Tradutor

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

1 de dez. de 2010

O Benefício da Perseguição – João Calvino



Ainda não tendes resistido até ao sangue (Hb 12.4,5). O apóstolo agora dá um passo adiante e diz que quando os incrédulos nos perseguem por causa do Nome de Cristo, estamos lutando contra o pecado. Em tal disputa Cristo não pode entrar, porquanto ele era puro e livre de todo pecado. Neste aspecto não temos nenhuma semelhança com ele, visto que o pecado sempre habita em nós e as aflições servem para domesticá-lo e repeli-lo.

Primeiramente, sabemos que todo o mal presente no mundo, particularmente a própria morte, tem sua origem no pecado; mas o apóstolo não está tratando dessa questão aqui. Ele está apenas afirmando que as perseguições que suportamos por causa do evangelho nos beneficiam nessa outra direção também, e que elas são antídoto para destruir o pecado. Dessa forma Deus nos mantém sob o jugo de sua disciplina, a fim de que nossa carne não se desenfreie em licenciosidade. As vezes ele reprime os impetuosos, e às vezes ele pune nossos pecados com o fim de fazer-nos mais precavidos no futuro. Portanto, quer esteja curando nossos vícios, quer esteja prevenindo-nos de pecar, o fato é que ele está exercitando-nos na batalha contra o pecado que o apóstolo menciona. Aliás, o Filho de Deus nos presta essa honra, pois de forma alguma considera as coisas que sofremos por causa do evangelho como castigos pelo pecado. Todavia, devemos entender o que ouvimos aqui da parte do apóstolo, para que nos preocupemos e defendamos a causa de Cristo contra os ímpios, de tal forma como se travássemos guerra contra o próprio pecado, que é nosso inimigo interno. A graça de Deus para conosco é dupla, pois os antídotos que ele aplica para curar nossos vícios, os emprega com o fim de defender seu evangelho.

Tenhamos em mente o seguinte: que aqueles a quem o apóstolo se dirige aqui sofreram pacientemente a perda de seus bens e suportaram muitas humilhações. No entanto os acusa de indolência, porquanto entregavam-se ao cansaço em meio à jornada, e não prosseguiam valorosamente até à morte.

Não há razão para buscarmos da parte do Senhor alívio para nossa carga, seja qual for o serviço que realizemos, porque Cristo não dará aos seus soldados licença alguma, exceto àqueles que têm vencido a própria morte.

E já vos esquecestes. Leio essa cláusula na forma interrogativa. Ele está lhes perguntando se haviam esquecido, significando que ainda não era tempo de esquecer. Ele entra, aqui, na parte da doutrina que nos é indispensável para sermos disciplinados pela cruz. E com esse propósito em vista, ele faz referência ao testemunho de Salomão, que inclui duas partes: a primeira, que não devemos rejeitar a correção do Senhor; e na segunda, apresenta-se a razão, ou seja: o Senhor disciplina o objeto de seu amor. Visto que Salomão começa com a expressão: "filho meu", o apóstolo declara que devemos ser atraídos por essa mui terna e doce descrição, e que tal exortação encontra seu caminho nos recessos de nossos corações. Eis aqui o argumento de Salomão: se os açoites de Deus testificam de seu amor para conosco, então é improcedente que os odiemos ou nos agastemos por eles. Aqueles que não suportam a disciplina de Deus para sua salvação, ao contrário, rejeitam esse sinal de sua paternal benevolência, não passam de grandissíssimos ingratos.

Tome posse de sua plena salvação! - M. Lloyd-Jones


Começamos a dar-nos conta disto — que agora somos filhos de Deus. Temos agora esta nova dignidade, este novo nível, este novo status, esta gloriosa posição em que agora nos achamos. Volte àquela oração sacerdotal feita pelo Sumo Sacerdote por excelência (João 17) e note como diz nosso Senhor que devemos glorificá-lo neste mundo exatamente como Ele glorificou o Pai. Você tinha percebido isso? A vida cristã é assim; essa é a razão pela qual se hã de levar vida cristã — dar-me conta de que pertenço a Deus e que me compete glorificá-lo. . . Que posição esplêndida! E o Espírito está em mim e me capacita a fazê-lo. Ele transforma a minha atitude e eu perco o espírito de escravidão e o de covardia. . .

Compreendo que o Espírito Santo habita em mim. . . O Espírito Santo em nós faz-nos lembrar nosso destino. «Se filhos, então herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo» ... O cristão tem absoluta certeza do seu destino. . . Não é questão de. . . lutar para fazer alguma coisa; é questão de ficar preparado para o lugar para onde você vai indo. A maneira de ficar livre do espírito de escravidão e de covardia é saber que, se você é filho de Deus, está destinado ao céu e à glória, e que de todas as coisas que você vê dentro e fora de si mesmo, nenhuma pode impedir o cumprimento desse plano. . «Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé». Fé em que?

Fé em meu destino final. . . Nada é tão eficaz para promover a santidade como a percepção de que somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, de que nosso destino é seguro e certo, de que nada o pode impedir. . . É assim que se vive a vida cristã! Não a transforme numa lei, mas dê-se conta de que você recebeu o Espírito Santo. Depois, viva à altura desse tema, na prática. . . Você pertence a Cristo, você é irmão dEle. . . Não se preocupe com os seus sentimentos. A verdade relativa a você é gloriosa. Se você está em Cristo, eleve-se ao nível correspondente, «acima do pecado, do medo e da preocupação». Tome posse de sua plena salvação, e triunfe e prevaleça.

Spiritual Depression, p. 173-5.

Paganismo versus Cristianismo - ou, Acaso versus Planejado.



Será que tudo que nos acontece é por acaso? Os acontecimentos, quer sejam bons ou maus, ocorrem acidentalmente, de maneira aleatória, sem que haja uma finalidade neles? Os que pensam assim, acham que Deus não determinou, decretou, ou planejou absolutamente nada com relação aos seres humanos, seu futuro histórico ou eterno, e muito menos os acontecimentos diários. Nada foi previsto ou determinado por Deus, inclusive os eventos naturais como terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, acidentes, quedas de aviões, enfim – nada foi previsto ou determinado por ele. Portanto, tudo é imprevisível como num jogo de futebol. Não se sabe o futuro, não se pode prever absolutamente nada quanto ao fim da história. Junto com seus seres morais, Deus constrói em parceria o futuro, que neste acaso é aberto, indeterminado e incognoscível. Inclusive para ele mesmo.

Ou, será que as coisas que nos acontecem, mesmo as menores e piores, têm um propósito, ainda que na maior parte das vezes desconhecido para nós? Os que pensam assim entendem que Deus criou o mundo conforme um plano, um propósito, um projeto, elaborado em conformidade com sua sabedoria, justiça, santidade, misericórdia e poder. Nada que acontece, mesmo as mínimas coisas, o fazem ao acaso e de forma aleatória, contingencial e casual, mas segundo este plano sábio. As decisões dos seres humanos são tomadas livremente por eles mesmos, mas, de uma forma que não compreendemos, elas acabam contribuindo para a concretização do propósito divino sem que Deus seja o autor do pecado. Tudo que ocorre, coisas boas ou ruins, estão dentro deste propósito concebido antes da fundação do mundo.

A melhor maneira de avaliarmos qual das duas é a visão correta é perguntarmos qual delas se aproxima mais da visão de Deus, do mundo e do homem que a Bíblia apresenta. Como os autores bíblicos concebiam o mundo, a história e os acontecimentos?

Ninguém que conheça a Bíblia poderá ter dúvidas quanto à resposta. Os judeus, ao contrário dos povos pagãos ao seu redor, não acreditavam em sorte, azar, acaso, acidente ou contingências. Eram os filisteus e não os israelitas que acreditavam que as coisas podiam acontecer ao acaso (veja 1Sm 6.9). Os israelitas, ao contrário dos pagãos, não acreditavam no acaso.

Para eles, Deus tinha traçado planos para os homens e as nações, e os mesmos iriam se cumprir inevitavelmente. Estes planos não poderiam ser frustrados por homem algum (Jó 42.2; Pv 19.21; Is 14.27; Is 43.13; Is 46.10b-11). Tais acontecimentos estavam tão inexoravelmente determinados que Deus dava conhecimento deles de antemão, através dos profetas. O fato de que os profetas de Israel eram capazes de predizer o futuro com exatidão era a prova de que o Deus de Israel era superior aos deuses pagãos (Is 46.9-10).

Os autores do Antigo Testamento sempre descrevem eventos que aconteceram aparentemente ao acaso como sendo o meio pelo qual Deus realizava seu propósito final. Assim, o arqueiro que atirou sua flecha “ao acaso” durante uma batalha acabou atingindo o rei de Israel e dessa forma cumpriu a profecia sobre sua morte (2Cr 18.33). A tempestade que atingiu o navio em que Jonas fugia para Társis não foi mera contingência, mas resultado da ação de Deus em levar o profeta a Nínive (Jn 1.4). O amalequita que vagueava “por acaso” nos montes de Gilboa foi o que encontrou Saul agonizante e o matou, cumprindo assim a determinação do Senhor de castigá-lo por ter consultado a pitonisa (2Sm 1.6-10; 1Cr 10.13). O encontro “casual” do profeta com um leão causou-lhe a morte e assim cumpriu a profecia contra ele (1Re 13.21-24). A visita casual que Acazias foi fazer a Jorão e o encontro fortuito com Jeú era tudo “a vontade de Deus” conforme o autor do livro das Crônicas, para que Acazias fosse morto (2Cr 22.7-9). Dezenas de outras passagens poderiam ser citadas para mostrar que na cosmovisão dos autores do Antigo Testamento nada acontecia por acaso, nem mesmo as pequenas coisas.

Até mesmo ações pecaminosas dos homens são atribuídas a Deus pelos autores do Antigo Testamento. O endurecimento do coração de Faraó para não deixar o povo de Israel sair é atribuído à Deus, que queria mostrar sua glória e seu poder sobre os deuses do Egito (Ex 7.3; 9.12). O endurecimento dos filhos de Eli para não se arrependerem do mal praticado é atribuído à Deus que os queria matar (1Sm 2.25). O endurecimento do rei Seom para não deixar Israel passar por sua terra é atribuído a Deus, que queria entregá-lo nas mãos de Israel (Dt 2.30), bem como o endurecimento de todas as nações cananitas (Js 11.20). Ao mesmo tempo, é preciso acrescentar, os israelitas não consideravam Deus como culpado do pecado humano. Ele era santo, justo, verdadeiro e não podia contemplar o mal (Hab 1.13). Todos estes mencionados acima foram responsabilizados por seus próprios pecados.

A visão de um mundo onde as coisas acontecem ao acaso, acidentalmente, sem propósito, é completamente estranha ao mundo dos israelitas conforme temos registrado na Bíblia.

Quando chegamos na pessoa de Jesus, encontramos exatamente a mesma visão de mundo, de Deus e da história, que é refletida no Antigo Testamento. Para Jesus, até mesmo coisas tão insignificantes como o número de cabelos da nossa cabeça (Mt 10.30) e a morte de pardais (Mt 10.29) estavam sob o controle da vontade de Deus. Ele era capaz de profetizar acontecimentos futuros tão triviais quanto o local onde se encontrava uma jumenta e seu jumentinho (Mt 21.2), que Pedro iria achar moedas na boca de um peixe (Mt 17.27) e que um homem estaria em determinado momento entrando na cidade com um cântaro na cabeça (Lc 22.10-12). Obviamente estas coisas não aconteceram por acaso.

Jesus se referiu à vontade de Deus e ao plano dele inúmeras vezes, como por exemplo, ao ensinar aos seus discípulos que tinha vindo ao mundo para morrer na cruz para salvar pecadores (Mt 17.22-23). As parábolas que Jesus contou sobre o futuro de Israel e sobre o dia do juízo deixavam pouca dúvida de que, para Ele, a história caminhava para um fim já traçado e determinado por Deus. No sermão escatológico Jesus predisse com exatidão a queda de Jerusalém, a fuga dos discípulos, o surgimento dos falsos profetas, as catástrofes, terremotos, secas, pestes e guerras que haveriam de suceder à raça humana e as perseguições que sobreviriam a seus discípulos antes de sua vinda (Mt 24).

Os discípulos de Jesus, os autores do Novo Testamento, tinham exatamente a mesma visão de um mundo onde nada ocorre por acaso. Tudo o que havia acontecido com Jesus, como o local do seu nascimento (Mt 2.5-6), sua ida ao Egito (Mt 2.15), sua vinda a Nazaré (Mt 2.23), seus milagres (Mt 8.16-17), sua traição (Jo 17.12), seu sofrimento e sua morte na cruz (At 3.18) – inclusive detalhes como beber vinagre (Jo 19.28-29), ter sua túnica rasgada (Jo 19.24) e seu corpo furado por uma lança (Jo 19.34-36) – tudo isto havia sido determinado por Deus em detalhes, a ponto de Deus ter revelado estes fatos cerca de seiscentos anos antes dos mesmos terem acontecido por meio dos profetas de Israel. Pensemos na probabilidade de atos, decisões e eventos acidentais, aleatórios, ao acaso, contingenciais, acontecerem de tal forma que estas coisas aconteceram exatamente como os profetas tinham dito!

Não só os fatos ocorridos com Jesus haviam sido planejados, inclusive aqueles que cercaram o nascimento da igreja cristã. A substituição de Judas (At 1.16-26), o dia de Pentecoste (At 2.14-17), a rejeição de Israel (At 13.40), a inclusão dos gentios na Igreja (At 15.15-20) – tudo aquilo havia sido determinado por Deus e previsto nas Escrituras pelos profetas. Veja a quantidade de vezes que no livro de Atos se menciona que a história de Cristo e da igreja haviam sido determinadas por Deus e anunciada pelos profetas: Atos 3.18,21-25; 10.43; 13.27,40; 18.28; 26.22.

Nas cartas que escreveram às igrejas, os autores do Novo Testamento jamais, em qualquer lugar, ensinaram os crentes que as coisas acontecem por acaso. Ao contrário, eles ensinaram os crentes que a conversão deles era resultado da vontade de Deus. Eles foram predestinados (Rm 8.29-30; Ef 1.5,11), escolhidos antes da fundação do mundo (Ef 1.4). Os crentes são ensinados a buscar a vontade de Deus, a se submeter a ela e a entender que a vontade de Deus controla a história (Rm 8.27; 12.2; Ef 6.6; Cl 4.12; 1Ts 4.3; 5.18; Hb 10.36; 1Pd 2.15). Até o sofrimento por causa do Evangelho era visto como sendo pela vontade de Deus (1Pd 3.17; 4.19). Eles foram ensinados a ver uma santa conspiração divina em tudo que acontece em favor do bem deles (Rm 8.28), a ponto de serem exortados a dar graças em tudo (1Ts 5.18). Eles são exortados a dizer sempre “se Deus quiser” farei isto ou aquilo (Tg 4.15). Paulo sempre dizia que “se for a vontade de Deus” ele iria a este ou aquele local (Rm 1.10; 15.32). Ele sempre começa suas cartas dizendo que foi chamado “pela vontade de Deus” para ser apóstolo (1Co 1.1; Ef 1.1; Cl 1.1; 2Tm 1.1).

Os cristãos são encorajados a enfrentar firmes as provações e tentações, pois Deus não permitirá que eles sejam provados além de suas forças (1Co 10.31). Eles devem sofrer com paciência em plena confiança que o Deus que está no controle de todas as coisas lhes dá a vida eterna e que ninguém poderá arrancar seus filhos de suas mãos. Eles são consolados com a certeza de que Deus haverá de cumprir todas as suas promessas, e que há um final feliz para todos os que confiam nele e crêem em Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador. Eles são exortados a permanecer firmes pois o bem haverá de triunfar sobre o mal, a justiça prevalecerá e a verdade haverá de vencer. E isto só é possível porque Deus está no controle, porque Ele conduz a história para o fim que Ele mesmo determinou, de uma maneira sábia e misteriosa, na qual os seres humanos e os anjos são responsáveis por seus atos, decidem fazer o que querem e tomam as escolhas que desejam.

À semelhança dos autores do Antigo Testamento, os escritores do Novo também atribuem a Deus o fato de que os ímpios e pecadores impenitentes se afundam cada vez mais no pecado. Paulo por três vezes em Romanos 1 declara que Deus entregou os incrédulos de sua geração à corrupção de seus próprios corações, para que eles se afundassem ainda mais no pecado e na iniqüidade (Rm 1.24,26,28). Aos tessalonicenses, ele declara que Deus manda a operação do erro para que os que rejeitam a verdade e creiam na mentira (2Ts 2.11). Igualmente, à semelhança do Antigo Testamento. O Novo responsabiliza os seres humanos por seus próprios pecados e condenação.

É evidente que não será na Bíblia que encontraremos esta visão de um mundo onde as coisas acontecem por mero acaso, onde tudo é casual e contingencial. Mas, vamos encontrá-la na mentalidade pagã, nas religiões idólatras, de deuses pequenos, impotentes, egoístas. Vamos encontrar esta visão de um mundo onde as coisas ocorrem de maneira aleatória nas idéias dos maniqueístas e gnósticos, ateus e agnósticos, especialmente os evolucionistas, que defendem que tudo surgiu e acontece como resultado de uma combinação fortuita de tempo e de acaso.

Os verdadeiros cristãos, todavia, cantam “acasos para mim não haverá”.

Se tudo acontece por acaso, que combinação inimaginável de ações livres, aleatórias e catástrofes naturais fortuitas poderão unir-se numa conspiração impessoal e totalmente ao acaso para produzir o final que Deus prometeu na Bíblia? Se Deus não é Deus, então o acaso se torna Deus e não temos qualquer garantia de que o final feliz prometido na Bíblia haverá de acontecer.

Não nos enganemos. A discussão entre acaso versus planejamento não é uma disputa teológica entre cristãos arminianos e calvinistas, pois os arminianos e os calvinistas concordam que Deus tem um plano, que ele controla a história, que não existe acaso e que Ele conhece o futuro. Ambos aceitam a Bíblia como Palavra de Deus e querem se guiar por ela. O confronto, na verdade, é entre duas visões de mundo completamente antagônicas, a visão pagã e a visão bíblica, entre as religiões pagãs e a religião bíblica. Posso não entender tudo sobre este assunto, mas prefiro mil vezes ficar ao lado dos autores da Bíblia do que ao lado de filósofos, teólogos e poetas ateus, agnósticos e racionalistas.

Autor: Rev. Augustus Nicodemus Lopes

Prove e Veja porque Provar é Ver – John Piper


Ver esta "luz do evangelho da glória de Cristo" não é algo neutro. Não é possível a alguém vê-la e odiá-la; vê-la e rejeitá-la. Se alguém confessa que a vê e a rejeita, está "vendo-a" apenas da maneira como Satanás a vê e quer que a vejamos. Nesse caso, tal pessoa ainda está presa no poder cegante de Satanás. Não! O tipo de ver que Satanás impede não é um ver neutro que coloca você diante de uma refeição a qual você quer ou não comer. O tipo de "cegueira para ver a luz" que Satanás intenta (v. 4) e o tipo de "resplandecer a luz" que Deus cria (v. 6) é mais semelhante a um provar espiritual do que a um testar racional.

Este tipo de ver não é a inferência circunstancial de que "líquido marrom na garrafa com o favo tem de ser mel". Pelo contrário, este ver é o conhecimento imediato de que é mel mediante o colocar um pouco do líquido na língua. Não existe uma série de argumentos que despertam a certeza da doçura. Isto é o que significa ver a luz. Se você é cego, alguém pode convencê-lo de que o Sol é brilhante. Mas essa persuasão não é aquilo sobre o que Paulo estava falando. Quando os seus olhos são abertos — ou seja, quando Deus diz: "Haja luz!" — a persuasão possui outra natureza. Isto é o que acontece na pregação do evangelho. É o que acontece quando Deus remove, com poder criador, as trevas do coração humano.

Novamente, Jonathan Edwards nos ajuda a ver estas coisas com mais clareza:

Existe um duplo entendimento ou conhecimento do bem para o qual Deus tornou a mente humana capaz. O primeiro é apenas especulativo e nocional... O outro consiste no senso do coração: como quando existe um senso de beleza, amabilidade ou doçura de uma coisa... Assim, existe uma diferença entre ter uma opinião de que Deus é santo e glorioso e ter um senso da amabilidade e beleza desta santidade e graça. Existe uma diferença entre ter um julgamento racional de que o mel é doce e ter um senso de sua doçura... Quando o coração é sensível para com a beleza e amabilidade de algo, ele sente necessariamente prazer na apreensão disto... o que é bem diferente de ter uma opinião racional de que aquele algo é excelente.

Acautele-se de pensar que Edwards estava exagerando sobre o ver espiritual. Esses pensamentos não resultam de sonhos que passaram pela mente de Edwards. Resultam de meditação demorada e sincera a respeito do significado da palavra "luz" em 2 Coríntios 4.4 e 6. É a "luz do evangelho" e a "iluminação do... conhecimento". O que tem de ser visto não é mera informação, nem mero conhecimento. O que tem de ser visto é luz. E a luz recebe sua qualidade única do fato que a luz do"evangelho da glória" e a luz "do conhecimento da glória" são uma única luz. No final, elas se mostrarão como uma única glória. Contudo, o fato mais importante aqui é este: a glória de Deus em Cristo, revelada por meio do evangelho, é uma luz verdadeira, objetiva que tem de ser vista espiritualmente, para que haja salvação. Se não for vista — provada espiritualmente como preciosa e cheia de glória — Satanás ainda está agindo, e não há salvação.

A oração mais ousada da história




Referência: Efésios 3.14-21
INTRODUÇÃO
• A primeira de oração de Paulo nesta carta enfatiza a necessidade de iluminação. Esta enfatiza capacitação. A ênfase agora não é no conhecer, mas no ser. Esta oração é o ponto culminante da teologia de Paulo. É considerada a oração mais ousada da história. Paulo está preso, na ante-sala da morte, com muitas necessidades físicas e materiais imediatas, porém, ele não faz nenhuma espécie de pedido a Deus relativos às necessidades materiais.
• Os homens podem colocar Paulo atrás das grades, mas não podem enjaular a sua alma. Eles podem algemar Paulo, mas não podem algemar a Palavra de Deus. Ele podem proibir Paulo de viajar, visitar e pregar nas igrejas, mas não podem impedir Paulo de orar pelas igrejas.
• Paulo estava na prisão, mas não inativo. Ele estava realizando um poderoso ministério na prisão: o ministério da intercessão. Paulo nunca separou o ministério da instrução do ministério da oração. Instrução e oração andam juntas. Hoje, a maioria dos téologos não são homens de oração. E os homens que oram não se apaixonam pela teologia. Precisamos ter a cabeça cheia de luz e o coração cheio de fogo.

I. O PREÂMBULO DA ORAÇÃO
1. A postura de Paulo revela reverência – v. 14
• Os judeus normalmente oravam de pé, mas Paulo se coloca de joelhos. Um santo de joelhos enxerga mais longe do que um filósofo na ponta dos pés. Quando a igreja ora o céu se move, o inferno treme e coisas novas acontecem na terra. Quando o homem trabalha, o homem trabalha; mas quando o homem ora, Deus trabalha.

2. A motivação de Paulo revela exultação pela obra de Deus na igreja – v. 14,15
• “Por esta causa” (v. 14 e v. 1) falam da gloriosa reconciliação dos gentios com Deus e dos gentios com os judeus, formando uma única igreja, o corpo de Cristo.
• A igreja da terra e a igreja do céu são a mesma igreja, a família de Deus. Paulo fala aqui da igreja militante na terra e da igreja triunfante no céu como sendo uma única igreja. Somos a mesma igreja (Hb 12:22,23). Os nomes de todos os crentes, sejam os que ainda estão na terra, sejam os que já estão no céu, estão escritos em um só livro da vida, e gravados no peitoral do único Sumo Sacerdote.
• Paulo se dirige a Deus como o nosso Pai: temos confiança, intimidade: ousadia, acesso e confiança (v. 12).

3. A audácia de Paulo revela sua confiança – v. 16
• Paulo manifesta o desejo de que Deus atenda às suas súplicas “segundo a riqueza da sua glória” (v. 16). A glória de Deus não é um atributo de Deus, mas o fulgor pleno de todos os atributos de Deus. O apóstolo tinha em mente os ilimitados recursos que estão disponíveis a Deus. Podemos fazer pedidos audaciosos a Deus. Seus recursos são inesgotáveis. Ilustração: Nossa provisão financeira nos EUA em 2000/2001.

II. O CONTEÚDO DA ORAÇÃO
• Nesta oração, as petições de Paulo são como degraus de uma escala, cada uma delas subindo mais, porém, baseadas todas no que veio antes.
1. Uma súplica por poder interior – v. 16,17
• A presença do Espírtio na vida é evidência de salvação (Rm 8:9), mas o poder do Espírito é evidência de capacitação para a vida (At 1:8). Jesus realizou seu ministério na terra sob o poder do Espírito Santo (Lc 4:1,14; At 10:38). Há 59 referências ao Espírito Santo no livro de Atos, ¼ de todas as referências do Novo Testamento. 
• Precisamos ser fortalecidos com poder porque somos fracos/porque o diabo é astucioso/porque nosso homem interior: mente, coração e vontade depende do poder do alto para viver em santidade. Ilustração: Moody e o seu revestimento de poder.
• O poder do Espírito Santo nos é dado de acordo com as riquezas da sua glória.
• Estas duas petições caminham juntas. As duas se referem ao ponto mais íntimo do cristão, seu homem interior de um lado, e seu coração do outro. O poder do Espírito e a habitação de Cristo referem-se à mesma experiência. É mediante o Espírito que Cristo habita em nosso coração (Rm 8:9). 
• Cada cristão é habitado é habitado pelo Espírito Santo e é templo do Espírito Santo. A habitação de Cristo, aqui, porém, é uma questão de intensidade. Havia duas palavras distintas para habitar: paroikéo e Katoikéo. A primeira palavra significa habitar como estrangeiro (2:19), para um peregrino que está morando longe de sua casa. Katoikéo por outro lado, significa estabelecer-se em algum lugar. Refere-se a uma habitação permanente em contraste com uma temporária, e é usada tanto para a plenitude da Divindade habitando em Cristo (Cl 2:9), quanto para a plenitude de Cristo habitando no coração do crente (Ef 3:17). Ilustração: A palavra era usada para uma pessoa que tinha todas as chaves da casa. Imagine uma casa onde tem um quarto fechado e onde se cria cobras. Você moraria nessa casa?
• A palavra que foi escolhida katoikein denota a residência em contraste com o alojamento, a habitação do dono da casa no seu próprio lar em contraste com o viajante que sai do caminho para pernoitar em alguma lugar, e que no dia seguinte já terá ido embora. 
• A palavra Katoikéo também significa sentir-se bem ou sentir-se em casa. Cristo sente-se em casa em nosso coração. Os mesmos anjos que se hospedaram na casa de Abraão, também se hospedaram na casa de Ló em Sodoma. Mas eles não se sentiram do mesmo jeito em ambas as casas.
• Uma coisa é ser habitado pelo Espírito, outra é ser cheio do Espírito. Uma coisa é ter o Espírito residente, outra é ter o Espírito presidente. 
• O coração do crente é o lugar da habitação de Cristo, onde ele está presente não apenas para consolar e animar, mas para reinar. Cristo nalguns está apenas presente; noutros, proeminente, e em outros ele é preeminente.
• Se Cristo está presente em nossos corações, algumas coisas não podem estar (2 Co 6:17-18; Gl 5:24).

2. Uma súplica por aprofundamento no amor fraternal – v. 17b
• Para que Paulo pede poder do Espírito e plena soberania de Cristo em nós? Paulo ora para que os crentes sejam fortalecidos para amar. Nessa nova comunidade que Deus está formando, o amor é a virtude mais importante. Precisamos do poder do Espírito e da habitação de Cristo para amar uns aos outros, principalmente atravessando o profundo abismo racial e cultural que anteriormente nos separava. 
• Paulo usa duas metáforas para expressar a profundidade do amor: uma botânica, outra arquitetônica. Ambas enfatizando profundidade em contraste com superficialidade. Devemos estar tão firmes como uma árvore e tão sólidos como um edifício. O amor deve ser o solo em que a vida deve ser plantada; o amor deve ser o fundamento em que a vida deve ser edificada.
• Uma árvore precisa ter suas raízes profundas no solo se ela quer encontrar provisão e estabilidade. Assim também é o crente. Precisamos estar enraizado no amor de Cristo.
• A parte mais importante num edifício é o seu fundamento. Se ele não cresce para baixo solidamente, ele não pode crescer para cima seguramente. As tempestades da vida provam se nossas raízes e se o fundamento da nossa vida estão profundos (Mt 7:24-29).
• O amor é a principal virtude cristã (1 Co 13). O amor é a evidência do nosso discipulado (Jo 13:34,35). O amor é a condição para realizarmos a obra de Deus (Jo 21:15-17). O amor é o cumprimento da lei. O conhecimento incha, mas o amor edifica (1 Co 8:2).

3. Uma súplica por compreensão do amor de Cristo – v. 18,19
• O apóstolo passa agora do nosso amor pelos irmãos para o amor de Cristo por nós. Precisamos de força e poder para compreender o amor de Cristo.
• A idéia central do pedido provém de duas idéias compreender (v. 18) e conhecer (v. 19). A primeira sugere compreensão intelectual. Significa apossar-se de alguma coisa, tornando-a sua propriedade. Mas o verbo conhecer refere-se a um conhecimento alcançado pela experiência. Portanto, a súplica implica em que os crentes tenham um conhecimento objetivo do amor de Cristo e uma profunda experiência nele. 
• Paulo ora que possamos compreender o amor de Cristo em suas plenas dimensões: qual a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade. A referência às dimensões tem o propósito de falar da imensurabilidade desse amor. O amor de Cristo é suficientemente largo para abranger a totalidade da humanidade (Ap 5:9,11; 7:9; Cl 3:11), suficientemente comprido para durar por toda a eternidade (Jr 31:3; Ap 13:8; Jo 13:1), suficientemente profundo para alcançar o pecado mais degradado (o que Cristo fez por nós e o nosso estado – Is 53:6-7), e suficientemente alto para levá-lo ao céu (Jo 17:24 – um inventário espiritual).
• Alguns pais da igreja viram nessas quatro dimensões um símbolo da própria cruz de Cristo. É inatingível a magnitude do amor de Cristo pelos homens. 
• “A fim de poderdes compreender todos os santos” = O isolamento e a falta de comunhão com os crentes é um obstácuo à compreensão do amor de Cristo pelos homens. Precisamos da totalidade da igreja, sem barreira de raça, cultura, cor e denominação para compreendermos o grande amor de Cristo por nós. Os santos contarão uns aos outros sobre suas descobertas e experiências com respeito a Cristo. Veja Salmo 66:16: “Vinde, ouvi, todos vós que temeis a Deus, e vos contarei o que tem ele feito por minha alma”.
• “E conhecer o amor de Cristo que excede todo o entendimento” = O amor de Cristo é por demais largo, comprido, profundo e alto até mesmo para todos os santos entenderem. O amor de Cristo é tão inescrutável quanto suas riquezas são insondáveis (3:8). Sem dúvida passaremos a eternidade explorando as riquezas inesgotáveis da gráca e do amor de Cristo. O amor de Cristo tem quatro dimensões, mas elas não podem ser medidas. Nós somos tão ricos em Cristo que as nossas riquezas não podems ser calculadas mesmo pelo mais sofisticado computador.

4. Uma súplica pela plenitude de Deus – v. 19b
• Nesta carta aos Efésios Paulo nos fala que devemos ser cheios de plenitude do Filho (1:23), do Pai (3:19) e do Espírito Santo (5:18). Devemos ser cheios da própria Trindade. Embora Deus seja transcendente e nem os céus dos céus podem contê-lo (2 Cr 6:18), ele habita em nós. O pedido de Paulo é que sejamos tomados de toda a plenitude de Deus! Deus está presente em cada célula, em cada membro do corpo, em cada área da vida. Tudo está tragado pela presença e pelo domínio de Deus.
• Devemos ser cheios não apenas com a plenitude de Deus, mas até a plenitude de Deus. Devemos ser santos como Deus é santo e perfeitos como Deus é perfeito (1 Pe 1:16; Mt 5:48). 
• Devemos ficar cheios até o limite, cheios até aquela plenitude de Deus que os seres humanos são capazes de receber sem deixarem de permanecer humanos. 
• Isso significa também que seremos semelhantes a Cristo, ou seja, alcançaremos o propósito eterno de Deus (Rm 8:29; 2 Co 3:18). 
• Significa, outrossim, que atingiremos a plenitude do amor, do qual Paulo acabara de falar em sua oração. Então, se cumprirá a oração do próprio Jesus: “… a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles esteja” (João 17:26).
• Nós gostamos de medir a nós mesmos, comparando-nos com os crentes mais fracos que nós conhecemos. E então, nos orgulhamos: “Bem, eu estou melhor do que eles”. Paulo, porém nos fala que a medida é Cristo e que nós não podemos nos orgulhar sobre coisa alguma. Quando tivermos alcançado a plenitude de Cristo, então, teremos chegado ao limite.

III. A CONCLUSÃO DA ORAÇÃO
1. A capacidade de Deus de responder as orações – v. 20
• A capacidade de Deus de responder às orações é declarada pelo apóstolo de modo dinâmico numa expressão composta com sete etapas:
Deus é poderoso para fazer – Pois ele não está ocioso, nem inativo nem morto.
Deus é poderoso para fazer o que pedimos – Pois escuta a oração e a responde.
Deus é poderoso para fazer o que pedimos ou pensamos – Pois lê os nossos pensamentos.
Deus é poderoso para fazer tudo quanto pedimos ou pensamos – Porque sabe de tudo e tudo pode realizar.
Deus é poderoso para fazer mais do que tudo que pedimos ou pensamos – Pois suas expectativas são mais altas do que as nossas.
Deus é poderoso para fazer muito mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos – Porque a sua graça não é dada por medidas racionadas.
Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos – Pois é o Deus da superabundância.

2. A doxologia ao Deus que responde as orações – v. 21
• Nada poderia ser acrescentado a essa oração de Paulo senão a doxologia. “A ele seja a glória” – exclama Paulo, a este Deus com poder para ressuscitar, ao Único que pode fazer com que o sonho se torne realidade. O poder vem da parte dele; a glória deve ser dada a ele. 
• “A ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém.” – A igreja é a esfera onde a glória de Deus se manifesta. A Deus seja a glória no corpo e na cabeça, na comunidade da paz e no Pacificador, por todas as gerações (na História), para todo o sempre (na eternidade). Amém.

Rev. Hernandes Dias Lopes

O amor é mais importante do que a verdade?

 


Nossa época é voltada para humanismo e tem se espalhado a idéia de que os relacionamentos são mais importantes do que a realidade, que o homem é mais importante do que Deus, e que o amor aos outros é mais importante do que a justiça. A verdade está se tornando um sentimento subjetivo; já não é mais um fato imutável e definido. Por isso, conclui-se que a verdade tem pouca importância; só precisamos amar os outros.
Mas se as palavras de Jesus têm valor, toda esta idéia é completamente falsa. Jesus disse que o primeiro grande mandamento é amar a Deus de todo o coração, alma, força e entendimento (Marcos 12:28-31). Amar aos outros é o segundo mandamento. Há muitos que invertam esta ordem. Se amamos a Deus, temos que amar o que ele diz (João 14:15; 15:14). Jesus perguntou: "Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?" (Lucas 6:46).
A verdade é da extrema importância em nossa relação com Deus. Temos que conhecer a verdade (João 8:32; 1 Timóteo 2:4); obedecer à verdade (1 Pedro 1:22); adorar em verdade (João 4:24); andar em verdade (2 João 4); armar-nos com a verdade (Efésios 6:14); e amar a verdade (2 Tessalonicenses 2:10). Aqueles que se desviam da verdade estão perdidos (Tiago 5:19); aqueles que não andam segundo a verdade têm que ser repreendidos (Gálatas 2:14); aqueles que mudam a verdade são detestados por Deus (Romanos 1:25); aqueles que não estão na verdade seguem seu pai, o Diabo (João 8:44).
Tornar o amor mais importante do que a verdade é tornar o homem mais importante do que Deus e fazer o segundo mandamento mais importante do que o primeiro. "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (João 17:17).

-por Gary Fisher

CAP 36 - UM GUIA DE ESTUDO PARA O LIVRO DE GÊNESIS 29


INTRODUÇÃO
A vida de Jacó provavelmente não foi, e nem é considerada importante pelo mundo, ainda que através dele as doze tribos vieram à existir. Nenhum de nós pode saber a verdadeira importância de nossas vidas [Deuteronômio 26:5], mas deveríamos ficar realizados pelo fato dos planos de Deus a nosso respeito serem maiores do que nós realmente pensamos.
I. JACÓ CHEGA A PADÃ-ARÃ - VERSÍCULOS 1-8.
Ao se aproximar do local de destino, Jacó encontrou alguns pastores e perguntou a respeito de Labão. Ele ficou muito contente ao saber que este estava bem, e também que sua filha estava a caminho, trazendo o próprio rebanho.
Várias coisas aqui são dignas de nota:
A. A memória de Jacó deve ter ficado inundada com as lembranças de Gênesis 24. Ele tinha ouvido muitas vezes a respeito da obra de Deus na vida de seus pais. Certamente Jacó deve ter pensado se a linda Raquel era a mulher que Deus havia escolhido para ele. A sua sugestão ao pastor para que partisse [vers. 7], era com certeza motivada pelo desejo de ficar a sós com Raquel.
B. Ficamos impressionados com o trabalho diligente de Jacó comparado com os preguiçosos pastores. Ele estava chocado com o desperdício de tempo em época de pastos verdejantes. Não é a toa que mais tarde os rebanhos de Labão aumentaram quando estavam sob os cuidados de Jacó [Gênesis 30:27]. As crianças devem ser ensinadas na ética do trabalho correto.
II. JACÓ SE ENCONTRA COM RAQUEL - VERSÍCULOS 9-14.
Jacó foi tomado de grande emoção ao encontrar Raquel. Esta alegria espiritual foi o resultado da fé de que Deus abençoaria sua viagem. Seu encontro com Raquel parece ter sido amor a primeira vista. Frustrado com os pastores, ele mesmo removeu a tampa do poço para dar água ao rebanho de Labão. Ele estava ansioso para acompanhar Raquel até a casa de Labão. Jacó nem imaginava que permaneceria ali por vinte e um anos. Vamos sempre nos lembrar da verdade de Tiago 4:13-15.
III. UMA HISTÓRIA DE AMOR - VERSÍCULOS 15-20.
Esta é uma das maiores histórias de amor de todas as épocas. Verdadeiramente a instituição do namoro e casamento é uma das maiores bênçãos de Deus para o homem [Gênesis 2:18]. Perceba a alegria que Raquel trouxe para a vida de Jacó. O mundo erra ao pensar que a promiscuidade, antes ou depois do casamento, possa ajudar a encontrar o amor duradouro [II Samuel 13:1-15]. A monogamia e o sétimo mandamento [Êxodo 20:14] permanecem como uma muralha de proteção ao redor da instituição do casamento.
IV. SEMEANDO E COLHENDO - VERSÍCULOS 21-30.
Aparentemente Jacó nunca havia refletido a respeito de sua má conduta para com Esaú e Isaque. Deus, entretanto, não deixa passar em branco os pecados e fraquezas de Seus filhos. Aqui o "usurpador" aprende o que é ser vítima da fraude. Deus estava castigando e mostrando à ele o mal de seu próprio pecado [Hebreus 12:3-11]. Não podemos experimentar as bênçãos de Deus em nossa vida, enquanto mantivermos pecados não confessados [I João 1:7-9]. Deus não se esquece.
Labão demonstra ser um homem fraudulento e cheio de artifícios. Mesmo que a desculpa do versículo 26 fosse verdadeira, um homem honesto teria avisado Jacó quando o contrato original foi feito. O comportamento de Labão revela um homem ganancioso que não se importava com os sentimentos dos seus filhos [Gênesis 31:14-15]. Tudo o que importava a Labão eram os valiosos serviços de Jacó. O restante da história continua a revelar o seu triste caráter [Gênesis 31:41]. Ter que conviver com um homem deste tipo deve ter impressionado profundamente Jacó a respeito do mal que o engano e a fraude podem causar.
Algumas pessoas têm perguntado como Jacó pode confundir Lia com Raquel. Certamente elas eram de estatura similar, e a noiva lhe foi entregue envolvida por um véu. Sob a escuridão da noite, ele nunca reconheceria a diferença. É evidente que Lia cooperou com o esquema de Labão. Ela provavelmente tinha um amor secreto por Jacó, e talvez temesse nunca se casar.
V. A FAMÍLIA DE JACÓ - VERSÍCULOS 31-35.
Jacó se tornou um polígamo contra a sua vontade. Aqui podemos ver a tristeza causada pela poligamia. A história é repleta de inveja, tristeza, favoritismo, desapontamentos e artimanhas. Infelizmente, os problemas acabam atingindo até a vida dos filhos.
Notemos algumas lições deste evento:
A. O erro da inveja. Cada um tem de levar a sua própria carga. Lia não era amada, mas era fértil. Nós não podemos imaginar como uma mulher se sentia privilegiada por poder gerar filhos. Apesar de Raquel ser linda e amada, era estéril, e isso a amargurava muito [Gênesis 30:1]. Não devemos nunca invejar alguém por sua sorte na vida. Nós sabemos muito pouco a respeito das cargas que outros carregam. Casas maravilhosas podem ser lugar de grandes misérias, enquanto em um casebre pode haver grandes momentos de alegria. Todos nós precisamos da rara jóia do contentamento Cristão [I Timóteo 6:6].
B. Embora o mal e a confusão dos negócios dos homens possam aparecer, os propósitos de Deus nunca podem ser frustrados. O cenário aqui é de ganância, inveja e competição, mas as tribos de Israel são trazidas à existência. Isto não justifica a depravação humana, mas ilustra a soberania de Deus na história do homem [Salmo 76:10; Provérbios 19:21; Gênesis 50:20].
CONCLUSÃO
Que venhamos a nos alegrar pelo fato de que acima da confusão deste mundo, reina um Deus soberano e santo.

Autor: Pastor Ron Crisp 
Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete 2001 
Revisão : Joy Ellaina Gardner 2001 
Verificação: Pastor Calvin Gardner 2002 

CAP 1 - AS BELEZAS DE CRISTO




O QUE CRISTO É PARA OS CRENTES

I. NOSSA FORÇA
"A força da minha vida" - Salmo 27:1
Antes de sermos salvos, possuíamos somente a força da nossa carne. Com essa força carnal não podíamos agradar a Deus nem nos submeter à lei (Rom 8:8) ou ainda compreender as coisas do Espírito de Deus (I Cor 2:14). Desde o nosso nascimento na carne, falamos mentiras (Sal 58:3) e somos totalmente descritos pela Palavra de Deus como sendo desde a planta dos nossos pés até a cabeça não como casa sã, "senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo" (Isa 1:6). Realmente, com um coração enganoso e perverso (Jer 17:9) nós, na carne, nos tornamos inimigos de Deus (Rom 8:7). Sendo assim somos considerados mortos e condenados por Ele (Rom 3:23; 5:12; 6:23).
Por Deus ser "riquíssimos em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo" (Efés 2:4,5). Por Cristo recebemos "todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais" (Efés 1:3) e assim, estando em Cristo, podemos dedicar louvor e glória a Deus por sua graça (Efés 1:6). Deus dá-nos, através de Cristo, e só por Cristo, (João 14:6) uma nova natureza (II Cor 5:17; II Ped 1:4) e um entendimento para conhecermos o que é verdadeiro (I João 5:20). Deus vêm morar em nós através do Seu Espírito Santo (I Cor 6:19) e devido a obra do Espírito Santo sabemos obedecer ao Nosso Deus (João 14:26).
O preço do pecado foi pago com a morte de Jesus Cristo e o poder do pecado foi quebrado com a ressurreição de Cristo (I Cor 15:55-57) e por isso não somos mais dominados pelo pecado (Rom 6:11-14). "Maior é o que está em vós do que o que está no mundo" relata João (I João 4:4). Mesmo tendo a última vitória e a vitória final sobre o pecado por Cristo ainda temos, enquanto estamos vivos na carne, a presença do pecado. A presença do pecado na nossa carne guerreia contra o Espírito de Deus que vive em nós, nossa nova natureza, e isso em muitas vezes faz o crente sentir-se um miserável (Rom 7:14-24).
Cristo traz ao crente inúmeras benções gloriosas não só no porvir quando o veremos face a face mas também agora neste presente século. Essas belezas apontam como nós podemos ter a vitória, agora, até que o vejamos pessoalmente. Queremos estudar as belezas que temos em Cristo e por elas sermos ensinados a renunciar à impiedade e às concupiscências mundanas para que vivamos "sóbria e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo; o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras" (Tito 2:12-14).
"Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." Filipenses 4:13
O Crente não é exposto aos perigos e aos poderes do Maligno sozinho. Ele não precisa ter uma vida vitoriosa por suas forças. Cristo é "a força da minha vida" então "de quem me recearei?" Cristo tem tanto a vontade de desejar quanto a força necessária para que se cumpra o desejo. Essa força está evidente na vida do crente das seguintes maneiras:
A. Resistir a Tentação
Cristo, ainda em forma de homem, passou por tentações e assim enfrentou pessoalmente a Satanás que em nenhuma instância quis poupar a Esse que veio o derrubar (Mat. 4:1-11). Nessas tentações Jesus, semelhante a nós "em tudo foi tentado, mas sem pecado" (Heb 4:14-16) nos mostrando que, pelo seu poder, também podemos vencer esse mal sempre presente. Não há razão para que não retenhamos firmemente a nossa confissão. Cristo já passou por estas situações, venceu e é a nossa força que nos facilita um escape das mesmas situações (I Cor 10:13).
Durante as tentações, como fez Cristo, só podemos ter a vitória lembrando-nos da Palavra de Deus aplicando-a à nossa situação. A nossa força durante as tentações é Cristo e não a nossa carne. Quando Satanás vier nos tentando temos a instrução de Pedro; "Ao qual resisti firmes na fé" (I Ped 5:9), e somos lembrados por Tiago a chegarmos a Deus, e Ele se chegará a nós (Tiago 4:7-8). Chegando a Deus lembraremo-nos da nossa relação com Deus por Cristo. Lembrar-se de Cristo nestas horas opera dando-nos força para resistirmos a Satanás, quem Cristo já venceu. Medite sempre nas obras de Cristo.
B. Persistir no Caminho da Santidade
A carne é fraca e vai se enfraquecendo a cada dia. As situações e os problemas em nossa vida nos desafiam a ponto de parecer que logo desfaleceremos e perderemos qualquer avanço que pela graça de Deus temos alcançado. A nossa força é pequena e a batalha é longa, séria e sombria. Há provocações que podem desafiar até mesmo os grandes na fé (I Cor 11:24-29). Em tudo, Cristo é a nossa força. Temos embaraços (impedimentos) na vida e sempre temos "o pecado que tão de perto nos rodeia". A solução é estarmos "Olhando para Jesus, autor e consumador da fé" e considerando "Aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo". Olhando para Jesus podemos ser animados para que não enfraqueçamos, desfalecendo nossos ânimos (Heb 12:1-4). Não resistimos até o sangue, combatendo contra o pecado. Vamos, então, olhar mais para Cristo e assim seremos resolutos e continuaremos na batalha. Medite na fidelidade de Cristo em face aos obstáculos.
C. Obedecer os Mandamentos
Há tantos mandamentos que Cristo deixou para nós guardamos que precisamos continuamente ser relembrados de todas as coisas que Ele nos tem mandado (Mat. 28:20). Há tanta fraqueza por parte da carne para obedecer que se não tivermos algo para nos ajudar, seremos vencidos. Apesar da seriedade dos preceitos que devemos cumprir ("Sede santos" I Ped 1:16; "sede vós pois perfeitos" Mat. 5:48) e apesar da fraqueza da nossa carne, podemos agradar o Santo e Perfeito por Cristo. "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." (Fil. 4:13). Não batalhamos em obediência a força da carne (batalhamos para morremos à carne!) mas em obediência aos mandamentos de Deus, com a força de Deus (Efés 6:12). Nessa batalha, Cristo é Quem nos capacita. Medite na obediência de Cristo.
"Olhando para Jesus, autor e consumador da fé" Hebreus 12:2
D. Amar uns aos outros
Cristo ocupou muito do seu tempo em oração quando esteve aqui na terra e muitas orações foram dirigidas em favor a aqueles que o seguiam. Cristo desejava o amor com que Deus o amava estivesse com os discípulos. Cristo deu o Seu mandamento que é este: "Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei" (João 15:12). Cristo é a força que nos capacita para amarmos uns aos outros, pois por Ele conhecemos o amor de Deus em primeira instância. Cristo é a força que nos capacita para amarmos uns aos outros, pois entre o seu mandamento e a operação do Espirito Santo não pode haver oposição. Medite na maneira como Cristo amou e procure a obra de Deus para amar aos outros.
E. Perdoar Nossos Devedores
Parte da ação de amar um ao outro é perdoar um ao outro. Temos o exemplo de Cristo para amar e temos Ele como modelo para perdoar. Efés 4:32 nos ensina, "Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo." Pense nas ações contra Cristo e Ele as perdoou para dar-nos um exemplo de perdão em relação a aqueles que são nossos opositores. (Lucas 22:26-43, "Pai, perdoa-lhes, porquê não sabem o que fazem."). Veja que Cristo é a força que nos capacita para que façamos o que agrada á Deus, inclusive perdoar um irmão de algo inferior ao que Deus já nos perdoou por Cristo.

Autor: Pastor Calvin Gardner
Correção gramatical: Albano Dalla Pria 5/98 

Marcadores

(I Pedro 5:8) (1) 1 Coríntios (3) 1 Pedro (1) 1Pedro (1) 2 Pedro (2) A (1) A palavra da Cruz é Loucura (3) A Parábola do Rico e Lázaro (1) a Semente e os Solos (1) A Volta de Jesus (4) A. W. Tozer (36) A.W Pink (2) Abandonado (1) Aborto (9) Adoração (18) Agostinho (1) Aids (1) Alegria (22) Aliança (1) Alívio (1) Almas (17) Amarás o Próximo (1) Amargura (1) Amém (3) Amizade (5) Amor (70) Anátema (1) Angústia (2) Animais (1) Anjos (3) Anorexia (1) Ansiedade (5) Anticristo (2) Antidepressivo (1) Antigo Testamento (1) Apocalipse (10) Apostasia (5) Apóstolo Paulo (4) Arca de noé (2) Arrebatamento (3) Arrependimento (22) Arrogância (1) Arthur W. Pink (5) As Igrejas de todos os Tipos e para todos os Gostos (1) Ateísmo (4) Ateus (5) Augustus Nicodemus (2) Autoridade (4) Avareza (1) Aviso (2) Avivamento (10) Batalha Espiritual (7) Batismo (4) Bebida Alcóolica (1) Benção (2) Bíblia (49) Boas Novas (1) Bullying (1) Cálice (2) Calvinismo (2) Campanhas no Facebook (1) Cansado (1) Caráter (4) Carnal (1) Carnaval (2) Carne (11) Carta de Deus e do Inferno (2) Carter Conlon (1) Casamento (32) Castigo (1) Catolicismo.Religiao (1) Céu (14) Chamados ao primeiro amor (5) Charles Haddon Spurgeon (274) Cigarro (1) Circo ou Igreja? (1) Cirurgia Plástica (1) Citações Redes Sociais (2) Clodoaldo Machado (1) Cobiça (1) Comunhão (4) Comunidade no Orkut (1) Conhecendo as Histórias da Bíblia (1) Conhecimento (2) Consciência (2) Consolador (3) Copa do Mundo (1) Coração (31) Coragem (4) Corra (1) Corrompidos (1) Cosmovisão Cristã (1) Crer em Jesus (3) Criação (3) Criança (7) Cristãos (60) Cristianismo (19) Cristo (85) Crucificaram (1) Cruz (29) Culto (2) Cultura (4) Cura (6) David Wilkerson (43) Demônio (4) Dennis Allan (23) Denominações (1) Dependência (2) Depravação Humana (11) Depressão (6) Desanimado e fraco (11) Descanso (1) Desejo (1) Desenhos para Crianças (9) Deserto (1) Desigrejados (1) Desonra (1) Desprezado e Rejeitado (3) Desviado (5) Deus (328) Devoção (1) Diabo (9) Dinheiro (11) Discernimento (1) Discipulado (7) Discípulos Verdadeiros (4) Divórcio (9) Divulgue esse Blog (2) Dízimos e Ofertas (3) Dons Espirituais (1) Dor (6) Dores de Parto (1) Doutrinas (5) Dr J.R (1) Drogas (1) Dúvidas (1) Eclesiastes (1) Ego (1) Enganados (1) Envelhecer com Deus (1) Equilibrio (1) Errando (2) Escolha (2) Escolhidos De Deus (10) Escravo por Amor (2) Esforço (1) Esperança (8) Espíritismo (1) Espirito Santo (27) Espirituais (35) Estudo da Bíblia (257) Estudo Livro de Romanos por John Piper (17) Estudo Livro de Rute por John Piper (5) Eternidade (10) Eu Não Consigo (1) Evangelho (76) Evangelho da Prosperidade (13) Evangelho do Reino (1) Evangelismo (5) Evangelizar pela Internet (7) Evolução (1) Exaltação (1) Êxodo (1) Exortação (3) Ezequiel (1) Falar em Linguas (3) Falsos Profetas(Enganação) (17) Família (16) Fariseus (3) Fé (49) Felicidade (6) Festas do Mundo (1) Festas juninas(São João) (1) Fiél (3) Filmes Bíblicos (43) Finais dos Tempos (11) Força (1) Fruto (8) Futebol (1) Gálatas (1) George Müller (1) George Whitefield (2) Glória (44) Graça (47) Gratidão (3) Guerra (4) Hebreus (1) Heresias (3) Hernandes Lopes (110) Hinos (1) Homem (46) Homossexual (6) Honra (1) Humanismo (1) Humildade (9) Humilhado (8) Idolatria (12) Idoso (1) Ignorância (1) Igreja (79) Ímpios (1) Incentivo (1) Incredulidade (2) Inferno (8) Ingratidão (2) Inimigo (2) Inquisição Católica (1) Intercessão (1) Intercessor (1) Intervenção (9) Intimidade (1) Inutéis (1) Inveja (1) Ira (12) Isaías (1) J. C. Ryle (9) James M. Boice (1) Jejum (4) Jeremias (2) Jesus (88) Jó (1) João (4) João Calvino (145) Jogos VIDEO GAMES (2) John Owen (15) John Pipper (587) John Stott (28) John Wesley (1) Jonathan Edwards (92) José (1) Joseph Murphy (1) Josué Yrion (8) Jovens (15) Julgamento (20) Justiça (2) Lave os pés dos seus irmãos Vá em busca dos perdidos e fale do amor de Deus (1) Leão da Tribo de Judá (1) Legalismo vs. Bem-Aventuranças (1) Leonard Ravenhill (52) Liberdade (10) Língua (5) Livre arbítrio (10) Livros (67) Louvor (4) Lutar (7) Maçonaria e Fé Cristã (1) Mãe (2) Mal (18) Maldições Hereditárias (3) Manifestações Absurdas (2) Marca da Besta (1) Mártires (5) Martyn Lloyd-Jones (173) Masturbação (2) Mateus (2) Maturidade (2) Médico dos Médicos (1) Medo (2) Mefibosete (1) Mensagens (372) Mentira (8) Milagres (2) Ministério (10) Misericórdia (13) Missão portas abertas (21) Missões (27) Missões Cristãos em Defesa do Evangelho (1) Monergismo (1) Morrendo (12) Morte (43) Morte de um ente querido que não era crente (1) Mulher (11) Mulheres pastoras (2) Mundanismo (3) Mundo (28) Murmuração (3) Músicas (38) Músicas nas Igrejas.Louvor (8) Namoro ou Ficar (12) Natal (4) Noiva de Cristo (2) Nosso Corpo (1) Novo convertido (10) Novo Nascimento (11) O Semeador (1) O Seu Chamado (13) Obediencia (8) Obras (15) Obreiros (2) Observador (2) Oração (67) Orgulho (10) Orgulho Espiritual (1) Orkut (1) Paciência (7) Pai (1) Pais e Filhos (21) Paixão (3) Paixão de Cristo (2) Parábola Filho Pródigo (2) Parábolas (9) participe do nosso grupo e curta nossa página! (1) Páscoa (1) Pastor (18) Paul Washer (216) Paulo Junior (239) Paz (4) Pecado (106) Pecadores (12) Pedofilia (2) Perdão (16) perse (1) Perseguição (13) Pobre (4) Poder (18) Por que tarda o pleno Avivamento? (3) Pornografia (8) Porque Deus permite o sofrimento dos inocentes (2) Porta Estreita (2) Pregação (24) PREGAÇÕES COMPLETAS INTRODUÇÃO ESCOLA DE OBREIROS (1) Profecias (3) Profetas (3) Prostituição (2) Provação (2) Provar o Evangelho Para Aqueles que Não acreditam Na Bíblia (1) Provérbios (1) Púlpito (3) Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (1) R. C. Sproul (29) Realidade (1) Rebelde (1) Redes Sociais (2) Reencarnação (2) Refletindo Sobre Algumas coisas (1) Reforma e Reavivamento (1) Reforma Protestante (3) Refúgio (2) Regeneração (16) Rei (3) Relativismo (1) Religião (7) Renúncia (2) Ressuscitou (5) Revelação (1) Ricardo Gondim (1) Richard Baxter (7) Rico (12) Romanos (20) Roupas (1) Rupert Teixeira (4) Rute (5) Sabedoria (12) Sacrifício (3) Salvação (45) Sangue de Cristo (3) Santa Ceia (2) Santidade (34) Satanás (15) Secularismo (1) Segurança Completa (1) Seitas (3) Semente (1) Senhor (10) Sensualidade (2) Sermão da Montanha (2) Servos Especiais (4) Sexo (8) Sinais e Maravilhas (2) Soberba (1) Sofrimento (24) Sola Scriptura (1) Sola Scriptura Solus Christus Sola Gratia Sola Fide Soli Deo Gloria (4) Soldado (1) Sozinho (3) Steven Lawson (12) Submissão (1) Suicídio (2) Televisão um Perigo (8) Temor (4) Tempo (5) Tentação (9) Teologia (2) Teologia da Prosperidade (4) Tesouro que foi achado (4) Tessalonicenses 1 (1) Testemunhos (29) Thomas Watson (17) Tim Conway (38) Timóteo (1) Todo homem pois seja pronto para ouvir tardio para falar tardio para se irar Tiago 1.19 (1) Trabalho (2) Tragédia Realengo Rio de Janeiro (2) Traição (4) Transformados (1) Trevas e Luz (2) Tribulação (10) Trindade (2) Tristeza (5) Trono branco (2) Tsunami no Japão (2) tudo (231) Uma Semente de Amor para Russia (1) Unção (3) Ungir com Óleo (1) Vaidade (3) Vaso (2) Velho (1) Verdade (30) Vergonha (3) Vestimentas (1) Vícios (6) Vida (39) Vincent Cheung (1) Vitória (5) Vontade (1) Votação (1) Yoga (1)

Comentários:

Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

Postagens Populares

Bíblia OnLine - Leitura e Audio

Bíblia OnLine - Leitura e Audio
Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

Feed: Receba Atualizações Via Email

Coloque o seu endereço de email e receba atualizações e conteúdos exclusivos:

Cadastre seu E-mail.Obs.: Lembre-se de clicar no link de confirmação enviado ao seu e-mail.