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10 de set. de 2010

Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos (João 15:13).Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!Romanos 10:14-15




Incentivo e exigência
Esse versículo nos dá uma representação singular do amor do Senhor Jesus. Mostra como Ele estava preparado para morrer pelos que amava. A vida é o supremo bem que o Criador deu aos seres humanos. Até Satanás sabe disso: “Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida” (Jó 2:4). Nosso Salvador sacrificou a Sua por nós. Amor maior que esse é inconcebível. Ele provou Seu amor ao morrer voluntariamente a morte que nos era devida.
O Senhor já havia dito: “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai” (João 10:17-18). Ao sacrificar Sua vida, a grandeza divina se manifestou soberanamente: ninguém podia tirar a vida do Senhor Jesus contra Sua vontade. Ele fez isso para que tivéssemos vida abundante (João 10:10).
O Senhor Jesus deu Sua vida por Seus amigos. Como podemos saber se somos Seus amigos? “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (João 15:14). Se Jesus Cristo ao sacrificar Sua vida provou Seu amor de maneira indubitável, ao obedecermos Seus mandamentos provamos de forma real e prática que O amamos. “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15:12). O infinito e incondicional amor do Senhor para conosco é ao mesmo tempo um incentivo e uma exigência para que amemos uns aos outros. “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (1 João 3:18).



 Repetidas vezes, recebemos mensagens dos nossos irmãos em Cristo, estabelecidos em diferentes regiões do Brasil, perguntando-nos se há alguma igreja nossa em sua cidade, ou pelo menos um grupo de irmãos compromissados com a verdadeira doutrina de Cristo, uma igreja semelhante à igreja primitiva iniciada pelos apóstolos, para que possam congregar e unificar com esses em uma só comunhão e perseverar numa mesma fé.    
Os nossos amados irmãos em Cristo estão carentes, com sede da verdade, e o Espírito Santo de Deus começa a persuadi-los que na sua congregação há um descompasso relacionado à verdadeira doutrina de Cristo. E ao apreciarem a afinidade dos estudos bíblicos do nosso site com a palavra de Deus, os irmãos começam a vislumbrar a presença de um povo zeloso do bem, que têm um chamado por Cristo, para anunciar a essência da verdade expressa no seu Evangelho para edificar a sua verdadeira igreja.  
Mas nós não temos igrejas espalhadas pelas cidades do Brasil, porque não participamos do sistema convencionado pelas instituições religiosas eclesiásticas que o homem apelidou de "igrejas". Optamos em servir a Deus da maneira preceituada no Evangelho de Cristo, principiado pelos seus apóstolos, ocasião em que deu-se inicio a igreja primitiva de Cristo para anunciar a sua verdade.
Reunimo-nos como faziam os Apóstolos, informalmente, sempre nas residências dos irmãos. Não que haja restrição bíblica em se reunir numa edificação, e se alguém assim optar, não há impedimento algum, sabendo que essa acomodação não é para Deus, mas para o conforto do homem, e isso demanda despesas, desde que não venha a recair sobre os irmãos. Nós preferimos ajuntar da maneira mais simples, justamente para não gerar despesas para os irmãos, e o Espírito Santo de Deus sempre se faz presente entre nós, pelo qual, o Senhor Deus tem nos dado a sua paz e realizado obras maravilhosas em nosso meio.   
É importante ressaltar que essa forma de reunião nas casas dos irmãos, não é uma nova doutrina, mas uma prática milenar principiada pelos Apóstolos, e não tem vínculo algum com as reuniões "celulares", nem com o  G12 que se tornaram uma tradição nas igrejas, porem, é mais um doutrina criada pelo homem, porque na bíblia não existe ordenança para essa doutrina. Nós reunimo-nos em nome do Senhor Jesus, conforme Ele mesmo preceituou (Mateus 18.20).   
Portanto amados, não somos células, mas uma verdadeira Igreja edificada e membrada no Corpo de Cristo. Reunimo-nos em conformidade com a palavra de Deus, em nome do Senhor Jesus Cristo, e realizamos um culto racional para louvar, orar e anunciar o seu Evangelho, tudo para honra e glória do Senhor Deus, pois não temos conotação com o sistema integrado pelas igrejas institucionalizadas.  
Glorifico ao Pai, porque a IGREJA PRIMITIVA DE CRISTO está viva, aqui e em todas as partes do Brasil e do mundo, porque temos conhecimento, que há irmãos em diferentes partes do Brasil que, assim como nós, também se reúnem em nome do Senhor Jesus Cristo e realizam cultos nas casas, sem as formalidades dogmáticas, independente de vínculo com sistema adotado pelas igrejas. 
E, essa forma genuína de cultuar e adorar a Deus, é a mais autêntica doutrina bíblica, pois foi exatamente assim que tudo começou pelo ministério dos Apóstolos, posterior a ascensão do Senhor Jesus ao Trono de Glória do Pai, o qual, os revestiu com o Espírito Santo (Atos Capítulo 2) para iniciar a maior obra já realizada em todo o mundo para disseminar o seu Evangelho, no que vem a sustentação pelo próprio Senhor Jesus, o qual disse: Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí, estou eu no meio deles (Mateus 18.20).
Observem que há uma promessa de Jesus para estar no meio dos que se reúnem em seu nome. E, para Ele, não importa o local e nem o número de pessoas, o mais evidente é a fé e a finalidade da reunião para anunciar o seu Evangelho, para honra e glórias de Deus Pai.   
Jesus assegura que para servir a Deus, não se faz necessário se enclausurar nos  templos luxuosos, estádios, nada dessa pirotecnia produzida pelo homem tem valor para Cristo, porque a sua verdadeira igreja é o coração de cada um daquele que O busca com humildade e pureza de espírito.
                         QUEM DEVE ANUNCIAR O EVANGELHO?
Devemos nos conscientizar que a responsabilidade de anunciar o Evangelho de Cristo, não é ministério nem obrigação exclusiva só para os dirigentes da igreja, ou grupo de missionários treinados especificamente para esse. Essa ordenança é para todos os que receberam o Senhor Jesus como seu único e suficiente salvador, e nada impede que os irmãos também se reúnam, e comecem a anunciar o Evangelho da forma que o Senhor Jesus ordenou. Aliás, é dever, compromisso para os que esperam pela vinda do Senhor (Marcos 16.15).
Então o irmão poderá dizer: Mas Eu não estou preparado, não conheço bem a palavra, e como vou reunir um grupo de pessoas ou sair por aí pregando?  Irmão, só tem uma forma para você se credenciar a esse maravilhoso ministério: Buscar no Senhor Jesus a capacitação e a unção do Espírito Santo para iniciar a sua obra. No livro de Mateus 21.22, Jesus disse: E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis.
Confirmado na primeira Carta Universal do Apóstolo João (I João) 2.27: E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis.
Tiago 1.5 diz: E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.
                Na segunda carta de Paulo aos Coríntios 3.5, está escrito: Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica.
Portanto, não há necessidade de ingressar em curso bíblico de discipulado, faculdade de teologia, nada disso, aliás, não deve, porque você tem em suas mãos a maior fonte de sabedoria e inspiração, a bíblia sagrada. É só buscar a unção no Espírito Santo de Deus, meditar, e Ele vos ensinara todas as coisas.  
O seu compromisso com a obra de Deus não veio por acaso, talvez você nem imagine a grandeza do seu ministério, e certamente não é esquentar banco de igreja, dizendo amem a tudo que se ouve.
O irmão foi chamado por decreto do Altíssimo para ser ministro de Cristo, anunciar a sua paz, pregar o Evangelho, e fazer a sua obra conforme o Senhor requer.  Observe a razão, pela qual, Senhor Jesus o chamou:
Não me escolhestes vós a mim, mas eu escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, afim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda (João 15.16).
Mas o irmão poderá replicar: Mas eu já tenho ministério na minha igreja. Amém por isso. Então perguntamos: Quem o ungiu para exercer esse ministério? O irmão foi ungido pelo seu “pastor” ou pelo único PASTOR das ovelhas, o Sumo Pastor, o Senhor e Salvador Jesus Cristo? Porque só Cristo poderá nos ungir para um ministério. Vejamos o exemplo bíblico:
No livro de Atos dos Apóstolos 1.23-26, após a ascensão do Senhor Jesus Cristo ao Trono de Glórias do Pai, os onze Apóstolos se reuniram para escolher e ungir o sucessor de Judas Iscariotes, e, apresentaram dois nomes: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias.
E, orando, a sorte caiu sobre Matias. E, por voto comum, foi contado com os onze apóstolos, mas essa deliberação não foi por Cristo homologada. Tanto que para esse ministério, Ele mesmo chamou e ungiu o nosso irmão Paulo, e não fora mais citado o nome de Matias nas demais escrituras do Novo Testamento.
Gostaríamos de elucidar a luz do Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, para que os irmãos se conscientizem que não estamos incentivando-os a abandonar a obra de Deus. Ao contrário, a mensagem é para o seu crescimento na fé, fortalecimento espiritual, e toda iniciativa deve ser gerenciada sob a direção do Espírito Santo de Deus.
O Chamado é para encorajá-lo a tomar posse do ministério para o qual fora chamado por decreto, não de homem, mas de Deus, para arrebanhar as ovelhas do Sumo Pastor o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, as quais, muitas ainda estão em aprisco de outros pastores, e a hora é de agregar essas (João 10.16).
O que precisamos na realidade é a libertação plena, repudiar a tradição de súdito do homem, e alcançar a liberdade espiritual em Jesus Cristo, porque Ele é o nosso Pastor, pois, em I Coríntios 7.23, alertou: Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.
Não podemos ficar alheio as ordenanças do Senhor Jesus, Ele faz uma convocação geral, afirmando que a seara é grande e os ceifeiros são poucos. Precisamos fazer a nossa parte, porem, não estamos aqui removendo a atuação dos pregadores do Evangelho, porque certamente houve um chamado para isso, como também há uma função por eles a ser desempenhada dentro do Evangelho de Cristo.  
O próprio Apóstolo Paulo na Carta aos Filipenses 1.15-19, declarou: A verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa mente, uns por amor, sabendo que fui posto para defesa do Evangelho; mas outros, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões.  
Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento, ou em verdade, nisto me regozijo e me regozijarei ainda.  Porque sei que disto me resultará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo.
                                           IDE POR TODO O MUNDO
            Muitas vezes quando alertamos para a missão, a primeira coisa que vem na imaginação é embarcar num bom automóvel, ônibus ou aeronave e viajar para alguma parte do país ou do mundo, com todas as despesas pagas pelas igrejas. Mas será que foi isso mesmo que o Senhor mandou?
Em concordância com as sábias palavras do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Ele nos incumbiu de levar o seu Evangelho a todos os moradores da terra. Porque o Senhor lhe ofertou a salvação, não foi para guardá-la consigo mesmo, mas para que vades, e dei frutos e os vossos frutos permaneçam para sempre (João 15.16).
E, para isso, nem sempre é necessário ir para os confins da terra. Dentro do nosso país há muitas pessoas a serem evangelizadas, na nossa cidade, na nossa rua e até mesmo dentro da nossa família há pessoas sedentas da palavra.  Meu irmão, onde quer que você esteja, esse é o território demarcado para que o Evangelho de Cristo seja ser anunciado.
                                             OUÇA O CHAMADO DO SENHOR 
Na carta aos Romanos 10.13-17 diz: Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?  E como pois pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formoso os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas. A fé é pelo ouvir, e o ouvir a palavra de Deus.
O Senhor Jesus nos chama de diversas formas para que desperte em nós, o compromisso com a sua obra. No Evangelho de Mateus 25.14-30, na alusão da  Parábola dos Talentos, Ele exemplifica o resultado da colheita dos bons e maus operários.
 Nesta parábola, o Senhor Jesus não está se referindo a bens materiais, mas ordena que sejamos verdadeiros operários na sua seara, que trabalhamos para multiplicar almas para o seu Reino, e ainda alerta que os preguiçosos, inúteis, e os tímidos,  aqueles que enterraram a graça recebida, estes serão lançados nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes, porque toda árvore que não produz bons frutos corta-se e lança-se ao fogo (Mateus 7.19).
                                     RECOMENDAÇÕES FINAIS 
É indispensável que o Evangelho do Senhor Jesus Cristo seja anunciado, e está sob a nossa incumbência. Assim sendo, o irmão que sentir o chamado de Cristo, e se dispuser a  se dedicar à obra de Deus, e, caso precise de alguma orientação que possamos ajudar, saibam que estamos ao seu inteiro dispor para apoiar e prover a assistência necessária, desde a orientação para iniciar as reuniões, a evangelização, a realização do batismo, santa ceia, e tudo que for necessário para a divulgação do Evangelho do Senhor Jesus Cristo.
Para os irmãos que moram na nossa região (Londrina-PR), podemos auxiliar pessoalmente. Para os mais distantes, a monitoração poderá ser pela internet, ou por outros meios disponíveis pela tecnologia. Conforme as necessidades, os irmãos entram em contato e nós vamos passando as orientações conforme temos recebido do Senhor. 
E para fazer essa obra, não precisam e nem devem abandonar o seu emprego não. É imprescindível administrar bem o tempo, use aquele horário que você sempre reservou para se dedicar ao Senhor. Convide aos seus familiares, amigos, companheiros de trabalho, irmãos da igreja, estipulem dias e horários e comecem a se reunir nas casas, guardando sempre os mandamentos do Senhor Jesus, exemplificado no Evangelho de Mateus 10.6-10, quando convocou os seus discípulos para anunciar o seu Reino, e lhes ordenou, dizendo:
Ide antes as ovelhas perdida da casa de Israel; e, pregai, dizendo: É chegado o Reino dos céus.  Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.    Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão, porque digno é o operário do seu alimento.
Observem que desde então, não há na bíblia nenhuma outra ordenança do Senhor Jesus, deliberando aos pregadores a adquirir para si, dinheiro ou qualquer outro benefício em seu nome, portanto amados, guardem bem essa palavra que não é minha, mas do Senhor Jesus. Caso precisem de algum apoio para realizar a obra de Deus, que seja só o necessário para o cotidiano.
Na página principal do nosso site www.cristoeaverdade.net  está disponível umaCartilha para evangelização, com estudos apropriados que irão facilitar o entendimento e a pregação do Evangelho de Cristo, mesmo para os que ainda não possuem experiência de ministração, bem como os Estudos Bíblicos estão à inteira disposição dos irmãos, podendo usá-los livremente. Em todos os nossos comentários (pregação didática) constam as referências bíblicas,  é só imprimir e começar a obra.
 Mas a princípio, podem se entusiasmar com o chamado porque não é nada difícil, asseguro que investir na obra de Deus e fazer a vontade do nosso Pai Eterno é saudável, prazeroso, e muito gratificante espiritualmente.
O Senhor declara que os tímidos não herdarão o Reino do Céu, por isso, se você permanecer em silêncio almas irão para o inferno, mas se você anunciar o infinito amor do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, as pessoas se converterão, serão abençoadas pelo Pai e alcançarão a vida eterna.
Quando o homem de Deus se cala o povo peca, mas quando o homem de Deus levanta a sua voz para anunciar o Evangelho de Cristo, o povo se liberta.
Gostaria de aproveitar esta oportunidade para estender o convite aos irmãos a participarem desse estudo, enviando-nos a sua opinião, sugestão, e também enviando testemunho e opiniões para enriquecimento desta obra, para honra e glória do Senhor Deus e Eterno Pai.
Querendo Deus, estaremos juntos, alegrando-nos e intercedendo ao Pai para que esteja sempre conosco, e nos ajude a superar as dificuldades, esperançosos para vinda do seu amado Filho Jesus Cristo, o qual se entregou a si mesmo para nos remir de toda obra do pecado.
Continuem firmes nessa esperança e que o infinito amor de Deus de consolação, seja sempre presente na vida de cada um de vós, e que a graça e a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo se faça presente no coração de cada um, agora e até a consumação dos séculos. Amem.
Deus seja eternamentelouvado e o seu Filho  glorificado.

Dez coisas que um missionário não deve esquecer!

1- Tudo que Ele faz depende totalmente de Deus, e o julgo de Jesus é suave e leve.
2- O nome de Cristo tem que ser glorificado e não o dele próprio.
3- Ele não é um super-herói, tem suas limitações e fraquezas.
4- Que fotos e relatórios são importantes, mas o que realmente importa são vidas aos pés de Cristo!
5- Que Pessoas são seres humanos dotados de uma vida e de sentimentos, não são apenas números em um relatório ou estatísticas.
6- Que devemos ser irrepreensíveis, pois aqueles que discipulamos nos tem como espelho de Cristo.
7- Que vida missionária não é uma carreira, mas uma entrega de vida sem glória ou coroa na terra, senão cruz e escárnio.
8- Que não seremos entendidos até por aqueles que deveriam nos entender, pois missão é a sabia loucura amorosa de um Deus resgatador que zela pela sua criação.
9- Que todas nossas fraquezas e defeitos serão expostos no campo missionário, e isso é parte do processo divino. Primeiro Deus nos alcançará no campo para podermos alcançar o povo.
10- Que nos primeiros meses ou anos, estamos no pior lugar do mundo e nos últimos anos não queremos mais voltar para nossa própria pátria.
Por: Marvyo Darley – Missionário África

Fazendo Missões, sem sair de Casa.  

Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.
1Timóteo 5:8


         Quando alguém fala acerca de missões, Algumas pessoas imaginam alguém que deixou sua casa e foi a países desconhecidos a fim de anunciar a palavra de Deus, porem nossa missão começa dentro de nossos lares, famílias, conhecidos de rua e amigos de trabalho,como quererá ganhar todo um continente se não ganhou a tenção , ou o respeito, ou a confiança de seu conjugue, filhos e vizinhos. Não nos esquecemos que devemos pregar a palavra, entretanto nos somos a palavra viva, a palavra ativa dentro de nossos lares e locais cotidianos. Olhando para as estatísticas vemos o caos instalado no meio das famílias, onde o número de divórcio cresce assustadoramente.
          A pergunta é: quem vai olhar para os casais antes que eles cheguem ao divórcio?
E os filhos que ficam no meio desta batalha, sem saber o que fazer e nem o que será de suas vidas após a separação de seus pais?
Ficam na expectativa de que seus pais se reconciliem, porque o desejo é que permaneçam casados para todo sempre apoiando, orientando, educando, marcando suas vidas com sua presença dentro do lar.
O nosso coração arde para que se levante uma geração de missionários que se envolvam na restauração das famílias pois trabalhar vivendo a palavra com aqueles que estão ao nosso lado é uma grande missão, perdoar o a falha ou erro do conjugue e dormi ao lado amando e isso é mostra amor, reconhecer a fragilidade de uma criança e ajudar a crescer isto é uma grande obra.
“…. e converterá o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais….. “ isso é o primordial viver o amor de Cristo com meu conjugue, viver o amor de Cristo com os filhos, viver o amor de Cristo com os semelhantes, viver o amor de Cristo com todos os povos da terra.
                  A família é a base da sociedade, da igreja, porque foi assim que Deus planejou todas as coisas desde o princípio, pois Deus é uma família, Ele é pai Ele é filho, e todos aquele que o recebe em amor se tornam filhos, e nos irmãos.
A grande maioria dos jovens que se envolvem com crimes, drogas e prostituição são filhos de pais separados, famílias desestruturadas, pais ausentes que tentam suprir esta carência com presentes.
Do que estes filhos estão realmente necessitando? Ele necessitam de uma mulher e um homem que entenda que sua maior missão estar dentro de seu lar ,eles necessitam de um abraço amoroso , da segurança, da presença, de uma palavra de apoio e de serem ouvidos pelo seus pais.
            
            Precisam ser valorizados e saberem que fazem parte de uma família, não somente por palavras, mas por atitudes, gestos e ações.
            Não podemos criar uma geração sem o conhecimento dos princípios de Deus. (Oséias 4:6). Procurar investir nos filhos. (Deuteronômio 6:1-9)
 Caro amigo se você ainda não tem Cristo, saiba que ele ressuscita tua esperança , teus filhos, teu casamento, e tua vida será uma bênção , ganhe sua casa pra cristo ela é nosso primeiro e principal campo missionário , tenho tentado aprender uma língua para assim, caso seja a vontade de Deus, levar o amor de Deus ao povos, porem essencialmente é falar o mesmo idioma de minha esposa entende-la e ser entendido pela mesmo, que haja comunicação, compreensão e Assis posso falar do verdadeiro amor, o que vem de Deus, ele é o autor do amor, a família nasceu no coração de Deus, e amor faz unir a família,
Missões deve começar dentro de casa.


Marvyo Darley



How He loves us - John Mark (testemunho)




Como Ele ama John Mark Mcmillan 

Ele tem ciúmes de mim 
Ama como um furacão
Eu sou uma árvore
Se dobrando para baixo
Do peso do seu vento e misericórdia
Quando de repente
Ignoro estas 
Aflições ufuscadas pela glória
E compreendo como você é belo
E como os seus desgostos são grandes para mim

Oh como Ele nos ama tanto
Oh como Ele nos ama
Como Ele nos ama

Sim Ele nos ama
Oh como

Nos somos a sua porção
E ele é o nosso prêmio
Levada à redenção pela graça em seus olhos
Se a sua graça é um oceano, estamos todos afogando
Então o Céu desce até a terra com um sujo beijo
molhado
E o meu peito queima violentamente no meu peito
E não temos tempo para mater esses pesares
Quando eu penso sobre a forma como
Ele nos ama

Oh como Ele nos ama tanto
Oh como Ele nos ama
Como Ele nos ama tanto

Sim Ele nos ama
Oh como

Pensei em você
No dia que Stephen morreu
E você me encontrou em meio ao meu quebranto
Sei que ainda o amo, Deus
Apesar da agonia
Veja as pessoas querem me dizer que você é cruel 
Mas se Stephen pudesse cantar
Ele diria que não é verdade
Porque você está bem

Graça e Corrupção - Richard Sibbes ( 1577 - 1635 )




AGRAÇA ESTÁ MISTURADA COM CORRUPÇÃO
Diz-se que o cristão é um pavio que fumega. Vemos, assim, que a graça não elimina a corrupção toda de uma vez, mas algo é deixado para que os crentes a combatam. As mais puras ações dos mais puros homens precisam de Cristo para perfumá-las; e tal é o seu ofício. Quando oramos, temos que orar outra vez para Cristo nos perdoar pelos defeitos de nossas orações. Considere alguns exemplos desse pavio que fumega: Moisés no Mar Vermelho, estando numa grande perplexidade, e não sabendo o que dizer, ou para que caminho se voltar, queixou-se a Deus. Não há dúvida de que foi isso um grande conflito para ele. Em grande angústia, não sabemos o que orar, mas o Espírito faz petições com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26). Corações quebrantados não podem senão produzir orações quebrantadas. 

Quando Davi esteve diante do rei de Gate (1 Sm 21.13) e se desfigurou de modo a ficar de uma maneira desagradável, naquela fumaça havia algum fogo também. Tu podes ver que Salmo excelente ele compõe sobre aquela ocasião, o 34, no qual, baseado na experiência, ele diz: “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado” (Sl 34.18). “Eu dizia na minha pressa: Estou cortado de diante dos teus olhos”. Há fumaça. “Não obstante, tu ouviste a voz das minhas súplicas” (Sl 31.22). Há fogo. “Senhor, salva-nos, que perecemos” (Mt 8.25), gritam os discípulos. Aqui há fumaça de infidelidade, todavia, tanta luz da fé que os incitou a orar a Cristo. “Eu creio, Senhor”. Há luz. 

“Ajuda a minha incredulidade”. Há fumaça (Marcos 9.24). Jonas clama: “Lançado estou de diante dos teus olhos”. Há fumaça. “Todavia, tornarei a ver o templo da tua santidade”. Há luz (Jn 2.4). “Miserável homem que eu sou!”, diz Paulo, com senso de sua corrupção. Todavia, ele irrompe em ações de graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor (Rm 7.24). 

“Eu dormia”, diz a igreja em Cantares de Salomão, “mas o meu coração velava” (Ct 5.2). Nas sete igrejas, as quais por suas luzes são chamadas “os sete castiçais de ouro” (Ap 2 e 3), a maioria delas tinha muita fumaça junto com suas luzes. 

A razão de tal mistura é que trazemos em nós um duplo princípio, graça e natureza. A finalidade disso em especial é nos preservar daquelas duas perigosas rochas contra as quais as nossas naturezas têm propensão a se chocar, a segurança e o orgulho, e a nos forçar a pôr nosso descanso sobre a justificação, não sobre a santificação, a qual tem, além da imperfeição, algumas manchas. Nosso fogo espiritual é como nosso fogo vulgar aqui embaixo, ou seja, misturado. Em cima, o fogo fica puríssimo em seu próprio elemento; assim serão todas as nossas graças quando estivermos onde vamos estar, no céu, que é o seu próprio elemento. 

De tal mistura surge o fato de que os do povo de Deus têm julgamentos tão diferentes de si próprios, olhando por vezes a obra da graça, por outras o resto de corrupção, e quando eles consideram isso, pensam então que não têm graça alguma. Embora amem Cristo em suas ordenanças e seus filhos, todavia, não ousam pretender familiaridade tão próxima quanto a dele. Exatamente como uma vela no pedestal algumas vezes mostra sua luz, e algumas vezes a luz mostrada se perde; assim, por vezes ficam bem persuadidos de si mesmos e, por vezes, perplexos.

Amantes de si mesmos.


Os efeitos de um ensino carnal no cristianismo geram grandes e terríveis erros. A Bíblia ensina que “Nos últimos dias sobrevirão dias difíceis, pois os homens serão egoístas (amantes de si mesmos), avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus...”.

Onde está o coração do homem, aí estão seus afetos também; e enquanto o coração do homem não for liberto do amor ao “EU”, então sua vida estará cheia dos demais pecados. Deus odeia a avareza e nos livra dela quando nos dá nova vida em Cristo Jesus. “E assim se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Co 5.17)

A Palavra de Deus nos chama a uma vida de abnegação na qual devemos olhar para “coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl 3.2). Portanto, visto que nosso Senhor estava tão contrário à avareza, advertiu muitas vezes a seus seguidores nos evangelhos contra o ser amantes de si mesmos. Devemos deixar nosso próprio caminho e o amor próprio. Agora, enquanto começamos a ver estas coisas nas Escrituras, decidir se um homem, cuja vida é controlada por este pecado, pode ser um verdadeiro filho de Deus. Não será mais uma alma enganada por este evangelho falso que ensina existir crente carnal?

Em Lucas 14.26 ouvimos o Senhor pronunciar estas palavras assombrosas: “Se alguém vem a mim e não aborrece a sua pai, e mão, e mulher, e filhos, e irmãos e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” Sim, são palavras assombrosas, mas são palavras do Filho de Deus e Ele não pode mentir. Em outras palavras, ele está dizendo que quando uma pessoa O ama e O segue neste mundo mal, é como se aborrecesse a seu próprio pai, mãe, esposa, filhos, irmãos e irmãs; e ainda a sua própria vida também. É a única ocasião em que Jesus fala dessa forma. Em Mateus 16.24-25 diz: “Então disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perdê-la por minha causa achá-la-á.” Ou seja, se procuro salvar a minha vida por não praticar a abnegação na fé cristã, vou perdê-la toda. Na verdade, não a tenho salvo, mas a perdi toda. Mas se perco a minha vida por amor de Cristo, e deixo de amar a mim mesmo, então a guardarei por toda a eternidade. Logo vemos em João 12.25: “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.” Bom, se segues acariciando-te e não te negas a ti mesmo, mas segues fazendo o que te convém para satisfazer aos desejos da carne, os desejos dos olhos e a soberba da vida, perderás essa vida que tens procurado salvar e amar; porém, o que aborrece sua vida neste mundo, para a vida eterna a guardará.

O que nosso Senhor está dizendo aqui é que não há nenhum lugar em seu reino para os “amantes de si mesmos”. Porque seu reino se compõe daqueles que O amam sobre tudo e negam-se a si mesmos. Novamente vemos que aquele que ama mais a sua vida que a Cristo perdê-la-á, mas o que aborrece sua vida neste mundo, preferindo o favor de Deus e mostrando mais interesse em Cristo que em sua própria vida guardá-la-á para a vida eterna.

Além disso, vemos nas Escrituras a conseqüência final de um amor excessivo por nossa vida, um amor excessivo por nosso “ego”. Muitos há que se enamoram demasiadamente de si mesmos e perdem suas vidas por causa desse amor. Aquele que ama sua vida animal ou suas paixões tanto que satisfaz seus apetites e alimenta seus desejos da carne, encurtará seus dias e perderá a vida que tanto estima; não herdará essa vida infinitamente melhor que é a vida eterna com Cristo em glória depois da morte. Aquele que está tão enamorado, tanto da vida deste corpo com seus ornamentos e deleites que até negaria a Cristo em vez de perdê-la, perdê-la-á; isto é, perderá uma felicidade no mundo vindouro, enquanto procura segurar-se numa vida imaginária neste mundo presente.

Este é o erro fatal deste falso evangelho do Cristianismo carnal que tem produzido este fruto de “amantes de si mesmos”, ou seja, o egoísmo. Sustentam que estamos vivendo em um século mais iluminado e conseqüentemente devemos amar-nos a nós mesmos, amar o dinheiro e o prazer. Não teria Cristo vindo ao mundo para dar-nos vida e vida em abundância? Não somos filhos do Rei e não devemos Ter melhor qualidade de vida? Sim, Jesus disse que veio para dar vida, e vida abundante (Jo 10.10), porém lembremos que Ele veio para dar vida espiritual a Seu povo, a qual é uma vida abundante, não se trata de uma vida de abundância material que só produz mais amor a nós mesmos e mais amor ao dinheiro e ao prazer e no fim a condenação de nossas almas. Se nossa alma está inclinada a estas coisas, nossas afeições são más devido ao pecado.

Esses são os argumentos de quem deseja continuar em seus pecados e deseja viver em dois reinos ao mesmo tempo: “O Senhor não quer que amemos ao nosso próximo? Como podemos amá-lo se não sabemos amar a nós mesmos? Não sabes que se não aprendermos a amar a nós mesmos corretamente não poderemos amar ao nosso próximo?” Não nos deixemos enganar por esse raciocínio carnal, mesmo que nos pareça merecedor de crédito, pois as Escrituras não ensinam isso. A razão pela qual as pessoas utilizam este argumento carnal e distorcem as palavras do nosso bendito Salvador em Mateus 22.34-40, entendendo-as num sentido errado, é que não desejam amar o próximo, mas que querem dedicar-se mais aos prazeres e deleites deste mundo. Isso vemos quando analisamos com sinceridade. Dessa maneira, entregam-se a viver num mundo onde eles mesmos é que mandam. As desculpas apresentadas são: “Tenho que amar-me, devo buscar minhas raízes. Necessito de mais auto-estima!” Crêem que necessitam de tudo isso, mas isso poderá levá-los à condenação. Têm uma forma de piedade, porém vivem para si mesmas.

Vejamos um exemplo bíblico de alguém que perdeu sua vida por Cristo, porém, na verdade a salvou. Estamos falando de Saulo de Tarso, que se converteu em Paulo, o cristão, um filho de Deus e missionário. Ele disse: “Eu tinha muito amor próprio, me estimava bastante e tinha confiança na carne, porém, quantas coisas eram para minha ganância [esse egoísmo, essa grande auto-estima e essa confiança na carne]. Tudo isso tenho considerado como perda por amor de Cristo. Certamente tenho tudo como perda pela excelência do conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor, por amor do qual tenho perdido tudo considerando todas as coisas como refugo para ganhar a Cristo e ser achado nEle, não tendo justiça própria que é pela lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus pela fé” (parafraseado – Fp 3.4-9).
Novamente Paulo diz em Romanos 7.9: “Outrora, sem a lei, eu vivia; mas sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri” – ao meu egoísmo, minha auto-estima e minha confiança na carne. A estima de Paulo era de que ele se tratava pecador que merecia o inferno, que estava debaixo da ira justa de Deus. Paulo manteve este conceito e postura de si mesmo até sua morte. Depois de sua conversão ele se referia a si mesmo como “o menor dos apóstolos” (I Co 15.9). “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça...” (Ef 3.8); ele se denominou o principal dos pecadores (I Tm 1.15); disse também: “...ainda que nada sou” (II Co12.11). Aqui não vemos nenhum egoísmo nem confiança na carne, porém aqui havia uma pessoa que havia aprendido da primeira bem-aventurança: “Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.” (Mt 5.3). “Nada sou; não sou nada; de mim mesmo não posso fazer nada.” Desta forma o apóstolo se via ao crer na graça de Deus. Assim vemos a verdade de João 12.25, ilustrada em Paulo, que havia sido anteriormente Saulo de Tarso: “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.”

Tu amas a ti mesmo mais do que a Deus? Estimas-te ou te amas muito? Tens confiança na carne? Se é assim, o “ego” é o teu ídolo, e nenhum idólatra pode entrar no reino dos céus (I Co 6.9); devemos fugir da idolatria (I Co 10.14). Os verdadeiros filhos de Deus adoram a “Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne” (Fp 3.3). “Amantes de si mesmos mais que de Deus” são fruto desse evangelho de um cristianismo carnal. Cristo disse que aquele que não negasse a si mesmo e não O seguisse não poderia ser Seu discípulo. O verdadeiro Evangelho da graça de Deus diz: “Bem-aventurados os humildes de espírito”, e o homem que é pobre de espírito sabe que não é nada, que não tem nada e não pode fazer nada sem a graça de Deus. Portanto, ele não ama sua própria vida, senão que a aborrece neste mundo para que a possa guardar por meio da graça de Deus, por toda a eternidade.

L. R. Shelton, Jr.

Um Povo Escolhido - C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 11:30/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Cremos que Deus tem um povo escolhido. Essas pessoas são redimidas e a elas será dada vida eterna. Cremos que a graça de Deus produz convicção dos pecados nos corações dessas pessoas. Primeiramente Deus lhes mostra seus pecados. Em seguida, Deus as leva a crerem em Cristo. Pelo fato de que Cristo é justo, Deus vê os Seus filhos que confiam em Cristo como justos também. Cremos ainda que estas pessoas escolhidas e eleitas certamente serão levadas à glória no céu. Essas doutrinas da graça são como uma corrente, cada uma está ligada às outras. Cada elo na corrente, isto é, cada doutrina, necessita das outras.

Existem muitas pessoas que não crêem neste ensinamento. Elas nos dizem que na Bíblia há advertência contra as pessoas que abandonam sua fé. Perguntam: "Por que são dados esses avisos se é realmente verdade que "os justos seguirão firmemente seu caminho?" Se não é possível para os verdadeiros cristãos abando¬narem sua fé, qual é a necessidade das advertências sobre perder-se? Será que essas advertências não são utilizadas por Deus para que Seu povo não se afaste dEle?"

Na Epístola aos Hebreus encontramos sérias advertências con¬tra o abandono da fé (apostasia). Mas o autor de Hebreus está certo de que os verdadeiros cristãos a quem ele está escrevendo não estarão entre os que abandonarão sua fé. Ele diz: "Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores" (Heb. 6:9).

No entanto, aqueles que não gostam do ensinamento de que o verdadeiro cristão não pode em última análise perder sua fé, nos dizem que na Palavra de Deus há aqueles que conheceram de fato a Cristo e mesmo assim abandonaram o caminho cristão. Devemos dizer a eles que isto não é verdadeiro. Devemos lembrá-los de versículos como I João 2:19: "Saíram de nós, mas não eram de nós; porque se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós".

No Evangelho de João, o Senhor Jesus Cristo fala dos ramos da videira que, por não produzirem nenhum fruto, foram cortados e queimados. Ilustrando-se isso de uma outra maneira, existem muitas pessoas que parecem sercristãs exteriormente, mas que nos seus corações realmente não são cristãs. Essas pessoas deixarão a companhia dos autênticos cristãos e jamais retornarão. Elas serão como ramos sem frutos que só servem para serem queimados. Isso já não acontece com o cristão autêntico. Ele poderá se desviar, porém voltará. Ele não será como um ramo de árvore que foi cortado. Ele será como um ramo que foi podado, para que mais tarde produza novamente fruto. Em Mateus 7:23, aqueles a quem o Senhor diz: "Nunca vos conheci" jamais foram Seus seguidores.

Como Ensinar a Palavra - João Calvino


A não ensinarem uma doutrina diferente(1Timóteo 1.3,4). O termo grego, [heterodidaskalein] que Paulo usa aqui, é composto, e pode ser traduzido no sentido ou de "ensinar de modo diferente, fazendo uso de um novo método", ou "ensinar uma nova doutrina". A tradução de Erasmo, "seguir uma nova doutrina", não me satisfaz, visto que a mesma poderia aplicar-se tanto aos ouvintes quanto aos mestres. Se lemos: "ensinar de uma forma diferente", o significado será mais amplo, pois Paulo estaria proibindo a Timóteo de permitir a introdução de novos métodos de ensino que sejam incompatíveis com o método legítimo e genuíno que lhe havia comunicado. Assim, na segunda epístola, ele não aconselha Timóteo a simplesmente conservar a substância de seu ensino, mas usa um termo que significa uma semelhança viva de seu ensino. Como a verdade de Deus é única, assim não há senão um só método de ensiná-la, o qual se acha livre de falsa pretensão e que degusta mais saborosamente a majestade do Espírito do que as demonstrações externas de eloqüência humana. Se alguém se aparta disso, ele deforma e vicia a própria doutrina; e assim, "ensinar de maneira diferente", aponta para a forma.

Se lermos: "ensinar algo diferente", então a referência será à substância do próprio ensino. E digno de nota que, por nova doutrina, significa não só o ensino que está em franco conflito com a sã doutrina do evangelho, mas também tudo o que, ou corrompe a pureza do evangelho por meio de invenções novas e adventícias, ou o obscurece por meio de especulações irreverentes. Todas as maquinações humanas são outras tantas corrupções do evangelho, e aqueles que fazem mau uso das Escrituras, como costumam fazer as pessoas ímpias, fazendo do Cristianismo uma engenhosa exibição, obscurecem o evangelho. Todo ensino desse gênero é oposto à Palavra de Deus e àquela pureza da doutrina na qual Paulo ordena aos efésios a permanecerem firmes.

4. Tampouco se ocupem de fábulas. Em minha opinião, o apóstolo quer dizer, por fábulas, não tanto as falsidades excogitadas, mas principalmente aqueles contos fúteis e levianos que não têm em si nada de sólido. Uma coisa pode não ser em si mesma falsa, e no entanto ser fabulosa. E nesse sentido que Suetônio falou de "história fabulosa", e Levi usa o verbo fabulari, [inventar fábulas], no sentido de palavrório tolo e irracional. Não há dúvida de que [muthos], o termo que Paulo usa aqui, significa em grego [fluaria], bagatelas, e quando ele menciona um tipo de fábula como exemplo do que tem em mente, toda dúvida se esvai. Ele inclui entre as fábulas as controvérsias sobre genealogias, não porque tudo o que se pode dizer sobre elas seja fictício, mas porque é tolice e perda de tempo.

A passagem, portanto, pode ser tomada no seguinte sentido: não devem atentar para as fábulas como se fossem do mesmo caráter e descrição das genealogias. De fato é isso precisamente o que Suetônio quis dizer por história fabulosa, a qual, mesmo entre os homens das letras, tem sido com justa razão criticada pelas pessoas de bom senso. Pois era impossível não considerar ridícula essa curiosidade que, negligenciando o conhecimento útil, passou a vida inteiro investigando a genealogia de Aquiles e Ajax, e despendeu suas energias em contar os filhos de Príamo. Se tal coisa é intolerável no aprendizado em salas de aulas onde há espaço para agradável passa-tempo, quanto mais intolerável será a mesma para o nosso conhecimento de Deus. Ele fala de genealogias intermináveis, porque a fútil curiosidade não tem limites, mas continuamente passa de um labirinto a outro.

Que mais produzem questionamentos. Ele julga a doutrina por seu fruto. Tudo o que não edifica deve ser rejeitado, ainda que não tenha nenhum outro defeito; e tudo o que só serve para suscitar controvérsia deve ser duplamente condenado. Tais são todas as questões sutis nas quais os homens ambiciosos praticam suas habilidades. É mister que nos lembremos de que todas as doutrinas devem ser comprovadas mediante esta regra: aquelas que contribuem para a edificação devem ser aprovadas, mas aquelas que ocasionam motivos para controvérsias infrutíferas devem ser rejeitadas como indignas da Igreja de Deus, Se este teste houvera sido aplicado há muitos séculos, então, ainda que a religião viesse a se corromper por muitos erros, ao menos a arte diabólica das controvérsias ferinas, a qual recebeu a aprovação da teologia escolástica, não haveria prevalecido em grau tão elevado, Pois tal teologia outra coisa não é senão contendas e vãs especulações sem qualquer conteúdo de real valor. Por mais versado um homem seja nela, mais miserável o devemos considerar. Estou cônscio dos argumentos plausíveis com que ela é defendida, mas jamais descobrirão que Paulo haja falado em vão ao condenar aqui tudo quanto é da mesma natureza.

A edificação de Deus [aedificationem Dei]. Sutilezas desse gênero edificam os homens na soberba e na vaidade, mas não em Deus. O apóstolo fala de edificação que é segundo a piedade, seja porque Deus a aprova, seja porque ela é obediente a Deus, e nisso ele inclui o amor uns pelos outros, o temor de Deus e o arrependimento, pois todos esses elementos são frutos da fé que sempre nos conduz à piedade. Sabendo que todo o culto divino é fundamentalmente tão-somente na fé, ele creu ser suficiente mencionar a fé da qual dependem todas as coisas.

Quando se ora erradamente



Por: A. W. tozer

Algumas vezes ora-se não só em vão, mas também errado. Vejamos o exemplo: Israel fora derrotado em Ai, e “Josué rasgou as suas vestes, e se prostrou em terra sobre o seu rosto perante a arca do Senhor até à tarde, ele e os anciãos de Israel; e deitaram pó sobre as suas cabeças” (Josué 7:6).

De acordo com a nossa atual filosofia do reavivamento, isso era o que devia ser feito e, uma vez que isso se fizesse continuamente, é certo que convenceria a Deus e Ele acabaria concedendo aquela bênção. Mas, “disse o Senhor a Josué: Levanta-te; por que estás prostrado assim sobre o teu rosto? Israel pecou, e violaram a minha aliança, aquilo que eu lhes ordenara... Dispõe-te, santifica o povo, e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o Senhor Deus de Israel: ...aos vossos inimigos não podereis resistir enquanto não eliminardes do vosso meio as cousas condenadas” (Josué 7:10-13).

Precisamos de uma reforma dentro da Igreja. Pedir que um dilúvio de bênçãos caia sobre uma igreja desobediente e decaída é desperdiçar tempo e energias. Nova onda de interesse religioso apenas conseguirá adicionar números às igrejas que não tencionam submeter-se à soberania de Jesus e nem buscam obedecer aos mandamentos dEle. Deus não está interessado tan¬to em aumentar a freqüência às igrejas, mas em fazer com que tais pessoas emendem seus caminhos e comecem a viver santamente.

Certa vez o Senhor pela boca do profeta Isaías disse palavras que aclaram este assunto de uma vez por todas: “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiro, e da gordura de animais cevados, e não me agrado do sangue dos novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as luas novas, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene... Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vos¬sos atos de diante dos meus olhos: cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas... Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra.” (Isaías 1:11-17,19.

Os rogos, pedindo reavivamento, só serão ouvidos quando acompanhados de uma radical emenda ou reforma de vida; nunca antes. Reuniões de oração que atravessam a noite mas não são precedidas de verdadeiro arrependimento só podem desagradar a Deus. “O obedecer é melhor do que o sacrificar.” (1 Samuel 15:22.)

Urge voltarmos ao cristianismo do Novo Testamento, não apenas no que respeita ao credo mas também na maneira completa de viver. Separação, obediência, humildade, naturalidade, seriedade, autodomínio, modéstia, longanimidade: tudo isso precisa ser novamente parte vivificante do conceito total do cristianismo e aparecer no viver cotidiano. Precisamos purificar o templo, tirando de dentro dele os mercenários e os cambiadores, e ficarmos outra vez inteiramente sob a autoridade do Senhor ressurreto. E isto que aqui agora dizemos aplica-se a quem escreve estas linhas, bem como a cada um dos que invocam o nome de Jesus. Daí, sim, poderemos orar em plena confiança, e aguardar o verdadeiro reavivamento que certo virá.

Fonte: [Ortopraxia]
Via: [ Tome a sua Cruz e Siga-me ]

Explodindo o mito da segurança - J. Piper

 
Arriscar é certo - melhor perder a vida do que jogá-la fora

Se nossa única e abrangente paixão é magnificar a Cristo na vida e na morte, e se a vida que mais o engrandece é a vida de amor que nos custa caro, então a vida é risco, e arriscar é certo. Correr disso é jogar fora a vida.
O que é risco?

Eu defino risco muito simplesmente como sendo uma ação que o expõe à possibilidade de perda ou dano. Se você arriscar, pode perder dinheiro, pode perder prestígio, pode perder sua saúde ou mesmo sua vida. E, o que é pior, se arriscar, você poderá pôr em perigo outras pessoas e não só você mesmo. A vida delas pode estar em jogo. Será que uma pes­soa sábia e amorosa, então, arriscará algum dia? E sábio expor-se a per­das? É amoroso pôr outros em perigo? Perder a vida é a mesma coisa que jogá-la fora?
Depende. E claro que você pode jogar a vida fora de uma centena de modos pecaminosos e morrer como resultado. Nesse caso, perder a vida e desperdiçá-la dariam na mesma. Mas perder a vida nem sempre é o mesmo que jogá-la fora. E se as circunstâncias são tais que não arriscar resulte em perda e dano? Pode trazer prejuízo não arriscar. E se arriscar com êxito traria grande benefício a muitas pessoas, e, no caso de fracassar, traria dano somente a você? Escolher o sossego ou segurança não demonstra amor quando algo grande pode ser alcançado para a causa de Cristo e pelo bem dos outros.

O risco é um fio que faz parte do tecido de nossa vida  finita
Por que existe algo como arriscar? Porque existe algo como ignorar. Se não houvesse o desconhecimento não haveria risco nenhum. O risco é possível, porque nós desconhecemos como as coisas vão sair no fim. Isso quer dizer que Deus não pode arriscar.' Ele sabe o resultado de todas as suas opções antes que aconteçam. É isso que significa ser Deus em oposi­ção a todos os deuses das nações (Is 41.23; 42.8,9; 44.6-8; 45.21; 46.8-11; 48.3). E visto que ele conhece o resultado de todas as suas ações antes de acontecerem, ele planeja de acordo com isso. Sua onisciência exclui a própria possibilidade de arriscar.2
Mas não é assim conosco. Nós não somos Deus; nós somos igno­rantes. Não sabemos o que há de acontecer amanhã. Deus não nos conta em detalhe o que ele pretende fazer amanhã ou daqui a cinco anos. Eviden­temente Deus pretende que vivamos e atuemos em desconhecimento e in­certeza sobre o resultado de nossas ações.
Ele nos diz, por exemplo, em Tiago 4.13-15:
Atendei, agora, vós que dizeis: "hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros". Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: "se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo".
Você não sabe se seu coração vai parar antes de você acabar de ler esta página. Você não sabe se algum motorista vindo em sua direção vai sair da pista de repente e bater de frente com você na próxima semana, ou se a comida do restaurante vai conter algum vírus fatal, se um derrame vai paralisá-lo antes da semana acabar, ou se algum homem vai atirar em você no super­mercado. Não somos Deus. Não sabemos do amanhã.
Explodindo o mito da segurança

O risco, portanto, está entretecido em nossa vida finita. Não pode­mos evitar risco ainda que o queiramos. Desconhecimento e incerteza so­bre o dia de amanhã é o próprio ar que respiramos. Todos os nossos planos para as atividades do amanhã podem ser estilhaçados por mil coisas desconhecidas quer fiquemos em casa debaixo das cobertas ou saiamos a andar nas rodovias. Um de meus alvos é destruir os mitos de segurança e de alguma forma livrá-lo do mito de estar seguro. Porque isso é uma miragem. Não existe. Em toda direção, para onde você se voltar, há coisas desco­nhecidas e coisas além de seu controle.
A trágica hipocrisia é que o encantamento da segurança nos deixa arriscar por nós mesmos todos os dias, mas nos paralisa de arriscar pelos outros na estrada do amor do Calvário. Nós nos iludimos e achamos que isso poria em perigo uma segurança que nem existe de fato. O modo em que eu espero explodir o mito da segurança e desencantá-lo da miragem da segurança é simplesmente ir à Bíblia e mostrar-lhe que é certo arriscar pela causa de Cristo, e assim não desperdiçar sua vida.

Agradecer Pela Dor?

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Como muitos dos outros, Salmo 66 traz uma rica mensagem de louvor. Chama todos a adorarem a Deus por seus tremendos feitos e pela grandeza do seu poder. O salmista convida todos a examinarem as evidências da grandeza de Deus: “Vinde e vede as obras de Deus: tremendos feitos para com os filhos dos homens!” (versículo 5), o mesmo convite que seria repetido séculos depois por Filipe quando chamou Natanael a conhecer Jesus (João 1:46). Entre as obras citadas no Salmo 66 há a salvação dos israelitas no mar Vermelho, a chegada à terra prometida, o domínio de Deus sobre as nações e a proteção dada aos fiéis (versículos 6-9). São temas importantes e comuns nos Salmos.
Nós, também, agradecemos por livramento do pecado, bênçãos recebidas e a proteção divina. Mas quando foi a última vez que adorou a Deus porque ele deixou homens cavalgar sobre a sua cabeça? Alguma vez agradeceu porque Deus deixou você cair numa armadilha, ou sofrer provações e opressões? Normalmente, agradecemos pelas coisas agradáveis e pedimos livramento da dor. Mas o autor do Salmo 66 agradece, também, por opressões e provações dolorosas: “Pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata. Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas; fizeste que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água” (versículos 10-12). Motivos de adoração e agradecimento? Sim, porque o salmista entendeu que as provações e a purificação foram necessárias para chegar ao alvo principal de todos os servos de Deus. Ele continua no versículo 12: “...porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso”. Este autor entendeu que o sofrimento faz parte da purificação necessária para ter comunhão com o Deus puro e santo. Ele sabia que “o Senhor corrige a quem ama” (Hebreus 12:6) e que precisamos nos purificar para ficar na casa de Deus (2 Timóteo 2:19-22).
Ao invés de sempre procurar livramento do sofrimento, devemos buscar verdadeira purificação de todo pecado, pois a impureza impede a comunhão com Deus.

–por Dennis Allan

Capítulo 17 A Fidelidade de Deus

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"Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel". Deuteronômio 7:9.
A fidelidade é um dos atributos de maior conforto e doçura. A fidelidade pertence a Deus; a inconstância caracteriza o homem pecador. A fidelidade de Deus é uma verdade prática ao crente. É travesseiro para a cabeça cansada, estímulo ao coração que desfalece e apoio para os joelhos fracos. Em todas as exigências da vida, podemos contar asseguradamente com Ele. Ele nunca decepcionará a alma que confia. Sua fidelidade nunca falhará. A fidelidade de Deus, juntamente com Seu imenso poder é nossa esperança eterna. Os homens nos decepcionam por falta de fidelidade ou poder. Mas podemos olhar além das ruínas causadas pela infidelidade dos homens, e avistarmos Um que é grande em fidelidade. Podemos ficar certos que "Porque fiel é o que prometeu". Hebreus 10:23.
Infidelidade é uma das características que se sobressai nestes dias maus. Quem nunca sofreu nas mãos de homens infiéis? E, onde está o homem que de uma maneira ou outra, não seja culpado deste pecado? No mundo econômico quase todas as falhas são resultado de devedores ou empregados infiéis. No setor social, a infidelidade conjugal tem se tornado um terrível mal. Os sagrados laços do matrimônio são rompidos com a facilidade de quem joga fora roupas velhas. No mundo político, as promessas antes das eleições são quebradas com a mesma facilidade com que foram feitas. Nas negociações internacionais, os acordos são considerados como simples folhas de papel. E no setor religioso, a infidelidade é tão notável quanto em qualquer outro setor. Multidões que professam crer na Bíblia ignoram grandes porções dela, pronunciando outras partes como antiquadas, e com explicações tentam desfazer o que está escrito.
ENOJADO COM A HUMANIDADE
Um repórter de um dos grandes noticiários americano, que havia testemunhado a batalha de Alcazar numa Espanha regada pela guerra e ensopada com sangue, ainda hospitalizado, falou com o chefe no outro lado do oceano e disse: "Estou enojado com a humanidade". A raça humana começou a se degradar no Jardim do Éden pela sua infidelidade ao Criador, e pelo mesmo pecado, destrói a si mesma. Aqui está uma pergunta com que podemos sondar o nosso coração: Temos sido motivo de tristeza a outros por motivo de nossa infidelidade? Será que esposa, marido, filhos, pais, vizinho, pastor, irmão, ou outra pessoa qualquer já se entristeceu por nossa infidelidade? Lembre-se que as lágrimas causadas por nosso maltratar são guardadas no odre de Deus para serem evidência no dia de julgamento. Salmo 56:8.
O DEUS FIEL
Há alguém que é grande em Sua fidelidade. A fidelidade é uma perfeição em Deus pela qual Ele é fiel à sua Palavra e a todos os Seus concertos. Ele nunca quebra um contrato consigo mesmo nem com Suas criaturas. O que Ele propôs, isto fará, e o que prometeu, isto executará. A mentira é um dos pecados que mais prevaleceu em todos os tempos. Foi o acreditar numa mentira que arruinou toda a raça humana. Adão e Eva deixaram a Palavra de Deus e seguiram o pai das mentiras. E todos os seus filhos seguiram no mesmo caminho. Os filhos de Israel, literalmente rogavam, no passado distante, aos profetas a pregarem mentiras a eles. Eles clamavam: "Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos". Isaías 30:10. Em nossos dias, a palavra mentira se camuflou com o termo "propaganda".
Conta-se que em Sião quem fosse pego contando mentira teria a boca costurada por três dias. O Irmão R. G. Lee diz, que se esta fosse a lei aqui em nosso país, muitos homens de negócios não poderiam atender ao telefone, e que muitas senhoras andariam com lindos bordados na boca.
A inclinação de contar e acreditar numa mentira é um dos fatos mais surpreendentes na história da humanidade. Da boca de um só Homem, nunca saiu nenhuma mentira. E este foi o Deus-Homem, Jesus Cristo, a verdade encarnada. Isaías 53:9.
DEUS É FIEL A SI MESMO
A respeito de Deus lemos que "Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo". 2 Timóteo 2:13. Isto significa que Ele efetuará tudo o que propôs. Romanos 8:28 diz que tudo opera para o bem dos que amam a Deus e são chamados segundo seu propósito. Lá na eternidade anterior, havia um povo que dantes conheceu e predestinou a quem Deus propôs chamar e justificar e glorificar. Esta era uma proposta secreta, conhecida somente por Deus. Não havia promessa dada ao homem, pois este nem sequer existia ainda. Portanto, se Deus não chamasse, justificasse e glorificasse os dantes conhecidos e predestinados, Ele não seria fiel nem verdadeiro a Si mesmo. Seria como o homem que se propôs a fazer uma coisa, e depois falhou por inconsistência ou por incapacidade. Deus é fiel ao Seu próprio propósito, e tem amplo poder para a execução de Seus planos. "E segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes"? Daniel 4:35.
DEUS É FIEL A SEU FILHO
Existem certas promessas feitas a Cristo, que é simbolizado por Davi espiritualmente, com a condição de que executasse Seus deveres como Mediador do novo concerto. E Deus jurara não mentir a Davi, isto é a Cristo, o Davi espiritual. Ele veria Sua semente e o labor de Sua alma e ficaria satisfeito. Em relação ao concerto da graça, do qual as três pessoas da Trindade fizeram parte, não podemos fazer melhor que citar B. H. Carroll: "Antes de haver o mundo, um concerto de graça e misericórdia foi feito pelo Pai, Filho e Espírito Santo, cujas evidências são plenas no N. T., e a parte a ser executada por cada um são claramente definidas, a saber: A graça do Pai em concordar que seu o Filho viesse, suas obrigações para com o concerto de dar uma semente ao Filho, Sua presciência desta semente, Sua predestinação da semente, e a justificação e adoção destes em bom tempo. O concerto do Filho inclui a obrigação de assumir a natureza humana em Sua encarnação, voluntariamente renunciando à glória que tinha com o Pai antes do mundo? para tornar-Se obediente até a morte e morte de cruz. A consideração como esperança à Sua frente, induzindo-O a suportar a desgraça da cruz, e o galardão dado pela obediência, foi Sua ressurreição, Sua glorificação, Sua exaltação ao trono real de sacerdote e Seu investimento com direito a julgar. E as obrigações do Espírito Santo eram de aplicar Sua obra de redenção em chamar, convencer, regenerar, santificar e levantar dos mortos a semente prometida ao Filho. Tudo isto mostra que o plano de salvação não foi um pensamento secundário; que as raízes dele na eleição e predestinação estão tanto na eternidade quanto da existência do mundo, e os frutos dele estão na eternidade após o julgamento. O crente deve considerar esta corrente, testar cada elo, sacudi-la e ouvir seu som, ligado de eternidade à eternidade. Cada um que Deus escolheu é atraído pelo Espírito a Cristo. Cada um predestinado é chamado pelo Espírito em tempo, justificado em tempo e será glorificado quando o Senhor vier".
A MORTE DE CRISTO NÃO FOI UMA EXPERIÊNCIA
A morte de Cristo não foi uma experiência, incerta nos resultados. A obra do Espírito Santo não é mera tentativa para ver o quanto Ele pode efetuar. Jamais poderíamos aprovar a doutrina dum Pai infiel, um Espírito Santo derrotado e um Filho decepcionado. Cremos num Deus fiel, num Espírito Santo invencível e num Cristo vitorioso. Spurgeon diz: "Creio firmemente que toda alma pela qual Cristo verteu Seu sangue como substituto, Ele reivindicará como Sua, e terá como Sua por direito. Amo esta verdade e deleito-me em proclamá-la. Nem todos os poderes da terra ou inferno, nem a obstinação da vontade humana, nem a profunda depravação da mente humana, podem impedir Cristo de ver o labor de Sua alma e de ficar satisfeito. João 6:13-40.
Mas, melhor ainda são as palavras proferidas pelos lábios da Verdade em carne... ouçam-na: "Todo que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia". João 6:37-40.
A BASE DE NOSSA SEGURANÇA
A base da nossa segurança é a fidelidade de Deus a seu Filho. "Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor". 1 Coríntios 1:9. De acordo com o concerto, Jesus Cristo teria companheiros. Pelo chamado de Deus (o chamado eficaz do Espírito pela Palavra) fomos primeiramente admitidos na comunhão com Cristo, e o objetivo final é nossa presença com Ele na glória. E isto é garantido pela fidelidade de Deus, que nos confirmará no fim (1 Coríntios 1:8), pois os chamados serão justificados e glorificados. Os que Ele chamou e justificou estão seguros enquanto Deus for fiel à Sua Palavra para com o Filho. Livrar-se da correção depende da boa conduta do crente, mas a certeza da glória se baseia na fidelidade de Deus para com Seu Filho.
"Se os seus filhos deixarem a minha lei, e não andarem nos meus juízos, se profanarem os meus preceitos, e não guardarem os meus mandamentos, então visitarei com vara, e a sua iniqüidade com açoites. Mas não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei à minha fidelidade. Não quebrarei a minha aliança, não alterarei o que saiu dos meus lábios. Uma vez jurei por minha santidade que não mentirei a Davi. A sua descendência durará para sempre, e o seu trono será como o sol diante de mim". Salmo 89:30-36.
Que firme fundamento para nossa fé! Nossa segurança não jaz em nossa fidelidade a Deus, mas na fidelidade de Deus ao Seu Filho. ALELUIA!
DEUS É FIEL A SEUS SANTOS
Deus fez promessas aos crentes pobres, fracos e entristecidos que creram no Senhor Jesus Cristo e Ele, fielmente, cumprirá cada promessa que fez. "Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento". Romanos 11:29. Isto significa que Deus é fiel às Suas promessas do concerto, e não falhará na glorificação dos que chamou. Todas as promessas de Deus em Cristo são "sim" (certas) para que cada crente possa dizer "amém" à glória de Deus. 2 Coríntios 1:20.
PRESERVAÇÃO
Deus é fiel na preservação de Seu povo. "Porque o Senhor ama o juízo e não desampara os seus santos, eles são preservados para sempre". Salmo 37:28. "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que, mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai". João 10:27-29. Aquele que é preservado não tem o poder para guardar-se a si mesmo. Os santos são fracos, mas são guardados pelo poder de Deus. 1 Pedro 1:5. A promessa de Deus ao crente é a vida eterna. E isto não significa existência eterna, mas favor ou justificação eterno para que ele nunca mais fique debaixo da condenação. João 5:24.
"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará". 1 Tessalonicenses 5:23-24. Aqui jaz a completa santificação e livramento do pecado e isto pela dependência do crente na fidelidade de Deus. Os chamados não são apenas justificados, mas também glorificados, pois Deus é fiel. Deus nunca chamaria os pecadores com o chamado eficaz de vida eterna para depois deixá-los pelo meio do caminho que leva à glória. A obra de Deus para com Seus santos é perfeita. Aqueles que fugiram da tempestade da ira divina, têm a Palavra de Deus, e Seu juramento como base de esperança, estas duas coisas sendo imutáveis, nas quais Deus não pode mentir.
DISCIPLINA
Deus é fiel ao disciplinar Seus filhos. "Bem sei eu, ó Senhor, que os teus juízos são justos, e que segundo a tua fidelidade me afligiste". Salmo 119:75. Aqui Davi submete-se à disciplina de Deus e a aceita como justa e boa. Na teologia de Davi não havia lugar para sorte nem chance. Ele cria que tudo o que acontecia, era ordenado por Deus. Suas aflições foram grandes, mas ele via a mão de Deus em todas elas, e acreditava serem para o seu próprio bem. Ele ainda acrescenta que Deus era fiel em mandá-las. Deus estava operando para o bem de Davi, e sabia o que ele necessitava. Deus é tão fiel aos Seus em discipliná-los quanto em preservá-las. Deus não é um Eli indulgente e infiel. Ele não permitirá que Seus filhos pequem sem serem disciplinados. "O que faz uso da vara odeia seu filho; mas o que o ama, desde cedo o castiga". Provérbios 13:24.
Devemos louvar a Deus por Sua fidelidade em nos açoitar, a fim de levar-nos de volta a Si mesmo e às veredas da obediência. Os santos têm certas tendências das ovelhas e são propensos a se desviarem. Deus é o fiel pastor que sabe usar a vara para levar-nos de volta ao rebanho. Ouça a Davi, novamente: "Antes de ser afligido andava errado; mas agora tenho guardado a tua palavra". Salmo 119:67. E a doutrina permanece a mesma, seja no Velho ou no Novo Testamento. Em Hebreus 12:11, lemos: "E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela". Temos esta gloriosa verdade escrita por um dos puritanos, Thomas Washburn (1606-1687):
À medida que o santo cresce na sabedoria da verdade quanto a Deus e ao homem, ele repudiará a si mesmo e admirará mais e mais a Deus. Quando a verdade a respeito de Deus e do indivíduo se interiorizarem, então faremos o que é justo, amaremos misericórdia, e andaremos em humildade diante de Deus. Miquéias 6:8.
Ó, quanto nós, Seus filhos comprados com sangue, devemos ser fiéis Àquele que jamais faltará em fidelidade para conosco! Isto é o que Ele requer de nós como mordomos de Seus bens. Pouco importará quando morrermos, se tivemos riquezas e honras neste mundo, mas importará grandemente se fomos fiéis ao nosso Redentor. Que a fidelidade de Deus produza em nós, fontes donde corram águas de fidelidade em Seu serviço glorioso.

Autor: C. D. Cole
Revisão 2004: David A Zuhars Jr

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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