho, para ser ele o herdeiro de todas as coisas; mas o primeiro homem, por meio de seu pecado, alienou-se de Deus, tanto ele próprio como também sua posteridade, e privou a todos tanto da bênção divina quanto de todas as demais coisas. Só começaremos a desfrutar as boas coisas de Deus, por direito, quando Cristo, que é o herdeiro de todas as coisas, nos admitir em sua comunhão. Ele tornou-se o herdeiro para poder fazer-nos ricos por meio de suas riquezas. Aliás, o apóstolo lhe atribui esse título para que pudéssemos saber que sem ele somos destituídos de todas as boas coisas. Se porventura considerarmos o termo 'todo' como pertencente ao gênero masculino, então esta cláusula significará que todos nós devemos estar sujeitos a Cristo, visto que fomos entregues a ele pelo Pai. Prefiro, porém, lê-lo como neutro, significando que somos privados da posse legal do céu e da terra, bem como de todas as criaturas, a menos que tenhamos comunhão com Cristo

A invencível verdade de Deus. – M. Lloyd-Jones


Devemos despojar-nos deste espírito de covardia, deste orgulho disfarçado, deste complexo de inferioridade, desta tendência de pedir desculpas pela Palavra de Deus e Sua bendita Verdade. ... Devemos ter confiança e segurança! Em que? Na Bíblia como a Palavra de Deus. Por que? Porque é a Palavra de Deus, porque é a revelação de Deus; porque não se trata de teorias e idéias humanas a respeito da verdade. ... É o que o Deus Vivo revelou aos homens ... e lhes ordenou que pregassem. (Martinho Lutero) expressa esta verdade nestes termos: «A filosofia ocupa-se daquilo que pode ser conhecido pela razão humana. A teologia ocupa-se daquilo em que 'se crê', daquilo que é apreendido pela fé.»

Esta é a Palavra de Deus, a Verdade de Deus, É proveniente do Céu, e não dos homens e, portanto, é invencível. Devemos aprender a dizer o que (Paulo) disse na Epístola aos Gaiatas, capítulo primeiro. ... «Admirá-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho; o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.» «Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem; porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo.»

Aos coríntios e a outros ele diz: «Uma dispensação do evangelho me foi confiada.» Esta era sua posição, e deve ser a nossa. Esta é a Palavra de Deus! É a Revelação! É infalível porque é de Deus! Esta é a primeira arma para a nossa guerra. Ela deve ser proclamada; não é para ser defendida, mas proclamada; para ser anunciada com santa ousadia; para ser «declarada» aos homens. Não precisamos de «diálogos»; precisamos de «declarações».
The Weapons of our Warfare, p. .20,1.

Como não trair Jesus - John Piper


Para tornar os outros alegres em Deus com uma alegria eterna, nossa vida deve mostrar que ele é mais precioso do que a vida. "Porque a tua graça é melhor do que a vida, os meus lábios te louvam" (SI 63.3). Paraconseguir isso é preciso fazermos escolhas de vida sacrificiais, baseadas numa certeza de que o engrandecer a Cristo por meio de generosidade emisericórdia realmente satisfaz muito mais do que o egoísmo. Se "caímos fora" de um risco para ficarmos seguros, jogamos a vida fora. Este capítulo é sobre o estilo de vida que pode evitar que isso aconteça.
Como não trair Jesus
Se Cristo é um tesouro que satisfaz totalmente e promete cuidar de todas as nossas necessidades, então viver como se tivéssemos os mesmos valores que o mundo tem seria trair Jesus. Estou pensando principalmente em como usamos nosso dinheiro e como nos sentimos sobre nossas pos­ses. Ouço as palavras de Jesus que nos perseguem: "Não vos inquieteis, dizendo: 'Que comeremos' ou 'Que beberemos' ou 'Com que nos vestire­mos?' Porque os gentios é que procuram todas estas coisas" (Mt 6.31,32). Em outras palavras, se damos a impressão de que nossa vida é dedicada a obter e manter coisas, então seremos iguais ao mundo, e isso não valorizará Cristo. Ele ficará parecendo um interesse marginal religioso que poderá ser útil para escapar do inferno no final, mas que não faz muita diferença emnosso modo de viver e amar aqui. Ele não aparentará ser um tesouro que satisfaz totalmente. E isso não fará outros se alegrarem em Deus.
Se somos peregrinos e forasteiros na terra (lPe 2.11), se nossa cida­dania está no céu.(Fp 3.20), se nada pode separar-nos do amor de Cristo (Rm 8.35), se o amor firme e constante dele é melhor do que a vida (SI63.3) e se toda tribulação está produzindo para nós um eterno peso de glória (2Co 4.17), então vamos entregar aos ventos nossos temores e "bus­car em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça" (Mt 6.33). Conside­raremos tudo como refogo em comparação com Cristo (Fp 3.7,8). Aceita­remos "com alegria o espólio de nossos bens" por amor a atos impopulares de misericórdia (Hb 10.34). Escolheremos "antes ser maltratados com o povo de Deus do que usufruir prazeres transitórios de pecado", e conside­raremos "o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito" (Hb 11.25,26).
Por que as pessoas não nos perguntam sobre nossa esperança?
Não há dúvida que se vivêssemos mais assim, seria mais provável o mundo considerar saber se Jesus é um Tesouro que satisfaz totalmente. Ele pareceria ser um tesouro. Quando foi a última vez que alguém lhe perguntou sobre "a razão da esperança que está em você"? Foi para responder essa pergunta que Pedro disse que deveríamos estar sempre prontos: "Estai sem­pre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da espe­rança que há em vós" (lPe 3.15).
Por que as pessoas não nos perguntam pela nossa esperança? A resposta provavelmente é que parecemos esperar as mesmas coisas que elas esperam. Nossa vida não parece estar na estrada do Calvário, despo­jada para o amor sacrifícial, servindo outros com a doce certeza de que nós não precisamos ser recompensados nesta vida. Nossa recompensa é gran­de no céu (Mt 5.12). "Tua recompensa tu receberás na ressurreição dos justos" (Lc 14.14). Se crêssemos nisso mais profundamente, outros pode­riam ver o valor de Deus e encontrar nele sua alegria.
A credibilidade de Cristo depende de como nós usamos nosso dinheiro
A questão de dinheiro e estilo de vida não é um assunto secundário na Bíblia. A credibilidade de Cristo no mundo depende dela. "Quinze por cento de tudo que Cristo disse está relacionado a esse tópico - mais do que seus ensinos sobre o céu e o inferno juntos".[ Ouça esse refrão que perpas­sa todos seus ensinos: •         "Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então vem e segue-me" (Mc 10.21).

 "Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus ... Mas ai de vós, os ricos! Porque tendes a vossa consolação" (Lc 6.20,24). •         "Todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo" (Lc 14.33).
 "... é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus" (Lc 18.25).
 "A vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui" (Lc 12.15).
  "Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6.33).
  "Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós bolsas que não desgastem... nos céus" (Lc 12.33).
 "Zaqueu... disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens ... E Jesus lhe disse: 'Hoje houve salvação nesta casa'" (Lc 19.8,9).«^"O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e a compra" (Mt 13.44).
 "... [Jesus] viu certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas.
E disse: 'Verdadeiramente vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos'" (Lc 21.2,3).
 "... Deus lhe disse: 'Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que
tens preparado, para quem será?' Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus" (Lc 12.20,21).
 "As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça... Segue-me" (Lc 9.58,59).

CAP 51 - UM GUIA DE ESTUDO PARA O LIVRO DE GÊNESIS 45


INTRODUÇÃO
Três coisas especialmente se destacam neste capítulo:
A. Este capítulo contém o clímax de uma das grandes histórias narradas pela Bíblia. A simplicidade do estilo de Moisés tem sido muitas vezes admirada.
B. Aqui podemos ver a providência de Deus profundamente enfatizada. Nós somos os atores na peça em que Deus é o diretor.
C. A vida de José nos ensina como perdoar aos outros e viver sem frustração e amargura.
I. UMA REVELAÇÃO - VERSÍCULOS 1-4.
A intercessão de Judá revelou a José a mudança do coração dos seus irmãos. Até mesmo o seu próprio coração foi tocado. Ele pediu aos servos que se retirassem para que ele pudesse colocar de lado o protocolo de Estado e conversar em família com seus irmãos. É provável que ele também não queria que seus servos soubessem o que os seus irmãos fizeram no passado [I Pedro 4:8].
Os professores da Bíblia têm comparado esta revelação com a futura revelação de Cristo para a nação Judaica. Os irmãos de José devem ter sentido um grande remorso. Isto não é um símbolo da tristeza que o povo Judeu sentirá na volta de Cristo [Zacarias 12:10]?
II. O CONFORTO DA SOBERANIA DIVINA - VERSÍCULOS 5-8.
A. A soberania de Deus assegura que os caminhos humanos são tão ordenados que o Seu povo é preservado e Seus propósitos realizados. Deus enxerga o futuro e tem tudo preparado de antemão para suprir as nossas necessidades. Mesmo os homens maus, que peca livremente, acabam sendo instrumentos da vontade divina [Salmo 105:16-24; Salmo 76:10; Efésios 1:11].
B. José não estava de forma nenhuma negando a culpa dos seus irmãos [Gênesis 50:20]. No entanto, quando viu evidências do arrependimento deles, ele se apressou em confortá-los e lembrá-los que mesmo diante da rebelião que eles cometeram, Deus estava trabalhando para o bem deles. Os pecadores arrependidos algumas vezes estão em perigo de serem tomados de "demasiada tristeza" e necessitam ser apropriadamente confortados [II Coríntios 2:7].
C. Note que José se recusou a levar o crédito pela preservação de Israel. Ele sabia que era apenas um instrumento nas mãos de Deus. O homem deveria sempre atribuir a glória a Deus [Romanos 11:33-36].
D. O espírito de perdão de José para com os seus irmãos nos ensina uma grande lição: Aqueles que acreditam no plano predestinado de Deus são ajudados a perdoar as más obras que os homens lhes fazem. Quando vemos a mão de Deus trabalhando, mesmo através das más ações dos homens, ficamos sem amargura pelo nosso tratamento [Jó 1:21]. Há outras maneiras de exercer o perdão [Efésios 4:32], mas esta definitivamente faz parte. Note como isto funcionou na vida de Davi [II Samuel 16:5-13].
III. UMA TENDÊNCIA ESPIRITUAL - VERSÍCULOS 9-15.
José era um homem de atitudes espirituais. E podemos ver isso das seguintes maneiras:
A. José estava consciente da obra e do plano gracioso de Deus para a vida dele. O Egito era um lugar onde Israel poderia ser preservado como nação enquanto crescia e era salvo da fome. Os costumes Egípcios asseguravam que Israel não seria absorvido pela cultura deles [Gênesis 43:32]. José ficou muito alegre em ver a sabedoria de Deus. Alguns crentes parecem enxergar muito pouco da obra maravilhosa de Deus em suas vidas.
B. Note novamente o perdão pleno que José concede aos seus irmãos. Isto requer uma verdadeira espiritualidade.
IV. FARAÓ - VERSÍCULO 16-20.
Este Faraó é bem diferente daquele com o qual Moisés teria que tratar. Ele era realmente um homem magnânimo e agradecido. Os governantes normalmente se esquecem de antigas bondades. Faraó, no entanto, se lembrou que a salvação do Egito era o resultado das bênçãos de Deus através de José. Por esta razão ele prometeu cuidar de forma generosa da família de José. As maiores riquezas da terra estariam a disposição deles. (Não podemos deixar de comentar e refletir que o coração do Faraó estava nas mãos de Deus. Este aqui mostra compaixão, o outro, que viria mais tarde, mostraria crueldade. Entretanto, ambos foram usados para que Deus abençoasse Israel e glorificasse o Seu nome - Romanos 9:17).
V. DE VOLTA PARA CANAÃ - VERSÍCULO 21-24.
Para a viagem de volta para casa, eles receberam tudo o que necessitavam e um pouco mais. Acreditamos que em parte isto foi feito para convencer Jacó que a história que seus filhos contariam era verídica. Da mesma maneira, durante a nossa jornada para encontrarmos com o Senhor Jesus, Deus providencia tudo necessário para o nosso sustento. Deus até mesmo nos dá alguns presentes que asseguram as nossas futuras bênçãos [Efésios 1:13-14].
Não há duvidas de que o conselho de José no versículo 24 era necessário. Talvez eles temessem expor os seus antigos erros e começassem a brigar entre si, tentando jogar a culpa um no outro diante de seu pai antes que ele descobrisse os fatos acerca de José.
VI. JACÓ RECEBE BOAS NOTÍCIAS - VERSÍCULOS 25-28.
Que cena magnífica. O velho Jacó é incapaz de crer de tanta alegria, e ele somente é convencido quando ouve toda a história e vê os carros enviados do Egito. Ele então sente que quando visse José a sua vida estaria completa.
Graciosamente, não vemos aqui nenhum relato de Jacó repreendendo os seu filhos por venderem José. Eles tinham se arrependido e se reconciliado com ele. Que necessidade havia de relembrar seus antigos pecados? Vamos aprender com Jacó a deixar os esqueletos no armário. Note que nem mesmo José mencionava os pecados deles. Os Egípcios nunca souberam do crime que eles cometeram [I Pedro 4:8].
Note como Jacó é mencionado por este nome no versículo 25, e por Israel no versículo 28. No momento em que sua fé é renovada, ele percebe que é verdadeiramente abençoado por ser um "príncipe" com Deus. Nós também somos "Jacós" por natureza, mas através da graça reinaremos com Cristo.

Autor: Pastor Ron Crisp 
Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete 2001 
Revisão : Joy Ellaina Gardner 2001 
Verificação: Pastor Calvin Gardner 2002 
Fonte: www.palavraprudente.com.br 

CAP 16 - AS BELEZAS DE CRISTO NOSSO DESCANSO



Mateus 11:28
Descanso.  Ah, a palavra abençoada, descanso.  Descanso é de cessar qualquer movimento com o propósito de recuperar ou renovar a força (Strong?s, #373). Tantos procuram e desejam o repouso e tranqüilidade mas poucos que o obtêm.  A passagem de Mateus 11:28 nos ensina que Cristo é o descanso. Ele já é seu?
O homem que ainda não conhece Cristo como seu Salvador pessoal, por mais que finge, não tem paz (?Não há paz para os ímpios, diz o meu Deus.", Isa 75:21).  O homem natural é seu próprio inimigo pois verdadeiramente ele resiste o que é para seu proveito (II Tim 2:25).  O homem foi feito para a glória de Deus e isso se faz pela obediência da Palavra de Deus, mas o homem natural só procura a sua própria glória. Ele segue a inclinação da carne no que ele pensa, deseja e faz e isto leva só à morte (Rom 8:6).  Na procura de preencher o lugar vago no seu coração, ele rejeita a benignidade do Senhor que satisfaz e, em vez de bênçãos de Deus, o homem natural gasta o dinheiro naquilo que não é pão e o produto do seu trabalhos naquilo que não pode satisfazer (Isa 55:2).  Enquanto não submete-se à salvação em Cristo, o homem natural obstinadamente trilha o seu caminho áspero (Prov 13:15) e no fim deste caminho, perecerá (Sal 1:6) e isso num lugar onde só achará atormentação para todo o sempre (Apoc 21:10-15).  O homem, na sabedoria natural realmente é inimigo de si mesmo pois o próprio conselho do seu coração leve para o seu fim desastroso.
A estes, Cristo chama para o descanso, sim descanso divino de alma, de espírito, de coração.   Tal tranqüilidade e quietação só pode vir de cima, do Príncipe da Paz , Jesus Cristo (Isa 9:6).  É Cristo que chama o cansado e oprimido a Si (Mat. 11:28) pois é só por Ele que há paz com Deus (João 14:6).  Foi  Cristo que tomou toda a condenação que é sobre o pecador; foi Cristo que sofreu o castigo que traz a paz com o Deus santo; cairiam sobre Cristo as iniquidades das Suas ovelhas (Isa. 53:4-6).  Por Cristo o homem pecador é apresentado com alegria perante a glória de Deus (Judas 25) pois por Cristo o homem natural é feito uma nova criatura (II Cor 5:17).  Quando o pecador se cansa de comer as bolotas dos porcos e torna aborrecido por ser oprimido pelo fruto do seu próprio caminho, ele pode retornar para Deus por Cristo confiando na obra completa do Salvador do pecador, Jesus Cristo.  A promessa é que os que vem a Cristo, cansados e oprimidos dos seus caminhos, serão aliviados (Mat. 11:28; Isa 55:6,7).
O homem salvo em Cristo ainda tem uma batalha com a carne, a natureza do velho homem, o pecado (Rom  7:18,23, 24). Tentações voam ao redor do crente tanto quanto o pecador (I Cor 10:13; Heb 12:1) mas o crente tem Quem ajuda, uma escape e assim pode a suportar (Fil. 4:13).  Mas mesmo assim, pelo engano do nosso próprio coração, pensamos que podemos viver a vida Cristã pela força da carne (Gal 3:3) e pensamos desproporcional nas coisas que são da terra (II Cor 10:12; Col 3:2-8).
Para o crente, Cristo não é só o descanso para a salvação mas também para a suasantificação.  Quando o crente fôr tomado pelo pecado ele precisa voltar ao seu repouso (Sal 116:7) confessando o seu pecado e pondo se nos caminhos certos, nas veredas antigas e assim achará descanso para a sua alma novamente (Jer 6:16) sim paz como o rio, e justiça como as ondas do mar (Isa 48:17,18).
Para o crente ter este descanso da sua santificação, que é para a sua alma, é necessário que ele tome o jugo de Cristo e aprende de Cristo continuamente (Mat. 11:29).  Isso quer dizer crescer em graça e no conhecimento de Cristo (II Ped 3:18) à medida que está sendo conforme à Sua imagem (Rom 8:29) pela obediência das Suas palavras (Mat. 7:24; João 15:10; Tiago 2:26).  A obra da obediência do crente não faz que ele seja mais e mais salvo, mas faz que ele cresça como crente e apareça mais e mais como um filho de Deus cada dia (Prov 4:18).  Isto é santificação.  Para tais bênçãos o crente precisa disciplinar seus pensamentos (Fil. 4:8) ao ponto de levar cativo todo o entendimento à obediência de Cristo (II Cor 10:5).  É assim que deleitará na abundância de paz (Sal 37:11) de dia em dia.  É assim que terá o fruto do Espírito Santo  que é paz (Gal 5:22).  É difícil servir o Senhor, mas o descanso que Ele certamente dá, recompensa qualquer custo aparente.
Tem achado o descanso da canseira e opressão do seu próprio caminho pecaminoso?  Só pode achar tal descanso de alma em Cristo.
Cristo é seu descanso continua na vida Cristã?  Tanto mais que toma o Seu jugo e aprenda de Cristo, quanto mais descanso conhecerá.

Autor: Pastor Calvin Gardner
Correção gramatical: Albano Dalla Pria 5/98 
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br 


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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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